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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Daisy Cordeiro


A cantora e compositora mineira Daisy Cordeiro, idealizou, dirigiu e atuou nos espetáculos “A Voz de Um Tempo – Elis Regina” e “Cantando Poesias”.

Participou do espetáculo “O Quarto das Quatro” dirigido pelo ator e diretor Marco Ricca. Participou das bandas: LF COMBO (Laércio de Freitas) e Banda Da Patroa (Silvia Góes), Farinha Seca e Cometa Gafi.

Realizou temporadas no Japão, Roma e Argentina. Em Festivais de Música, destaca-se a XIV FAMPOP (Avaré – SP), ganhando o prêmio de melhor intérprete, e a música ao vivo integrou a programação da antiga rádio Musical FM. Em 1999, lança seu primeiro álbum – “Paladar” e o vídeo-clip “Mandingueiro” na casa de espetáculos “Tom Brasil” (Sala Tom Jobim).

Participou no Sesc Ipiranga do projeto “Antenas do Ipiranga” ao lado de Moacyr Luz e Elton, e também como compositora no projeto “Umes Cantarena” – CPC. Com Jongo Trio, Nathan Marques e Jair Rodrigues se apresentou no Sesc São Carlos – SP. Foi Semifinalista do 8º Prêmio Visa – Edição Vocal.

Em 2009, lançou seu segundo álbum – “Absoluto”. Integrou o elenco do musical “O Eterno Aprendiz Eterno – Gonzaguinha” como cantora, no Teatro Brigadeiro – SP. Participou do projeto “Hoje é Dia de Maria”- Movimento Sociocultural AMIGAS DO SAMBA, como integrante, diretora e produtora musical.

Preparadora Vocal do Musical “É Samba na Veia, É Candeia” no Teatro Oficina. Mestre de Cerimônias no espetáculo “Fui Feita pra Vadiar” no Auditório Ibirapuera.

Daisy é também produtora e gestora cultural em projetos com Keco Brandão, ADV Produções e Trovadores Urbanos. Participou do álbum – “Retalhos do Brasil” – 1 piano e 11 vozes de Christiane Neves. Daisy Cordeiro, prepara para 2022 a gravação do seu primeiro álbum 100% com suas canções.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Daisy Cordeiro para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 15.07.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Daisy Cordeiro: Nasci no dia 10/08/1966 em Belo Horizonte – MG. Registrada como Daisy Guastini Cordeiro.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Daisy Cordeiro: Sou de família de músicos: Daisy Guastini (minha mãe e cantora) e Nazario Cordeiro (meu pai e cantor, guitarrista).

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Daisy Cordeiro: Não tenho formação acadêmica, fiz cursos de canto com Marcia e Nancy Miranda. Teatro no Macunaíma com Mirian Muniz, Denise Namura, Otávio Martins e atualmente faço residência artística no Teatro Oficina. Tenho cursos de Elaboração e Gestão de Projetos Culturais.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Daisy Cordeiro: Todas as minhas referências têm importância. Minhas maiores influências foram: Filó Machado, Toninho Horta, Aldir Blanc, Ivan Lins, Silvia Góes, Lea Freire, etc. Bebi muito na fonte da soul music. Earth Wind and Fire, Stevie Wonder, por exemplo.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Daisy Cordeiro: Iniciei aos 16 anos de idade (1984) cantando na banda de baile Reveillon, excursionando por todo Brasil, logo depois fui cantar na noite paulistana em bares como Baiuca, Blend, etc…

06) RM: Quantos CDs lançados?

Daisy Cordeiro: “Paladar” (1999) pela Dabliú Discos e Lua Nova e “Absoluto” (2009) pela Ram Music. Tenho um de catálogo como convidada para interpretar o CD Soft Samba (Lua Music).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Daisy Cordeiro: Algumas pessoas me definem como Brazilian Jazz. Gosto da música brasileira com harmonias jazzistas e ritmos variados como o samba, maracatu, baião, etc…

