Jorge Bodhar

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Jorge Bodhar
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O Cantor, compositor, violonista e musicoterapeuta carioca Jorgely Da-Rós Bodart, pseudônimo Jorge Bodhar carrega sangue italiano e francês nas veias.

Aos sete anos de idade começou os primeiros acordes, primeiro com uma espécie de Cavaquinho feito pelo pai e depois o violão. Na adolescência fez parte dos grupos “Mel de Abelha” e “Sangue de Boi”, este último grupo com membros da família de Luiz Gonzaga. E como primeiro grupo ganhou o Troféu Pixinguinha na Sala Cecília Meireles. Autor do Hino do time Duque de Caxias F.C em parceria com o professor Roberto Ferreira. E autor da música “Fruta Nordestina” em parceria com Joquinha Gonzaga, um clássico contemporâneo da música nordestina. É parceiro musical de: Tibério Gaspar, Aldir Blanc, Joquinha Gonzaga, Tavynho Bonfá, Helvius Vilela, Lysias Enio, Perna Froes, Vicente Viola, Babau Galvão, Marília Abduani, Vilson Silva, Tácyo Carvalho, Márcio Monteiro, Toni Bahia, Edinho do Samba entre tantos outros.

Estudou música na Villa Lobos, Escola Brasileira de Música, Rio Música e musicoterapia com o espanhol Fernando Salazar Banol e Técnica Vocal com Ataide Beck, da Orquestra do Teatro Municipal. Participou de diversos projetos musicais no: Circo Voador, Fundição Progresso, Sala Baden Powel, Teatro Raul Cortez, Sesc Santos, Toledo-PR, Teatro Popular Oscar Niemmayer de Niterói. Além de diversas Casas noturnas de renome como: Vinicius Piano Bar, Beco das Garrafas, Jazzmania, Mistura Fina, Cabeça Feita, Chaplins Bar, Chicos Bar, Antoninos. Shows junto à Zé Ramalho, Joyce, Ruy Faria, Danilo Caymmi, Gonzagão, João do Vale, Nélson Cavaquinho, Noca da Portela, Ataulfo Alves Jr, Sérgio Sampaio, Vital Farias, Zezé Motta, Tibério Gaspar, Tony Tornado, Simoninha.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Jorge Bodhar para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 05.03.2018:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Jorge Bodhar: Nasci no dia 13.02.1959 no Rio de Janeiro. Nasci no bairro do Encantado, vizinho a Araci de Almeida, depois fui para o bairro do Ibes na cidade Vila Velha no Espirito Santo e aos dez anos de idade voltei para o Rio de Janeiro. Fui registrado como Jorgely Da-Rós Bodart, uso o nome artístico Jorge Bodhar e carrego o sangue italiano e francês nas veias,

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Jorge Bodhar: Meus primeiros contatos com a música foram no bairro do Ibes em Vila Velha – ES. Final dos anos 60, auge do ieieiê, Beatles, existia uns amigos que formaram um grupinho para tocar em frente a minha casa. Eu tinha uns seis ou sete anos de idade e ficava fascinado com aquilo, até que um senhor chamado seu Manequinho, pai de um desses meninos me ensinou alguns acordes no Cavaquinho. E o meu pai comprou um Violão para mim e me ensinou os poucos acordes que sabia. E entrei para esse grupo de meninos e fui aprendendo alguns iêiêiês com eles. Todos com violões, um fazia o baixo o outro o solo e o outro acompanhamento, e revezava. Jadir, Chico (irmão da cantora Walesca), eu aprendi as primeiras músicas ao violão com eles.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Jorge Bodhar: Estudei na Villa Lobos, Escola Brasileira de Música e Rio Música, teoria musical, harmonia funcional, história da música, Teclados, canto e canto coral. Estudei musicoterapia com o espanhol Fernando Salazar Banol e diversos cursos livres. No Violão sou autodidata.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Jorge Bodhar: Nenhuma deixou de ter importância, todas estão presentes. São muitas em vários segmentos: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Clube da Esquina, Chico Buarque, Noel Rosa, Ivan Lins, João Nogueira, Roberto Ribeiro, Djavan, Elis Regina, Clara Nunes, Tom Jobim, Edu Lobo, Hermeto Pachoal, Dominguinhos, Stevie Wonder, Earth Wind Fire, por ai vai.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Jorge Bodhar: Comecei a ganhar os primeiros cachês com música em 1984 em casas noturnas de Duque de Caxias (RJ), logo depois fui pra noite carioca (Rio de Janeiro é a minha grande escola). Mas meu primeiro show foi juntamente com o “Grupo Mel de Abelha” no Cine Fnm em Xerém (RJ) em 1980. E logo depois ganhamos o Troféu Pixinguinha na Sala Cecília Meireles, nessa época também participei de um grupo com alguns membros da família de Luiz Gonzaga, Tácyo Carvalho, chamado “Sangue de Boi” (risos); nomezinho forte .

