Maria Fulô

Maria Fulô

A sanfoneira, cantora, compositora, produtora musical pernambucana Maria Fulô, começou a carreira aos 11 anos de idade (1990) tocando em bandas de bailes, trios elétricos e cantores solo.

No ano de 2004, criou sua banda formada por mulheres, com o intuito de promover a inclusão musical e social de musicistas da região. A sanfoneira foi aconselhada por Dominguinhos, a adotar o nome Maria Fulô como seu nome artístico, em homenagem a personagem da canção “Adeus maria fulô” (Humberto Teixeira e Sivuca). O tema da música é uma alusão a sofrida e guerreira mulher nordestina, que suporta longo período de ausência, quando seu companheiro parte em busca de melhor sorte na cidade grande.

Maria Fulô, tem como a principal característica do seu trabalho, a valorização da mulher e da música nordestina como o Frevo, o Forró, o Baião, a Ciranda, além de outros ritmos. A artista que tem preferência de trabalhar com coletivos de mulheres, já viajou por inúmeros lugares no Brasil e no exterior, constatou que infelizmente, nos tempos atuais ainda existe espaço reduzido na música brasileira para a cantoras e musicistas.

O repertório do seu show é inspirado no Forró dos grandes mestres como: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho, Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda, Flávio José, Santanna “O Cantador”, Trio Virgulino, Marinês, Trio Nordestino, entre outros. O grupo também faz shows com variados temas e ritmos pernambucano, estando sempre presente em festivais nacionais homenageando artistas como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Capiba, além de um lindo trabalho de música para crianças.

Maria Fulô, junto com sua banda traz no seu currículo diversas apresentações como exemplo: FIG – Festival de inverno de Garanhuns – PE, Semana Arte Mulher “realizado pelo MINC”, Festival na Onda da Dança, Festival do Nordeste de Brasília – DF, Virada Cultural SP, além de participações importantes como eventos realizados em SESC, SESI, Governo do estado de Pernambuco, carnaval do Recife e carnaval de Olinda, prefeituras, universidades por todo o Brasil e turnê em Portugal, Lisboa, Caminha, Porto, Santana, Rio Tinto além de três convites para o Montreux Jazz Festival.

Maria Fulô tem experiência com artistas de renome como: Dominguinhos, Maracatú Nação Pernambuco, Reginaldo Rossi, Nádia Maia, Orquestra municipal do Recife, Orquestra 100% Mulher, Banda Vinil, Jorge de Altinho, Genival Lacerda, Trio Virgulino, Trio Nordestino, Mestre Camarão, Jair Rodrigues, etc. Influência musical Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, Trio Nordestino, Dominguinhos, Os 3 do Nordeste, Alceu Valença, Orquestra do Maestro Duda, entre outros.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Maria Fulô para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 17.05.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Maria Fulô: Nasci no dia 07.03.1979 em Recife – PE. Registrada como Anna Valkyria Nunes.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Maria Fulô: Aos 10 anos de idade, comecei a estudar teclado e logo em seguida iniciei tocando em uma pequena banda da cidade de Vitória de Santo Antão – PE.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Maria Fulô: Sou autodidata e a minha formação acadêmica são as experiências da vida.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Maria Fulô: Minhas influências musicais foram baseadas em cantores de Forró no qual eu admirava na época que eram Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, que cheguei a tocar com ele alguns anos.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Maria Fulô: Aos 10 anos de idade, em 1990 tocando teclado e no decorrer dos anos comecei a tocar acordeon e tive aulas particulares com o mestre Camarão (Reginaldo Alves Ferreira – nasceu no dia 23.06.1940 em Brejo da Madre de Deus e faleceu no dia 21.04. 2015 em Recife), um grande sanfoneiro de referência em Pernambuco.

