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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Luiz Ferreira


O cantor, compositor, produtor musical e músico potiguar Luiz Ferreira, radicado em Florianópolis – SC desde 2004, estudou música pela fundação de Cultura Franklin Cascaz Florianópolis – SC.

Em 2006 foi um dos idealizadores do MAMUTS – Mostra de arte e música de Tibau do Sul – RN. Em 2007 o músico gravou EP – Prea – mar com três músicas autorais com produção musical de Paulo Gomes e Dú de Canário, no estúdio da Caixa D’água com direção de produção do músico Moriel Costa e master mix de Chico Martins da banda Dazaranha de Florianópolis – SC.

Em 2010 foi um dos Fundadores do Grupo de Teatro Cultural Roda Viva em Florianópolis, diretor musical de quatro espetáculos; infantil de teatro e música. Em 2011 foi contemplado com o prêmio de primeiro lugar em Cultura Popular pelo prêmio Elizabete Anderli, pela Fundação de Cultura de Florianópolis, gravou o primeiro álbum do grupo Tambôbrincá, gravado e mixado no estúdio Expedição por Samuel Tortato.

Em 2013 junto com amigos surgi a banda “Pé de Cabra”, com a ideia de levar Forró pela Ilha de Floripa foi se expandindo e começou a viajar por várias cidades brasileira. A banda “Pé de Cabra” tem passado por palcos e Casas de Forró, escolas de dança como: Casa de Noca, Don pub, Deck bar, Bowl club, Deraiz, São Jorge, Casa do sambaqui, Escola dança Cenarium, Dance ímpar, Arraia Solidário, Festival Maxuca roots, Kirinus escola de dança, Festival Identidade Cultural, FENFIT (Festival Nacional Forró de Itaúnas – ES). Convidados para seletivas sul do Forró da Lua em Curitiba – PR, tendo a indicação ao prêmio de melhor voz revelação masculino no FENFIT – ES de 2018.

Em 2019, lançou o primeiro álbum “Sonhos e Conquistas”, gravado e mixado no estúdio Clara Som por Luizinho; em parceria com o Coletivo Forró Catarina. No álbum são oito músicas autorais em parcerias com o compositor potiguar Dú de Canário. Em 2019 a banda apresentou o single “Cabiceira”, com a participação do vocalista Luiz Mário do Trio Nordestino.

Em 2020, na pandemia do covid-19 e com todos cuidados estabelecidos a banda “Pé de Cabra” resolve gravar e lançar o EP – “Dejà Vú”, gravado por Nelson Beck, masterizado e mixado por Clara Som Estúdio, com quatro músicas autorais.

Em março de 2021, Luiz Ferreira lança o single “Esquina da ilusão” com produção musical de Henrique Soares e Gabriel de Bem, gravado ao vivo e mixado por Nelson Beck, distribuída pela produtora Bang Beach Music Produções, dois meses depois devido um desastre ambiental ocorrido na Lagoa da Conceição em Florianópolis – SC, Luiz Ferreira apresenta a música “O choro da Lagoa”, uma composição de protesto e consciência ecológica em homenagem as fontes naturais de águas do nosso planeta; com produção de Lucas Marlon, produção executiva e distribuição digital Bang Beach Music Produções.

Luiz Ferreira tem apresentado um novo trabalho, Som Brasil, projeto em que mostra novas composições autorais e transita por obras de nomes como: Lenine, Zeca Baleiro, Alceu Valença, Zé Ramalho, Djavan, Luiz Melodia, Natiruts, Nando Reis, O Rappa, Luiz Gonzaga; entre outros nomes da nossa música popular brasileira.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Luiz Ferreira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 06.09.2021:

01) RM: Qual a sua data de nascimento e sua cidade natal?

