Júnior Cordeiro

junior cordeiro
  •  
  • 2
  •  
  •  
  •  
    2
    Shares
Tempo de Leitura: 11 minutos

O poeta, cantor e compositor paraibano Júnior Cordeiro, procura fincar sua estética num terreno rico e fértil que é o das tradições nordestinas.

A sua música, apesar de traços urbanos e contemporâneos, não deixa de remeter sempre às raízes nordestinas, pois a base da sua musicalidade são sempre os diversos gêneros da nossa música, tendo como maior expoente, o baião. Sua poética tem por característica as metáforas e a extravagância das imagens propiciadas pelos versos, denotando clara influência dos violeiros nordestinos. Escreve dentro de uma ideia de saudosismo e manutenção de um Nordeste arcaico e tradicional, um Nordeste encantado, repleto de lendas e contos medievais, que, mediante a voracidade dos tempos e da revolução tecnológica, continua apenas no inconsciente coletivo.

Lançou em 2006 o seu primeiro CD – Carrascais. Em 2011 lançou seu segundo CD – O lago Misterioso. Os dois CDs expõem ao público toda a sua originalidade temática e o seu estilo próprio. O poeta se distinguiu da maioria dos compositores nordestinos atuais pelo fato de abordar, tão insistentemente, o imaginário coletivo nordestino, pois entende que este é de extrema importância para a preservação da identidade cultural do nosso povo. No segundo álbum, assim como no primeiro, explicita uma inquietação extrema relativa aos problemas causados pela crise da memória popular, face ao processo da absorvência de valores culturais externos, em detrimento dos nossos, e às aberrações midiáticas no mundo atual.

No CD – O Lago Misterioso, o poeta convida o ouvinte a imaginar um lugar onde uma Caipora dialoga livremente com um poeta saudosista, queixando-se do esquecimento dos homens em relação a sua “pessoa”. Um lugar onde existem Iaras sedutoras, lagos encantados e grandes botijas enterradas, indicadas por almas penadas que saem carregando tochas assombrosas no meio da noite. Esse lugar se multiplica em vários lugares, em que homem da cobra erra pelas feiras, anunciando seu trágico fim frente à loucura da pós-modernidade globalizante. Esta, por sua vez, aterroriza um indivíduo que se transforma num eremita, que prefere se enfurnar nos ermos a ter que conviver com a correria atual. Esse enredo recheado por elementos marcantes do imaginário coletivo nordestino é o mote do segundo CD – O Lago Misterioso. É um álbum que remete diretamente ao Nordeste mítico e encantado, em que a tradição oral do nosso povo aparece de forma clara e explícita. Os mitos, as lendas, os contos populares e o realismo fantástico do universo da literatura de cordel e dos violeiros repentistas, são os ingredientes básicos da obra. Todo esse Nordeste mágico e lúdico está presente nas canções do álbum, que o apresenta  como uma região dotada de costumes ibéricos e de influência da cultura moura, além de procurar questionar o lugar da identidade cultural nos dias de hoje. Nesse contexto, a obra tem a pretensão de alertar o homem atual para o perigo do esquecimento das tradições populares na atualidade, o que deixa a sociedade pós-moderna cada dia mais dispersa e coisificada, frente à voracidade dos tempos. Convidando o ouvinte a mergulhar nesse lago mal-assombrado!

Segue abaixo entrevista exclusiva com Junior Cordeiro para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16/08/2012:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Júnior Cordeiro: Nasci no dia 01/01/1982 em Campina Grande-PB. Entretanto, minha noção de pertinência a um lugar é em relação a São João do Cariri-PB, velha cidade paraibana de onde é toda minha família e onde fui criado. Somente nasci e moro em Campina, mas estive sempre ligado, desde o berço, a São João do Cariri. Sempre enfatizo isso.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música. 

