Pedro do Cordel

Pedro do Cordel

Pedro Motta Popoff é ator, cantor, palestrante, fundador da primeira Cordelteca de Bauru, Diretor Geral da Comissão Jovem IOV (Organização Internacional de Folclore e Artes Populares) e ex-presidente da Comissão Infanto-juvenil IOV Secção Brasil, credenciada pela Unesco, que protege, preserva e promove todas as formas de arte popular e cultura folclórica como elementos do Patrimônio Cultural Imaterial (ICH), promovendo a compreensão e apreciação da diversidade cultural e a cultura de paz.

Nascido no interior de São Paulo, em Bauru, Pedro do Cordel inicia sua trajetória com 5 anos de idade (2011), quando decide por dom ou motivo de força muito maior sem qualquer explicação, se interessar pela cultura nordestina. O amor pela literatura nordestina o fez adotar informalmente o sobrenome Cordel e disseminar para outras crianças o conhecimento que acumulou ao longo da pouca idade. Pedro tem um projeto educativo desde seus 8 anos de idade, o “Brincando de Cordel”. Sua aula show tem o objetivo de disseminar para outras crianças a importância de se conhecer as nossas culturas e tradições no Brasil, incentivo à leitura, protagonismo juvenil e combate à violência contra a mulher, plantando sementes de amor e cultura por onde passa.

Em abril de 2019, Pedro inaugura a primeira Cordelteca (biblioteca de Cordel) em Bauru, nomeada Gonçalo Ferreira. Hoje, a Cordelteca possui mais de 3 mil cordéis, reunidos durante sua jornada. O local também recebe visitações de alunos das escolas de Bauru e região e também apreciadores da cultura. Com um talento singular e símbolo de amor à cultura popular, Pedro tem em seu currículo participações em programas de TV Globo, tais como Criança Esperança no reality Click esperança, duas vezes no programa “Encontro” com Fátima Bernardes, duas vezes no Hora do Faro da TV Record, etc… Já participou de congressos como Cariri Cangaço e Sertão Cangaço diversas ocasiões, simpósios, festivais.