Luiz Ferreira: Nascido no dia 06 de setembro de 1978 em Tibau do Sul no Rio Grande do Norte. Registrado como Luiz Carlos Nascimento Ferreira.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Luiz Ferreira: O primeiro contato com a música foi mais ou menos aos 8 ou 10 anos de idade na Escola, na banda marcial, mas antes já observava meu avô Zacarias Ferreira, que gostava de cantar e tinha um rádio e meu pai Luiz Vicente Ferreira Sobrinho e minha mãe Adriene Braz do Nascimento tinham comprado um tocador disco (Vitrola) e vovô Zacarias sempre me pedia para colocar um disco. Eu lembro que era da cantora Fabiana, daí ficava ouvindo junto com ele. O melhor era quando ele pegava o rádio nos fins de tarde e levava para frente da casa na calçada e era sempre fim da tarde, daí ficava ele junto com a minha avó Etelvina Arcanjo Ferreira, ouvindo as músicas. O rádio tinha os botões grande e era um equipamento diferente para mim e achava bonito! Além de sair som que era novo para mim, eu ficava sentado ouvindo as músicas de: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Pepeu Gomes, Luiz Caldas, Zé Ramalho, Alceu Valença e entre outros. E comecei a observa o som a música.

03) RM: Qual a sua formação musical e ou acadêmica fora da área musical?

Luiz Ferreira: A minha formação musical iniciou em 2004 em Florianópolis – SC através da Fundação Franklin Cascaz, por acaso o meu primo Dú de Canário, que fazia aula de violão na Fundação. Eu fui numa dessas aulas e comecei a perceber através das crianças aprendendo a tocar violão que se elas aprendiam, eu poderia aprender também (risos). Morávamos em um lugar meio isolado onde o acesso era através de barco ou trilha, mas o lugar era muito tranquilo. Um dia em casa sozinho resolvi pegar o violão do meu primo Dú de Canário e comecei a olhar nas revistas de música cifradas, mas quando fui tocar percebi que o violão era para canhoto. Eu comecei a desenhar num papel os acordes ao contrário e toquei a primeira música em um violão para canhoto (risos). Quando toquei parecia ter entrado numa outra dimensão e sempre que falo desse momento para alguém, comparo como se eu estivesse naquele momento dado um mergulho no mar? É como entrar em uma outra dimensão do mundo da música. Passei a ir em todas as aulas e acabei sendo convidado para entrar para o grupo de alunos que estudavam violão e vocalização durante e nos apresentávamos nos finais de cada ano do curso, em feiras e entidades filantrópicas mostrando o que aprendemos durante todo o ano. A minha formação fora da música é o Ensino Médio.

04) RM: Quais as suas influências musicais do passado, do presente e quais deixaram de ter importância?

Luiz Ferreira: Foi do rádio de meu avô Zacarias Ferreira e dos discos de meu pai Luiz Vicente Ferreira Sobrinho e minha mãe Adriene Braz do Nascimento, era uma fonte que bebia de tudo na música que passava nas rádios, mais as lembranças boas eram: Zé Ramalho, Pepeu Gomes, Fagner, Luiz Caldas, Dominguinhos, Aguinaldo Timóteo, Fabiana, Alceu Valença, Beto Barbosa, Luiz Gonzaga, Bartô Galeno, Alípio Martins, Reginaldo Rossi, Raça Negra, Geraldo Azevedo e entre outros. O tempo foi me levando a ouvir essas misturas nossas dos rádios dos anos 80 e 90. Atualmente minhas referências são muitas e ouço um pouco de tudo principalmente do Brasil! Internacional também, descobrir o Blues e principalmente o som psicodélico do Pink Floyd e do reggae Bob Marley! Foi muito porrada! Em seguida ouvir o maracatu com uma guitarra pesada no som de Chico Science e nação Zumbi quebrou tudo! É ouro puro da mistura brasileira! Sendo que eu já ouvia antes no rádio os Blocos de Carnaval, o maracatu rural, mais nem sabia o que era maracatu sabia que era batuque (risos). Chico Science, Lenine, Nação Zumbi, Alceu Valença, O Rappa, Ponto de Equilíbrio, Boby Marley, Pink Floyd, Gary Clark Jr, Ben Harper, Jorge Benjor, Otto, Mundo Livre S/A, Zé Ramalho, Tim Maia, Seu Jorge, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Nando Reis, Legião Urbana, Criolo, Cordel do fogo encantado, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Cazuza, Emicida e muitos outros. Eu bebo de muitas fontes e nada que ouvi deixaram de ter influência, muito pelo contrário, só fortalecem meu trabalho.

05) RM: Como, quando e onde você começou sua carreira musical?

