More Amazan »"/>More Amazan »" />
Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antônio Carlos da Fonseca Barbosa.

Amazan

amazan
amazan
  • 2
    Shares

O cantor, compositor e sanfoneiro paraibano Amazan faz sucesso dentro e fora de sua cercania. É um tipo de “santo de casa” que não precisou fixar residência no sudeste para se destacar nacionalmente.

Faz o estilo sanfoneiro com aparência moderna e toque que vai do tradicional a tendência atual do Forró. Começou a sua carreira musical em 1984 no grupo folclórico Tropeiros da Borborema e ficou até 1988.

Em 1989 saiu dos Tropeiros da Borborema e lançou o seu primeiro Long Play – “Naturalmente”. Ganhou experiências nacionais e internacionais e trilhou sua carreira solo com mais de 20 discos gravados. Um por ano.

Tem todos os anos uma ou mais músicas sendo sucessos nas rádios do Brasil. E mistura forró com poesia popular e repente criando uma nova tendência de música nordestina dançante com letras de conteúdos sérios e engraçados. É um sanfoneiro que não começou com Trio ou Banda. Mas como um cantor que tocar sanfona.

Um autodidata do acordeon que montou uma fábrica de acordeon – Leticce. É carismático no palco, um showman da sanfona que anima as festas juninas, vaquejadas e salões pelo Brasil. Abaixo entrevista exclusiva com Amazan para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em Março 2004:

01) RitmoMelodia: Fale do seu primeiro contato com a música. Qual sua cidade de origem?

Amazan: Meu primeiro contato com a música foi na Banda de Música na cidade de Jardim do Seridó – RN, aonde fiz algumas aulas e morei lá quando criança até 19 anos de idade. Nasci no 5 de outubro de 1963 em Campina Grande – PB, mas me criei em Jardim do Seridó. Registrado como José Amazan Silva.

02) RM: Quais foram as suas principais influências musicais?

Amazan: Trio Nordestino, Os Três do Nordeste e Dominguinhos.

03) RM: Fale da sua participação nos Tropeiros da Borborema.

Amazan: O grupo Tropeiros da Borborema foi muito importante na minha carreira musical e na minha vida de modo geral. Viajei por vários estados do Brasil e fui pela primeira vez à Europa com o grupo. Nele tive a oportunidade de mostrar meu trabalho para um público muito grande.

04) RM: Fale do seu início na carreira musical.

Amazan: Como profissional, em carreira solo, foi em 1989, com o lançamento do meu primeiro LP – “Naturalmente”.

05) RM: Com quantos anos você começou a tocar Acordeon? Qual a sua formação musical?

Amazan: Comecei tocar sanfona aos 14 anos de idade (1977) e sou autodidata na música, mas já fiz cursos de técnica vocal e de harmonia musical.

06) RM: Quantos discos gravados?

Amazan: São 20 discos gravados: Em 1989 “Naturalmente”. Em 1990 “Amazan”. Em 1991 “De Canto a Conto”. Em 1992 “Diversos Cantos”. Em 1992 “O Melhor de Amazan”. Em 1993 “Em Cantos”. Em 1994 “Novos Cantos”. Em 1994 “Dez Poemas Engraçados I”. Em 1995 “Correnteza da Paixão”. Em 1996 “O Rei da Vaquejada”. Em 1997 “Forrojada”. Em 1997 “Os Vinte Maiores Sucessos de Amazan”. Em 1998 “De Olho na Calcinha”. Em 1999 “O Cantador de Vocês”. Em “Amazan Ao Vivo – Vol. I”. Em 2000 “Sanfoneiro Nordestino”. Em 2001 “Forró Gostoso”. Em 2001 “Dez Poemas Engraçados – Vol. II”. Em 2002 “Amazan Ao Vivo – Vol. II”. Em 2004 “Viciado em Mulher”, que é um CD com 17 faixas em ritmos variados que vão desde animados forrós a canções com uma roupagem nova que contribui em muito para a popularidade do ritmo nordestino.

07) RM: Como você define o seu perfil musical?

Amazan: Eu sou poeta popular, sou cantor de Forró e também toco acordeon. Sou um artista do Nordeste, que procuro manter viva a chama do ritmo nordestino.

08) RM: Fale da relação da poesia de cordel em suas músicas.

Amazan: O Cordel de antigamente era o jornal do matuto e no meu trabalho tem algum reflexo disso. Mas o Cordel não deve ser confundido com Repente de Viola. Do Repente ou cantoria de Viola, eu tenho sim buscado muito para as minhas músicas. Gravei vários estilos e canções desse seguimento.

09) RM: Quais são suas parcerias musicais mais frequentes?

Amazan: João Gonçalves, Louro Branco, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva e Ivanildo Vila Nova são alguns dos parceiros meus.

10) RM: Fale do São João de Campina Grande. Qual a importância da festa para divulgação do Forró?

Amazan: Uma festa gigantesca, que durante trinta dias respira e vive esse ritmo que tem muita importância. São turistas de toda parte que vêm à Campina Grande – PB, conhecem e levam consigo o nosso Forró.

11) RM: Como você analisa o surgimento dos grupos de “Forró Universitário “no sudeste?

Amazan: Analiso de forma natural, pois o “Forró universitário” nada mais é do que o Pé de Serra que eu fazia há 25 anos. Foi muito boa essa explosão que houve no Sudeste. Fortaleceu o Forró.

12) RM: Como você vê o mercado para a música nordestina hoje?

Amazan: Está bem. Apesar da pirataria eu tenho vendido 50 mil cópias por ano. É uma marca de venda de discos muito boa para quem não tem muito espaço na mídia.

13) RM: Quais os projetos para 2004?

Amazan: Estou com um CD novo na praça e concluindo a minha fábrica de sanfonas, a Leticce Acordeons.

Contatos: [email protected] / www.amazan.com.br / [email protected] (83) 3335 – 3000


  • 2
    Shares

Deixe um comentário

*

Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antônio Carlos da Fonseca Barbosa.