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Daisy Cordeiro: Sim, um pouco com Marcia e Nancy Miranda.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Daisy Cordeiro: A técnica vocal traz consciência corporal. É fundamental aprender a respirar e saber colocar as notas. Cuidados com a voz é sono e bastante água.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Daisy Cordeiro: Nana Caymmi, Fatima Guedes, Elis Regina, Marisa Monte. Atualmente gosto muito de Simone Guimarães e Vanessa Moreno.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Daisy Cordeiro: Sou uma cantora harmônica e melódica. Componho melodias. Não toco instrumento. Na maioria das vezes, componho melodia em cima de letras que me enviam.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Daisy Cordeiro: Léo Nogueira, Elio Camalle, Rafael Altério.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Daisy Cordeiro: No meu caso, não tive muita escolha. Minha música não é considerada uma música radiofônica, apesar de ter muitas músicas tocadas em rádios do Brasil, mas sempre em rádios específicas de artistas independentes. Para mim então, só tenho prós, porque caminho com a minha arte e busco propagar para quem queira compartilhar comigo.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Daisy Cordeiro: Estou atualmente fora de cena. Canto quando sou convidada. Faço alguns eventos particulares. Tenho me dedicado mais à Gestão Cultural.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Daisy Cordeiro: No momento, tenho me dedicado mais à produção cultural. Mas, não deixo de me inscrever em Editais de Fomento para gravação de novos trabalhos.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Daisy Cordeiro: Como não estou com a carreira muito ativa, não utilizo muito a internet, mas sempre aceito convites para participações ou ações de conteúdo. Recentemente fiz pela página dos Trovadores Urbanos um workshop falando sobre a importância do teatro na música (interpretação) e estou produzindo um pequeno vídeo falando sobre ser cantor e produtor ao mesmo tempo.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Daisy Cordeiro: Hoje, os home estúdios estão cada vez mais bem equipados, com equipamentos de qualidade, e está menos dispendioso gravar. Hoje em dia que não há a necessidade de gravar 10 faixas para lançar um álbum. Hoje em dia, você grava de uma a uma música e lança como single. Dentre os formatos de divulgação, as mixagens precisam estar mais comprimidas. Antigamente em estúdio, existiam mais equipamentos analógicos que davam uma sonoridade bem mais potente e de infinitamente melhor qualidade.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Daisy Cordeiro: Hoje o artista tem de se ver como produto. Ele se tornou seu empresário, muitas vezes seu produtor, divulgador e distribuidor de sua produção. Entendendo bem o que se faz e aonde esse produto pode atingir, descobre-se a melhor forma de se divulgar e encontrar os nichos certos que podem fazer a diferença. Existem muitas produções bem-feitas, o segredo para ser diferente, é ser você mesmo. Ninguém é igual a ninguém.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Daisy Cordeiro: Acho que existem grandes ícones na MPB. Existiu, depois de Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gilberto Gil, um apagão para os grandes compositores que iniciaram nessa época. Compositores incríveis como Rafael Altério, Celso Viafora, Eduardo Santhana, Juca Novaes, Kleber Albuquerque, Elio Camalle, Sergio Santos, Jean Garfunkel. Uma gama gigantesca de maravilhosos compositores que produzem lindamente até hoje. Temos também, Chico César, Zeca Baleiro, Luiz Tatit, Dante Ozetti, recentemente, Daniel Gonzaga, Pedro Altério, Pedro Viafora, Dani Black, Paulo Novaes. A lista é grande. Um grande artista nunca regride, vira referência.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?

Daisy Cordeiro: Muitas situações ocorrem a cantores. São figuras muito expostas. Mas, onde mais aconteceram coisas chatas foram em bailes e bares, bem no início da carreira. Cantava na Baiuca, e teve uma mulher que encasquetou que o marido estava de graça comigo, chegou perto e me deu um tapa. Eu fiquei completamente boiando na história.

Outra situação, aconteceu com um músico casado que tocava comigo e tinha um caso com uma outra cantora. Essa outra cantora, por raiva dele, me deixou uma mensagem no Bar onde eu cantava com um número de telefone para eu ligar, que era sobre um horário em outra casa noturna, e que eu poderia ligar a qualquer hora. Liguei era mais ou menos 2:00 da madrugada e para minha surpresa, era o telefone da mulher do músico. Foi um bafafá.