06) RM: Quantos CDs lançados, quais os anos de lançamento(quais os músicos que participaram nas gravações)? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Jorge Bodhar: Três discos lançados: “Na flecha do olhar” em 1994. Estilo MPB e pop. Arranjos meus, Helvius Vilela e Armando Souza, atualmente produtor musical do “Caldeirão do Huck”. Músicos participantes: Helvius Vilela – Teclados, Armando Souza – Guitarra, midi e Teclados, Rubão Sabino – Baixo, Félix Baigon – Baixo, Luizinho Sobral – Bateria, Marcos Brandão – Guitarra, Macaé e Mario PC – Sopros, Vera Versiane, Josi, Gebe Rios – Vocais, João Aires – percussão. Mario PC – Sax. As músicas mais requisitadas foram: “Sonho sem fim”, “Na flecha do olhar” e “Pedido de estrela”. Em 2004 o CD – “Viva o Compositor”. Com cantores (as) interpretando as minhas músicas. Em 2010 o CD – “Samba e tal”. Trabalho que tentei mostrar várias vertentes do samba: Samba de Breque, Samba de Roda, Bossa Nova, Samba Choro. Produção e Arranjos meus e Silvio Netto em duas músicas e Mario PC em uma música. Músicos participantes: Tangerina – Percussões, Luís Felipe – Violão 7 cordas, Silvio Neto – Cavaquinho, Baixo, Guitarra, Banjo, Violão de 7 cordas, percussão e arranjo em uma música, Nelinho Nunes – Cavaquinho, Deusdeth Maranhão –Teclados, Johson de Almeida – Trombone, Eduardo Bruno – Sax, Mário PC -Flauta transversal , Iberê – Bateria, Júlio Macabú – Violão, PC Macabú – Cavaquinho, Pablo Macabú – Banjo, Luciana Angélica, Lara Klaus, Luciana Savina e Jonas Ribas nos vocais. Produção: Marcelo Melo e Jorge Bodhar com participação de Osmar do Breque na música “Prefiro as feias”. Destaque para as faixas “Presente de Deus” e “Pensão alimentícia”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Jorge Bodhar: Não defino.

08) RM : Você estudou técnica vocal?

Jorge Bodhar: Sim.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Jorge Bodhar: De suma importância. Temos que aperfeiçoar e cuidar do patrimônio que Deus nos deu. Confesso que não cuido tanto da voz o quanto deveria. Também não me considero cantor, eu me considero um intérprete.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Jorge Bodhar: Muitos, dentre eles: Elis Regina, Clara Nunes, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marku Ribas, Diana Pequeno, Luiz Melodia, Cauby Peixoto, Mônica Salmaso, etc…

