Nill Mascarenhas

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Nill Mascarenhas
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O pianista, produtor Musical, compositor, arranjador baiano Nill Mascarenhas, iniciou os seus estudos musicais aos 12 anos de idade, quando o seu pai trouxe um teclado que recebeu como pagamento de uma dívida. Ele começou a aprender Piano com a ajuda de alguns amigos que cursavam música na Faculdade, porém foi um autodidata, na época não tinha professor de piano na cidade que morava.

Nill Mascarenhas começou a se apresentar profissionalmente aos 15 anos de idade tocando em algumas bandas em Convenções, Casamentos e eventos em geral. Viajou por vários Estados brasileiros, em que obteve experiências nos palcos e com músicos profissionais. Seu pai (Zozimo Santos) é um apreciador da boa música e por isso ele nasceu e cresceu ouvindo do jazz ao samba, por todas essas influências que teve em casa ele pesquisou vários estilos musicais. Ele queria um estilo que ele pudesse expressar os seus sentimentos com liberdade e de todos que estudou teve um que chamou a sua atenção que foi o Jazz pela liberdade que esse gênero dá ao músico. Ele estudou muito esse estilo e hoje é o que mais ama fazer.

Nill Mascarenhas já se apresentou em vários eventos de Jazz com um Power trio que fazia parte na época e fizeram apresentações juntos com vários nomes do nosso cenário musical: o baixista Artur Maia, o baterista Cuca Teixeira, o baixista Rogério de Castro, o baterista Marcio Bahia, o baterista Kiko Freitas.

Em 2013 montou o estúdio de música chamado Audio Synth em Santo Antônio de Jesus na Bahia em que produziu e acompanhou vários artistas. Em Julho de 2014 mudou-se para Goiânia (GO) e começou a produzir alguns cantores e duplas sertanejas. Recentemente fez a produção musical do DVD da dupla Lucca e Juan além de produzir outros artistas do cenário sertanejo.

Atualmente se dedica a produção de um trabalho solo e está a frente da direção e produção musical da Banda Young, uma banda de Goiânia que faz Show com performance trazendo inovação e entretenimento para o público.

Segue abaixo entrevista exclusive com Nill Mascarenhas para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 06.09.2018:

 01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Nill Mascarenhas: Nasci no dia 29 de maio de 1983 em Santo Antônio de Jesus – Bahia.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Mascarenhas: Foi através do meu pai (Zozimo Santos) que ouvia Jazz em casa e a noite tocava violão com meu tio (Domingos). Eu tinha entre 4 e 5 anos de idade. Logo depois comecei a aprender violão e cavaquinho com o Senhor chamado João que tocava violão de sete cordas em um grupo Choro na rua que eu morava. Lembro que eu sempre ia a casa dele para ele me ensinar. Quando completei 12 anos, meu pai chegou com um Teclado que tinha recebido em troca de uma dívida então comecei a me interessar em aprender e de lá para cá nunca mais parei de tocar e estuda Teclado. Outros músicos da minha família: os meus tios Antonio e Tereza e o meu filho Keven Mascarenha.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Mascarenhas: Aprendi a tocar com alguns amigos que cursavam música na Faculdade. Na época, eu tinha entre 12 e 13 anos de idade e na maior parte do tempo eu estudava sozinho com material indicado pelos mesmos. Além de ouvir muito instrumental que me ajudou a evoluir nos meus estudos. Academicamente, conclui apenas o 2° grau do ensino médio.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Mascarenhas: Eu gostava de ouvir muito Jazz, Bossa Nova, Pop Americano, MPB. Sendo que minhas referências eram e continuam sendo: Chick Corea, Red Garlad, Herbie Hancok, Oscar Peterson, Dave Brubeck e Bill Evans.

 05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Mascarenhas: Eu comecei em 1996 aos 13 anos de idade em Santo Antônio de Jesus na Bahia tocando em algumas bandas da cidade, porém somente aos 15 anos de idade comecei a tocar profissionalmente.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Mascarenhas: Já gravei vários álbuns de diversas bandas. Porém nenhum autoral. E já gravei com vários músicos excelentes.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

 Mascarenha: Quando comecei eu só ouvia e gostava de tocar Jazz, mas com o passar do tempo fui desenvolvendo outros gostos musicais e atualmente toco todos os ritmos.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

 Mascarenhas: O bom é que eu posso desenvolver o meu próprio gosto musical, e chegar onde quero sem dever favor a ninguém. O problema é que é muito difícil realizar os projetos, pois demora muito o processo e às vezes nem chega a concluir por falta de investidor.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

 Mascarenhas: Produzo DVDS e CDs de outros artistas que levam o meu nome como produtor musical. E utilizo as redes sociais como divulgação do meu trabalho, exemplo facebook, Instagram e canal no youtube.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

 Mascarenhas: Ajuda a divulgar o meu trabalho musical e fico informado sobre o meio musical além de ajudar nos estudos. Porém, prejudica, porque ficamos muito tempo nas redes sociais.

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)? 

Mascarenhas: Vantagem é que podemos produzir músicas com altos padrões de qualidade sem precisar gastar muito dinheiro e assim nos tornarmos competitivos no mercado musical. A desvantagem é que qualquer “um aventureiro a músico”, mesmo sem experiência pode gravar música em casa.

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Mascarenhas: Procuro fazer o trabalho musical com qualidade, pesquisando, estudando bastante, mantendo o foco na qualidade do produto final e não só no ganhar dinheiro. E foco na minha divulgação como profissional de alto nível.