Luiz Ferreira: Tudo começou a mudar em 2005/2006, foi quando comecei a investir e pensar como músico. Estudar, montar o repertório e pensar como um trabalho. Sacar o que o público estava curtindo, pensar em mostrar a música como um trabalho. Eu junto com meus primos Dú de Canário e Beto caramujo, começamos a ensaiar e formatar um repertório de Forró, Reggae, Brasilidades e algumas composições autorais do Dú de Canário. Depois de alguns ensaios estreamos no Bar Telhado de Palha no bairro do Sambaqui em Florianópolis – SC e começamos a fazer parte da agenda musical do Bar. Em 2006 em uma viagem ao Nordeste montei uma banda com mais quatro amigos, eu estava na praia de Tibau do Sul – RN numa barraca e de repente ouvi uma zabumba e um triângulo tocando Forró sem sanfona, pesado! Era Erivan e Edjonas, dois meninos que tinham em média 12 a 13 anos de idade, Erivan, filho de Bia, e Edjonas, filho de Peta, eles tocavam na balsa e “passavam o chapéu” para receber dinheiro dos turistas. Eles saíram da balsa e comecei trocar uma ideia com os mesmos e os convidei para irem na minha casa que eu estava fazendo um som junto com Sérgio Galvão, que era meu vizinho e Alcides Tidinho que tocava Teclado na igreja. Formei a banda “Tribo da Terra”, conseguíamos emprestado um Teclado da Igreja (risos) e começamos a fazer uns ensaios no quintal de casa.

A vontade era tão gigante que nós tínhamos duas guitarras e uma fazia a função do contrabaixo (risos), um teclado, a zabumba e triângulo. Começamos os ensaios e em seguida comprei uma bateria e foi se formando a banda. Eu comecei a fazer contatos e fechar apresentações em bares, restaurantes, casas de shows, hotéis e em festas particulares passando por várias cidades do Rio Grande do Norte. Em 2006 no dia 01 de maio idealizamos e realizamos juntos com alguns músicos independentes o MAMUTS – Mostra de arte e Música de Tibau do Sul, uma parceria para mostrar a união dos músicos que faziam arte na Praia da Pipa e Tibau do Sul, nome como: Tony Santos Ameixa (PE), João Andrade (PB), Almir da Cruz (PE), Walter Frota (SP), Edjonas Rasta (RN), Severino Brasil (PE), Alexandre Ferro (PE), Sergio Galvão (RN), Erivan Magão (RN), Edjonas Antônio (RN), Lili (SP), Coco de Zambê do mestre Geraldo. Uma parceria que nos levou a produzir uma bela mostra com mais de 100 artistas passando pelo palco de forma independente entre grupos de Capoeira, Grupo de dança, algumas bandas locais e poesia. Levando a cultura na praça da comunidade o que fez a banda ganhar muito espaço na região fazendo shows em bares, Pubs, hotéis, casas de shows, em várias cidades do RN.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Luiz Ferreira: A primeira experiência em estúdio foi em 2007 voltei pra Florianópolis – SC para poder estudar e desenvolver um trabalho com a música. E foi através do surf que conheci a banda “DAZARANHA” de Floripa e tive a grande honra de gravar três músicas autorais no estúdio dos caras na incrível caixa d’água, o CD – “PREIA MAR” teve a direção de Moriel Costa, Chico Martins da banda Dazaranha que fez a mixagem e masterizacão do Demo. Neste trabalho teve a grande contribuição dos artistas e parceiros que Paulo Gomes (RS) no violino e flauta doce, Dú de Canário (RN) no berimbau e backingvocal, Beto Caramujo (RN) na bateria e backingvocal, Jô Castro (RS) na percussão e backingvocal, Adriano PX Rei (RS) no Baixo, Moriel Costa (SC) na percussão. O Demo foi totalmente independente com poucas cópias, porém uma mistura de xote, baião, reggae, Forró. Através desse demo fomos convidados para um show pela prefeitura de Tibau do Sul (RN) em 2008 com apresentação para festa do padroeiro da cidade para um grande público em plena Praça Pública.