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Jorge Bodhar: Coloco letra em melodia e melodia em letra. E faço melodia sem letra, letra sem melodia. E faço junto com um parceiro musical as duas coisas. Não tem um método preciso.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Jorge Bodhar: Ultimamente Marília Abduani, Babau Galvão, o pessoal do grupo Vitrine dos Compositores, Lysias Enio (parceiro de João Donato) é um novo parceiro. Mas também tenho  parceiras com Tibério Gaspar, Aldir Blanc, Helvius Vilela, Tavynho Bonfá, Joquinha Gonzaga, Tácyo Carvalho, Vicente Viola, Edinho do Samba, entre tantos outros.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Jorge Bodhar: Joquinha Gonzaga, Tácyo Carvalho, Trio pé de Serra, Edinho do Samba, Tania, Gebê Rios, Juarez Penna, um disco intitulado “Quem são os novos da MPB”, Chiquinho Maciel, entre outros. Muitos cantam minhas músicas sem ter as gravado. A minha parceria com Joquinha Gonzaga intitulada “Fruta Nordestina”, por exemplo, é conhecida e tocada por uma grande gama de sanfoneiros e forrozeiros, no nordeste e Brasil afora, nosso saudoso Tibério Gaspar cantava nossas parcerias sem ter gravado, estava com projeto de gravar uma parceria nossa chamada “Cumplicidade” para o mercado externo, antes de nos deixar. Nunca corri muito atrás de cantores para gravar minhas as músicas, sempre foi mais eu o intérprete delas. Os que gravaram foram espontaneamente, por conhecerem meu trabalho e terem gostado das obras e alguns que são parceiros. Ultimamente que tenho corrido mais atrás disso, fui meio desleixado e sem saco (paciência) com produtores e editoras, que estão sempre em reuniões infindáveis pra quase nada. Era mais preocupado em fazer shows e com a sobrevivência.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Jorge Bodhar: Os prós é que você fica independente como o próprio nome diz, e os contras é que sem dinheiro para bancar os jabás na grande mídia, divulgação, fica difícil deslanchar, ainda mais fazendo um som fora do padrão globalizado. As gravadoras já tem um esquema armado de ponta a ponta. O independente tem que correr muito atrás das mídias alternativas que não cobram o jabá, exemplo, a revista RitmoMelodia, para aparecer para o mundo artístico e conseguir prestígio no meio e fazer uso estrategicamente das redes sociais.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Jorge Bodhar: Mostrar o meu trabalho o máximo que puder nas redes sociais, no meio artístico e em eventos que tenham a ver. E, ir por recantos e cidades fora dos grandes centros fazendo meu nome ser conhecido, vendendo CDs e como já disse usar a mídia alternativa sem jabá.

16) RM : O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Jorge Bodhar: O que prejudica são os downloads das músicas que não são pagos, a falta de controle dos direitos autorais e das fichas técnicas dos álbuns. Temos que aprender tirar proveito dela, não sou especialista, acho que ajuda bastante a tornar a obra conhecida, é uma coisa muito recente para nós, requer aperfeiçoamento. O problema é que o nível cultural está tão baixo que a maioria das coisas que deslancham na internet são lixos culturais.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Jorge Bodhar: Tudo usado com equilíbrio tende a ser bom. Só não pode é querer ser muito técnico e esquecer o mais importante que é o conteúdo, deixar de ser humano e querer ser perfeito. Ter um estúdio e poder gravar os próprios trabalhos logicamente nos torna mais independentes.

18) RM : No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente paria se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Jorge Bodhar: Procuro criar coisas que creio ser de qualidade e originalidade e aquelas ações que falei acima.

19) RM : Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Jorge Bodhar: O cenário musical brasileiro vai bem, obrigado. Continuam compositores e intérpretes de alta qualidade em cada canto do Brasil (vide o grupo Vitrine dos Compositores, do qual faço parte), certamente fora da grande mídia, que insiste em nos presentear com lixos, com algumas poucas exceções. Tem algumas revelações, dentre elas Mônica Salmaso, Hamilton de Holanda, Yamandú Costa, Edinho do Samba. Tem muita gente também que permanece com a criatividade em dia o Arlindo Cruz (que infelizmente está adoentado), Chico Buarque, Gilberto Gil, e alguns que estagnaram um pouco, o que é natural, como Beto Guedes, Milton Nascimento, Caetano Veloso, João Bosco, Djavan, mas que a qualquer momento podem nos brindar com coisas magníficas.

