Banda Plutão Já Foi Planeta

Banda Plutão Já Foi Planeta

Plutão Já Foi Planeta, uma banda de indie rock e pop formada por Cyz Mendes, Sapulha Campos, Gustavo Arruda, Renato Lellis. Nos palcos desde 2013, a banda tem origem potiguar, mas hoje reside em São Paulo.

São ao todo dois álbuns: “Daqui Pra Lá” (2014), “A Última Palavra Feche a Porta” (2017), um EP – “Risco de Sol” (2020), alguns singles, com destaque para as colaborações com Maria Gadú, Liniker, produções de David Corcos, Torcuato Mariano, Gustavo Ruiz, Rodrigo Cunha e apresentações em festivais renomados como (Lollapalooza, Rock in Rio, etc).

Sapulha formou a banda junto com Gustavo e além de ser compositor da maioria das músicas da banda também é vocalista, guitarrista e adiciona outros elementos como o Ukelele e a Escaleta.

Renato Lellis um paulistano assumiu as baquetas da banda em 2017. Tem na bagagem afiliações com grandes nomes. Tocou no Rock in Rio em 2011 com Tom Zé.

Gustavo Arruda um pernambucano criado em Natal – RN, Gustavo é compositor da banda, vocalista, guitarrista, baixista e também produz novos artistas.

Cyz Mendes cantora rondoniense da banda foi protagonista da ópera rock dos Titãs, Doze Flores Amarelas, que rendeu álbum de estúdio e DVD ao vivo e possui feats com Sioux 66 e Bravaguarda.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Plutão Já Foi Planeta para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16.08.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a data de nascimento e cidade natal dos membros da banda?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Renato Léllis (Bateria), nasceu no dia 19.05.1992 em São Paulo – SP. Sapulha Campos, nasceu no dia 25.09.1984 em Natal – RN. Gustavo Arruda (Voz, Guitarra), nasceu no dia 28.08.1992 em Paulista – PE. Cyz Mendes (Voz), nasceu no dia 01.11.1991 em Rondônia – RO.

02) RM: Como foi o primeiro contato dos membros da banda com a música.

Banda Plutão Já Foi Planeta: A banda começou originalmente de maneira bem inusitada. Eu (Sapulha) era professor de inglês do Gustavo. Eles ficavam conversando sobre montar uma banda. No começo, formaram uma de cover e tocavam na noite natalense (capital do Rio Grande do Norte). Depois de um tempo, sentiram vontade de fazer um trabalho voltado pro autoral. A banda toda se mudou para São Paulo, onde entrou Renato Léllis e Cyz Mendes.

03) RM: Qual a formação musical e acadêmica fora música dos membros da banda?

Banda Plutão Já Foi Planeta:Renato cursou música em Faculdade, mas não chegou a concluir. A formação de todos vem de tocar por diversão, desde a adolescência ou infância. Fora disso, Sapulha é formado em Marketing e Gustavo em Contabilidade. Algumas coisas, inclusive, ajudam no processo de administração da banda.

04) RM: Quais as influências musicais no passado e no presente dos membros da banda? Quais deixaram de ter importância?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Acho que todas as referências tem importância. Por mais que você não ouça mais alguma coisa, ela está sempre presente ali na sua cabeça e está influenciando você de alguma maneira. As influências são diversas. Vai de rock and roll até as coisas mais antigas da música brasileira, psicodelia, tropicália, etc. Também ouvimos muita coisa da cena nova. Tem muita coisa boa acontecendo!

05) RM: Quando, como e onde começou a carreira musical da banda? E qual o significado do nome da banda?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Começou com a minha banda cover com Gustavo, o “Beto Rockfeller”. O nome da banda saiu de uma leitura super atrasada sobre Plutão ter deixado de ser planeta. Eu (Sapulha) estava procurando loucamente um nome para banda, e achei que o título dessa matéria poderia ser algo interessante, que chamaria atenção. E deu muito certo, porque o primeiro show atraiu um monte de gente que não sabia de nada sobre a gente, mas que ficaram curiosos com o nome.

06) RM: Quantos discos lançados?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Nós temos dois discos lançados, um EP e alguns singles. Os discos são: em 2014 “Daqui Pra Lá” e em 2017 “A Última Palavra Feche a Porta”. O EP em 2020 “Risco de Sol”.

07) RM: Como vocês se definem dentro da cena rock?

Banda Plutão Já Foi Planeta: A gente nem se considera tanto uma banda de rock, apesar de ser um elemento muito presente na nossa musicalidade. Diria que o show é mais rock do que as composições em si, porque tem uma energia mais rocker ali em cima do palco, e isso acaba indo pra música. Muita gente se surpreende com essa diferença no show. A gente acha legal estar nessa cena e com bandas que a gente admira tanto.

08) RM: Quais os cantores e cantoras que vocês admiram?

Banda Plutão Já Foi Planeta: São muitos. Com certeza alguns vão ficar de fora nessa lista aqui. Mas tem Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé, Maria Bethânia, Rita Lee, etc. Da cena nova, Tim Bernardes, Ana Frango Elétrico, Tiago Oliveira, Silva. São muitos!

