Marlon Borges

Marlon Borges

O cantor, compositor e violonista Marlon Borges estudou canto, violão clássico e música.

Sua atividade musical, não raramente envolve trabalhos voltados para a música, como participações em concursos musicais e apresentações em casas shows. Com seu violão e sua voz, procura alcançar perfeito domínio e nuances, aprimora cada vez mais sua capacidade interpretativa da MPB, além de músicas autorais. Sua obra engloba centenas de canções dos mais diversos gêneros entremeados de canções próprias e com selecionados parceiros.

Participante ativo de toda e qualquer atividade cultural, levou suas composições por diversos cantos, tais como os da UFF (Niterói-RJ), Petrobrás (RJ), Duerê (Niterói-RJ), Helio Alonso (RJ), Universidade de Viçosa (MG), Cachoeiras de Macacu (RJ) e Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro. Seus Shows, ocorridos geralmente com grande sucesso e aceitação do público, realizaram-se no Botanic (RJ), Art Vert (Plaza Shopping – Niterói – RJ), AABB (Niterói – RJ e Itaboraí – RJ), Terraço Shopping Rio Sul (RJ), ABI (RJ), Nó na Madeira (Niterói – RJ), Casa das Artes (São Gonçalo – RJ), Dom Ruale e Acorde FM Bar (Niterói – RJ) e SESC (São Gonçalo – RJ).

Sendo seu público de variados gostos, é capaz de compor baladas, sambas, bossas, românticas e tudo mais no campo musical, com a mesma característica que sensibiliza sua obra, o que o fez abrir shows de Flávio Venturini e Belchior. Morador de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, é figura participante de quase todos os eventos relacionados à música de sua cidade, destacou-se entre os seus congêneres por ter sido selecionado para o “Banco de Talentos – 2000” para participar do espetáculo no TOM BRASIL (São Paulo – SP); por ter sido selecionado para o Projeto “Talentos Rio”, e para o Show Cultural Banco do Brasil – 2002. Foi selecionado ainda para o projeto OURO DA CASA abrangendo todo o Rio de Janeiro e da mesma maneira para o projeto OURO DA CASA II – 2003.

Marlon Borges lançou cinco álbuns: o primeiro, “Menino”, com composições autorais e uma releitura de “Brincar de Viver”, de Guilherme Arantes. O segundo que tem por título “Uivos” é enfeixado por canções autorais e regravações de Djavan, Marina Lima, Caetano Veloso. O terceiro “Asas do Entardecer” com canções próprias e com parceiros diletos. O quarto, “Anjo Negro” reúne sambas inéditos com seus parceiros. O quinto álbum – “Passatempo”, reúne composições autorais (com e sem parceria). Em 2018 lançou o single SORRI (Charles Chaplin). Em 2019 gravou o DVD São Gonçalo em Sintonia no Sintonia Cultural junto com Fábio Moraes, Dilson Vilar, Velho Oliveira, Arildo Oliveira e Ian Medeiros. Em 2020 foi indicado ao Prêmio Cidadania Cultural, na categoria Música, do 2° FLISGO – Festival Literário de São Gonçalo; realizou uma série de cinco apresentações na internet durante a pandemia do Covid-19; e lançou o single É UM REAL. Todos os seus álbuns e seus singles estão nas plataformas e aplicativos de música.

Marlon Borges mostra seu destino de cantador do amor através da influência de Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Cartola, João Bosco entre outros.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Marlon Borges para www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 28.10.2020:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal? 

Marlon Borges:  Eu Nasci no dia 03 de agosto de 1968 em São Gonçalo, Rio de Janeiro.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Marlon Borges:  Meu primeiro contato com a música foi aos sete anos de idade quando minha mãe comprou um violão para ela aprender. Só que quem pegou o violão fui eu, filho caçula que tinha dois irmãos naquela época.03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Marlon Borges:  Aprendi a tocar violão por conta própria. Daí comecei a olhar um vizinho, o Júlio Cezar, que tocava muito bem, para aprender como ele fazia para tocar violão. Aprendi também com as revistas de cifras daquela época. Na adolescência fui estudar Canto com a excelente professora Arlete Candian, em Niterói (RJ), por indicação de um amigo meu chamado Norival Peçanha, que carinhosamente chamávamos de Nori Pepê Gogó de Ouro. Por Volta dos 18 anos de idade ingressei na Escola de Música Villa Lobos, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). Lá estudei com excelentes professores, dentre eles, Luiz Antônio Perez, Violão Clássico, e José Maria Braga, do grupo Galo Preto, Teoria Musical e Ritmo e Som. Lá cursei até o segundo grau em música. Logo depois fui cursar Bacharelado em música na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro (RJ). Lá, estudei com excelentes professores, dentre eles, Aluízio Neves, Violão Popular e Maria Luiza Priolli, Orquestração.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Marlon Borges:  Minhas influências musicais são muitas. Quando era pequeno, lembro-me de tocar e cantar tanto músicas de Roberto Carlos quanto “Lança Perfume” de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Eu tenho um irmão chamado Marcos que comprou discos de vinil do Caetano Veloso, “Cores e Nomes e Outras Palavras”, e do Gilberto Gil, “Umbanda Um”, gostava muito também. Na adolescência, na década de oitenta, gostava do Rock Nacional, Legião urbana, Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Kid Abelha, Barão Vermelho, dentre outros. Na época da EMVL (Villa Lobos) curtíamos o som de Minas Gerais: Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, 14 Bis, Flávio Venturini, e por aí vai…  Nenhum deles deixou de ter importância para mim, vão ficar comigo pra toda vida.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Marlon Borges: Comecei minha carreira musical no Anjo’s Bar localizado no centro de São Gonçalo (RJ), por volta de 1984, aos 16 anos de idade. Depois mudou de nome para “Leãozinho” e continuei ali cantando e tocando, na época.

