Beto Camará

Beto Camará

O cantor, compositor e percussionista mineiro Beto Camará, cresceu em meio ao Samba e Forró Tradicional na periferia mineira, carrega consigo a influência do seu avô Lírico, que era acordeonista em Santana de Pirapama – MG e de seu pai Agnaldo Lourenço Oliveira. Através de vivências nas Rodas de Samba, festas populares e capoeira, apaixonou-se pelos gêneros, pela canção, percussão e em especial pelo pandeiro.

Trabalha desde 1996 entre Brasil, Europa e EUA, principalmente com Forró Tradicional, Samba e Chorinho. A paixão pelos Cocos, Rojões, Sambas e Baiões no sincretismo único do gênero Forró, levaram o artista a residir em 2006 nos EUA e assim, continuar a desenvolver seus trabalhos. Em sua carreira, conquistou o primeiro lugar no Festival do Lapa Multishow MG de Bandas, primeiro lugar no Festival de Bandas da PUC – MG, participações no FENFIT – Festival Nacional Forró de Itaúnas – ES e produções diversas em destaque o Forrobodó Festival em New York. Já abriu shows e dividiu o palco com Dominguinhos, Gilberto Gil, Fagner, Trio Nordestino, Os 3 do Nordeste, Mestre Zinho, Edson Duarte, Fúba de Taperoá, Raimundos, Natiruts, entre outros. Fez parte do Trio Classe A, Fala Nordestina, Meninos da Praça, Democráticos, Trio Of US e atualmente trabalha com Trio Little Birds (Beto Camará na voz e zabumba; Asher Coelho no Acordeon, Sarah Dias no triângulo) que vem chamando atenção e ganhando público nos EUA.

Beto Camará tem dois álbuns lançados, três músicas registraras no Fenfit, singles e com vários shows por três continentes, prepara seu novo álbum – “De lá pra Cá” e vem angariando adeptos para o Forró na terra do Tio Sam!

Segue abaixo entrevista exclusiva com Beto Camará para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 25.06.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Beto Camará: Nasci no dia 16.03.1980 em Belo Horizonte – Minas Gerais. Registrado como Albert Lourenço Oliveira.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Beto Camará: Lembro-me mais de meu tio Natinho, que era acordeonista e quando eu era criança, o via tocando acordeon e fazendo forrós em sua casa, dos bailes na Serra do Cipó, Folias de Reis, Reizado, vivências na capoeira e do toques dos tambores no candomblé na casa da nossa vizinha e mãe de santo Dona Lúcia, os sambas e charangas constantes após o futebol com time Havaí da família e nos quintais do Santa Cruz. Nascer em uma favela, mudar constantemente entre comunidades, ver e viver entre dificuldades e violência tem suas vantagens quando olho o passado e tenho uma visão clara da importância da música e cultura em qualquer sociedade e idade.