O primeiro álbum foi gravado com o Grupo Cultural Roda Viva de Florianópolis – SC, onde fui um dos idealizadores do grupo e trabalhei de 2010 a 2015. Em 2011 gravamos o meu primeiro álbum – “Tambôbrincá”; um trabalho infantil do qual musiquei três espetáculos sendo eles: Cirandar, Tambôbrincá, Misturinha. O grupo me deu um grande suporte para criar e desenvolver um trabalho muito especial onde tivemos passagens por festivais e eventos como: Invasão teatral, Maratona cultural, Sesc cultura SC, Maratona da solidariedade Ric Record. Em 2011 fomos contemplados com o prêmio de primeiro lugar em Cultura Popular pela Fundação de Cultura Franklin Cascaz – SC, este álbum tem Coco de roda, Ciranda, Jongo, Maracatu, Baião. Foi gravado no estúdio Expedição e mixagem e masterização feita por Samuel Tortato.

Em 2015 gravei o álbum – “Na raiz” (Tartaruga), o meu primeiro álbum independente com nove músicas, sendo oito de minha autoria e uma de autoria de Jorge Benjor. O álbum tem Samba, Reggae, Baião, Xote. Foi produzido por mim e André de Carvalho e gravado no estúdio Estereopólio – Florianópolis – SC.

Em 2019 com a banda de Forró “Pé de Cabra”, lançamos o primeiro álbum – “Sonhos e conquistas”, disponível em todas as plataformas digitais, com oito composições autorais em parceria com o compositor potiguar Dú de Canário, tendo uma grande aceitação pelo público a música “Vai catar feijão”, chamando a atenção do público adulto e infantil, além da música “Sonhos e conquistas” que em 2018 foi selecionada para uma seletiva no Forró da Lua em Curitiba – PR, passando para FENFIT (Festival Nacional Forró de Itaúnas – ES) de 2018, um dos maiores festivais de Forró do mundo. Eu tive a grande sorte de ser agraciado com a indicação a voz revelação masculino FENFIT – 2018. O álbum tem participações de grandes nomes como: Jorge do Rojão (BA), Mateus Nogueira (ES), Paulo Gomes (RS), Lu Garrote (Argentina), Dú de Canário (RN), Fábio Capellano (SC). Foi produzido por PÉ DE CABRA e gravação, mixagem, masterização no estúdio CLARA SOM, Florianópolis – SC. A criação de arte Lucas Prisco Pulga. Em 2019, alguns meses depois de lançarmos o álbum – “Sonhos e conquistas”, apresentamos o primeiro single “Cabiceira”, um Forró Pé de Serra, de autoria de Dú de Canário, um trabalho muito especial do qual tivemos a grande honra de ter a participação ilustre de Luiz Mário do Trio Nordestino, música parece ter sido feita para voz do mestre Luiz Mário, a música estar disponível em todas plataformas digitais.

Em 2020 mesmo com todas as dificuldades da pandemia do Covid-19, a banda “Pé de Cabra” gravou o EP – “Dejà vú” (Forró), com quatro músicas em parceria com Dú de Canário, o EP foi gravado pela VC PRODUTORA – Florianópolis – SC e Coletivo Forró Catarina e Nelson Beck. Foi feita a mixagem e masterização no Estúdio CLARA SOM por Luizinho, produzido por quarteto “Pé de Cabra” em plena pandemia no Brasil, seguindo todas as normas de segurança, arte da capa por Lucas Prisco Pulga. O EP estar disponível em todas plataformas digitais com Produção Executiva e distribuição digital Bang Beach Music Produções.

Em 2021, lancei um single “Esquina da ilusão” pela Bang Beach Music Produções Floripa – SC, com produção musical de Henrique Soares (SC), Gabriel de bem (SC), Luiz Ferreira (RN). Foi gravado em modo ao vivo e mixado por Nelson Beck, distribuição e mídia Bang Beach Music Produções, Arte capa Leonardo Guimarães (RJ), fotografia capa Luana Rocha (PE). Disponível em todas plataformas digitais. As músicas que tiveram uma grande aceitação do público foram: “Sonhos e conquistas”, “Vai catar feijão”, “Cabiceira”, “Vento”, “Manguezá”, “Samba da magia”, “Uma semana na ilha”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Luiz Ferreira: Meu estilo é mistura (risos) e não tem uma definição, faço música popular brasileira, costumo dizer aos músicos que minha partitura é nordestina (risos), sou autodidata tive algumas aulas teóricas, mas aprendi a tocar por feeling de ouvido na raça e na vontade (risos). Atualmente tenho feito workshop de produção cultural e estudando escalas musicais e ouvindo muita música, sempre buscando melhorar e com a internet tudo ficou mais fácil para pesquisar e aprender.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Luiz Ferreira: Sim. Fiz algumas aulas de canto e técnica vocal pela Fundação Franklin Cascaz e no período que fiz parte do Grupo de Teatro Roda Viva de 2010 a 2015.

