Jack Lima

jack lima
  • 15
    Shares
Jack Lima
5 (100%) 1 voto

O mineiro multi-instrumentista, compositor, professor, escritor, programador, empresário, colunista da Ritmo Melodia (http://ritmomelodia.mus.br/) Jack Lima. Leciona música há mais de vinte anos. Tem como mestre, conselheiro e principal influência, o renomado pianista e professor Wilson Curia.

Seus dois sites, um para o material didático e outro para a sua escola: www.smdjacklima.com.br e www.smdjacklima.com.br/online. É autor de dois dicionários, Dicionário de Intervalo(tudo sobre notas, acordes, intervalos, etc) e Dicionário de Ritmo (tudo sobre o mundo rítmico sob a regência da matemática).

De 1993 até 1995 trabalhou com aulas e shows em Bueno Brandão – MG. De 1999 até 2003, foi Tecladista e arranjador da American Tropical Band, uma das maiores bandas de baile do estado de São Paulo (23 componentes). Em 2000, com sua música intitulada “Maravilha” (violão e voz) foi destaque melhor instrumentista, com menção honrosa, no Mapa Cultural (Mogi Guaçu – SP).

Em 2003 lançou o seu sistema de ensino, Sistema Musical Definitivo (SMD). Em 2004, sua composição Viola de Todos os Cantos foi selecionada dentro de um total de 2075 inscrições no Festival realizado pela EPTV, afiliada da rede Globo e apresentada em Araraquara – SP no mesmo ano. Em 2004 conclui o curso de arranjo do Berklee College of Music com Wilson Cúria. Em 2007, desenvolveu o software SMD Jack Lima, registrado no INPI (Instituto da Propriedade Industrial). Em 2009, escreveu o livro Dicionário de Intervalo (versão online), que é disponibilizado aos integrantes do SMD (Sistema Musical Definitivo);

Em 2011, escreveu o livro Dicionário de Ritmo, publicado pela sua própria editora, Editora SMD.  Em 2013, seu livro, Dicionário de Ritmo, foi homologado, pelo Rank Brasil como o livro com maior número de ritmos musicais (http://www.rankbrasil.com.br/Recordes/Materias/0WVs/Livro_Com_Maior_Numero_De_Ritmos_Musicais). Foi entrevistado, devido ao Recorde do Rank Brasil, pelas Rádios Estadão e Band News FM.

Após o lançamento do seu livro, Dicionário de Ritmo, foi entrevistado por várias revistas, Rádios e TVs e firmou contatos e parcerias em vários países, dentre eles, Júlio Munhoz(Canadá), Luciana Negrão (Austrália), Pedro Moreno (Espanha), Davide Bernaro (Itália), Mark Walker (EUA), Carlomagno Araya (EUA), Stephane Chamberland (Canadá), entre outros.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Jack Lima para a  www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16 de julho de 2013:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Jack Lima: Eu nasci no dia 21 de junho de 1977, em Bueno Brandão-MG, meu nome de batismo é João Omar Lima. Eu era vocalista em 1995 e 96 e cantava Jack Tequila do Skank daí o pessoal começou a me chamar de Jack, isso foi até 2000. Quando a minha música passou no Festival Viola de Todos os Cantos da rede Globo, saiu uma matéria para o jornal aqui de Monte Alegre, o responsável se chamava Marcelo Lima, então me deu a ideia de usar o Lima do meu nome junto com Jack.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Jack Lima: “Eu nasci ouvindo o som da Viola, é o começo da minha história.” O trecho acima é o início de uma música de minha autoria, Viola de Todos os Cantos (2004), que foi composta em homenagem ao Festival Viola de Todos os Cantos e foi apresentada no festival do mesmo ano.

03) RM: Qual a sua formação musical  e acadêmica fora da área musical?

Jack Lima: Sou estudioso nato, adoro devorar livros desde cedo. Mais tarde, Estudei com pianista Wilson Curia (renomado professor de reconhecimento internacional), meu mestre, conselheiro e principal inspiração. E fiz curso de programação que me ajudou a desenvolver o programa SMD (Sistema Musical Definitivo).

04) RM: Quais são as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Jack Lima: No passado fui muito influenciado por tudo que rolava ao meu redor e no rádio. Mais tarde, veio o Jazz, estilo que cultivei, de 1997 a 2002. As influências que deixaram de ter importância foram as ligadas à área da didática, voltadas aos estudos clássicos e populares, verdadeiros paradoxos, em que enfatiza a leitura e o outro a improvisação.

