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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Anna Torres


Anna Torres é a nova estrela da música brasileira em Paris. Com uma ótima “mise en scène”, um repertório verdadeiramente original e uma voz potente, Anna foi considerada pelos franceses como a “Nova Diva do Jazz Brasileiro”. Ela consegue misturar o Jazz, o Samba, o FUNK e a música tradicional do Nordeste do Brasil com muita harmonia e swing.

Roberto Menescal:Anna é minha maior surpresa desse ano, gostei muito! ”.

Jornal LE MONDE: “Entre o Jazz e o Samba, a sua música nos transporta ao país da Feijoada, dos bolinhos de bacalhau e do bolo de laranja da Mainha Chiquina”.

Jornal LE PARISIEN: “A voz poderosa da brasileira Anna Torres preenche a cena com sua presença excepcional. Voz poderosa e cativante, essa pérola vai brilhar com a música do nordeste do Brasil em Paris”.

Jornal HEBDO: “A cidade de Nogent-le-Rotrou abre sua nova temporada cultural com uma noite dedicada à música brasileira. Energética e sensual, a cantora Anna Torres mistura Jazz, Samba, FUNK e preservando suas raízes do Nordeste do Brasil. Anna Torres se destaca por sua presença de palco forte, e por seu timbre de voz profundo e original”.

Magazine QUE TAL PARIS: “Anna Torres é uma artista da nova geração brasileira em ascensão na França”.

JORNAL O ESTADO DO MARANHÃO: “As mais belas canções de João do Vale, foram recriadas pela magistral interpretação a elas impressa pela belíssima voz de Anna Torres, ao mesmo tempo cálida e forte, poderosa em qualquer nível da escala, macia e totalmente audível nos registros baixos, forte altiva e comovente nos altos, em anunciados vocais sempre envolvidos em veludo e seda, e executados sem titubeios,

sem equívocos, sem exageros. Anna mantém-se em cena com o raro porte de perfeita Diva… Cujo nome, de agora em diante, o Maranhão é obrigado a escrever com letras maiúsculas: ANNA TORRES”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Anna Torres para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 03.11.2021:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Anna Torres: Nasci no dia 07 de agosto de 1972 em Lago da Pedra – MA. Registrada como Ana Maria Lopes Torres.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Anna Torres: A minha relação com a música é algo mítico. Não tenho uma linha divisória entre o antes e o depois da música, pois ela sempre existiu na minha vida. Sempre digo que não fui eu quem escolheu a música, mas foi a música quem me escolheu. Sempre gostei de música desde bebê. Sempre brinquei de ser cantora, com a mamadeira ou com a escova de cabelos. Detalhe, na minha família não tem nenhum artista, e nenhum apaixonado por música como eu. Sou realmente a ovelha negra da família, e solitária segui lutando em busca de realizar o meu sonho. Quando olho pra trás me sinto muito orgulhosa de tudo o que fiz, da minha determinação.

03) RM : Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Anna Torres: Cursei Administração de Empresas, no ensino secundário na Fundação Bradesco de São Luís do Maranhão. Em São Paulo cursei dois anos de Canto Popular na ULM (Universidade Livre de Música).

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Anna Torres: Na minha infância, na minha pequena cidade de Lago da Pedra – MA, eu ouvia os LP’s da minha mãe: Roberto Carlos, Luiz Gonzaga, Carmem Silva, Sergio Reis e alguns discos de Novelas. Com o passar do tempo, meu irmão começou a comprar discos do Michael Jackson. E já morando em São Luís, aos 14 anos de idade (1986) tive acesso as Rádios FM’s. Foi um grande salto, uma grande descoberta, um mundo novo se abriu na minha cabeça. E somente aos 19 anos (1991) conheci a Bossa Nova. O Jazz só tive acesso quando fui morar em São Paulo, aos 21 anos (1993). Tudo que ouvi e que ainda ouço são extremamente relevantes. Tudo isso faz parte da minha antropofagia musical.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Anna Torres: Em 1991, aos 19 anos de idade quando morei em São Luís do Maranhão, eu cantava em serestas, em bares, depois cantei em várias bandas de baile. Aos 19 anos de idade também comecei a cantar bossa nova.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Anna Torres: Em 1994 o CD – “Essência de Ser”. Em 1997 o CD – “Terra do Nunca”. Em 1999 o CD – “Anna Torres”. Em 2001 o “Livro/CD Brasileirinho”. Em 2001 o CD – “World of Zouk, Mega Zouk. Em 2004 o CD – “O canto da Anna”, homenage a João do Vale. Em 2009 o CD – “Água”. Guest: Tribo Indigena Tenondepora, Pierre Barouh, Vicelow SSC et Pyroman. Em 2012 o CD – “Homenagem as Divas do Jazz”. Divas Torres, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Dianne Reeves, Edit Piaf, Tania Maria et Elis Regina. Em 2013 participei do CD de Flavel e Neto com a música “TaRaTaTa”, sucesso do verão europeu com mais de 23 milhões visualisaçoes no YOU TUBE. Em 2014 o CD – “Lounge do Brasil”. Em 2015 o CD – “Terra”, Guest: Jessy Matador, Abby Tucker, Jota Efe, Sirando, Vicelow, 17 Absolut et Rai. Em 2017 o CD – “Voilà Paris”. Em 2019 o Livro/CD – “A Cigarra Autista”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Anna Torres: Eclético.