09) RM: Qual a importância da técnica vocal e o cuidado com a voz?

Luiz Ferreira: É fundamental para quem quer trabalhar com a música profissionalmente o estudo vocal que nos dar mais precisão para alcançar notas e melhorar o timbre no momento do show. O conhecimento do uso da voz dar mais comodidade na hora da respiração para cantar e o cuidado com a voz é primordial para ter uma boa dicção e não machucar as pregas vocais.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Luiz Ferreira: Marisa Monte, Elza Soares, Rita Lee, Sandra de Sá, Maria Bethânia, Cássia Eller, Zélia Duncan, Amy Winehouse, Mariana Aydar, Lenine, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Chico César, Chico Sciense, Otto, Zé Ramalho, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Seu Jorge, Jorge Benjor, Gary Clark Junior, Emicida, Gilberto Gil, Caetano Velloso.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Luiz Ferreira: Meu processo é de momento, vem assim como o vento que sopra ou o Sol que nasce e se põe (risos). Geralmente é uma lembrança que vivi, é meio inexplicável mais vem! Vem quando estou tocando o violão, mas já escrevi uma letra e depois pego o violão, penso em uma frase melódica. Eu já fiz algumas músicas de lembranças quando era criança é espontâneo, até cheguei a pensar que um dia não conseguiria mais compor de ficar um tempo sem vim inspiração e quando menos espero vem! É algo divino sei lá (risos).

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Luiz Ferreira: Principal parceria é com o mestre Dú de Canário, meu primo compositor potiguar, tenho música com o André Che de Teresina. Tenho recebido algumas letras de alguns amigos e estou começando a trabalhar uma composição do Nino da Pipa e as parcerias vão surgindo e só fortalece o trabalho.

13) RM: Quais os prós e contra de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Luiz Ferreira: Os pros é que sendo independente você tem total autonomia de desenvolver o trabalho a sua maneira. Os contras é que é mais complicado chegar nos contatos certo para fazer grandes shows e sem ter um investimento. Fica mais complicado para pagar os serviços de estúdios, ensaios fotográficos, custos de gravações para pode expandir o trabalho.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento dentro e fora do palco?

Luiz Ferreira: A minha estratégia é estar conectando parcerias com músicos e produtores, buscando possíveis apoiadores para ser mais fortes para poder expandir o trabalho, visando captar recurso para os projetos musicais.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver sua carreira?

Luiz Ferreira: As ações são o fortalecimento nas redes sociais com engajamento e promoções, conexão com empresas para a possibilidade de apoios e patrocínios, desenvolvendo projetos para futuro na área cultural e sempre tentando se inscrever nos festivais de músicas.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Luiz Ferreira: A internet só fortalece o trabalho, pois temos mais possibilidades para fechar shows, desenvolvendo live chegando a mais pessoas de diferentes cidades, mais ajuda do que prejudica.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Luiz Ferreira: As vantagens do acesso ao home estúdio são as possibilidades de poder gravar de uma maneira mais acessível em casa e ter um bom resultado. As desvantagens são os acessos as gravadoras e selos para um possível contrato e parceria.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Luiz Ferreira: A concorrência é gigantesca, ainda mais com a facilidade da divulgação pela internet, mas para se diferenciar é preciso buscar manter a autenticidade, a simplicidade e as conexões com o público, buscando sempre estar fazendo workshop sobre produção cultural e desenvolvimento da carreira de forma sustentável.