05) RM: Quando, como e onde  você começou a sua carreira musical?

Jack Lima: Tudo começou muito cedo – na cidade onde nasci –, na minha tenra idade, já gostava de cantar e falar de música. Quando ainda criança, fiz um Teclado de papelão e um contrabaixo de madeira (braço), onde me exercitava, testando os conhecimentos sobre as notas e acordes aprendidos nos livros e nas revistinhas da época. Participei de duplas, trios, bandas de baile – Americam Tropical Band, de 1999 a 2003 – De 2003 pra cá, passei a me dedicar somente às aulas e à minha metodologia – SMD – registrada no INPI com essa data (2003).

06) RM: Quando você começou a pesquisa para a elaboração do seu livro Dicionário de Ritmo?

Jack Lima: A investigação deu início há mais de 20 anos quando conheci os Teclados eletrônicos e a função step rec (gravação passo a passo). Com essa função eu podia escrever as figuras passo a passo para o Teclado executar, e assim confirmar a exatidão do valor das figuras. Eu gostava, desde cedo, de saber o nome dos estilos musicais. Eu anotava tudo, queria coletar todos os estilos musicais existentes, mas, não era possível, pois os nomes eram subjetivos, daí, parei a investigação.

07) RM: Quais os erros que você identificou na escrita da divisão rítmica tradicional?

Jack Lima: A escrita tradicional evidencia o tempo na fórmula de compasso simples e as subdivisões binárias do tempo na fórmula de compasso composto (teria que ser subdivisões ternárias). É uma falha inadmissível, pois, na música temos o tempo e as subdivisões do tempo. Os estilos usam como base, o tempo, já as subdivisões são diferentes para cada estilo. Há que se evidenciar, nas fórmulas de compassos, as subdivisões, e não o tempo, já que o mesmo está implícito. Nas fórmulas de compassos compostos o erro é muito evidente. O valor das figuras de colcheias que são executadas como 1/3 de tempo, é anotado como 1/8. O mesmo acontece na subdivisão senária do tempo, em que a semicolcheia é executada com o valor de 1/24 e anotada com o valor de 1/16. O problema na teoria tradicional é gigantesco, pois todos os softwares de edição de partituras vêm com esse conceito, evidenciando o tempo e somente a subdivisão binária (múltiplos de dois=2). E na música temos: subdivisão binária, ternária, quaternária, quinária, senária e setenária do tempo.

08) RM: Quais os paradigmas que o seu livro Dicionário de Ritmo modificou?

Jack Lima: A modificação foi geral. O mundo rítmico, a partir do meu livro, passou a ser regido pela matemática. E cada estilo passou a ser derivado de um gráfico (subdivisão), ou seja, cada fórmula de compasso teve a sua origem. Partindo desse princípio, tudo se torna passível de transcrição e explicação, quebrando todos os paradigmas encontrados na estrutura do ensino tradicional de rítmica.

09) RM: O que faz o seu livro Dicionário de Ritmo ser definitivo no assunto divisão rítmica?

Jack Lima: O Dicionário de Ritmo é definitivo porque é regido pela matemática. Foi reconhecido e homologado pelo Rank Brasil (livro dos recordes brasileiros –http://www.rankbrasil.com.br/Recordes/Materias/0WVs/Livro_Com_Maior_Numero_De_Ritmos_Musicais), em 2013, como sendo o livro com o maior número de ritmos musicais, mais de cinco quintilhões de possibilidades. Cada possibilidade vem com três versões: positiva, negativa e com ligadura.

10) RM: Quantos anos você levou para a elaboração do Dicionário de Ritmo? Em que ano foi lançado e por qual editora?

Jack Lima: Comecei a escrevê-lo em 2010 e finalizei em 2011, data do lançamento. O livro foi diagramado por mim mesmo e editado pela minha própria editora, Editora SMD, com sede em Monte Alegre do Sul – SP, cidade onde moro atualmente.

11) RM: Qual a forma e o custo para a aquisição do Dicionário de Ritmo? O livro é vendido separado do Software?

