Mauro Frejat

Mauro Frejat

A música entra na vida de Mauro Frejat através do rádio que não parava na cozinha de casa e também através de alguns discos de seus pais, principalmente uma coletânea do Simon and Garfunkel, dupla de cantores americanos e alguns discos de MPB.

Em um dos aniversários de um de seus pais, ele e seu irmão Roberto Frejat, dois anos mais velho e grande influência musical, embora Mauro também o influenciou, tendo em vista que os gostos eram diferentes, os irmãos resolveram dar um disco cada um de presente. Isso no início dos anos 70, compraram então os disco “Transa” do Caetano Veloso e o “Expresso 2222” do Gilberto Gil. Mauro ainda tem os discos que deu para seus pais.

A partir daí, seus pais resolveram colocar os irmãos em aulas de Violão. Eles começaram a ter aula de Violão clássico e Mauro não gostou nem um pouco e logo parou a aula. Seus pais insistiram e chamaram um amigo deles do movimento clandestino contra a Ditadura Militar para dar aula de Violão Popular para os filhos. O seu pai era político de oposição à ditadura, tendo sido cassado logo no AI-1. Os irmãos aprenderam Violão com este professor durante alguns anos, mas Mauro não se destacou, porém já conseguia tocar algumas músicas mais difíceis, com acordes mais rebuscados. Roberto levou a sério e passou para guitarra, estudando numa escola no bairro das Laranjeiras chamada Pro Arte e Mauro largou as aulas, tocando eventualmente seu Violão.

No final dos anos 70, os irmãos se tornaram frequentadores assíduos de todos os shows possíveis de Rock nacional e MPB, vendo shows das bandas: Os Mutantes, Vímana, Joelho de Porco e outras bandas de Rock, assim como Os Novos Baianos, Cor do Som, Moraes Moreira, Luiz Melodia, Gilberto Gil, Caetano Veloso e tudo de MPB. Mauro era sempre o mais novo em todos os shows.

No início dos anos 80, seu irmão Roberto, que sempre tocava numas bandas de garagem, entrou para a banda Barão Vermelho e a banda teve um sucesso muito rápido e Mauro acompanhou tudo de muito perto. Mauro e seu amigo Lucio Maia chegaram bem no início a empresariar o Barão Vermelho, quando ainda não eram famosos. O Barão fez um show em Teresópolis no Higino, que foi um fracasso de público, mas se divertiram bastante. Mauro comenta que o lugar estava tão vazio que Cazuza não voltou para o bis, e quem cantou o bis foi o Leo Jaime. O Barão fez uma propaganda de um refrigerante chamado Kita Cola, que seria uma Coca Cola da Brahma, mas quem nem chegou a ser lançada no Rio de Janeiro, só no Sul do país. Logo em seguida, houve alguns conflitos com o pessoal do Barão, e Mauro e Lucio, muito jovens, foram demitidos como empresários da banda.

Em 1986, Mauro junto com Lucio Maia, e outro amigo do Colégio Andrews, Ivan Monteiro, resolveram criar a banda AeroSex. Chamaram uma amiga Karin Palhano para a bateria e um amigo indicou um baixista vindo de bandas de samba, o Gabriel Martins. Começaram a ensaiar e fazer shows em pequenos Bares. Ivan era um grande guitarrista, e a banda ficou sem chão quando ele faleceu em um acidente de carro na Lagoa, no final de 1987. Pensaram “Porra perdemos o Zico do time, e agora?”. Mauro lembrou de outro amigo de infância e vizinho, Alfredo Kreimer, grande guitarrista e com ele voltaram a fazer shows.

Aí a banda começou a fazer mais shows e foram chamados para um primeiro show em São Paulo, quando a banda foi surpreendida por Alfredo que disse que não sairia do Rio de Janeiro. Tiveram que procurar outro guitarrista, o que foi uma pena, pois a química com o Alfredo estava muito boa com a banda. A banda estudou alguns nomes e tiveram a ousadia de chamar o Guto Barros, guitarrista já consagrado no Rock Brasil por ter tocado com a Blitz e Lobão e para Mauro autor do melhor solo de guitarra do Rock Brasil, o da música “Me chama” do Lobão.

Para surpresa da AeroSex, ele aceitou e ganharam outro “Zico” no time. Só que um “Zico muito mais louco e enigmático”. Com Guto lançaram o primeiro álbum “O Espelho Não Mente” em 1993, tiveram oportunidades boas de estourar e lançar o segundo disco, mas as coisas não correram como deveriam. Lançaram o disco por uma gravadora pequena que não trabalhou o disco por falta de dinheiro. Não fizeram o segundo álbum com esta gravadora por conta de desentendimentos. Mas neste período fizeram muitos shows bacanas no Circo Voador, Canecão, AeroAnta, Dama Xoq, Festival de Rock de Juiz de Fora – MG, etc.