19) RM: Como você analisa o cenário d Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Luiz Ferreira: O cenário é muito rico e a nossa música popular é uma das que mais mistura os ritmos do mundo: Victor Kley, Merlin, Criolo, Seu Jorge, Zeca baleiro, Marisa Monte, Lenine, Nação Zumbi, Ponto de Equilíbrio, Gilberto Gil, Elza Soares.20) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Luiz Ferreira: Zé Ramalho, Alceu Valença, Zeca baleiro, Nação Zumbi, Lenine.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Luiz Ferreira: Tiveram algumas situações citada na pergunta (risos). Em 2018 com o quarteto “Pé de Cabra” fomos convidados para seletiva do FENFIT (Festival Nacional Forró de Itaúnas – ES), fomos de carro de Florianópolis – SC para Curitiba – PR para a seletiva que aconteceu em plena greve dos caminhoneiros e com a falta de gasolina. No caminho passamos por protestos, carros pegando fogo na BR 101, na volta quase que ficamos sem gasolina. E mesmo assim passamos na seletiva com o zabumbeiro que substituiu o nosso que abandonou o time uma semana antes do festival. Fomos de carro para São Paulo e em seguida fomos para Itaúnas – ES com pouco recurso e foi muito show! Não passando para etapa final do festival. No quarto dia do festival os músicos da banda desanimaram e alguns pensaram em voltar, mas acabamos ficando. E dois dias depois eu estava cansado, dormindo no alojamento e Leonardo Guimarães, me acordou e falou que fui indicado como voz revelação masculino, eu não acreditei achei que era brincadeira. Foi como se tivesse recebido o primeiro lugar no festival, era felicidade total (risos). Voltamos e chegamos em São Paulo pegamos o carro e com pouca grana voltamos direto e depois de Curitiba não tínhamos grana para pagar os pedágios. Chegamos no primeiro pedágio, estávamos em três no carro e a pessoa do pedágio não acreditou e perguntou duas vezes a mesma coisa (risos) e deixou passar. No segundo pedágio também não acreditaram e fizeram a mesma pergunta, vocês estão em três pessoas e ninguém tem dinheiro (risos). No terceiro pedágio estávamos falando com a moça do pedágio e chegou dois carros rápidos e pararam do nosso lado. Os caras saíram do carro armados era a polícia com 12 e escopetas nas mãos. Eles olharam para gente, perguntaram de onde éramos e nós achando que era por causa dos pedágios (risos). Os caras estavam procurando alguém e fomos confundidos, passou o susto e passamos no quarto pedágio também a mesma reação por não termos dinheiro (risos), mas conseguimos chegar em Florianópolis.22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na sua carreira musical?

Luiz Ferreira: Fico feliz em ver o público cantando as músicas, dançando, é muito bom e gratificante quando alguém pede uma composição autoral. E me deixa triste é a desunião da classe musical a galera poderia ser mais unida.

23) RM: Existe o dom musical, como você define o dom musical?

Luiz Ferreira: Existe sim! O dom é bênção divina que foi concebido e percebido! Ao perceber que tem o dom, você pode explorar e partilhar com os outros, se quiser! Acredito que o meu dom de cantar veio para mim para eu poder através da minha música melhorar o mundo proporcionando mais alegria para quem escuta minhas músicas.

24) RM: Qual é o seu conceito de improvisação?

Luiz Ferreira: É o poder da linha mais racional e explorar tempos e ritmos diferentes e nesses momentos criar coisas incríveis.

25) RM: Existe improvisação de fato ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Luiz Ferreira: Eu gosto de explorar e jogar com o que vem no momento.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre improvisação musical?

Luiz Ferreira: Os prós é que um improviso bem utilizado é grande ganho para a música em um show. O contra é que tem improviso que pode não cair bem e o principal é não atrapalhar o andamento da música nem do show.

27) RM: Quais os prós e contra os métodos sobre o estudo de harmonia musical?

Luiz Ferreira: Acho que os prós é que qualquer tipo de estudo é sempre bem válido, desde quando pretende-se evoluir. O contra é se um show sendo muito formatado dentro dos estudos harmônicos pode ser que o show fique muito quadrado, muito reto e sem energia pode gerar este tipo de conflito.

28) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá a sua música tocarão nas rádios?