Eu segui o conselho do mestre Dominguinhos e adotei o nome Maria Fulô, em homenagem a personagem da canção “Adeus maria fulô” (Humberto Teixeira e Sivuca), o tema é uma alusão a sofrida e guerreira mulher nordestina, que suporta longo período de ausência, quando seu companheiro parte em busca de melhor sorte na cidade grande.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Maria Fulô: Gravei 7 CDs e um EP, no período de 2006 a 2020. Todos os álbuns o perfil é Forró. A música que o público curte bastante: “Partiu com saudade” (Dora Santos / Maria Fulô).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Maria Fulô: Considero o Forró um dos mais respeitados ritmos da música popular brasileira.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Maria Fulô: Não. Eu sempre fui musicista e produtora, comecei a cantar por influência do músico e sanfoneiro Dominguinhos, pois eu tinha um grupo de Forró e dependia de cantoras, e na troca exaustiva de cantoras, decidi ouvir a sugestão de Dominguinhos de cantar e tocar acordeon ao mesmo tempo, mesmo que eu fosse “ajustando” a voz um pouquinho no decorrer do tempo.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Maria Fulô: Sei Que é bastante importante o estudo da técnica vocal, para evitar danos nas cordas vocais, no decorrer da carreira, pois estamos sujeitos a várias instabilidades como aquecimento e esfriamento repentino. Por esse motivo devemos estar com as cordas vocais preparadas. Eu ainda não sou adepta a essa prática de estudo.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Maria Fulô: Marinês, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Chico Buarque, Nana Caymmi, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Morais Moreira, entre outros.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Maria Fulô: Eu sempre que quero me concentro e sai algo, porém as vezes surgem músicas quando estou indo dormir, acordando, quando tenho uma emoção exaltada, uma dor, uma felicidade. Comprei alguns equipamentos para montar meu home studio, pois preciso montar minhas músicas e postar nas plataformas digitais. É uma nova forma de trabalhar: cantar, tocar, compor e produzir. Devemos unir uma coisa à outra e entender um pouco de cada setor.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Maria Fulô: Minha principal parceira de composição é Julia Pessoa. Uma amiga que compõe muito bem e tem letras maravilhosas, ela investe mais nas letras e eu na melodia.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Maria Fulô: É muito difícil você ter uma carreira independente, precisamos focar muito e ter uma equipe muito competente que acredite em nós. Porém, hoje temos a internet ao nosso favor.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Maria Fulô: Eu nunca coloquei no papel um planejamento exato sobre minha carreira, as coisas foram acontecendo conforme a dificuldade. Aprendi a administrar a minha carreira tocando para artistas que eu admirava, no decorrer, fui montando um projeto, uma banda e depois segui como artista solo. Aprendi a produzir meus shows e vender o trabalho Maria Fulô, porque ninguém queria vender meus shows, não tinha empresários e eu corri atrás. Agradeço muito as oportunidades que tive como SESI, SESC, e eventos de prefeituras. Atualmente moro no interior de São Paulo e faço produção cultural para outros grupos através da minha produtora “Maria Fulô produções”, que vem ganhando espaço no setor de eventos.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Maria Fulô: Desenvolvi “Maria Fulô produções”, uma produtora de ventos no qual posso vender apresentações musicais de outros grupos musicais. Gosto de incluir pessoas que estão em crescimento profissional, parceiro (a).

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Maria Fulô: Sim, sempre utilizei a internet como meio de divulgação musical e acesso a editais.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Maria Fulô: É uma forma de estimular a criação de músicas. Podemos nos manter parceiros com grandes estúdios profissionais. Eu estou montando meu home estúdio para poder aceitar a demanda de gravação, sem que eu precise me deslocar de cidade. No mais, podemos enviar a faixa gravada para que o responsável pelo estúdio profissional, edite e faça a mixagem e masterização final. Todos os setores tem que haver atualização e modernização dos equipamentos. Um estúdio profissional que antes era apenas gravação, pode acrescentar algumas salas e virar estúdio de gravação de vídeo e fazer a união de áudio visual, entre outros. Gosto muito de um trabalho de um estúdio de Recife, o GUSDEL, é um grande parceiro e muitos artistas como Genival Lacerda, Alceu Valença, Dominguinhos, gravaram por lá.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Maria Fulô: Sempre estou passeando pela internet e promovendo eventos. O artista “anda meio caseiro” nessa pandemia do Covid-19. Vamos ver como será quando tudo isso passar! Acredito que vamos voltar com muita força.

19) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Maria Fulô: Acredito que precisamos de mais espaço pro Forró na música brasileira. Temos muita gente de referência, mas em algum momento vai surgir algo novo que vai movimentar novamente esse estilo maravilhoso. Os que permaneceram com obras consistentes são os que marcaram época como Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Dominguinhos. Estamos em período de releitura, mas precisamos de mais oportunidade de engajamento. É que o Forró tem história, temos que pensar em algo que não fale apenas de balançar o “bumbum”.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Maria Fulô: Dominguinhos sem dúvida alguma. Um grande homem cheio de talento e humildade.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Maria Fulô: Aconteceu algo muito engraçado, estávamos tocando no distrito de Serra Talhada – PE, e tocávamos Forró, mas de repente vimos no meio do público dois cabras com dois facões de cortar cana de meio metro cada, gritando: Toca Forró! Toca forró! Estávamos no palco tocando Forró, a música “Feira de Mangaio” (Sivuca / Glória Gadelha). E falamos no microfone: Estamos tocando Forró! Mas aí eles gritaram: “Chupa que é de uva! Chupa que é de uva!” que é uma música de Aviões do Forró que estava estourada na época. O medo veio, eu disse: Alguém aqui na banda sabe cantar essa música, pelo amor de Deus? Nenhuma das meninas sabiam! Chamei o produtor e falei para chamar a polícia pra gente sair de fininho do palco. Daí ele foi tentar resolver e na volta disse: Dá uma desculpa para o povo e vamos embora correndo! O único policial que tem na cidade, é candidato a prefeito! Enfim, não ia poder resolver nada, não é? Entramos na Van e saímos pelo canavial afora (risos).

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Maria Fulô: Eu acho que a recepção das pessoas, o carinho de quem nos admira geral me deixa muito feliz. Algumas situações acabam mexendo um pouco com a nossa autoestima, como desvalorização comercial da boa música.

23) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Maria Fulô: Eu acho algo fantástico! o movimento do “Forró Universitário” abriu muito espaço para novos grupos, inclusive na época participei em São Paulo de um grupo formado por mulheres “Xote das meninas”. Vi grupos como o Trio Virgulino, Falamansa, Bicho de pé, crescerem e puxarem outros artistas da mesma leva musical.

24) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Maria Fulô: Sem dúvidas o Falamansa e Trio Virgulino (que trabalhei fazendo produção cultural em 2018 e 2019).

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Maria Fulô: Não acredito que sem pagar o jabá alguma música toque em rádio de grande audiência. Acho que a única forma da minha música fazer sucesso, se caso acontecer, é através da internet.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Maria Fulô: Tenha foco, estude e se mantenha informado. Acredite em si, seja mais forte do que eu (risos), pois tenho muitos momentos de solidão nesse processo no qual insisto manter. Porém é algo que faz parte de mim, mas, como falei acima: Insista!

27) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Maria Fulô: Acredito que o Festival de música é bem positivo, pois revelam novos artistas e compositores. Evidentemente que nem todos os festivais, tem a seriedade devida.

28) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Maria Fulô: Evidentemente.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Maria Fulô: A grande mídia tem que parar de andar em círculos. Existem grandes novidades ao redor, é só eles olharem para os lados. Ao mesmo tempo admiro a força que tem a imprensa! Dependemos dela em todos os momentos.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Maria Fulô: Sou suspeita para falar, mas todas as oportunidades iniciais eu tive com o SESC, SESI. Tanto como início com minha banda, como a pouco tempo atrás quando decidi expandi meu trabalho de produção cultural. Eles são excelentes, agradeço a grande oportunidade que foi dada a Maria Fulô produções. Sobre o Itaú cultural, não tive a oportunidade de participar, apesar de que acho fantástico. Mas participei com meu trabalho artístico no AGIR ITAÚ 2019.

31) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Maria Fulô: Acho que tem espaço e público para todos os estilos do Forró. Eu tenho minha preferência musical que é aquela que ligo o som e decido curtir. É algo muito participar. Acredito que deveríamos ter mais espaço musical para boas músicas. Temos que ter cuidado com a mensagem que passamos musicalmente.

32) RM: Maria Fulô, Quais os seus projetos futuros?

Maria Fulô: Enquanto eu puder, gostaria de me manter nos palcos e fomentar o Forró, o Frevo, a Ciranda, entre outros. Porém sou apaixonada por produção musical e gosto de ficar nos bastidores fazendo aquele evento acontecer. Pretendo lançar novos artistas e encaminhá-los em sua carreira musical. Gostaria de parabenizar a revista Ritmo Melodia, pela valorização e respeito a classe artística. É o jornalismo de pesquisa musical que faz a diferença na mídia brasileira. Obrigada pela oportunidade.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Maria Fulô: (81) 99874 – 7192 | (19) 97107 – 5889 | [email protected] – Maria Fulô Produções

| https://web.facebook.com/profile.php?id=100003968754101

|www.facebook.com/mariafuloacordeon

|www.instagram.com/mariafulooficial

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCPHeM-UVfOfYv5IUemCzWZw

Maria Fulô – CD Completo: https://www.youtube.com/watch?v=I15MOhonwm0

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=rvCMZvIDWFw&list=PLD1z5vnPvh0gCwq8gHXG2pnl8CooRmFEx

CD COMPLETO MARIA FULÔ PARA CRIANÇAS: https://www.youtube.com/watch?v=myoJyo6LqX4

Ensaio Maria Fulô – Bicho carpinteiro (Instrumental): https://www.youtube.com/watch?v=Qa-vpB7MvJc

A COR DO PECADO: https://www.youtube.com/watch?v=B5BjHAGPSKs&list=PLD1z5vnPvh0h5MORb_bvxEHohaN0Yzqr

Luiz Mário (Trio Nordestino) e Maria Fulô – Live Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=WTgKZvTYvC0

Luiz Mário (Trio Nordestino) e Maria Fulô – Live Parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=VT49b3F8ENI

Live De Aniversário (Improvisado): https://www.youtube.com/watch?v=83SQa40WpfQ

Maria Fulô e Neidinha Rocha – Live de Conversa: https://www.youtube.com/watch?v=KduvAtSFhZ0

https://www.forroemvinil.com/tag/banda-maria-fulo

https://www.palcomp3.com.br/mariafulooficial

Vídeo divulgação em homenagem a Dominguinhos. São João do Nordeste: https://www.youtube.com/watch?v=bZkI3_z_l0g

JC Cultura, na internet: https://www.jcnet.com.br/Cultura/2019/06/pernambucoem-clima-bauruense.html

G1 Globo SESC: https://g1.globo.com/sp/baurumarilia/noticia/2019/06/28/banda-maria-fulotoca-seu-forro-no-palco-do-sesc-de-bauru.ghtml

Jornal O liberal – Trio Virgulino e Maria Fulô Virada Cultural SP: https://liberal.com.br/cultura/arte/trio-virgulinoe-maria-fulo-tocam-na-virada-de-sp-588066


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.