Tocavam as músicas da AeroSex direto na Rádio Fluminense, e em outras rádios menores no Rio de Janeiro e São Paulo. Mas aí veio o fim da Fluminense FM, o fechamento do Circo Voador e um momento muito ruim para o Rock brasileiro. Alguns desentendimentos em razão dos caminhos do som da banda e o desgaste natural de uma banda há cerca de dez anos junta e sem ganhar dinheiro afloraram e a AeroSex terminou. Mauro depois disso resolveu largar a música e passou em um concurso público e muito eventualmente tocava com alguns amigos, fazendo alguns poucos shows em Bares.

No início de 2000, ainda fez uns shows com Lucio Maia e Guto Barros na extinta Melt no Rio de Janeiro e resolvemos gravar umas músicas sem o Gabriel Martins e a Karin Palhano. Em 2003 fizeram um álbum com 12 músicas, sendo nove autorais e três versões (uma dos Rolling Stones, uma do The Who e outra do Roger Daltrey). Uma dessas autorais seria a primeira do segundo álbum do AeroSex, ainda gravada pela banda, mas nunca lançada também. Nunca lançaram por Mauro não ter gostado muito do seu vocal. Afinal para cantar, tem que estar em forma e Mauro estava parado há muitos anos.

Em 2020 Mauro foi chamado por um amigo de escola, Luís Fernando Keller, que tem um projeto autoral muito legal chamado Nefeliband para colocar a voz em uma música do Keller. O projeto chama um vocalista para cada música. Em outubro, ele lançou a música “Momentum” nas plataformas digitais, com a participação de Mauro nos vocais. Com esse empurrão e acabado de se aposentar do serviço público, Mauro resolveu lançar o álbum gravado em 2003 e até hoje não lançado. Ele só não sabe ainda se será a volta da banda AeroSex. Será?