06) RM: Quantos CDs lançados? 

Marlon Borges: São cinco CDs lançados e dois jingles. O primeiro CD – “Menino”, lançado em 1997, contém composições autorais, com e sem parcerias, e uma releitura da música “Brincar de Viver”, de Guilherme Arantes e Jon Lucien. O segundo CD – “Uivos”, lançado em 1999, contém composições próprias, com e sem parcerias, e três releituras: “Samurai”, do Djavan, “Fullgás”, de Marina Lima e Antônio Cícero e “Força Estranha” de Caetano Veloso. O terceiro CD – “Asas do Entardecer”, lançado em 2004, com composições próprias, com e sem parcerias. Em 2010, resolvi gravar um álbum de samba, influenciado pelas idas à Escola de Samba Portela, no Rio de Janeiro. Daí surgiu o quarto álbum “Anjo Negro”, composto de músicas com parcerias. O quinto CD – “Passatempo” em 2017, composto por canções autorais com parcerias. Em 2018 lançou uma releitura da música “Sorri”, de Charles Chaplin, G. Parsons e J. Turner, versão de Braguinha. Em 2020 lançou o jingle “É UM REAL”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Marlon Borges: MPB.

08) RM: Você estudou técnica vocal? 

Marlon Borges: Sim, com a saudosa professora Arlete Candian, em Niterói (RJ). 

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Marlon Borges: A importância é imensa. Podemos citar como melhorias da voz: qualidade na emissão, vida longa e saúde. Cuidados com a voz: Alimentação saudável, beber bastante água etc.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Marlon Borges: Elis Regina, Edu Lobo, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Alcione, Caetano Veloso, Jane Duboc, Emílio Santiago, Clara Nunes, Paulinho da Viola, Gal Costa, Djavan, dentre outros.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Marlon Borges: Geralmente crio melodia para letra e poesia. Porém faço melodias para serem letradas e melodia e letra juntas. Gosto de musicar letras, poesias que admiro, é como se tivesse escrito aquela letra através do poeta, do letrista, do escritor.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição? 

Marlon Borges: Gilvan Carneiro da Silva, Aluçã (em memória), Flávio Fernandes, Paulinho Freitas, Denoir Quissamã, Mônica Mançur, entre outros.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Marlon Borges: Anna Magdala – álbum “Minha Missão”, de 2003, pela qual tenho carinho, apreço e gratidão.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Marlon Borges: A dificuldade é imensa, sem apoio financeiro, de marketing, de mercado, de empresário, de produtor, de governo, você tem que fazer praticamente tudo sozinho, propaganda, marcação de shows, divulgação, não é fácil.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Marlon Borges: Procuro divulgar meus trabalhos através da internet, da minha página, do meu canal no YouTube e dos aplicativos de música.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você prática para desenvolver a sua carreira?

Marlon Borges: Divulgação pela internet.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Marlon Borges: Só vejo que ajuda e muito. Hoje, pelo menos, podemos mostrar nosso trabalho e todos têm acesso a ele.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Marlon Borges: Vejo vantagens. Hoje você pode gravar suas canções na sua casa, com poucos recursos financeiros. Isso abriu acesso a quase todas as pessoas, pulverizou o mercado. Por outro lado, as desvantagens são a baixa qualidade técnica de algumas gravações em comparação aos grandes estúdios.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Marlon Borges: Procuro fazer o que eu acredito com o coração, a alma e qualidade técnica.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram as revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Marlon Borges: Quem permaneceu: Lenine, Adriana Calcanhotto, Chico César, dentre outros. Não encontro quem regrediu.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Marlon Borges: Djavan, Geraldo Azevedo, Ivan Lins, João Bosco entre outros.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Marlon Borges: Já aconteceram algumas situações inusitadas. Na década de 90, preparamos um belíssimo show chamado Musicologia que tinha como temática a ecologia, a preservação da natureza. Só que quando fomos fazer um show em Niterói, no Campo de São Bento, o responsável pelo som, que era a Secretaria de Cultura de Niterói (RJ), não colocou o som. E Em São Gonçalo (RJ) aconteceu a mesma coisa, o responsável pelo som, que era a Secretaria de Cultura de São Gonçalo, não colocou o som também. Foi muito triste não poder fazer os dois shows. Já fiz show que não me pagaram o cachê.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Marlon Borges: O que me deixa muito feliz é quando eu percebo que as pessoas admiram o meu trabalho musical. O me deixa triste é a insensibilidade das pessoas.