Luiz Ferreira: Existe algumas rádios que abrem espaço, mais na maioria se não pagar o jabá não mantém as músicas na programação ou nem tocam.

29) RM: O que você diz pra alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Luiz Ferreira: Que seja persistente e corra atrás dos seus sonhos, mas tem que estudar e muito, pois não é uma carreira tão fácil como muitos pensam. Hoje em dia o músico tem que entender várias áreas de atuação e estar bem antenado, pois só com muita dedicação e estudo para trilhar uma carreira musical de sucesso.

30) RM: Quais os prós e contras do festival de música?

Luiz Ferreira: Prós do Festival de Música é a energia dos encontros e possibilidades de possíveis contatos e parcerias para futuros trabalhos. O contra é que alguns festivais não dão o devido suporte para novas bandas que estão querendo mostrar o trabalho.

31) RM: Hoje os festivais revelam novos talentos?

Luiz Ferreira: Sim. Os festivais de música são de extrema relevância para alavancar o trabalho das novas bandas e artistas, pois abrem portas e muitas possibilidades.

32) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Luiz Ferreira: Acho que poderia ter mais ações para dar mais oportunidades aos pequenos grupos e bandas, a grande mídia olha muito para o que é pop, já é consagrado e acaba perdendo de mostrar muita coisa boa que não aparece na grande mídia.

33) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo Sesc, Sesi e Itaú Cultural para a cena musical?

Luiz Ferreira: É de extrema importância esses espaços para o fortalecimento cultural, espaços como estes só enriquece a nossa música e nossa cultura brasileira.

34) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Luiz Ferreira: Sim! Em Florianópolis – SC o Bar é uma das boas opções por ser uma cidade turística.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Luiz Ferreira: Em 2019 antes da pandemia do Covid-19, participei do Festival Guaráiras Cultural – RN apresentando um show com o espetáculo entre águas e pretendo estar na próxima edição pós pandemia. Tem uma música que passou para um festival junto com o “Pé de Cabra” e pós pandemia estaremos dentro deste festival. Lancei em 2021 o single “Esquina da ilusão”, pela Bang Beach Music. Em 2020 com minha banda “Pé de Cabra” lançamos o EP – “Dejà vú” e em breve tem novo single sendo produzido e continuar compondo para nossos fãs.

36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Luiz Ferreira: (48) 99611 – 3381 | 98440 – 0103 (Quarteto “Pé de Cabra”)

| [email protected]

| https://www.instagram.com/luizferreiratartarugaoficial

| https://www.instagram.com/quartetopedecabra

| https://web.facebook.com/luizferreiratarta

Canal Luiz Ferreira: https://www.youtube.com/channel/UCs7YSR3OMCNUW_J7prm74ig

Esquina da Ilusão: https://www.youtube.com/channel/UCLfWrumszNGQBmlQGxAMB0w

O Choro da Lagoa: https://www.youtube.com/watch?v=omNcRwMgT8A

Canal “Pé de Cabra”: https://www.youtube.com/c/QuartetoP%C3%A9deCabra

Dejà vú – Quarteto Pé De Cabra (Ep. Dejà vu): https://www.youtube.com/watch?v=4rNcCKaTuug

Cabiceira – Quarteto Pé De Cabra Feat. Luiz Mário (Trio Nordestino): https://www.youtube.com/watch?v=eoTyrssEASw

Playlist Dejà vú: https://www.youtube.com/watch?v=4rNcCKaTuug&list=PLeKXgiDl3nrpDbZ_9vG90WDbwar14xWLh

Playlist Sonhos e Conquistas: https://www.youtube.com/watch?v=VW92wPGUNqo&list=PLeKXgiDl3nrpId0OkaO-pTfPDPdvTDcwC

Playlist Quarteto Pé de Cabra 2019: https://www.youtube.com/watch?v=Q4cX0vT9luk&list=PLeKXgiDl3nrph4xU1L5pBR9o_oeGSVh63


Comments · 3

  1. Show!!! sempre representando…vê se aparece no estúdio garrafão pra fazer aquele som com a banda cardiado!!! é nois abraço 🤟

  2. Linda trajetória, músicas e história! Um cara q brilha na ilha e em todo lugar! Voa, querido! Divida seu dom divino! 😍

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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.