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Jorge Bodhar: Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Guinga, Yamandú Costa, Fundo de Quintal, muita gente.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Jorge Bodhar: Tudo citado na pergunta já aconteceu, em maior ou menor proporção.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Jorge Bodhar: O que me deixa feliz é criar, estar no palco, gravar, ver as minhas músicas serem cantadas, fazer parcerias. O que me deixa triste é ver a mediocridade imperando e ver tanta gente de qualidade sem lugar ao Sol. E o povão ser manipulado de maneira torpe e embarcar. Os artistas serem desrespeitados por pessoas que não tem o mínimo entendimento sobre a arte, mas com o maldito poder monetário “Erguem e destroem coisas belas”, parafraseando a música “Sampa” de Caetano Veloso.

23) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?Jorge Bodhar: O que acontece no Rio de Janeiro está bem visível para o mundo, mas a cultura carioca caiu muito depois dessa onda de Funk Pancadão, “Sertanojo” e essas coisas de consumo e entretenimento. Existem coisas muito boas acontecendo nos bastidores que não são tão propagadas, na Baixada Fluminense, na Zona Norte, em Niterói e outros recantos do Estado do Rio de Janeiro.

24) RM : Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Jorge Bodhar: Edinho do Samba, Vicente Viola, Pedrinho Miranda, Paulinho Baltazar, Rosana Sabença, Carmo Soá, tem muita gente, esses são apenas alguns que passaram na minha mente agora.

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Jorge Bodhar: Depende da rádio. A Rádio Nacional toca todo dia meu samba choro na abertura do programa do Adelzon Alves e algumas outras rádios que não estão dentro do sistema de cobrar o jabá. O jabá (pagar para tocar uma música na programação) só vai acabar no dia em que houver união entre compositores e artistas, fora isso não acredito que toque sem o jabá.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Jorge Bodhar: Vai fundo! Procure saber antes com quem entende se você tem talento para a carreira musical. Estude, procure respeitar o colega de profissão e a experiência de, as raízes da nossa música e controle a vaidade. Ser artista todo mundo quer ser, mas talento não é para todo mundo.

27) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Jorge Bodhar: Tirando as “panelinhas”, mostrar coisas novas é sempre bom, e para o compositor é mais uma vitrine.

28) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música ainda é relevante para revelar novos talentos?

Jorge Bodhar: Nem tanto, é mais para o meio musical e o público local. Deveriam fazer um Festival de Música sério para atingir o grande público, que as músicas continuassem tocando na grande mídia depois do Festival.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Jorge Bodhar: “Jabazeira” e promotora de lixos culturais. A mediocridade tomou conta de uma maneira avassaladora, querem as mentes mais medíocres ainda. E a qualidade está fora dos planos deles. Os sertanejos alugaram as TVs e Rádios, só dá eles, fazendo um lixo que está longe de ser sertanejo, está mais para um bolero mal feito. E o Funk Pancadão, nem se fala, o lixo dos lixos. Mas temos que resistir e não podemos deixa-los prevalecerem. A luta é árdua.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Jorge Bodhar: Acho bom, desde que seja para todos que tenham realmente qualidade e não para cartas marcadas. Naturalmente eles não fazem esses projetos só porque estão querendo dar uma força pra cultura, isso bem sabemos.

31) RM: Qual a importância da musicoterapia?

Jorge Bodhar: Música é fundamental, transformadora. A musicoterapia tem como principal função a integração do assistido com a família e a sociedade. E mostrar que todos nós temos criatividades, às vezes ocultas. E trazer a tona um modo de expressão e sensibilidade, preencher um vazio, soltar o que está preso, engasgado. E quando em grupo fomentar parcerias, integração. Os meus métodos aliam humor, teatralização e provocar a criação de poemas, músicas e textos pelos assistidos.

32) RM : Quais os seus projetos futuros?

Jorge Bodhar: Um disco de MPB, de Sambas de rodas e Calango. E um musical infantil baseado nas raízes brasileiras. Um show com a obra de Belchior.

33) RM : Quais seus contatos para show e para os fãs?

Jorge Bodhar: (21) 98140 – 3005 | [email protected]

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.