Júnior Cordeiro: Meu primeiro contato com a música foi na casa do meu avô paterno, que era seresteiro e boêmio. Meu pai ouvia muito Luis Gonzaga e Jackson do Pandeiro, e eu assimilei tudo. Minha avó apreciava muito cantoria de viola nordestina, que é uma arte popular muito presente na minha música. Ouvi muita coisa. Ouvi Rock, Heavy Metal, Samba, Bossa Nova, etc. Nada disso superou o fogo da música nordestina que habita em mim. Mas, eu tenho também muita influência da música urbana, sobretudo do Rock Progressivo e do Rock Psicodélico.

03) RM: Qual a sua formação musical e acadêmica fora música? 

Júnior Cordeiro: Sou formado em História, pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba). Ingressei num mestrado, mas não conclui. Sou professor do Estado da Paraíba.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Júnior Cordeiro: Sobre as influências são as que citei acima. Minha música retrata basicamente o que vem sendo feito desde os anos 70: uma alquimia musical dos gêneros tradicionais da música do Nordeste com o Rock e o Pop. A influência do Rock não turva a nordestinidade da minha música, que é, esteticamente, e em discurso e base temática, Forró. Acho que o que torna a minha música singular é o eixo temático que uso nas canções: o Nordeste mítico e o imaginário coletivo. Até hoje não vi na nossa música quem falasse tanto na tradição oral e fosse tão apegado ao realismo fantástico como eu. Sempre achei muito importante tal assunto, por se tratar de um aspecto muito importante para a continuação da ideia de identidade cultural.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical? 

Júnior Cordeiro: Comecei minha carreira musical já compondo, por volta dos 18 anos de idade, quando ingressei no curso de História. Na academia entrei em contato com as obras de escritores regionalistas, como Ariano SuassunaJosé Lins do Rego Câmara Cascudo, que me ofereceram uma boa base teórica sobre o que eu escrevo. Pulei a fase de tocar em Bar, nunca me enveredei a interpretar canções dos outros, não tenho aptidão para isso. Canto somente as minhas músicas. Conheci o maestro Jorge Ribbas, um conhecido músico paraibano, por volta de 2004. Logo passei para ele algumas canções que fariam parte do meu primeiro disco, que seria intitulado de “Carrascais”. Gravamos em 2006, esse é o ano que marca o início da minha carreira musical.

06) RM: Quantos CDs lançados (quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que se destacaram em cada CD?

Júnior Cordeiro: Tenho dois CDs lançados (Carrascais/2006, e O Lago Misterioso/2011). Muitos foram os músicos que participaram das gravações dos dois discos. Os dois discos remetem à fusão da música nordestina com a música do mundo, com sutis influências da psicodelia dos anos 70 e da cantoria de viola nordestina. O CD – Carrascais/2006 tem muito da absurdidade imagética dos violeiros, e uma crítica violenta à indústria cultural, manipuladora e interessada. Esse disco é muito centrado em questionamentos a respeito do lugar da identidade cultural na pós-modernidade. As canções que ganharam destaques nesse CD foram: “Surreal das Caatingas”, “Veredas” e “Desafio”. Em CD – O Lago Misterioso, eu enfatizo muito o Nordeste mítico, o imaginário coletivo. Há citações a Câmara Cascudo, nosso maior folclorista. As letras espelham muita coisa que eu ouvi na minha infância, na velha cidade de São João do Cariri, imersa em mitos e histórias fantásticas criadas na tradição oral. Esse disco retrata também uma forte influência das culturas moura e ibérica na cultura nordestina. As canções que ficam em evidência nesse disco são: “O Beijo da Caipora”, ‘Mundo Encantado” (canção que fiz em homenagem ao grande cordelista Leandro Gomes de Barros, e tem participação do pernambucano Silvério Pessoa), “O Homem da Cobra’ e “O Jeito e a Cara da Dor”. Tenho já o meu terceiro CD pronto, espero gravá-lo e lançá-lo ano vem. A obra versará sobre magia, feitiçaria e religiosidade popular.

