Renato Aranha

Renato Aranha

Treze municípios com quase quatro milhões de habitantes beirando as ruas e vielas da periferia do Rio de Janeiro. Eis que Renato Aranha, este aquariano, com ascendente em aquário, nasce e cresce tendo como cenário e escola:  a Baixada Fluminense.

Renato Aranha é filho de dona de casa e vendedor ambulante. Começou pelo Teatro amador aos 15 anos de idade.  De lá para cá, nunca se desvencilhou da cultura e educação, pois também se formou em Letras em 1996.

A música chega efusivamente em sua vida, em 1999, ao formar a banda “Baixada Super 8” ao lado de seu amigo, o poeta, Sylvio Neto. Embora a “BS8” passe por diversas formações, permanece como vocalista, tocando em Festivais e eventos até 2006. Em 2008, reúne-se com Daniel Gazolla, Celso Locossta e Jailson Lisboa para formar a banda “Rota Espiral”, consolidando-se como compositor e vocal.  Com a “Rota Espiral”, toca em muitos palcos e fortalece laços com outros artistas dentro e fora de sua região. Lança dois EPs: “Sic Transiti Gloria Mundi” e “Horizonte Extremo”, além do álbum “Sistema Inverso” em 2015.

Em 2016, passa a integrar o coletivo Baixada Nunca Se Rende e em 2017 recebe convite do PNUD Moçambique (Programa das Nações Unidas – ONU) para representar o coletivo e a música da Baixada Fluminense em terra africana.  Ainda em 2017, em parceria, compõe e grava com a banda “Rota Espiral” a música “Ninguém ficará para trás” que faz parte da coletânea “Baixada Nunca Se Rende”.  Grava vídeo clipe para essa música com diversos artistas de sua região e participa do documentário #Bxd – Baixada Nunca Se Rende, do cineasta italiano Christian Tragni e da brasileira Juliana Spinola.

Em 2018, com a banda “Rota Espiral”, vence o FLIPA – Festival da Canção em Nova Iguaçu, levando o primeiro lugar com a música de sua autoria “Limpeza”. Neste mesmo ano, comemora, em grande show, os 10 anos da banda “Rota Espiral” na Arena Jovelina Pérola Negra. Se apresenta com a banda “BXD” na “Casa com A música” em edição de um dos maiores eventos que existe espalhado pelo mundo: Playing For Change Day.

Com a banda BXD, em 2019, se apresenta no Ganjah Coffe Shop – Lapa – RJ.  Continua buscando o crescimento e dar visibilidade para artistas da Baixada Fluminense em atividades com o coletivo, mas é hora de novas ideias para novo trabalho. Que venham novidades!

Infelizmente, 2020 o mundo é apanhado de surpresa pela pandemia do novo Corona Vírus… Ainda que traga algumas dificuldades (como por exemplo, seu pai aos 78 anos ter contraído o vírus), não é hora de cruzar os braços. Virtualmente, reaproxima-se de seu amigo Sylvio Neto e também do cantor e compositor Denilson Cardoso, para novas criações, pois é tempo de desconstruir valores já ultrapassados.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Renato Aranha para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22.08.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Renato Aranha: Nasci em 05 de fevereiro de 1974, em São João de Meriti – RJ, um dos treze municípios da Baixada Fluminense.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Renato Aranha: Cantando na escola. Eu era um aluno um pouco indisciplinado, uma amiga sugeriu que eu participasse do coral da escola em 1986 ou 87, eu tinha 11 para 12 anos de idade. Era uma escola estadual chamada José do Patrocínio.