Segue abaixo entrevista exclusiva com Mauro Frejat para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 18.12.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Mauro Frejat: Nasci no dia 25.05.1964 no Rio de Janeiro – RJ.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Mauro Frejat: Pela minha lembrança, acho que foi no radinho de pilha que ficava na cozinha da minha casa, sintonizado em programas populares. Neles já reparava em algumas músicas de Tim Maia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Zé Rodrix, Benito Di Paula, Belchior. Depois em discos de meus pais de MPB. Até a importante influência de meu irmão Roberto Frejat quando começamos nossa coleção de discos.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Mauro Frejat: Não tive formação musical acadêmica. Tive dois professores de Violão. Um de música clássica, que durou muito pouco tempo por eu ser muito novo e um outro de MPB, que fiquei mais tempo. Fora da área musical sou formado em Economia e Direito com pós graduação em Segurança Pública.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Mauro Frejat: Minhas influências nacionais são Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tim Maia, Milton Nascimento, Novos Baianos, Luiz Melodia, entre outros da MPB. No Rock nacional, Os Mutantes, Raul Seixas e Rita Lee. No internacional, Beatles, Rolling Stones, The Who, Jimi Hendrix, David Bowie etc. No presente, embora ouça bastante rádio, não considero nenhuma grande influência relevante. E estas antigas nunca deixaram de ter importância.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Mauro Frejat: Tardiamente, por volta de 1986, 1987. Meu irmão Roberto Frejat já era um músico famoso e eu nunca tinha pensado nesta hipótese. Aí percebi que tinha uma voz forte, nunca fui dos mais afinados, mas tinha potência vocal significativa. Aí comecei com um amigo de escola, Lucio Maia, que tinha tido uma banda com meu irmão, quando eram adolescentes. Daí juntamos com mais um amigo de escola, Ivan Monteiro, chamamos uma baterista, a Karin Palhano, também amiga e um baixista, Gabriel Martins, foi indicado por um amigo. Estava formado o AeroSex, por volta de 1986/1987.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Mauro Frejat: Somente um, no ano de 1993, com a banda AeroSex, chamado “O Espelho não Mente”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Mauro Frejat: Rock.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Mauro Frejat: Fiz algumas aulas de canto com alguns professores diferente. Inclusive um professor de canto lírico.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Mauro Frejat: É muito importante. Todos podem cantar, mas o estudo da técnica pode te economizar muito tempo e evitar alguns vícios. E tem que cantar sempre. A voz, como em qualquer atividade física, tem que estar em forma para estar bem. Tem que haver também um certo discernimento para não ocorrerem problemas. Teve uma época que estudava canto com um professor de canto lírico e cantava Rock com a Aerosex e percebi que com as coberturas de notas altas que estava aprendendo com o professor, me atrapalhavam na banda, pois não conseguia mais rasgar as notas. As coberturas de vogais muito abertas do canto lírico impedem de quebrar e rasgar as notas, e isso não era bom no Rock. A técnica é importante também até para você utilizar a respiração a seu favor, evitando gritar muito e perder a voz. O cuidado com a voz também era uma grande preocupação para mim. Nos dias anteriores a shows, não bebia gelado, evitava noitadas. Sempre tive muito medo de estar sem voz nos dias de show. Durante os shows também não bebia gelado, somente um conhaque e água. Essa é uma parte ruim para o vocalista responsável. Quando tem show no dia seguinte, não se deve cair na farra que costuma haver após os shows. Uma noite bem dormida é essencial para a voz.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Mauro Frejat: Muita gente, homens: Gilberto Gil, Milton Nascimento, Tim Maia, Luiz Melodia, Joe Cocker, Rod Stewart, Sam Cooke, Ottis Redding, Marvin Gay etc. Mulheres: Janis Joplin, Amy Whinehouse, Grace Slick, Gal Costa, Marisa Monte etc.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Mauro Frejat: Sou um compositor bissexto, só tendo composto meia dúzia de músicas a vida inteira. Mas quando acontece geralmente vem letra e melodia. Pode acontecer de vir uma antes da outra, mas se não encaixar logo uma coisa na outra acaba que emperro e não consigo mais. Acabo ficando com uma letra solta ou uma harmonia solta.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Mauro Frejat: Geralmente faço sozinho. Acho que a única vez em que compus junto, ajudei a colocar a letra em uma melodia do guitarrista do AeroSex, Guto Barros e uma outra com meu irmão Roberto Frejat.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Mauro Frejat: Difícil para mim responder estando tanto tempo afastado do mercado musical. Mas acho que hoje é mais fácil com a possibilidade de gravar em casa por um preço módico. Lembro da época do famoso estúdio carioca “Nas Nuvens”, ser cem dólares a hora.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Mauro Frejat: Estou afastado da música e voltando agora depois de me aposentar. Não tenho estratégia definida.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Mauro Frejat: Durante a carreira do AeroSex, sempre tentamos fazer o máximo de shows para divulgar. Principalmente porque estávamos numa gravadora pequena.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Mauro Frejat: No momento só vejo vantagens, principalmente no tocante à divulgação, embora ainda tenhamos que regulamentar melhor os pagamentos de direitos autorais na internet. Vejo grandes artistas recebendo muito pouco por música tocada.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Mauro Frejat: Também só vejo vantagens, principalmente em termos de praticidade e barateamento de custos de um home estúdio. Antigamente os preços eram proibitivos em gravação em estúdio.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Mauro Frejat: Acho que a exposição sempre será o melhor propagador. Então quanto mais você conseguir postar suas músicas e fazer shows, maior será o resultado de procuras para sua música por diferentes pessoas. Obviamente que a qualidade sempre fará diferença.

19) RM: Como você analisa o cenário do Rock brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Mauro Frejat: Um boom como o dos anos 80 será difícil de se repetir. O Rock não é mais a música mais tocada nas rádios há muitos anos. E nem deverá ser mais. Mas algumas bandas têm conseguido alguma relevância como Vanguart, Francisco El Hombre, O Terno. Os medalhões, na minha opinião, não têm apresentado trabalhos da relevância de seus melhores tempos. Acho deselegante falar quem regrediu, pois pode não me agradar e agradar muito aos outros.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Mauro Frejat: Gilberto Gil e Caetano Veloso.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Mauro Frejat: Como cantor de uma banda de rock alternativa nos anos 80 e 90, já aconteceu de tudo um pouco do que foi citado na pergunta. Falar em falta de condição técnica era quase uma rotina, ainda mais tocando nos buracos em que tocávamos. Sem contar que tínhamos uma menina na bateria e por diversas vezes, dormíamos num quarto todos juntos. Ela já estava até acostumada. O pior era quando fazíamos shows fora do Rio de Janeiro. Saíamos bem cedo de manhã, em dois carros, pegávamos a estrada para São Paulo, rezando para não sermos parados em blitz. Chegávamos, passávamos o som e depois íamos para o hotel.

Na hora do show, geralmente estávamos mortos de cansaço. O rendimento não era dos melhores. Num desses shows, importante para nós, pois era num local enorme e com grande público. Seria o segundo dia de abertura de um show para o Golpe de Estado, banda de Hard Rock paulista, no Dama Xoq, casa lotada, coisa de duas mil pessoas, o Guto Barros, nosso guitarrista, não ficou no hotel conosco, ficou na casa de uma amiga.