16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Mascarenhas: Hoje musicalmente o cenário musical brasileiro deixa a desejar, porque a grande mídia promove o artista que tem dinheiro para se autopromover. As revelações musicais dentro e fora do Brasil foram: Beoncé, Rhiana, Bruno Mars, Justin Timberlack, Ana Carolina, Vander Lee.

17) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Mascarenhas: Cezar Camargo Mariano, Lincoln Olivetti entre outros.

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Mascarenhas: Uma vez fui tocar em um lugar e tinha um sujeito armado que me fez tocar até de manhã (risos). E outra vez, eu fui tocar e chegando ao evento soube que o equipamento de som tinha queimado.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Mascarenhas: O que me deixa mais feliz é viver do que eu gosto de fazer, pois é prazeroso trabalhar com o que gosto. O que me deixa triste é saber que a profissão de músico não é valorizada em muitos lugares do Brasil. E que muita música ruim ganha espaço no cenário musical.

20) RM: Nos apresente a cenário  musical da cidade que você mora?

 Mascarenhas: Aqui em Goiânia (GO) o que tem destaque é o sertanejo, mas atualmente não é só em Goiânia, mas esse ritmo tomou conta do país inteiro.

21) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Mascarenhas: Claro que não. Infelizmente para fazer a música ser divulgada só através do investimento financeiro: pagar para que programa de rádio e TV toquem a sua música sistematicamente.

22) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

 Mascarenhas: Tem que ter identidade, ser persistente e estudar.

 23) RM: Quais os Pianistas e Tecladistas que você admira?

 Mascarenhas: Cezar Camargo Mariano, Lincoln Olivetti, Chick Corea, Red Garlad, Herbie Hancok, Oscar Peterson Dave Brubeck e Bill Evans.

 24) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?

 Mascarenhas: Beethoven, Johann Sebastian Bach, Mozart.

25) RM: Quais os compositores populares que você admira?

 Mascarenhas: Maicon Sulivan, Peninha, Djavan, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga.

26) RM: Quais os compositores da Bossa Nova você admira?

 Mascarenhas: Tom Jobim, Vinicius de Morais, Baden Powell, Carlos Lira

27) RM: Quais as principais diferenças entre a técnica de Piano e Teclado?

 Mascarenhas: A quantidade de teclas do Piano é maior que do Teclado e são teclas mais pesadas. No Piano tem que tocar os arranjos manuais, pois não é como o Teclado que tem opção de timbres e outros instrumentos. E na das músicas execução são diferentes.

28) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Pianista?

 Mascarenhas: Para ser um bom pianista tem que saber teoria musical, treinar muita escala, entre outras técnicas específicas para execução peças do piano.

29) RM: Qual a importância dos conhecimentos tecnológicos para o Tecladista?

 Mascarenhas: Facilita no trabalho, pois o tecladista consegue fazer gravações, arranjos com qualidade. Exemplo: dentro do próprio quarto conseguimos gravar um disco, porque não precisa gastar muito com instrumentos e equipamentos caros, com um celular e um Teclado controlador nós conseguimos tocar o som do instrumento que quisermos virtualmente.

 30) RM: Você é adepto ao uso de VST? Qual você indica para o Tecladista?

 Mascarenhas: Sim.  Kontakt, Omnisphere, Bfd, Ilia Efimov,  entre outros.

31) RM: Quais os Teclados que você indica?

 Mascarenhas: Nord Stage 3 , Korg Kronos, Roland RD 2000, Sintetizador Casio XW-P1.

 32) RM: Quais os Pianos Digitais que você indica?

 Mascarenhas: Casio Privia Pró Stage piano PX-5S, Roland RD 2000, Roland V-Piano.

 33) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Piano\Teclado?

 Mascarenhas: Não pode ter pressa para tocar e nem para fazer exercícios. Primeiro tem que estudar as técnicas para depois começar a tocar as músicas. Evitar fazer os exercícios com a formação dos dedos errados e evitar tocar com a postura da mão incorreta.

34) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

 Mascarenhas: Sim. Alguns nascem com o talento nato ou tem mais facilidade para aprender desde cedo um instrumento musical e até desenvolvem o estudo sozinho como autodidata.

35) RM: Qual a sua definição de Improvisação musical? 

 Mascarenhas: É uma expressão que vem de dentro, criação, liberdade de se expressão dentro da música.

36) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

 Mascarenhas Os prós é que esses métodos ajudam a achar o caminho da improvisação, mas o problema é que a pessoa que só estuda o método de improvisação fica muito mecânica e perde a sua essência musical.

 37) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

 Mascarenhas: Sim. É algo que é criado ali na hora, algo intuitivo, instantâneo e espontâneo.

38) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

 Mascarenhas: Acho muito bons e interessantes se for um estudo correto e que tenha um conteúdo de qualidade.

39) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

 Mascarenhas: Respiração, ler o título da peça, verificar o andamento da música, a forma do compasso. E olhar toda a música e verificar se há mudanças de tonalidade ou de compasso e olhar a dinâmica da música.

40) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

 Mascarenhas: Praticar todos os dias.

41) RM: Quais os seus projetos futuros?

 Mascarenhas: Ser reconhecido ainda mais pelo meu trabalho musical. E estudar mais e enquanto eu viver continuar a tocar.

42) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Mascarenhas: (62) 99381 – 7856 | 3088 – 5843 | [email protected] | Instagran: Nill Mascarenhas | Faceboock: Nill Mascarenhas

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.