08) RM : Você estudou técnica vocal ?

Anna Torres: Sim na ULM (Universidade Livre de Música) em São Paulo.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Anna Torres: São extremamente importantes. Ter estudado técnica vocal na ULM (Universidade Livre de Música) me fez ter consciência sobre a importância, do aquecimento das cordas vocais, do relaxamento do corpo, do uso da caixa craniana, do tórax, do diafragma, da respiração, enfim do corpo por inteiro…. de ter uma higiene de vida : alimentação, sono, etc… Nós os profissionais da voz, somos os atletas do canto. Se não cuidarmos do nosso instrumento, podemos machuca-lo e mesmo inutiliza-lo definitivamente.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Anna Torres: Tenho uma lista bem ampla, mas vou citar as the best: Ella Fitzgerald, Nina Simone, Sarah Voughan, Tania Maria, Elis Regina, Edith Piaf, Leny Andrade.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Anna Torres: Muito solitário, mesmo quando tenho algum parceiro musical. Ou ele me envia a letra e crio a melodia, ou eu faço a melodia e ele cola uma letra em cima.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Anna Torres: Marco Duailibe e o meu saudoso amigo Chico Poeta.

13) RM : Quem já gravou as suas músicas ?

Anna Torres: As ex-paquitas da Xuxa : Giselle e Andrezza, gravaram a minha música “Irrestível Soul”: https://www.youtube.com/watch?v=MQ6692RDKdA . O Grupo Barra da Saia, e a dulpa Max e Elimar, gravaram “Seu DJ”: https://www.youtube.com/watch?v=Q24ILJKUV5M . A Léo Aquila gravou “No passo da mona”: https://www.youtube.com/watch?v=JfOPDAvAQaQ

14) RM : Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Anna Torres: A grande vantagem é que você é totalmente livre. E a grande desvantagem é que você não tem nenhum suporte de apoio financeiro.

15) RM : Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Anna Torres: O grande problema de um trabalho independente é que fazemos tudo na intuição, sem muito planejamento.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Anna Torres: A maioria dos meus CDs gravei sem patrocínio, com o meu próprio dinheiro. O meu Projeto mais recente, A CIGARRA AUTISTA, por exemplo, investi todas as minhas economias da venda de um apartamento que tinha no bairro de Copacabana no Rio de Janeiro e financiei a criação e prensagem do livro e as gravações desse Projeto em 4 idiomas (português, francês, espanhol e inglês), a gravação de 7 vídeos clip’s, o figurino e adereços do Musical desse mesmo Projeto, sem contar a Assessoria de Imprensa aí no Brasil e aqui na França.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Anna Torres: A internet democratizou o acesso a artistas independentes, mas sem dinheiro para pagar uma equipe que possa se ocupar em divulgar sua carreira nas redes sociais caímos na mesma armadilha de sempre. Os independentes são na realidade dependentes.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Anna Torres: Isso acabou democratizando o mercado. Hoje graças a esse acesso todos com ou sem talento, com ou sem muita grana podem gravar um CD. Mas acho que a qualidade caiu vertiginozamente.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Anna Torres: Tento ser o mais original possível no meu trabalho musical.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Anna Torres: Acompanho muito pouco o cenário musical brasileiro, infelizmente. A minha vida na França é muito corrida. Mas tem alguns artistas que não são tão recentes, mas é o que mais aprecio como novidade, e que tem um trabalho consistente: Chico Science (que nos deixou precocemente), Zeca Baleiro, Seu Jorge, Ana Carolina e Marcelo D2.

21) RM: Quais os artistas já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Anna Torres: Chico Science, Zeca Baleiro, Seu Jorge, Ana Carolina e Marcelo D2.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Anna Torres: Tenho várias anedotas ao longo desses 30 anos de carreira musical. Mas tem uma que me marcou muito. Em 1995 fui fazer um show numa vaquejada (rodeio) na cidade de Barrerinhas (próxima aos Lençóis Maranhenses), nessa época a música “Essência de Ser” tocava muito nas rádios de São Luís. Ao chegar no local do show o meu guitarrista veio assustado me encontrar me dizendo que ele perguntou ao responsável pela sonorização – onde está a caixa de retorno?, e ele respondeu que tinha um ônibus que passava perto e que retornava para o hotel (risos). Em suma nós fizemos o show sem caixa de retorno, nem de voz e nem de nenhum instrumento, sem amplificação da bateria. A estrutura de som que colocaram era um sound system (Radiola) para baile de reggae. Foi uma loucura, eles viraram os duas caixas do P.A. para dentro do palco. Eu cantava e corria para colar a orelha nas caixas do P.A da direita e da esquerda (risos). Foi uma grande aventura (risos).