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Marlon Borges: Acredito que existe sim. Dom musical, é quanto a pessoa já nasce com aquela habilidade nata para música.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Marlon Borges: Improvisação Musical, é quando você cria diversas melodias dentro de uma harmonia musical.

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Marlon Borges: Acredito que existe improvisação de fato.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Marlon Borges: Os prós: várias possibilidades de melodias que combinem com as harmonias. Os contras: quando uma improvisação não tem nada a ver com a harmonia.

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Marlon Borges: Harmonia musical é bastante importante. Quando você estuda harmonia musical você passa a entender como a música funciona, quais os caminhos da composição, você clareia a sua visão sobre a música.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Marlon Borges: Nas rádios consagradas você só consegue tocar se pagar o jabá. Agora, nas rádios comunitárias e nas web rádios você consegue tocar suas músicas.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Marlon Borges: Perceba se realmente é isso que você gosta e tem aptidão para fazer, estude bastante, por toda vida, componha etc. Faça por amor, por que você vai encontrar desafios e se não tiver amor você vai acabar desistindo, deixando de gostar de uma coisa que antes era prazerosa. Ame aquilo que você faz!

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Marlon Borges: Os Festivais de Música já foram extremamente importantes há algum tempo atrás quando, realmente, revelavam grandes e verdadeiros talentos musicais. Hoje ninguém se importa mais com Festivais de Música. Hoje eles poderiam criar novos festivais em que os artistas desconhecidos pudessem mostrar seu trabalho durante um tempo. Por exemplo, a cada etapa uma música diferente do mesmo artista compositor, um festival de compositores visando mais à composição do que ao canto.

32) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Marlon Borges: Hoje os Festivais de Música não revelam mais novos talentos. Porém alguns festivais ainda revelam novos artistas talentosos.

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Marlon Borges: A grande mídia cobre o que a massa consome, a mídia precisa de audiência, de patrocínio. Mas existe também a mídia que está antenada com a qualidade da música, da letra, da melodia, da harmonia, do conjunto melódico.

34) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Marlon Borges: São importantíssimos o SESC, o SESI e o Itaú Cultural. Pena que eles não olham muito para os artistas não consagrados, os desconhecidos do grande público.

35) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Marlon Borges: Acredito que sim. Apesar da qualidade musical ser duvidosa, ainda existem talentosos artistas cantando e tocando nos bares de São Gonçalo – RJ.

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Marlon Borges: Continuar cantando, compondo, gravando e fazendo shows. Amo tanto fazer música, é como se estivesse na minha alma!

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Marlon Borges: (21) 9.6470 – 5196 / [email protected]

/ www.marlonborges.mus.br 

/ https://www.instagram.com/marlonborgesmusical/?hl=pt-br 

/ https://www.facebook.com/MarlonBorgesMusical 

/ https://www.facebook.com/profile.php?id=100013723334869 

Spotify:https://open.spotify.com/artist/5v2lqbzRsbwFjUgOgMVZLD?si=WNClrhoSTf6zXtIcInRnjA 

https://open.spotify.com/artist/2GgLW8WF4wM2IpCdmjQvJr?si=Tc05q2RKRqS_s4_rQtmjIw 

Canal no YouTube: https://www.youtube.com/c/MarlonBorgge/featured?view_as=subscriber 

É UM REAL – MARLON BORGES em 2020: https://www.youtube.com/watch?v=uVjqo7TawOs 

SORRI (CHARLES CHAPLIN) – MARLON BORGES em 2018: https://www.youtube.com/watch?v=ik02hb71YWk 

álbum Passatempo em 2017: https://www.youtube.com/watch?v=diq3_UdpmAs&list=PLtTF3yX7qzBdk6VYYexba-ExTOItkP4RI 

álbum Anjo Negro em 2010: https://www.youtube.com/watch?v=D5oH-m7XDVc&list=PLtTF3yX7qzBf8qAII8YwvaoFT0Ij3J0GM 

álbum Asas do Entardecer em 2004: https://www.youtube.com/watch?v=rNKdcVqEQ2o&list=PLtTF3yX7qzBcqefyCnP8PSRDCM5VY1Bik

álbum Uivos em 1999: https://www.youtube.com/watch?v=bCQWsSBg11s&list=PLtTF3yX7qzBfXOvexW9xO76sg6DI1xVKR 

álbum Menino em 1997: https://www.youtube.com/watch?v=9aa548F0aOM&list=PLtTF3yX7qzBdfrq8nYhUIKEAGYlRNIQs0


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.