Jack Lima – O Dicionário de Ritmo vem acompanhado de software e assessoria. O Dicionário libera a licença de uso do software (pág. 248). O Dicionário de Ritmo + Software + assessoria está saindo pela bagatela de R$1.500,00 em até 12x sem juros (cartão Master ou Visa) ou à vista com 10% de desconto. O livro não é vendido sem o software, já que o mesmo é parte do pacote integral. É possível comprar o material diretamente do site, através do PagSeguro. Mas informações no WWW.smdjacklima.com.br.

12) RM: Quando, como e quais os motivos o levou a criar o SMD – Sistema Musical Definitivo (um software para o estudo de música)?

Jack Lima: Em 2003, segundo o registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI, revista patentes, 2040, pág. 122), foi registrado o Sistema Musical Definitivo (SMD). Definitivo porque coloquei, neste Sistema, todo material concernente à base do idioma musical, ou seja, tudo que é concernente à base é definitivo, o resto é consequência. Adotei essa ideia porque do contrário é só perda de tempo, ou seja, ou “instalamos” em nossa mente tudo que é necessário à base ou seremos máquinas que reproduzem o que os outros já fizeram ou fazem, sem personalidade. Dessa maneira, o software “instala” na mente do músico ou aspirante a músico tudo que é concernente à base. Assim, o músico consegue dominar o idioma musical, para depois fazer uso em qualquer instrumento musical. Para alguns músicos, o nome Sistema Definitivo pode causar uma pretensão arrogante, mas o definitivo estar na base de tudo, ou seja, como o nosso alfabeto de A a Z é definitivo. Arte é uma expressão individual, o músico usa a ferramenta do Sistema para chegar ao conhecimento musical definitivo e poder expressar a sua criatividade.  Não exclui nem descarta o conhecimento adquirido pelos métodos tradicional. O nome foi inevitável, causará impacto, mas o resultado será positivo a todos.

13) RM: Quantos anos você levou para criar o software do SMD – Sistema Musical Definitivo?

Jack Lima: Comecei a criar o software em 2007 – com muito estudo, pesquisa e ajuda de programadores, cito dois deles que foram muito importantes, sempre me ajudando nas minhas dúvidas, são eles Daniel de Morais (Serra Negra – SP) e Diogo Luís Cecília (Socorro – SP) –. Em 2010 consegui protegê-lo de tal forma que pudesse ser enviado a todos os alunos com total proteção.

14) RM: Qual o diferencial do estudo de música pelo sistema SMD – Sistema Musical Definitivo (um software para o estudo de música)?

Jack Lima: O diferencial está na lógica. No estudo tradicional, aprende-se música de forma empírica e subjetiva, no SMD não há empirismo e subjetivismo, para que haja um estudo sólido e definitivo. No SMD, encontram-se todas as respostas para todas as dúvidas encontradas no sistema de ensino tradicional. Traz a solução para que todos possam estudar, de verdade, a base do idioma musical. Através do meu livro, o Dicionário de Ritmo e de um software com licença gratuita mediante a compra deste livro. E será possível, para qualquer indivíduo, o conhecimento completo e necessário de tudo que é concernente à língua musical. E tudo isso, passo a passo. Sendo assim, o sofisticado torna-se simples, com uma base sólida e lógica, oferecida por esse novo sistema. E se chega aos meandros da sofisticação com categoria e desenvoltura, características de quem sabe o quê e o porquê, do que está fazendo.

15) RM: Quais os erros do sistema tradicional de ensino de música que o SMD – Sistema Musical Definitivo superou?

Jack Lima: O sistema tradicional foca o repertório e a teoria (manual de instruções), proporcionando estímulo aos alunos que já começam tocando. Porém, o problema é revelado mais tarde, quando surgem as dúvidas sem respostas e quando o músico se vê limitado a apenas aquilo que aprendeu. Este procedimento errôneo é nos dias de hoje, inadmissível. O SMD substitui a teoria por conhecimento, pois com conhecimento o músico consegue acessar o que está nos meandros de sua mente.

16) RM: Como é feito o aprendizado do instrumento musical pelo sistema SMD – Sistema Musical Definitivo (um software para o estudo de música)?

Jack Lima: Com conhecimento, já adquirido pelo software, basta escolher um instrumento para por em prática todo o conhecimento adquirido, portanto, o instrumento vem sempre após o conhecimento (isto é lógica).

17) RM: Quais os motivos que levam alguns músicos que tiveram uma formação musical pelo sistema de ensino convencional a se assustar com o termo Sistema Musical Definitivo?