Hoje Pedro é convidado para congressos, feiras literárias e palestras em universidades de todo país. Pedro também se apresenta em shows com sua banda de Forró Pé de Serra. Poeta com seis títulos de Cordéis lançados, segue na difusão da cultura.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Pedro do Cordel para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 21.06.2021:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Pedro do Cordel: Nasci no dia 02.02.2006 em Bauru – SP. Registrado como Pedro Motta Popoff.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Pedro do Cordel: Eu tinha uns três anos de idade e assistindo um DVD do Chico Bento, da turma da Mônica, ele cantava “O menino da porteira”, daí eu ficava cantando junto sem parar, meu tio Antonio colocava vídeos no YouTube, e eu ia assistindo todos, e depois ficava cantando. Tião Carreiro com seu ponteado era marcante. Eu cantava um monte de modas de viola. Depois mais ou menos, difícil precisar uma data, mas minha mãe tem um vídeo meu com cinco anos já assistindo filmes de Cangaço. Quando eu tinha cinco anos de idade, eu encontrei um filme no YouTube, “Lampião Rei do Cangaço, 1963/64” e foi aí que começou a minha a minha curiosidade. A partir disso eu fui me inteirando mais sobre a Cultura Nordestina e tive contanto com o baião de Luiz Gonzaga, do xaxado, com Marinês. Fiquei cada vez mais apaixonado pelos ritmos da música nordestina, algo me conectou com o jeito, com as histórias desta fase tão marcante da história do Brasil, na região do nordeste brasileiro.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Pedro do Cordel: Estou no Ensino Médio. Sou autodidata no aprendizado do violão e guitarra, mas pretendo ter aulas presenciais. Faço aula de técnica vocal com Fabíola Alcântara.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Pedro do Cordel: Minhas primeiras influências musicais vieram da música Sertaneja de Raiz, Tião Carneiro e Pardinho, Inezita Barroso, Jacó e Jacozinho etc, depois conheci a música nordestina, Luiz Gonzaga, Marinês, Zé do Norte, Jackson do Pandeiro entre outros. Atualmente escuto muito esses estilos e ainda sou muito influenciado pelo Coco, Embolada e clássicos da música nordestina. Ouço muito músicas da Memória Musical do Cangaço, inclusive canto algumas em nosso show. De uns anos para cá, fui me aprofundando no Rock, conhecendo e recebendo influências de bandas como The Beatles, The Doors, Os Mutantes, Jimi Hendrix Experience. Inclusive comecei a tocar guitarra e violão por ser um grande fã de George Harrison, e a minha segunda guitarra é do modelo SG (solid guitar) e foi comprada por influência da guitarra de Robby Krieger, guitarrista do The Doors. Sempre que possível tento mesclar as culturas, às vezes quando toco “Asa Branca” de Luiz Gonzaga coloco trechos da música “Blowin’ in the Wind” de Bob Dylan em referências ao grande Raul Seixas que que fazia estas divertidas mesclagens. E minha banda de Forró atual favorita é a “Banda da Feira”, mas é difícil escolher uma. São muitas referências.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Pedro do Cordel: Comecei em meados de 2012/2013 rodando o interior de São Paulo no evento “Circuito Sertanejo” cantando inicialmente Sertanejo de Raiz, e com o tempo passei a cantar Forró. Em 2014 cantei com Chambinho do Acordeon, quando ele me chamou ao palco, já sabia algumas das inúmeras músicas de Luiz Gonzaga, e intensifiquei cada vez mais os trabalhos, formando meu trio de Forró, onde eu comecei a fazer alguns shows.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Pedro do Cordel: Em 2016 lancei um álbum com músicas de Luiz Gonzaga, Alceu Valença e outros mestres. Gravei no Rio de Janeiro quando fui convidado pela Feira de São Cristóvão para o pré-lançamento do filme de Alceu Valença, a Luneta do Tempo, onde participei da grande homenagem aos seus 70 anos de idade e também fiz uma participação especial no show. Em breve estarei lançando um CD com minhas composições sobre temas diversos, e claro, com bastante Forró!

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Pedro do Cordel: Eu defino como Forró, mais voltado para o raiz, em meus shows sigo sempre com um repertório clássico que passa por Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, João do Vale, Alceu Valença e outros ícones da cultura nordestina. Mesclo também com alguns Cordéis.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Pedro do Cordel: Sim, mas fiz uma pausa nas aulas no período da pandemia do Covid-19, mas sempre faço exercícios e aquecimentos.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Pedro do Cordel: Não danificar a voz com o tempo e aumentar a sua potência.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Pedro do Cordel: Luiz Gonzaga, Jim Morrison, Jacques Dutronc, Raul Seixas, Marinês, Antônio Freire, Alceu Valença, Chambinho do Acordeon, Elba Ramalho.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Pedro do Cordel: Tudo vem naturalmente, quando chega a inspiração eu começo a escrever, não tem um tema exato que eu mais goste de escrever, tudo depende de como eu estou me sentindo.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Pedro do Cordel: João Junior (MG), temos dois cordéis escritos em parceria, trabalhamos juntos com o meu projeto “Brincando de Cordel” no colégio em que ele lecionava. Outro grande amigo que sempre está musicando as minhas letras é o Antônio Freire, vocalista da Banda da Feira.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Pedro do Cordel: Temos mais liberdade para nos expressar, falar daquilo que realmente amamos. A parte negativa é que o Forró ainda não está na grande mídia, precisava ser mais difundido como gênero de grande importância para que chegue ao patamar dos estilos de maior repercussão como o Sertanejo e FUNK. Sei que somos potência, mas a união de todos é muito importante para que a gente consiga “dominar” o mercado. Pois Forró é brasileiro, é alegria, é representatividade!