07) RM: Como você define o seu estilo musical? 

Júnior Cordeiro: Não gosto de rótulos, mas considero minha música como sendo essencialmente Música Nordestina, apesar da influência do Rock. 

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete? 

Júnior Cordeiro: Acho que componho bem melhor do que canto, mas gosto da minha voz, dá pro gasto (risos). Preocupo-me muito mais com a mensagem da minha música do que com a forma como ela é apresentada ou cantada. Nunca fiz aula de canto.

09) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

Júnior Cordeiro: Admiro muitos cantores na música nordestina e na música mundial. Cito como maiores influências Alceu Valença, Zé Ramalho, Lula Cortes, Elomar, Ave Sangria, Jethro Tull, Rush, Pink Floyd, etc. No entanto, os meus ídolos mesmo são os repentistas nordestinos.

10) RM: Quem são seus parceiros em composições musicais? 

Júnior Cordeiro – Todas as minhas canções são de minha inteira autoria. Sou muito mais compositor do que cantor. Tenho a ideia grosseira de achar que minhas letras só combinam com minhas músicas. Quando eu conseguir vencer essa idiotice, certamente eu possa convidar alguns parceiros (risos).

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Júnior Cordeiro: Do ponto de vista de aceitação entre as massas, a carreira independente é uma Via-Crucis. É muito difícil sem o auxílio das gravadoras, que estão falidas e, as últimas que restam, só vendem o lixo musical. Do ponto de vista de autonomia, de formação de público iniciado e educado musicalmente, a carreira independente pode ser muito profícua. Vou dizer a verdade: gostaria de ter nascido em outros tempos, quando as gravadoras e a indústria cultural se interessavam por arte e artistas de verdade caiam no gosto popular muito facilmente. Mas, como nasci nesse tempo ingrato em relação à arte, vou me virando como posso. 

12) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Júnior Cordeiro: Acho que nunca se criou tanto na música brasileira. A nossa música está, como nunca antes vista, extremamente plural. Tem muito artista bom pra ser ouvido, mas que infelizmente fica esquecido frente à porcaria que existe na mesma proporção. Não gosto, nem posso citar nomes de revelações. É muito relativo e você corre o risco de esquecer muitos nomes.

13) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística? 

Júnior Cordeiro: Prefiro não citar nomes no tocante a profissionalismo e qualidade artística. São muitos.

14) RM: O que no seu trabalho musical lembra os do Alceu Valença e do Zé Ramalho?

Júnior Cordeiro: Acho que o diálogo entre a tradicional música nordestina com o rock e o pop, além da influência dos cordelistas e repentistas nordestinos. Porém, há uma grande diferença no estilo de compor, sobretudo no tocante ao contexto temático abordado. Minhas letras são extremamente carregadas de imagens do imaginário coletivo, do Nordeste mítico, da tradição oral. Minha poesia é muito direcionada ao nordeste mágico, da herança moura e ibérica, além das críticas violentas à indústria cultural e das análises que faço sobre a coisificação do homem na pós-modernidade. Não vejo isso ser abordado tão notadamente por Zé Ramalho ou Alceu Valença, que viajam por outros campos temáticos. Tenho influência deles e admiro muito a obra dos dois.

15) RM: Qual a importância da poesia de Cordel no seu trabalho musical?

Júnior Cordeiro: Sou extremamente ligado à literatura de cordel desde a infância. Cresci ouvindo minha avó materna recitar os folhetos do paraibano Leandro Gomes de Barros, pioneiro do cordel no Brasil, ao qual eu fiz uma homenagem em uma canção do Lago Misterioso. Só por aí você nota a influência do cordel na minha música. Todo o universo mágico do cordel está presente nas minhas letras.  Tenho grande apego aos folhetos de caráter fantástico. Não aprecio muito os folhetos meramente informativos. Acho que a fantasia é a marca indelével do cordel, que não pode ser posta de lado. Tenho dois folhetos inscritos, ambos contemplados pelo Ministério da Cultura, pelo Prêmio Patativa do Assaré (A Briga da Cascavel com o Tejo Motorizado/2009 e O Fabuloso Encontro de Júnior Cordeiro com a Caipora). Os dois folhetos são da linha do fantástico, porém carregados de reflexão a respeito da coisificação do homem na pós-modernidade e do esquecimento dos mitos.