09) RM: Como é o processo de composição musical dentro da banda? Quem faz a letra e melodia?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Geralmente eu (Sapulha) faço as letras e Gustavo faz a melodia. Depois vai todo mundo pro estúdio e o processo de composição se torna coletivo, pra conter a essência de todo mundo na música.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Música no Brasil não é uma coisa fácil. Você tem que trabalhar muito, dentro e fora dos palcos. Isso significa que você tem que se virar em várias funções pra fazer a coisa acontecer, e as vezes acaba sobrecarregado. Mas isso tudo contém uma recompensa muito grande que é ter seu trabalho reconhecido, ver pessoas no show cantando sua música.

11) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolverem a carreira musical?

Banda Plutão Já Foi Planeta: A gente tenta trabalhar muito o marketing da banda. Fizemos uma campanha para anunciar Cyz Mendes nos vocais. Então tivemos a ideia de chamar algumas pessoas da música, atores, pra fazerem parte de uma websérie que fizemos no Reels do Instagram. Lá eles brincam como se estivessem fazendo um teste pra entrar na banda. O resultado foi bem positivo. A série acabou, lançamos single e clipe com Cyz. Participaram Sérgio Britto (Titãs), Pe Lanza (ex Restart), Murilo Rosa (ator), Roberta Campos, Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), entre outros.

12) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Banda Plutão Já Foi Planeta: A internet ajuda demais. Virou a voz moderna dos artistas. O problema é que cresceram os olhos para isso e hoje em dia depende muito de investimento, de patrocínio de divulgação, etc.

13) RM: Como vocês analisam o cenário Rock brasileiro? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Tem muita coisa boa. O rock, diria, está diferente. Acho que tem mais essa cara nova. Uma mescla do novo e do antigo. De cabeça me vem Supercombo, Scalene, Violet Soda, Ego Kill Talent, Far From Alaska. Isso se for considerar bandas que tem mais essa veia rock do que outras.

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (Home Studio)?

Banda Plutão Já Foi Planeta: A democratização da arte. Hoje é mais fácil desenvolver seu trabalho e mostrar pro público.

15) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que vocês têm como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Banda Plutão Já Foi Planeta: A gente admira muito O Terno. Música ótima, trabalho em redes sociais também muito bom. A impressão que dá é que o trabalho deles é muito bem organizado.

16) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Quem faz show sabe que sempre vai aparecer alguma situação inusitada. Já chegamos em palco pra fazer show que não tinha tomada pra ligar o equipamento, por exemplo. O bom é que vira história pra contar e rir depois.

17) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Banda Plutão Já Foi Planeta: É sempre muito compensatório ver seu trabalho sendo conhecido e reconhecido. As dificuldades são sempre as mesmas, a dificuldade de tocar uma carreira musical profissional nesse momento do Brasil.

18) RM: Vocês acreditam que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Sim. Nossa música toca em rádios e nunca pagamos jabá. Mas a gente sabe que é uma realidade também. Tem muita rádio grande que esse é um dos poucos meios de entrar na programação.

19) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Que pense na pluralidade do trabalho dentro de uma carreira musical. Que excede o palco. E que seja insistente também porque as coisas não vêm do dia pra noite.

20) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Acho que tem muita gente que possui um talento natural, mas ele é só o começo. Sem esforço e estudo não rola.

21) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Olha, só vejo coisa boa no Festival de Música. Geralmente tem público bom, galera que está ali pra ver muita coisa, incluindo bandas que não conhecem. Sem contar que é o momento que você encontra uma galera de banda amiga ou faz novas amizades. É sempre uma grande festa nos bastidores.

22) RM: Festivais de Música revela novos talentos?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Com certeza. Particularmente falando, já vi alguns artistas em festivais antes do sucesso. Vi Pitty em palco pequeno, por exemplo.

23) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Um trabalho muito interessante. Tem muito veículo independente fazendo trabalhos fantásticos e que ajuda o trabalho de muitas bandas. É muito importante ter uma voz adicional a nossa. A gente é muito grato por isso.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Fantásticos! A gente já tocou em todos esses e, sem exceção, sempre foi muito bom. Desde a estrutura até a divulgação, fazendo com que a experiência dos shows seja muito boa tanto pra banda quanto pro público.

25) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Existem alguns Bares com uma estrutura mais interessante pra bandas e que são bem conhecidos na cidade, que sempre tem um bom público presente.

26) RM: Quais os seus projetos futuros?

Banda Plutão Já Foi Planeta: Estamos com vocalista nova e EP – “Risco de Sol” lançado e agora retomar os shows após a pandemia do Covid-19.

27) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Banda Plutão Já Foi Planeta: [email protected] |

| www.facebook.com/plutaojafoiplaneta | www.instagram.com/plutaojafoiplanetaoficial

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCHEpeo9tmp-FhSDfymwSRpA

Playlist Risco de Sol:https://www.youtube.com/watch?v=9cSPN6LBKVs&list=PLJRLYkaoYnMTBtx-RqVKAjcDZkJrHqTFr

Plutão Já Foi Planeta – Vontade de te Ver (Clipe Oficial): https://www.youtube.com/watch?v=jFRDMiRno-A

Café com Gustavo e Sapulha – Relembrando momentos do SUPERSTAR: https://www.youtube.com/watch?v=Hn2DQKkJNCw

#CyzResponde – CARREIRA ANTES DO PLUTÃO E PRÓXIMOS PASSOS DA BANDA: https://www.youtube.com/watch?v=oLRdVj-0pEQ


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.