Outra situação, em um baile com um dono de uma banda bem famoso, íamos cantar num evento à tarde. Como era uma big band, pediram para eu colocar uma roupa de noite e lá fui, elegante para a festa. Comecei a cantar um clássico fox trote, e a cortina abriu, eram pessoas todas de bermuda e tênis. E quando cantei o fox, eles subiram na mesa e começaram a pedir pagode. Tive de desfiar todo meu repertorio de Samba…Coisa que acontecem na carreira musical e que viram histórias…existem ainda muitas outras…

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Daisy Cordeiro: Nada me deixou triste na carreira musical. Sempre fui muito feliz com tudo o que realizei e continuarei realizando na área musical.

22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Daisy Cordeiro: Sim, existe o Dom Musical. Uma pessoa pode nascer com habilidades naturais como respirar mais corretamente, ter ouvido aguçado, ter ritmo e afinação naturais, mas, tudo deve ser melhorado. Nessa profissão, a gente morre estudando.

23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Daisy Cordeiro: Quando você tem a compreensão de determinada canção e dá a ela um outro colorido, mas sempre dentro da coerência harmônica.

24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Daisy Cordeiro: Com certeza, algo que deva ser estudado. Para improvisar, precisa ter muita noção de harmonia, melodia e ritmo. Quanto mais informação, conhecimento e referências se tiver nesses quesitos, melhor irá improvisar.

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Daisy Cordeiro: Só prós. Extremamente necessário o conhecimento da Harmonia Musical. Mesmo não sendo um instrumentista, o cantor precisa entender como funciona o campo harmônico, a voz também é um instrumento musical.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Daisy Cordeiro: Nunca paguei jabá e sempre tive músicas tocadas nas rádios.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Daisy Cordeiro: Estude e se conheça. A única diferença entre você e outro artista, é ser você mesmo.

28) RM: Festival de Música revela novos talentos?

Daisy Cordeiro: Com certeza. Conheci muitos em festivais de música.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Daisy Cordeiro: Hoje, você só tem cobertura para quem está bombando na internet ou tem muitos seguidores. Não cabe nem análise.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Daisy Cordeiro: Espaços assim são um Oasis para o escoamento a imensa produção musical, principalmente, nos tempos de hoje. Existe nesses espaços uma diversidade muito grande de ideias musicais, em todos os segmentos. São espaços privados, que contam com algum dinheiro e fazem em grande parte o que as Secretarias públicas de cultura deveriam fazer e não fazem. São espaços com uma infraestrutura muito adequada de sonorização, divulgação. Uma pena que fique sobrecarregado com tanta demanda e conseguir entrar numa programação nesses espaços, não é muito fácil. O Estado tem equipamentos públicos muito bons, mas, que estão completamente sucateados, sem contar nos inúmeros teatros que são fechados a cada ano.

31) RM: Qual sua relação pessoal e profissional com Madan?

Daisy Cordeiro: Madan (Pedro Neves) foi um querido amigo. Alguém sensível, visionário. Tivemos oportunidade de cantarmos juntos muitas vezes. Ele fez parte da primeira formação do CLIC (Clube de Intérpretes e Compositores) que formamos junto com Márcia Salomon, Elio Camalle, Léo Nogueira, Fernando Forni. Era um cara sensível, à frente do seu tempo e um empreendedor nato.

32) RM: Quais os seus projetos futuros?

Daisy Cordeiro: Estou a um tempo tentando fomento para a realização do meu terceiro CD, dessa vez, 100% autoral. Quem sabe não é em 2022, né?

33) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Daisy Cordeiro: (11) 99180 – 0113 | [email protected]

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Show DAISY CORDEIRO & BRENO RUIZ – 13/07/2022: https://www.youtube.com/watch?v=MnVLMYePvAI

MAROMBA (Daisy Cordeiro/Rudy Arnaut/Rita Alterio): https://www.youtube.com/watch?v=EnGTNxCps4E

NÓS (Daisy Cordeiro/ Léo Nogueira/Elio Camalle): https://www.youtube.com/watch?v=lJsKocT01pc

“Viração” (Rita Alterio e Breno Ruiz) por Daisy Cordeiro: https://www.youtube.com/watch?v=dhg0oNpYMC4

“Mora na Filosofia” (Monsueto e Arnaldo Passos) por Daisy Cordeiro: https://www.youtube.com/watch?v=04M4j_ZDBvg

Playlist de Daisy Guastini (mãe de Daisy Cordeiro): https://www.youtube.com/watch?v=oA5fvFJMGrM&list=PLCkmYOs4j7okEsltQmUIXrSCxeUUo13VZ


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