16) RM: Quais os poetas de Cordel que você tem contato pessoal e profissional? 

Júnior Cordeiro: Tenho contato com poetas de cordel quando vou a amostras e feiras de cultura popular. Mas não tenho contato profissional com nenhum, no tocante a parcerias ou eventos. Sou cordelista diletante, apenas por gosto e aptidão. Não sou cordelista por profissão.

17) RM: Quais os repentistas que você tem contato pessoal e profissional?

Júnior Cordeiro: Vou sempre a congressos de repentistas. Gosto muito. Não tenho aproximação profissional com nenhum, mas conheço muitos, e admiro todos. Em São João do Cariri, na minha terra, tinha um excelente repentista, chamado Inácio Francisco, com o qual aprendi muito sobre cantoria. Tenho uma fascinação extrema pela obra dos velhos repentista como: Pinto do Monteiro, Manoel Xudú, Rogaciano Leite e os irmãos Batista. Minha monografia de conclusão de curso teve o título de “Tradição e Modernidade na Cantoria de Viola Nordestina”.

18) RM: A temática das suas letras traz a imagem de um nordeste mítico e cultural. Depois que o sertão, Brejo, Cariri e nordeste em geral conheceram a Coca Cola, a Nike, o Shop, etc, o povo ainda mantém o interesse pela própria cultura popular? 

Júnior Cordeiro: É claro que SIM! Pode-se perfeitamente se conservar a tradição e aliá-la aos elementos globalizantes e pós-modernos. Eu faço isso, e tenho certeza que muitas pessoas também. É bastante óbvio que hoje em dia os elementos da cultura popular estejam sendo esquecidos, a cada dia. Aliás, essa é a grande problemática abordada nas minhas letras: o esquecimento dos mitos e das tradições na pós-modernidade. Se os amigos prestarem bem atenção às metáforas que eu emprego nas minhas letras, verão que há sempre uma problematização nesse sentido, citando a coisificação do homem pós-moderno por parte principalmente da indústria de massas, que destrói tradições em nome do consumo. Entretanto, sempre achei que o Nordeste Mítico ainda está longe de morrer. O IMAGINÁRIO COLETIVO é muito resistente, no Nordeste, ou em qualquer parte do mundo. Agora, em Campina Grande não veremos nenhum resquício de Nordeste Mítico (risos). Se dê uma passada no ermo das caatingas nordestinas que (Pasme), ainda existe graças a Deus, ainda há muitos elementos bastante míticos: citações a lendas, contos fantásticos, catolicismo rústico e sertanejo, misticismo, ocultismo, etc. Em menor frequencia do que há alguns anos atrás, é lógico, mas ainda sim existe tudo isso, porque o imaginário do povo é forte demais. Todos esses elementos míticos convivem, nesses lugares mais distantes dos grandes centros, com o moderno (a TV a cabo e o computador). Pode acreditar! É por isso que sempre acreditei numa equilíbrio antagônico entre o tradicional e o moderno, sem problema algum. Todavia, do jeito que o mundo anda certamente a tendência é a morte desse tipo de prática enraizada, infelizmente. Aliás, é isso que eu cito realmente em minhas músicas: o perigo no sepultamento total das culturas locais em face de uma suposta “Cultura Global”.

19) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Júnior Cordeiro: Muita coisa engraçada aconteceu comigo em shows. Recentemente, num show no Estação do Som, em João Pessoa – PB, quando abri o show de Lenine, meu cabelo enrolou no microfone enquanto eu balançava a cabeleira (risos), por sorte saiu fácil e não precisou parar a música. Há pouco tempo, em uma viagem para shows em Fortaleza – CE e Souza – PB, peno BNB Cultural aconteceram diversos imprevistos, na hora, desagradáveis, mas que depois deu muito assunto para riso. Nosso guitarrista (Giordano Frag) esqueceu a guitarra na porta de casa em Campina Grande, e só notou o fato quando já estava na metade da viagem, Pode? Tivemos que pedir uma emprestada em lojas de instrumentos. Numa outra viagem para Juazeiro do Norte-CE, nosso carro quebrou e tivemos que voltar guinchados em cima de uma prancha. Detalhe: Estávamos todos dentro do carro quebrado, em cima de outro carro enchendo a cara de cachaça e rindo de nós mesmos (risos). É uma sensação muita estranha está sendo guinchado.

20) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical? 

Júnior Cordeiro: O que me deixa mais triste e revoltado é o que estão fazendo com o Forró. Essas bandas deploráveis que estão infestando o Nordeste já há algum tempo deteriorando o conceito de Forró, que transcende até a classificação de um simples gênero musical. O forró é uma coisa divina, é um agrupamento de práticas músicos-culturais do povo nordestino, é um estilo de vida, um patrimônio imaterial riquíssimo. As tais bandas, além de passarem muito longe do é considerado forró, tomam emprestado o nome do gênero, se autodenominando como bandas de Forró, “profanando” o nome desse sagrado gênero. Isso me deixa muito triste e revoltado. O que me deixa feliz é o fato de lutar pela nossa música e trabalhar com ela de maneira séria e honrada, de mexer com arte, de poder criar, inventar e brincar com música.

21) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Júnior Cordeiro: Aqui em Campina Grande – PB tem uma rapaziada muito engajada, muito produtiva. Tem som pra todos os gostos, desde os mais enraizados, até os mais cosmopolitas.

22) RM: Quais os músicos ou/e bandas da Paraíba que você recomenda ouvir? 

Júnior Cordeiro: Mais uma vez a questão dos nomes. Não gosto de citar nomes. São muitos grupos e artistas bons, não quero ser injusto com ninguém, deixando de citar aqui alguns nomes importantes.

23) RM: Quais os músicos paraibanos contemporâneo seu, você mantém parcerias artística ou amizade pessoal e profissional?

Júnior Cordeiro: Sou um pouco afastado dos grupinhos (no sentido não pejorativo do termo) que se formam por aqui. Não porque não gosto deles, ao contrário, mas porque talvez não tenha tantas afinidades musicais com os mesmos. Tenho um estilo muito diferente de escrever e talvez por isso haja certo afastamento do resto do pessoal. Não tenho nada contra ninguém, mas, sinceramente, não tenho muita afinidade com o pessoal daqui, na forma da composição musical, mas tenho muitas amizades no meio.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Júnior Cordeiro: Sim, com dificuldades, mas toca. Já coloquei algumas canções para tocar nas rádios e fui atendido. Agora, é mais do que lógico que, se não pagar, jamais alcançará atingir um grande nível de audição em horários comerciais.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Júnior Cordeiro: Seja você mesmo. Invente, reinvente, estude os propósitos da sua música, saiba pra quem está escrevendo. Seja sincero consigo mesmo. Faça música, primeiro para você, depois pros outros. Se soar verdadeiro, você achou o caminho, daí é só seguir.

26) RM: Quais os seus projetos futuros?

Júnior Cordeiro: Além do disco que quero lançar ano que vem, sobre magia, feitiçaria e religiosidade popular, pretendo gravar meu primeiro DVD em breve. Vou escrever esses projetos em leis de incentivos e Editais.

27) RM: Quais os seus contatos?

Júnior Cordeiro – www.juniorcordeiro.com | [email protected]  | (83) 98896 – 8174 | 99962 – 1245

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.