Jack Lima: Na verdade, não tiveram formação e sim informação. Pois como a música é tratada, nas escolas e universidades, como arte. Aí já está à resposta, pois se a música é um idioma, sendo assim, a arte é uma consequência, como quando dizemos: a arte de falar português, a arte de conversar, etc. Por isso, o termo definitivo, assusta. No ensino tradicional tudo é mistificado, porém, em poucos segundos se consegue notar a farsa do ensino tradicional, que se fosse definitivo e verdadeiro, não haveria espanto.

18) RM: Explique a sua visão do estudo musical como sendo uma linguagem?

Jack Lima: A música é o idioma matriz. Estou sendo o primeiro no mundo a afirmar isso com propriedade – oriunda de mais de vinte anos de estudo, provo isso com o instrumento na mão –. Os músicos do ensino tradicional dizem a palavra linguagem para alguns estilos, quando na verdade seria assunto da linguagem matriz, ou seja, a música é o idioma matriz, logo o samba, o jazz, a bossa, são termos subjetivos que revelamos assuntos do idioma matriz.

19) RM: Qual a diferença do estudo musical e a expressão artística?

Jack Lima: A diferença é muito grande, pois a música é um idioma, e um idioma não é uma expressão artística.

20) RM: Existe o Dom musical? Qual a limitação do Dom Musical?

Jack Lima: Existe influência, Dom é só uma palavra que significa que a pessoa conseguiu, conscientemente ou inconscientemente, o conhecimento para lapidar a tal influência recebida. O limite está sempre na influência, se somos influenciados por Chorinho, só tocaremos Chorinho, e assim por diante.

21) RM: O que é prejudicial no estudo do improviso musical? Existe de fato o improviso musical?

Jack Lima: O que se torna prejudicial é o fato de não haver estudo de improvisação dentro de um idioma, seja ele qual for. Os chamados improvisadores nunca improvisaram. Estudei isso por longos anos, e posso afirmar que conversamos e não improvisamos. Dizer que está improvisando é o mesmo que dizer que está jogando conversa fora. Os músicos perderam muita credibilidade, dizendo estar improvisando. O improviso nasceu daqueles que não conseguiram estudar o material necessário para conversar conscientemente, daí diziam estar improvisando.

22) RM: Existe o ouvido absoluto? Como treinar a audição para se tornar um Ouvido Absoluto?

Jack Lima: Existe, porém, só depois de treinar os 264 sons existentes na fase melódica ascendente, mais 264 na fase melódica descendente e mais 264 na fase harmônica, 792 no total. Do contrário é só mais uma história daqueles que sem força para estudar ficam procurando explicações do além, dizendo que tal fulano faz isso ou aquilo, para escapar dos seus complexos de inferioridade.

23) RM: Nos apresente o seu site – www.smdjacklima.com.br ?

Jack Lima: O meu site com mais de 40 mil recomendações, é uma enciclopédia do idioma musical. Lá se encontra tudo relacionado ao idioma matriz, desde materiais do ensino tradicional até os mais recentes, e sempre atualizados. No site tem tudo sobre o meu material didático, como as fotos das fases da impressão e acabamento do livro, fotos dos parceiros, depoimentos, músicas em limatura, partituras, etc. A atualização do software SMD, também é feita no site.

24) RM: Nos apresente a sua rede social para os músicos que usam o SMD – Sistema Musical Definitivo?

Jack Lima: Essa rede social nasceu para melhor atender os integrantes do meu sistema. Chamo carinhosamente os estudantes de integrantes. Para que o músico seja ativado na rede é preciso que ele tenha adquirido o sistema ou faça aula no sistema (porém sem ter acesso ao conteúdo liberado pelo dicionário de ritmo). A nova rede social dos músicos usa o mesmo endereço do site do meu sistema, porém com o acréscimo da palavra inglesa online, ficando assim: www.smdjacklima.com.br/online .

25) RM: Você compõe? Como é seu processo de compor?

Jack Lima: Sim, e muito, as minhas composições podem ser vistas, em partitura, no www.smdjacklima.com.br . Sempre digo que temos que estudar para deixarmos frutos às novas gerações. E que é preciso apenas uma, ou seja, uma canção bem feita, baseada no conhecimento já é suficiente. No site do youtube é possível conhecer várias das minhas composições tais como: Jack Dimi (baixo ostinato sobre duas fórmulas de compassos alternadas – piano) e Morena Ingrata (sobre Coltrane Changes – Viola Caipira).