03) RM: Qual sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Renato Aranha: Música, eu tentei estudar na Escola Municipal de Música de Nilópolis – RJ. Cheguei a estudar um semestre de teoria musical, mas tive de abandonar por causa do horário de trabalho na época. Depois fiz umas aulas de canto na 1ª Igreja Batista de São João de Meriti – RJ. Fora da música, sou formado em Letras/Português e Literatura.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Renato Aranha: Eu ouvi muito Rock nacional dos anos 80, Rock internacional dos anos 70. Acho que por causa da formação em Literatura, escutei muita MPB. Mais tarde passei a gostar de Reggae e de RAP também. Não escuto mais tanto aqueles Rocks clássicos, só quando bate alguma saudade. Acho que por que é algo que ficou mais distante do mundo que vivemos.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Renato Aranha: Depois do coral da escola, eu fiz Teatro amador, o que me levou a trabalhar em projeto cultural da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Muitos artistas da música trabalharam nesse projeto: Seu Jorge, antes de ser famoso; Lauro Farias, antes de ser baixista do O Rappa. Meu contato mais forte com músicos veio por ali e através do poeta e compositor Sylvio Neto, com quem montei a minha primeira banda “Baixada Super-8” em 1999, infelizmente o registro de imagem nessa época não era tão fácil como hoje (risos). Só em 2008, iniciei com outros amigos a banda “Rota Espiral”.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Renato Aranha: Com a banda “Baixada Super-8” só chegamos a gravar demo.  Com a banda “Rota Espiral” gravamos o primeiro EP – “Sic transit Gloria Mundi”, uma expressão em latim que significa “a gloria do mundo é passageira”. Depois, em 2015, lançamos o álbum – “Sistema Inverso” somente nas plataformas digitais e em 2018, o EP – “Horizonte Extremo” que já mostra bem o amadurecimento de quem vinha tocando há dez anos com a mesma galera.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Renato Aranha: Com a banda rockfusão. O que seria chamado no exterior de nu-metal ou algo assim. Só que com elementos de nacionalidade. Para projeto individual que ando pensando em fazer algo mais eletrônico.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Renato Aranha: Muito pouco. Aprendi a respeitar os limites da minha Voz com o tempo e a experiência.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Renato Aranha: É de extrema importância o cuidado com a voz. Assim como todo o resto do corpo, a Voz também envelhece (risos). Acho importante, mas reconheço que às vezes sou relapso. Mas acho que sou um vitorioso. Trabalhei como professor de Língua Portuguesa por mais de 20 anos concomitante a cantar e não adquiri nenhum calo nas cordas vocais…

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Renato Aranha: Mulheres: Elza Soares, Cássia Eller e Janis Joplin. Homens: Chico Science, Cazuza, Raul Seixas. Nenhum era muito técnico né? (risos).

11) RM: Como é seu processo de compor?

Renato Aranha: Uma ideia surge a partir de uma cena, um sentimento. Fica ali na cabeça batendo. Até que sento e escrevo. Geralmente coloco uma melodia neutra para tocar. Alguma coisa instrumental apenas e escrevo a letra. Não sou instrumentista, por isso preciso pensar em letra e imaginar já a melodia. Hoje com o recurso do gravador no smartphone ficou bem mais fácil… registro a ideia para não esquecer.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição? 