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Pedro do Cordel: Ainda estou aprendendo, estudando, ainda sou um moleque, mas quero aprender, o meu prazer vai além de fama, a base tem que ser sólida. Deus sabe o caminho. Agora é aprender.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Pedro do Cordel: Não faço nada para desenvolver “carreira”, uma carreira é formada pelo tempo, pelo estudo e pela verdade. Fama, é uma coisa ilusória. Enquanto eu for feliz fazendo arte, farei. Tenho outros projetos e desde meus 8 anos de idade me dedico ao meu projeto “Brincando de Cordel”, vou nas escolas e equipamentos Culturais para falar do meu amor pela a Cultura brasileira. E mostrar o pouco que sei da literatura de Cordel, do Folclore, das nossas raízes culturais, incentivando as crianças para esta questão e incentivo à Cultura, quebrando preconceitos em relação as expressões culturais do nosso país.

Em 2019 eu e minha família montamos uma Cordelteca em Bauru – SP. Ainda sem apoio das políticas públicas, com mais de três mil cordéis, recebemos a população, as escolas, com palestra, distribuição de cordéis, oficina de capa de Cordel, lanche, música, poesia. Foi uma união muito linda de muitos poetas do Brasil, que mandam títulos mais diversos em cordel para compor nosso acervo. Disponíveis para pesquisa, apreciação e visitação de toda a comunidade. Desde 2019 tive a honra de ser convidado a presidir a Comissão infanto juvenil da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares, com ligações com a Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação. Este ano passei a Diretor Geral da Comissão da Juventude IOV, jovens e artistas como eu que lutam para a preservação das nossas raízes culturais.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Pedro do Cordel: A internet facilita na produção de conteúdo, com ela temos como criar o nosso próprio canal de comunicação. Não temos tanto alcance por conta do nosso conteúdo não ser tão comercial. Mas nosso público é fiel.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Pedro do Cordel: Tem um gasto significativamente menor quando comparado com gravação em um estúdio de grande porte, porém a qualidade pode ser inferior, além dos imprevistos. Mas faz parte.

18) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Pedro do Cordel: As revelações são: Mestrinho, Janayna Pereira, Lenine, Alceu Valença, Lucy Alves. Agora regredir é uma coisa que não sei, não importa, o importante é cada um que sabe de si.

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Pedro do Cordel: Maria Bethânia, extremamente profissional e tem extrema qualidade.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc.)?

Pedro do Cordel: Graças a Deus nunca passei por nenhuma situação constrangedora. Só tive grandes bênçãos até hoje. Como estar no mesmo palco com os mestres: Alceu Valença, Chambinho do Acordeon, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Falamansa, Coisa de Zé, Banda da Feira, entre outros.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Pedro do Cordel: Fico muito alegre em poder levar esse meu amor pela cultura adiante, mas fico triste porque infelizmente ela não é tão valorizada como deveria.

22) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Pedro do Cordel: Não escuto, mas acho legal o fato de terem levado mais atenção para o forró, o valor é inegável porque foi muito divulgado fora do Nordeste, e devemos muito a eles pela difusão do ritmo.

23) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Pedro do Cordel: Eu não escuto esse gênero, então não posso opinar muito, mas acho muito legal o trabalho da banda Falamansa.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Pedro do Cordel: Se o sucesso for grande e o público pedir em massa, acredito que tocarão nas rádios!

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Pedro do Cordel: Siga em frente com seu sonho, faça com alma, não espere apenas fama. Não pise em ninguém, não tenha medo de dar a mão para alguém, não jogue sujo, dê o seu melhor e não desista. Eu acredito na união e que Deus está no comando.

26) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Pedro do Cordel: Muitos artistas novos recebem espaço, além da curtição de todos. Contra não posso opinar, eu nunca participei.

27) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Pedro do Cordel: Muitas portas são abertas para as pessoas que estão iniciando na carreira. Grandes festivais de música como os das antigas que revelaram Gilberto Gil, Caetano Veloso, Os Mutantes, Geraldo Vandré e tantos outros, que são até hoje ícones da nossa música. Meu sonho é participar do FENFIT – Festival Nacional de Forró de Itaúnas – ES.

28) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Pedro do Cordel: A grande mídia poderia divulgar mais artistas independentes que ainda não estão em grandes corporações, exemplo gravadora, dar mais divulgação e valorização nesses trabalhos tão lindos da cultura popular.

29) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Pedro do Cordel: É de suma importância para a divulgação! Além de divulgar os artistas, essas organizações também nutrem o público com conteúdo de alto requinte cultural. Tive a feliz oportunidade de apresentar meu projeto Brincando de Cordel em algumas unidades do SESI.

30) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Pedro do Cordel: Eu respeito todos os estilos, mas meu coração é mais do Pé de Serra mesmo.

31) RM: Quais os seus projetos futuros?

Pedro do Cordel: Aprender, estudar e continuar os atuais projetos: Brincando de Cordel, gravar minhas músicas e continuar na difusão cultural. E conseguir fazer o Festival En-canta Cordel em Bauru – SP, adiado por conta da pandemia do Covid-19. Comprei um carrinho de Água de Coco para levantar recursos para poder equipar a Cordelteca, pois ainda precisamos de um data show, cadeiras (60 unidades) Etc. Assim que der uma trégua, vou pra cima! Vai chamar: Coco, Cordel e Rapadura.

32) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Pedro do Cordel: (14) 99731 – 5676 | www.pedropopoff.com.br

| https://www.instagram.com/pedrodocordel_pedropopoff

| https://web.facebook.com/Pedrodocordel

| https://web.facebook.com/pedro.mottapopoff

| https://web.facebook.com/watch/?v=1915992092000062

| Contando histórias de cordel 5 – com Pedro Popoff e Tião Simpatia: https://web.facebook.com/Pedrodocordel/videos/328341118768969

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCvXlCCIT7i97KhfaK7A9uHw

Minha música Autoral ! Show Forró Vida Esperança com Antonio Freire Forró de Sorocaba: https://www.youtube.com/watch?v=Y8uKG_A0u5U

Menino do interior de São Paulo monta cordelteca Fátima Bernardes: https://www.youtube.com/watch?v=kfv1j3dxdp8

Minha participação no Click Esperança primeiro episódio Pedro Popoff: https://www.youtube.com/watch?v=Qa5G9RCr2w8

Inauguração da Cordelteca de Bauru de Pedro Popoff pela cobertura Balanço Geral: https://www.youtube.com/watch?v=yqEGI_C9A5U

FESTIVAL São João Na Rede Pedro do Cordel: https://www.youtube.com/watch?v=Xy0DYZTVn3k

Parte V Cerimonial inauguração Fala de Pedro Popoff e Gonçalo Ferreira: https://www.youtube.com/watch?v=rbC8g0mXIxg

Pedrinho na Ilha do Cardoso forró no Marujá: https://www.youtube.com/watch?v=hFTNSbOFtns

Semana da Criança: Live IOV Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=_3IIorxlFaU

Trecho sobre a IOV no Simpósio Internacional multidisciplinar: https://www.youtube.com/watch?v=YKK7DOaLIsU

Mostra LA(B)auru – Pedro Popoff – Conhecendo a Cordelteca “Gonçalo Ferreira da Silva”: https://www.youtube.com/watch?v=WCM5KSAK_Us

Curso de Férias do Zoo Bauru visita a Cordelteca do Pedro Popoff em Bauru: https://www.youtube.com/watch?v=Ok2ZyUT7ExY

Palestra Emef Claudete Silva Vecchi Mostra Cultural Brincando de Cordel Pedro Popoff: https://www.youtube.com/watch?v=KHNhugHeywo


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.