26) RM: Nos fale do seu futuro lançamento o Dicionário de Intervalo?

Jack Lima: O Dicionário de Intervalo (material encontrado no software) será sobre os ingredientes (o ritmo é o recipiente), ou seja, as notas, acordes, escalas, campos, etc. Mas será uma publicação online, disponível somente aos integrantes do SMD. Nessa publicação, é possível ver tudo de forma organizada, onde problemas, encontrados no estudo da harmonia, contraponto, arranjo, etc, são totalmente sanados.

27) RM: O Dicionário de Intervalo fará o casamento com o Dicionário de Ritmo?

Jack Lima: Sim, ou seja, o ritmo é o recipiente e o intervalo o ingrediente.

28) RM: Quais as particularidades do Dicionário de Intervalo?

Jack Lima – O Dicionário de Intervalo é completo, mais de 400 páginas abordando notas, acordes, escalas, campos harmônicos, modalismo, tonalismo e atonalismo, progressões harmônicas derivadas de todos os campos, ciclos, composição natural e sofisticada, forma, etc. Com tudo isso, é possível ver uma composição como se fosse uma receita de bolo.

29) RM: Nos apresente a sua escola musical.

Jack Lima: A minha escola, batizada carinhosamente de Escola de Língua musical. Tem o propósito de organizar os dois mundos musicais existentes, conhecidos como clássico e popular (uma reforma musical). Por isso, tenho tido a felicidade de atender a todos com total atenção e merecimento. E tenho a infelicidade de vê uma situação tão caótica encontrada no ensino musical, quando me deparo com músicos já formados em música, em busca do conhecimento real.

30) RM: Como é o atendimento online aos seus alunos?

Jack Lima: Através do Chat (www.smdjacklima.com.br/online), facebook (grupo privado para os integrantes) e via e-mail ([email protected]).

31) RM: O professor de música interessado em usar a sua metodologia com os próprios alunos, é possível? Como é feita essa franquia?

Jack Lima: Sim. Os professores devem inteirar-se deste novo sistema, para que poupem os novos alunos e as novas gerações do paradoxo encontrado nos livros tradicionais de música. Não usar este novo sistema acarretará muitos problemas aos professores que, a partir de então, serão cobrados pelos seus próprios discípulos, que estarão sendo conscientizados e alertados pela forte divulgação que estaremos fazendo desse novo sistema. O professor ao se ingressar no SMD torna-se parceiro, em que o mesmo recebe total apoio e treinamento para que possa usar em suas aulas todo o material disponibilizado pelo SMD, além de ser divulgado, gratuitamente, na sua página exclusiva encontrada no site do sistema. O professor tem que enxergar que, hoje em dia, não dá mais pra ficar ensinando a tocar repertório, acordes, escalas. Isso já está na internet tudo gratuitamente e de forma absurdamente mal explicada. A verdade: não se estuda o instrumento, exceto o luthier, portanto, estuda-se a lógica da língua, depois se aplica tal lógica em qualquer instrumento. Eis então que aula de guitarra, aula de piano, etc, são propagandas falsas, pois não são cursos de luthieria e sim de aplicações derivadas da língua musical passadas de forma empírica para os alunos.

32) RM: A certificação de conclusão do curso de música pelo SMD – Sistema de Música Definitivo –  é reconhecida?

Jack Lima: É reconhecida pelos músicos – o MEC encara a música como arte, logo o meu sistema trata a música como lingüística –, ou seja, o certificado é por merecimento.

33) RM: O ensino pelo SMD – Sistema de Música Definitivo – atende a todos os  instrumentistas, compositor e arranjador?

Jack Lima: Sim, é completo. E atende o aspirante a músico quanto ao já formado em música. Ele trata da base em definitivo e tendo a base se consegue tudo. Produzir um som, seja por nossas pregas vocais ou por qualquer instrumento, é tão óbvio quanto falar. Por isso, o meu sistema dar ênfase ao conhecimento e coerência de raciocínio, pois não somos máquinas. Somos capazes de se desenvolver e evoluir a consciência ao longo do tempo, quando o que nos for passado tiver como base a lógica.

34) RM: Como se chega a leitura à primeira vista?