Renato Aranha: O baixista Daniel Gazola e o poeta Sylvio Neto.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Renato Aranha: Eu sempre falo que não é uma carreira independente. Essa visão é só sob o olhar da gravadora. É uma carreira totalmente dependente. Você depende de patrocínio, de amigos, da família ajudar e incentivar. Depende que as pessoas ajudem na divulgação, depende que todos compareçam ao show. É carreira dependente. Independente confere apenas a liberdade de criação não tendo que obedecer para manter contrato.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Renato Aranha: Hoje existem pequenos editais de mentorias, capacitações que podem dar algum norte. Fora isso, é um acúmulo de funções bem pesadas: pensar na divulgação, na produção de imagem e ainda criar, ensaiar, tudo com poucos recursos.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Renato Aranha: Network com outros artistas e produtores, estar em eventos importantes, dar entrevista que é mais um material para portifólio, boa produção de foto de divulgação, criação de arquivo pessoal. Uma coisa que observo é que muitos colegas não conseguem guardar o que já fizeram. Acho importante. Bancar a sua própria produção. Estar de olho em novas possibilidades. Usar dos recursos disponíveis ao alcance.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Renato Aranha: A internet ajuda no sentido de que você pode produzir e divulgar seu material para as pessoas que mantêm contato com você. Não diria que atrapalha, porém a internet é um território muito disputado. Quando você publica algum material pode ser que ele fique despercebido diante de tantas coisas que aparecem. Tem muita coisa para se ver. É difícil chamar a atenção de forma orgânica, além de ter muita coisa de má qualidade também disputando espaço.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Renato Aranha: Se a pessoa tem condições de ter bons equipamentos, não vejo desvantagem nenhuma, mas é preciso saber que um bom trabalho de áudio não é só resultado de boa gravação/captação. Tem que se fazer uma boa mixagem e uma boa masterização para trazer todas as frequências para frente e obter o melhor resultado.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Renato Aranha: Hoje é preciso ter qualidade em tudo que se faz. Uma boa gravação é o primeiro passo, mas é preciso se produzir um bom vídeo, o que às vezes custa caro. Vivemos uma época de som e imagem. Se não tiver uma boa imagem, fica difícil divulgar seu som. Dentro de qualquer segmento que você pertença, o trabalho precisa ter originalidade. Tem que ser de verdade. Um trabalho que usa da moda do momento pode conquistar alguns fãs, mas não estabelece uma carreira.

19) RM: Como você analisa o cenário do rock brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Renato Aranha: A maior parte das bandas que estabeleceram uma carreira sólida e adentraram os anos 2000, vieram dos anos 90. As bandas que ganharam alguma mídia a partir de 2010, por exemplo, foram bandas que ganharam programas de TV e tiveram vida curta. A galera tentou empurrar uma rapaziada que usava franja no cabelo. E eu dizia: “meninos, vocês ainda vão sentir vergonha de ter gostado desse som e ter tido essa franja”. Gosto não se discute, mas a prova do que eu falava está aí… passou… ninguém escuta mais. A Detonautas é uma banda que se estabeleceu com as mudanças de gravadora para forma independente. E tem uma galera na luta para se estabelecer. Gosto muito dos curitibanos do Machete Bomb. Mas sei que a correria deles ainda é bem grande. 

20) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Renato Aranha: No rock, sempre gostei do cuidado com que os Titãs sempre fizeram os arranjos e backings vocals. Originalidade, inovação e resgate sonoro do Nação Zumbi. Fusão de raggae, rap e rock do Charlie Brown Jr. Versatilidade da Cássia Eller. são muitos.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Renato Aranha: São muitas situações ao longo de duas décadas. Já ensaiamos e na época sem carro, ficou tarde e tivemos que dormir na rodoviária para pegar ônibus para ir para casa. Carro da produção que ia nos levar para casa, foi embora e não voltou para pegar. Carro enguiçado etc, mas acho que o mais engraçado foi tocando num evento do SESC, pular do palco e não conseguir subir de volta (risos). Isso foi tosco e hilário ao mesmo tempo.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Renato Aranha: Mais feliz, poder fazer minha música, compor e gravar. Mais triste, não ter alcançado ainda que ela seja fonte sustentável ou como se diz: viver da música somente.

23) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Renato Aranha: Existe os dois: O camarada estuda e desenvolve técnica, se torna um bom músico. Mas existe também a criatividade que chega a um nível que pode se considerar um dom. Mas tudo requer dedicação. Ainda que a criatividade esteja ali de forma latente, é importante aproveitá-la bem. Acredito que isso é o que alguns chamem de dom.

24) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Renato Aranha: Improviso é quando algo não foi previamente ensaiado ou combinado. Para o instrumentista acredito que seja o momento em que ele aplica o “feeling”.

25) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Renato Aranha: Acredito que exista sim.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Renato Aranha: Sou músico prático, não me habilito em discorrer sobre métodos e teorias não.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Renato Aranha: Hoje é possível que sim, caso se torne um fenômeno de visualização na internet. Mas mesmo assim não é um caminho fácil. Na maioria dos casos, o jabá ainda faz parte da realidade. E acaba sendo um caminho, porém isso não é sinônimo de sucesso. A música pode ser executada e se não houver continuidade de campanha, em pouco tempo, pode ser esquecida.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Renato Aranha: Tem que acreditar, fazer porque realmente gosta. Buscar ter uma noção de produção, observar o público e nunca perder a originalidade.

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Renato Aranha: Só vejo prós: divulgação, network, oportunidade de aproximação com o público.

30) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Renato Aranha: Infelizmente, não se dão mais tanta ênfase aos resultados de festivais, o que acho uma pena.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Renato Aranha: Pela grande mídia é mais do mesmo! Não há diversidade, embora o Brasil seja rico em ritmos. Alegam que é o que o público quer ouvir, porém… o público acaba condicionado a ouvir o que está na “moda”. Todos sabemos que não é possível gostar daquilo que você não ouve.

32) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Renato Aranha: SESC e SESI já tive a experiência de tocar em eventos e acho fundamental para o artista, embora tenha observado pouca divulgação para os eventos… ou melhor, não sei se foi pouca divulgação ou o formato dela precisa ser revisto.  Quanto ao Itaú Cultural, nunca tive experiência junto a essa instituição.

33) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Renato Aranha: Somente para quem faz covers. Para os artistas autorais, os espaços são muito, mas muito limitados mesmo.

34) RM: Fale sobre o Coletivo Baixada Nunca Se Rende que acontece nas cidades da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro. 

Renato Aranha: Em 2016, fui convidado pelo músico Gui Rodrigues (Monobloco) para uma reunião em que ele vinha organizando para aproximar músicos da Baixada Fluminense – RJ na intenção de movimentar a cena musical da região.  Essa movimentação acabou chamando atenção da Organização das Nações Unidas (Centro Rio+) pois havia interesse de se divulgar a Agenda 2030 que trata dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Isso, para mim, caía como uma luva; pois sempre trabalhei em minhas composições temas sociais que agora ganhavam corpo e divulgação numa agenda mundial de sustentabilidade.  Abracei a causa junto a tantos outros músicos amigos. Foram muitas reuniões, debates, capacitação com a equipe da ONU, mas para além disso, comecei a interagir com mais artistas da região, acho que esse foi um ganho muito bom. Participei efetivamente com os amigos de coletivo da elaboração do projeto Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável. Foi um marco importante em minha trajetória; pois em 2017, tive a oportunidade de ir a Moçambique, a convite da ONU de lá, para replicar tal projeto… fomos eu e Eddi MC (Banda Nocaute).  A viagem trouxe um olhar mais macro do que a música é capaz de transformar e o que ela, de forma pessoal mesmo, pode te proporcionar. Mas além da viagem, apresentações, gravações, junto a outros músicos do coletivo me deram uma leitura muito mais profissional, acho que em todos os sentidos.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Renato Aranha: No momento estou compondo com novos parceiros para futuramente lançar material solo, explorando novas formas e sonoridades. Mas com certeza a tendência em fundir ritmos é algo natural de minha leitura artística para música.

36) RM: Renato Aranha, Quais seus contatos para show e para os fãs?

Renato Aranha: [email protected] |www.instagram.com/renatoaranhaoficial

| https://web.facebook.com/misteraranha 

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCOAM2WFgLWyZMTLrysxb4OA 

Ninguém Ficará para Trás – Rota Espiral: https://www.youtube.com/watch?v=7hA8d-_65QI 

GRADES MENTAIS ROTA ESPIRAL: https://www.youtube.com/watch?v=mDMwCxSiNRc&list=PLcsndK8yXOCHfjDw9oxXgmsoH0kqx1Fp4 

Documentário Baixada Nunca Se Rende | Baixada Never Gives Up – Christian Tragni e da brasileira Juliana Spinola: https://www.youtube.com/watch?v=_FvIbWQTxuA

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.