Flávio José

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Flávio José
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O cantor, compositor e sanfoneiro Flávio José é um forrozeiro nato e do mato que coleciona sucessos ao longo da carreira.

É mais uma prova viva e atuante da influência de Gonzagão. Músico desde criancinha e que tocou em orquestra na juventude. Tem muito chão rodado e muitos sucessos no nosso subconsciente (Tareco e Mariola, Caboclo Sonhador, Espumas ao Vento, Filho do Dono e muitos outras), lembrou do homem, agora. Esse é o “cara” da sanfona que faz sucesso no seu torrão natal e no Brasil. Conciliou a profissão de bancário à de sanfoneiro até onde deu. E graças a Deus largo os papéis da burocracia para colocar os dedos no acordeon e alegras as festas de Forró. Forma com Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho do Acordeon os herdeiros de Luiz Gonzaga, Pedro Sertanejo e Abdias. E serve de exemplo para muitos sanfoneiros.

Flávio José traz em cada disco lançado a marca autêntica do Forró sem enveredar pelos caminhos da modernização fugaz e “tendências” do Forró de Banda. A cada lançamento de disco mais sucessos na boca do povo. Ele tem um “time” de compositores (Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Accioly Neto, Aracílio Araújo, entre outros) que não deixam jamais a fonte secar.

Abaixo entrevista exclusiva com Flávio José para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em Maio 2004:

01) RitmoMelodia: Fale do seu primeiro contato com a música.

Flávio José: O meu primeiro contato com a música foi com 5 anos de idade, depois de assistir um show de Luiz Gonzaga.

02) RM: Fale como começou a tocar sanfona/acordeon e quais as suas influências musicais.

Flávio José: Comecei a tocar sanfona aos 7 anos de idade. A minha maior influência foi Luiz Gonzaga. Depois de assistir um show de Gonzaga em praça Pública, quanto tinha 5 anos, comecei a pedir aos meus pais uma sanfona e acabei ganhando. E comecei a prender e aos 7 anos comecei a tocar.

03) RM: Em sua opinião qual a importância da sanfona para música nordestina?

Flávio José: A sanfona tenha uma importância fundamental no forró. Sem a participação da sanfona no forró, o forró deixa de ser forró.

04) RM: Fale do seu início na carreira musical. Valeu a pena deixar de ser bancário?

Flávio José: A minha carreira depois dos 7 anos de idade aconteceu da seguinte maneira. Aos 13 anos de idade, fui convidado para participar da Orquestra Marajoara da cidade de Sertânia – PE. Fui músico dessa orquestra até os 17 anos de idade. Aos 17, formei juntamente com dois irmãos e 4 colegas de ginásio, uma Banda chamada “Os Tropicais”. Em 1971 assumi a função de Bancário, no Banco do Brasil na minha cidade natal Monteiro -PB. Fiquei no banco até 1995, quando fui afastado e obrigado a pedir demissão. Por ser considerado excedente no quadro de funcionários do BB. Quando isso veio acontecer, eu já havia gravado um LP em 1977 e um em 1980. Discos que não foram divulgados porque o Banco não permitia que tivéssemos uma função paralela. Em 1987 resolvi retomar a minha carreira e até hoje, venho gravando todos os anos.

05) RM: Quantos discos gravados? Quais os anos e títulos? Quais as músicas que se destacaram?

Flávio José: Já gravei 8 LPs e 13 CDs como artista independente e 2 CDs pela gravadora BMG. Os 8 LPs tiveram o seguinte título. Flávio José e Os Tropicais. Os CDs Flávio José – Nordestino Lutador, as músicas de destaque: “Lembrança de um Beijo” ( Accioly Neto); “Nordestino Lutador” ( Itanildo Show ); O Melhor de Flávio José, a música de sucesso: “Caboclo Sonhador” (Maciel Melo ); Flávio José – Tareco e Mariola, as músicas de destaque: “Tareco e Mariola” (Petrúcio Amorim), “A Casa da Saudade” (Coroné Caruá); Flávio José – Filho do dono ( Petrúcio Amorim ); Flávio José – Sem Ferrolho e sem Tramela, as músicas de destaque: “Sem ferrolho e Sem Tramela” (Juarez Santiago); “Espumas ao Vento”( Accioly Neto); Flávio José – A Poeira e A Estrada, música de destaque: “A Poeira e A estrada” ( Maciel Melo ); Flávio José Pra Todo Mundo, música de destaque: “Pra Todo Mundo” (Aracílio Araújo). Flávio José Sempre Ao Vivo ( Só Sucessos ). Flávio José – Seu Olhar Não Mente, músicas de destaque: “Seu Olhar Não Mente” (Ilmar Cavalcante), “O Rei Nas Estrelas” (Petrúcio Amorim); Flávio José – Me diz Amor. músicas de destaque: “Me Diz Amor” (Accioly Neto), “É Sempre Assim” (Petrúcio Amorim); Flávio José – “Palavras ao Vento” (João Silva); Flávio José Cidadão Comum, música de destaque: “De Mala e Cuia” (Flávio Leandro); Flávio José Acústico – Regravações e Flávio José – “Pra Amar e Ser Feliz” ( 2004 ) a ser lançado em Março.

06) RM: Quais seus parceiros musicais mais freqüentes? Como você analisa a importância das parcerias?

Flávio José: Petrúcio Amorim, Pinto do Acordeom, Anchieta Dali, Miguel Marcondes, Rogério Rangel, Maciel Melo, Flávio Leandro, Accioly Neto, Dom Fontinelle, João Silva, Jorge de Altino e Aracílio Araújo.

07 ) RM: Fale da sua experiência como empresário de Banda de Forró? Ainda continuar?

Flávio José: Olha nada que você faz e que não vai estar de dentro, a tendência é não dar certo. A experiência não foi boa, na verdade foi decepcionante.

08) RM: Como você analisa o surgimento no sudeste do “Forró Universitário”? Ajudou ou não a divulgação do Forró?

Flávio José: Não conheço forró Universitário – Conheço Universitário fazendo forró autêntico.

09) RM: Qual a importância do São João de Campina Grande?

Flávio José:  O São João de Campina Grande para mim tem muita importância. São 30 dias de espaço aberto para cultura Nordestina.

10) RM: Você chegou a conhecer Anastácia? Como você vê a importância do trabalho dela para Forró?

Flávio José: Pessoalmente me encontrei com Anastácia em São Paulo, por oportunidade de uma gravação do programa do Bolinha. Para mim ela tem um trabalho muito bonito, com muitos sucessos gravados.

11) RM: Quais os projetos para 2004?

Flávio José: Lançar o meu disco – Flávio José – Pra Amar e Ser Feliz ( música de Jorge de Altinho ). Tenho em mente muitos outros projetos, os quais se encontram inibidos pelo descaso da PIRATARIA.

11) RM: Quais os seus contatos:

Flávio José: (83) 3351-2336 | 99974 – 0655 | 98867 – 2225 | [email protected] www.flaviojose.com.br

farkopi.com/


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.