Jack Lima: Como no nosso idioma, é preciso conhecimento antes de ler. Eu primeiro conheço, depois pratico o conhecimento e finalmente aprendo a ler e escrever o conhecimento adquirido. Daí, tudo que aparecer dentro desse conhecimento adquirido será lido em tempo real. Já na música quando o pessoal diz ler à primeira vista, é porque praticam um estilo até dominá-lo. Pois as fórmulas de compassos ilógicas não propiciam a leitura correta à primeira vista.

35) RM: O que é válido e o que não é válido no Dodecafonismo (é um sistema de organização de alturas musicais criada em 1920 pelo compositor austríaco Arnold Schoenberg. As 12 notas da escala cromática são tratadas como equivalentes, ou seja, sujeitas a uma relação ordenada e não hierárquica)?

Jack Lima: A Música tratada como idioma deve enfatizar o assunto e o motivo, já no Dodecafonismo a coisa seria como se enfatizássemos as palavras sem assunto e motivo.

36) RM: Na Harmonia Tonal o que é funciona e o que não funciona?

Jack Lima: Na Harmonia Tonal temos a mesma hierarquia de uma cidade, ou seja, tudo funciona sob uma lógica, com início, meio e fim. Mas existe a Harmonia Modal (baseada nos modos ou em um assunto) e Atonal (baseada na mistura dos elementos sem lógica).

37) RM: Quais as principais diferenças de técnica e forma de tocar a Viola Caipira no Brasil?

Jack Lima: Na verdade qualquer instrumento tem a sua peculiaridade, porém, todos obedecem à mesma lógica. O que faço na Viola é da Viola, o que faço no Violão é do Violão, o que faço no Piano é do Piano. Não da para fazer um procedimento pianístico na Viola ou na Guitarra, isso fica artificial e circense. Com o conhecimento adquirido, a gente consegue fazer coisas no instrumento que, de outra forma, seria impossível. As diferenças estão no conhecimento de cada um, ou seja, quanto mais conhecimento mais abrangência nas ideias.

38) RM: Quais os erros técnicos que cometem os Violeiros que aprenderam a tocar de forma intuitiva (de ouvido)? Eles limitam o instrumento de que forma?

Jack Lima: O principal erro é querer imitar o outro e outro instrumento que não é a Viola Caipira. Com conhecimento você usa o instrumento todo sabendo das suas limitações e possibilidades, já de outra forma, o jeito é fazer o que vem na cabeça, mais erros do que acertos.

39) RM: Na sua opinião quem são os estudiosos da Viola Caipira que devem ser conhecidos?

Jack Lima: Os estudiosos da Viola Caipira que devem ser conhecidos seriam os luthiers, cito, em especial, o meu grande amigo, padrinho de casamento e luthier Marcelo Teixeira Roque (Mater), pela excelente Viola Caipira que ele é capaz de desenvolver. A minha, Free High, foi feita por ele com muito carinho, a meu pedido.

40) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua metodologia de ensino?

Jack Lima: Ela só ajuda, sem ela não teríamos como fazer a coisa se propagar e ir tão longe, meu livro já está ecoando na Espanha – com a ajuda no nosso amigo em comum, Pedro Moreno –, em Massachussets, com Mark Walker (Berklee), no Canadá, com Julio Munhoz (cineasta), na Austrália, com Luciana Negrão, na Itália, com Davide Bernaro, etc.

41) RM: Como você analisa o atual ensino de música no Brasil?

Jack Lima: No Brasil encontra-se o reflexo do que se encontra lá fora, é tudo a mesma coisa, ou seja, tudo fruto do empirismo e do subjetivismo do estudo musical.

42) RM: Qual a importância de voltar o ensino de música nas escolas públicas?

Jack Lima: A volta do ensino da música nas escolas pode aproveitar esse novo método (SMD). E conscientizar de vez o ensino da língua musical para todos, tendo como base a lógica. Com o conhecimento da lógica a coisa passa a ter uma importância verdadeira e racional. A nova geração não aceitará, em sala de aula ou em qualquer outro local, conceitos oriundos do empirismo e subjetivismo. E não concordará com a velha história de que é preciso ter Dom, para isto ou para aquilo. Saberá que é preciso mais do que nunca se estudar a base, pois sem a mesma não há como chegar a um amadurecimento real. É preciso mais do que estímulo, é preciso conhecimento.