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Anna Torres: Considero-me uma grande privilegiada em fazer música e sobreviver dela. A dificuldade é que é uma batalha constante: no stop, jour après jour.

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Anna Torres: Existe o dom musical. Tem pessoas com mais facilidade a cantar, tocar, dançar, mas são preguiçosas. E tem também pessoas menos talentosa, mas muito esforçadas que estudam muito e que as vezes conseguem evoluir absurdamente, se igualar e até mesmo superar os talentosos natos.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Anna Torres: Não tenho nenhum conceito formado sobre improvisação musical.

26) RM : Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Anna Torres: Existe. Pelo menos comigo posso dar a certeza. Quando improviso faço algo que fuja ao que está preestabelecido.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Anna Torres: Eu não conheço nenhum método de improvisação. As minhas improvisações são intuitivas.

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Anna Torres: Eu toco violão, mas sou praticamente autodidata.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Anna Torres: Tenho certeza absoluta que minhas músicas tocarão nas rádios sem pagar o jabá. O jabá é um grande castrador de qualidade. Um dia ainda vamos pagar muito caro por isso.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Anna Torres: Coragem, seja perseverante e polivalente!

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Anna Torres: Os Festivais de música que servem como concurso de música são grandes reveladores de talentos. Mas acho desqualificador tentar qualificar, e nivelar talentos. Mas adoro os Festivais de Música da Europa, são grandes encontros musicais.

32) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Anna Torres: A cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira é restrita e segregadora.

33) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Anna Torres: Pouco acessível pra quem não faz parte de um grupinho.

34) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical na Europa?

Anna Torres: Os prós é que você faz algo diferente e o contra é que tem pouco espaço para o que é diferente.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Anna Torres: Gravar da versão em inglês do livro/CD “A Cigarra Autista”, que já foi feito em português, francês e espanhol. E por em cena o espetáculo nesse três idiomas. Esse projeto me diz muito, e fiz com o objetivo de conscientizar a sociedade, as administrações públicas das dificuldades que nós, pais de crianças autistas vivemos diariamente. Esse projeto além de ter o autismo como tema principal, aborda a preservação do meio-ambiente, o respeito ao próximo, a paz, a fé, a esperança em dias melhores, e tantos outros assuntos importantes, que estamos deixando de lado, ou que só falamos, mas não praticamos. Mesmo falando sobre assuntos de cunho didático e sério, o projeto foi construído com muita leveza, de uma maneira muito lúdica. A história se passa na floresta amazônica, e a personagem principal se chama Sibelle uma cigarrinha autista, artista e ecologista. Para compor esse personagem me inspirei em mim mesma e na minha filha Marianna que é autista, não verbal, mas que canta em três idiomas: francês, português e italiano e que começou a compor com cinco anos de idade. Quando recebi o diagnóstico da minha filha sofri muito, mas acabei transformando a minha dor em arte, em mensagem. Com causas ainda incertas, o TEA (Transtorno do Espectro Autista) não tem cura, mas, o diagnóstico e intervenção precoces são imprescindíveis para aumentar as chances de desenvolvimento de habilidades cognitivas importantes para a vida de uma criança com esse tipo de transtorno. O Projeto (livro/CD e Musical “A Cigarra Autista”), pretende levantar a discussão e o debate de forma lúdica, sobre a melhoria das políticas públicas, para os portadores do Transtorno do Espectro Autista.

36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Anna Torres: [email protected]

| https://web.facebook.com/profile.php?id=100001727976022

| https://web.facebook.com/annatorresofficiel

| www.instagram.com/annatorrescantora

Canal: https://www.youtube.com/channel/UC8hTancR5LRVGr3TFmMTZlw

JAH – ANNA TORRES: https://www.youtube.com/watch?v=_vqh0w3zNKw

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=_vqh0w3zNKw&list=FL8hTancR5LRVGr3TFmMTZlw

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=2e7EbmQVsOo&list=PLdDXzFznsUtjpsPZXEDnFrjX7Wi1KAJix

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=VogJwn_UNMY&list=PL33E3D881414C194B

MUSICAL A CIGARRA AUTISTA https://www.youtube.com/watch?v=WZRf3frAtlA

CLIP CONSCIÊNCIA (PORTUGAIS) – https://www.youtube.com/watch?v=G5SBhTWjRmU&list=RDG5SBhTWjRmU&start_radio

CLIP CONSCIÊNCIA (chanson que parle de l’autisme) (FRANÇAIS) – https://www.youtube.com/watch

CLIP CONSCIÊNCIA (ANGLAIS) – https://www.youtube.com/watch?v=B_GyyHGI2Do

CLIP CONSCIÊNCIA (ITALIEN)- https://www.youtube.com/watch?v=ff3cyvYum_I

CLIP CONSCIÊNCIA (CHINOIS)- https://www.youtube.com/watch?v=eQHdWGevuBU


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