Em nossa comunidade na Igreja e em festas populares de diversas matrizes religiosas, a música estava presente em todos os locais, o São João era um dos pontos mais altos e marcantes. O meu pai Agnaldo Lourenço Oliveira; sempre um amante da Música Popular Brasileira, nos obrigava a ouvir todos os cantores e artistas que ele amava, dentre eles: Almir Guineto, Fundo de Quintal, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Bezerra da Silva, Caetano Veloso, Gilberto Gil, The Fevers, Raul Seixas e muitos outros, ele sempre brigava quando escutávamos algo eletrônico. A vivência na capoeira desde a infância através de seus ritmos e instrumentos, foi muito marcante. As barraquinhas na nossa comunidade em 1984/85 também nos proporcionaram contato com o FUNK e Black music e grupos de dança de rua que eram empolgantes, apesar da infância com poucos recursos a cultura era muito rica e diversa.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Beto Camará: Não possuo formação acadêmica em música e tudo que aprendi, foi na vida com mestres e amigos em shows pequenos, médios e grandes de acordo com a oportunidade e pessoas envolvidas no momento. Fiz algumas oficinas pontuais de canto, voz e ritmos/instrumentos. Muita coisa, foi absorvida na oralidade e na estrada. Fora da área musical sou Técnico Processamento Dados, Bacharel em Negócios Internacionais pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de MG, Pós-Graduado em Gestão de Projetos pela FDC – Fundação Dom Cabral – MG. Instrutor de Capoeira pelo Grupo Artes das Gerais.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Beto Camará: Por mais que tente explicar e lembrar de todos, sei que farei injustiça com alguns! Ouvi muita música sempre! Acho que todos influenciaram de uma forma ou outra! Especialmente, aqueles músicos, que nos fins de semana via tocar em nossa comunidade e alguns não sei mais seus nomes. Mas entre os nomes de referência: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Fuba de Taperoá, Trio Nordestino, Trio Juazeiro, Trio Xamego, Mestre Zinho, Pedro Sertanejo, Zito Borborema, Jacinto Silva, Josa Vaqueiro, Genival Lacerda, Flávio José, Gilberto Gil, João do Vale, Banda de Pau e Corda, Baiano e os Novos Caetanos, Hermeto Paschoal, Sivuca, Pinto do Acordeon, Bezerra da Silva, Elomar, João Gonçalves, Fundo de Quintal, Almir Guineto, Os Originais do Samba, Raul Seixas, Clube da Esquina, Milton Nascimento, Paulinho Pedra Azul, Tadeu Franco, Secos & Molhados, Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho, Tim Maia, Caetano Veloso, Cazuza, Wilson Simonal, Djavan, Cartola, Fagner, Jair Rodrigues, Marku Ribas, Jamelão, Racionais Mc’s, DJ Malboro, Dj A Coisa, Chico Science, Lenine, Zeca Baleiro, Chico César, Tom Zé, Pixinguinha, Noel Rosa, Adoniram Barbosa, Vinícius de Moraes, Paulino da Viola, Chico Buarque, Alceu Valença, entre outros .

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Beto Camará: Acredito que 1996 aos 16 anos idade, quando recebi os primeiros cachês.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Beto Camará: São dois álbuns e o último single “Lugar Seguro” – Trio Little Birds – New York 2019.

Em 2002 CD – “Meninos da Praça” em Belo Horizonte – Minas Gerais – músicos: Beto Camará Voz e percussão, Mará Zabumba, Bruno Diniz percussão, Pedro Dias Violão, Dedé Sanfona.

Em 2003 um CD com o “Trio Classe A” em Belo Horizonte – Minas Gerais – músicos: Beto Camará na voz e triângulo; Leonardo Magalhães no acordeon; Rodrigo Carreirinha na Zabumba; Tulio Araújo no Pandeiro.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Beto Camará: Faço música, especialmente amo o que chamam de Forró Tradicional, acho muito brejeiro e sofisticado como jazz.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Beto Camará: Sim.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Beto Camará: Especialmente melhorar desempenho e a saúde vocal.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Beto Camará: A briga é grande e acho também que serei injusto, mas são muitas:

Elis Regina, Elba Ramalho, Marinês, Elza Soares, Jovelina Pérola Negra, Liz Rosa, Rita Lee, Maria Bethânia, Nara Leão, Beth Carvalho, Ella Fitzgerald, Clara Nunes, Cremilda, entre outras.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Beto Camará: Geralmente componho em capela e entrego letra e melodia para algum amigo resolver a harmonia.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Beto Camará: Dedé e Rafael Cotrim.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Beto Camará: Além de mim, o Fenfit – Dunas de Itaúnas, Trio Classe A, Meninos da Praça, Tiago Randazzo, Forró de Lua.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Beto Camará: Contra: A dificuldade financeira. Prós: fazer o que deseja, quando deseja e se desejar.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Beto Camará: Nunca houve um planejamento muito formal e com visão de futuro até pouco tempo atrás, talvez por conta da dificuldade financeira que experimentei na vida e na música. Sempre houve e há: Amor, entrega e necessidade de trabalhar em um processo orgânico e dentro da realidade. Mas os tombos, as experiências e a mudança para os EUA, nos ajudaram a observar e pensar em trabalhos planejados no presente e em um futuro próximo.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Beto Camará: Manter meus valores e singularidade, tendo muito claro que a entrega da minha pequena parcela de cultura, muda minha vida e pode mudar para melhor a vida de alguém em um dia simples e musical. Gestão profissional de carreira são práticas recentes que estamos construindo um modelo para o médio e longo prazo.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Beto Camará: A internet ajuda pessoas acessarem o pouco material que eu gravei e está disponível na web. O que prejudica é a quantidade de material que circula nas redes com algoritmos e filtros diversos financiados, gerando restrições de acesso e impulsos que só Deus pode imaginar.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Beto Camará: Acho o home estúdio muito prático, reduz custo e facilita o processo. Gosto mais de ir ao estúdio e sentir aquele clima, fazer, ouvir e tentar entregar o momento que nós, músicos, ali vivemos da forma mais honesta.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Beto Camará: Honestamente, não penso em me diferenciar dentro do meu nicho! Busco ser honesto com o que sinto, com o que faço e entrego-me 100% à música e aos bailes. O resultado que tenho encontrado na maior parte do caminho é a felicidade! Sou feliz trabalhando para nichos e públicos específicos, percebo um crescimento orgânico e exponencial de nossa cultura no exterior! O mundo é grande e muita gente falta ter contato e consumir a nossa cultura. Sou frustrado pela miopia e pouco apoio dos governantes brasileiros a nossa cultura em geral no Brasil e exterior. Temos muito a crescer, aprender e o Brasil poderia investir na imagem do Forró e São João no exterior, certamente teríamos bons frutos com turismo cultural no Brasil! No geral simplesmente amam quando tem acesso e descobrem esse universo.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram as revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Beto Camará: O cenário do Forró apresenta crescimento contínuo no exterior dado a sua singularidade, autenticidade e alta capacidade prover socialização, saúde e bem estar a comunidades que o consomem na Europa, EUA e Asia. Embora tenhamos uma bolha fiel no Brasil, estamos perdendo espaço! Acho que dada a miopia de gestores culturais públicos e privados quando observam nosso Forró Tradicional. O foco anormal ou “normal” de mercado para rentabilizar o máximo em detrimento de qualquer valor cultural somado à corrupção política em várias esferas e mercados culturais no Brasil, vem colaborando para perda de espaço do Forró Tradicional.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Beto Camará: Michael Jackson, Queen, Beatles, Sepultura, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Lenine, U2, Tom Zé, Roberto Carlos, Trio Juazeiro. Alguns pelos cases de show business e planejamento, outros pela personalidade, honestidade e perenidade.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas que aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Beto Camará: A mais diferente foi após o show do então ministro da cultura Gilberto Gil, quando na resenha dentro do camarim percebemos que havia começado uma briga tão grande externamente, e só víamos latas de cerveja voando contra os seguranças para abrirem o camarim e poderem falar com Gilberto Gil! Insano e triste comportamento frente ao ministro da cultura. Um momento marcante e feliz, viver um pouco ao lado do grande mestre da cultura Fúba de Taperoá, que nos ensinou com toda sua genialidade, humildade e paciência, um pouco como manter o baile e ritmos nos forrós em shows por longos períodos. Lembro-me depois de tudo Ele disse: “e assim meus filhos, a gente segura a pisada sem cansar”. Um excelente cantor, compositor e pessoa generosa que nos ensinou como tocar melhor o Pandeiro.

Cantar e não receber o cachê, muitas vezes passei por esse constrangimento.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Beto Camará: Feliz: A música. Triste: Atitude egoísta, vaidade e visão de curto prazo de alguns produtores e músicos.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Beto Camará: Acho que foi fundamental o movimento do “Forró Universitário” para dar grande visibilidade e fomentar o Forró no Sudeste nos anos 2000, quebrando parte do paradigma e visão curta que o gênero é de pobres e periféricos. Aumentando a exportação do gênero para mais pessoas no mundo, inclusive nos EUA onde vivo e trabalho com o Forró desde 2016.