43) RM: O Estado justifica que falta professores de música qualificado para ministrar aula nas escolas públicas. Isso é realidade ou desculpa?

Jack Lima: É, na verdade, um grande problema, pois não é que faltam professores, qualificados ou não, é a falta de uma lógica para o investimento ocorrer, pois, como investir em arte? Não dá. Só posso investir em algo que eu veja a lógica da sua existência. A música como é tratada, como arte, soa como brincadeira, como hobby, não é o que acontece com o futebol, baseado em regras e levado a sério pelos seus praticantes. Como ensinar música com base empírica? Nem os professores de música estão ensinando música, que dirá o professore de outras áreas ensinando música.

44) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira como instrumentista?

Jack Lima: As que mais acontecem são os calotes (não pagarem o cachê), quando você ainda é bobo na contratação, já levei muitos (risos). Uma vez, fomos contratados para tocar em uma festa junina, e, de repente, o pessoal começou a pedir rock. E daí pra frente, não entendi mais nada, tivemos que mandar um rock pra galera. E vestidos a caráter de festa de junina (risos).

45) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Jack Lima: A falta de compatibilidade no conhecimento entre os músicos é o que me deixava mais triste. Hoje já vejo como falta de oportunidade, pois, agora com o software e metodologia SMD, é possível ter total compatibilidade nas ideias e viver feliz para sempre. Vivo sempre feliz, pois como, para mim, a música é um idioma, converso todos os dias com os meus instrumentos.

46) RM: O estudo do Sistema Musical Definitivo ajudará quem estuda o curso superior de música na universidade?

Jack Lima: Claro! Pois a lógica do SMD (Sistema Musical Definitivo) trará a clareza do material usado no sistema tradicional, que por sua vez é obscuro, devido ao procedimento empírico e subjetivo.

47) RM: O estudante do SMD (Sistema Musical Definitivo) precisa estudar em um conservatório?

Jack Lima:  Depois do estudo do SMD, pode-se estudar em qualquer outra escola com facilidade, porém com o intuito de receber novos certificados, pois o conhecimento adquirido pelo SMD é suficiente para entender tudo que há no idioma musical.

48) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Jack Lima: O estudo só tem futuro se for lógico. Se quer dominar a música, composição e ser respeitado, estude baseado na lógica, pois com a lógica, entenderá o hoje, o ontem e o amanhã.

49) RM: Quais os seus projetos futuros?

Jack Lima: Eu estou desenvolvendo, junto com a minha equipe, o SMD versão on-line, em que será possível acessar o software – que hoje se encontra em versão desktop e para windows –, em qualquer plataforma. Ainda pretendo, até o fim da minha jornada aqui na terra, levar o conhecimento da lógica do idioma musical para o Brasil e depois pro mundão. Estou também desenvolvendo um material gigantesco com os músicos já atuantes sobre os motivos do livro Dicionário de Ritmo.

50) RM: Quais seus contatos profissionais?

Jack Lima: (19) 99724 – 1413 | 3899 2022 | [email protected] | [email protected] | www.youtube.com/dicionarioderitmo | www.facebook.com/smdjacklima | www.facebook.com/dicionarioderitmo |www.smdjacklima.com.br | www.smdjacklima.com.br/online

Entrevista atual do Jack Lima para o portal Informação Musical:

http://www.informacaomusical.com/entrevista-jack-lima

Outros Links:

http://www.youtube.com/watch?v=wOsEmc79amA 

http://www.youtube.com/watch?v=vu65RgE5Aig 

http://www.youtube.com/watch?v=OJQdIwsziUw 

http://www.youtube.com/watch?v=6gO6Nu8otf8 

http://www.youtube.com/watch?v=iOHOTmvQc2U 

http://www.youtube.com/watch?v=vHQbF_jfs7E

Com o SMD não há como se esconder! Digo, repito e provo o que digo!

Quem vê?

Aquele que entende.

Quem entende?

Aquele que sabe.

Quem sabe?

Aquele que estuda.

Quem estuda?

Aquele que quer se transformar.

Transformar-se em quê?

Em uma pessoa segura.

Segura de quê?

De que é ela quem conduz.

Conduz o quê?

Suas ideias.

Ideias do quê?

Do que é certo ou errado.

O que é certo ou errado?

Só sabe aquele que vê.

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.