Pouco tempo antes de entrar no palco, o Guto não aparecia de jeito nenhum. Não sei como, recebemos um telefonema de uma assistente social de um hospital de São Paulo dizendo que o Guto estava internado com crise asmática e não iria fazer o show. Ele havia passado mal no meio da rua depois da passagem de som e sido socorrido por uma ambulância e nem conseguiu nos avisar.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Mauro Frejat: A carreira musical é muito gratificante, o carinho do público é maravilhoso, mas para quem não faz sucesso, tem que matar um leão todos os dias. E agora na pandemia do Covid-19, é muito triste ver o que está ocorrendo com os músicos e todos os profissionais ligado ao mercado musical.

23) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Mauro Frejat: Claro que existe. Há pessoas com ouvido absoluto, perfeito, outras com ouvido muito ruim. Como é lindo ver um músico com ouvido perfeito tirando uma música no exato momento em que ouve. O Guto Barros, falecido guitarrista do AeroSex era assim. Eu falava “Guto tira isso aqui pra mim”. Acabava a música, ele a repetia toda igual.

Já tocava junto simultaneamente. Tem isso no filme do Elton John. Ele repetindo a professora. Vejo meu sobrinho, Rafael Frejat, com ouvido maravilhoso também. Outros têm mais ritmo. Falando em guitarra, uma mão direita privilegiada. O Dom musical são essas grandes e pequenas características inatas das pessoas. Mas isso não quer dizer que alguém sem Dom musical não possa ser músico. Só vai ter que treinar muito mais do que o que tem o Dom.

24) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Mauro Frejat: Tocar sem planejar muito, sem decorar.

25) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Mauro Frejat: Acho que necessita do estudo, para ter bagagem técnica para depois soltar as rédeas. Logo necessita de estudo para ser aplicado depois.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Mauro Frejat: Não conheço teoria musical suficiente para ter essa clareza.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Mauro Frejat: Não tenho conhecimento suficiente para opinar.

28) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Mauro Frejat: Estou fora desse meio há muito tempo. Na época do AeroSex, sem pagar o jabá, a nossa música só tocava nas rádios alternativas.

29) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Mauro Frejat: Dedicação. Foi o que me faltou, pois era funcionário público e trabalhava oito horas por dia. Já saía sempre perdendo na competição.

30) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Mauro Frejat: São grandes reveladores de talentos. Mas você é refém do gosto de um certo grupo de pessoas, os jurados. E não gosto de competição na música. Estilos diferentes não devem ser comparados.

31) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Mauro Frejat: Sempre revelaram, mas acho que podia haver mais festivais. Não vejo mais festivais acontecendo.

32) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Mauro Frejat: Muito restrita aos medalhões e aos grandes centros, com poucas revelações regionais.

33) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Mauro Frejat: Um espaço maravilhoso, com grande cobertura do território. Preços em conta. Ótima qualidade de som. Uma iniciativa Democrática. Já salvou o ano de muita gente boa. Talvez devesse colocar uma banda local para abertura do evento.

34) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Mauro Frejat: Já foi muito melhor. Muitos Bares fecharam no Rio de Janeiro. Vem sofrendo com o encolhimento da economia. Mas acho que tende a melhorar agora com a abertura. Principalmente porque os grandes locais de show ainda não abriram.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Mauro Frejat: Acabei de colocar voz numa música do projeto de um guitarrista amigo meu. O projeto se chama Nefeliband, e cada música lançada tem um vocalista diferente. E ele lança uma música de cada vez. Essa que gravei se chama “Momentum”. Como me aposentei agora, pretendo voltar ao circuito musical. Tem um disco pronto com alguns antigos parceiros do AeroSex que nunca lançamos. Vou perguntar aos outros que não participaram se posso continuar com o nome do AeroSex e vou lançar esse material inédito em homenagem ao Guto Barros, nosso guitarrista que faleceu em 2019.

36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Mauro Frejat: (21) 98754 – 3470 | [email protected] | https://web.facebook.com/mauro.frejat

Aerosex – O Espelho não mente – Álbum completo: https://www.youtube.com/watch?v=lzNCG_6zYsc

Aerosex – “Do Outro Lado do Mundo”: https://www.youtube.com/watch?v=F9uk26WjIQA

Canal NefeliBand: https://www.youtube.com/channel/UCwEd_J0Z-3jcm1S0tBarAHQ

“Momentum” – NefeliBand – part. Mauro Frejat: https://www.youtube.com/watch?v=UrzGZaYmhTc


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.