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Beto Camará: Falamansa, Rastapé, Bicho de Pé, Baião de 4, Miltinho Edilberto (embora transborde esse movimento), Kuque Malino, Trio Dona Zefa, Forróçacana.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Beto Camará: Sim, em poucas como acontece! Mas não atingirá um público grande e conseguirá visibilidade global ou nacional.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Beto Camará: Ame a música e seja honesto com suas práticas. Toque sempre e com todos que puder!

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Beto Camará: Acho que os festivais de música só têm prós, porque fomentam e fazem movimentar os músicos em competições ou apresentações. Seja pelo prêmio ou somente para atingir um público, há o processo de criação, intercâmbio e entrega que é fantástico.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Beto Camará: Creio que revelam e/ou dão visibilidade, estimulando a entrada de muita gente com competência e pronta e outros buscando se qualificar. Festivais são mágicos e seus reflexos imensuráveis! Gosto muito.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Beto Camará: Acho que a grande mídia de TV e rádio perderam um pouco do monopólio e capacidade de influenciar massas. Com a popularização da internet, a música incorporou mais elementos da multimídia e a cultura é consumida de forma difusa em especial pelos celulares, embora muitos no mundo ainda não tenham acesso, é um caminho sem volta e novo para todos. Em um mercado “livre”, quem paga mais para utilizar as mídias, poderá ter mais exposição e talvez rentabilizar em cima dos jabás e impulsos, de acordo com seu feeling, foco, posicionamento e capacidade financeira. As grandes mídias fazem o comercial e comunicação pelos serviços contratados, os empresários fazem negócios e os músicos, artistas e compositores fazem cultura com focos diversos. Alguns com foco mais no resultado financeiro e outros com paixões viscerais e valores singulares! Poucos são os afortunados com sucesso em ambos focos e com bons relacionamentos comerciais com as mídias.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Beto Camará: São fantásticos os espaços e fomentos que acontecem! Mas é muito pouco para um Brasil de mais de 200 milhões de cidadãos e turistas que por ventura o consomem.

32) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Beto Camará: São profissionais e seres humanos buscando seus espaços dentro da sociedade como todos nós. Um grupo com valores em raízes culturais consolidadas em suas vivencias, outros com necessidades de se expressar diferente e ganhar a vida com seus trabalhos e valores! Tudo é honesto e humano dado a conjuntura que vivemos. O triste é ver a falta de acesso e estímulo de jovens para experimentar algumas culturas brasileiras tradicionais, seja pelo modelo educacional ou pelo excesso de estímulos pagos recebidos pelas mídias. Acho que muitos gêneros tradicionais e bens considerados patrimônios culturais, deveriam ser suportados e estimulados pelos governos internamente e externamente, pois podem gerar resultados financeiros exponenciais através do comércio e turismo local e internacional.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Beto Camará: Fazer um CD com mais “zelo” e atenção aos detalhes, acho que é o momento para fazer um registro com mais vivência. Continuar fazendo Forró nos EUA, Europa, Ásia. Buscar dar minha parcela de contribuição para o cenário do Forró e Cultura, que continua crescendo no exterior e tem muito a crescer. Voltar a tocar no Brasil, especial em festas de São João e no Verão. Agradeço a minha amiga Cláudia Cajaty por ter revisado a minha entrevista.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Beto Camará: +1 6467758700 | [email protected]

| https://www.instagram.com/betocamaraoficial

| https://www.instagram.com/triolittlebirdsnomundo

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| https://web.facebook.com/betocamaranomundo

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCMh1HEAKyMmHoL0xk49ekEg

O Troco – Beto Camará e Trio Little Birds: https://www.youtube.com/watch?v=hXv8cLrmrqQ

https://www.palcomp3.com.br/betocamara

https://www.palcomp3.com/betocamara/discografia/de-la-pra-ca

https://soundcloud.com/albertlourenco/sets/meninos-da-praca-brasil

https://soundcloud.com/albertlourenco/sets/trio-classe-a-beto-camara-rodrigo-carrerinha-leo-magalhaes-tulio-araujo


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.