Henrique Veras

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Henrique Veras
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O cantor, compositor, farmacêutico-bioquímico, professor maranhense Henrique Veras sempre teve em suas veias a música.

Há cinco anos na carreira musical lançou o CD – “A Ponte” e está em andamento nos estúdios o seu segundo CD – “Esperança”. A ideia de cantar surgiu de um sonho de gravar música, porém com os contratempos da vida e a necessidade de sobrevivência como muitos na situação de precisar trabalhar na juventude para ajudar no sustento da casa, fizeram com que o sonho fosse, apenas, adiado.

Mantendo seu objetivo musical em paralelo têm influências internacionais de Jimmy Cliff, Jacob Miller, Bob Marley, Peter Tosh e no âmbito de reggae nacional procura inspiração para sua voz nos cantores de sua terra como “Santa Cruz”, “Tribo de Jah”, Gerson da Conceição, “Mystical Roots”, entre outros.

A música “A Ponte” ocupa cada vez mais espaço em sua vida. As novas gravações e shows contam com os músicos independentes como Guilherme Frazão no teclado (ex “Tribo de Jah”), Thom Batera, Felipe Lisboa na guitarra, João Paulo no contrabaixo, Fran Di Jesus e Natalia Rodrigues no backing vocal, fazendo uma sonoridade de reggae raiz e que teve a produção de LH DUb, produtor musical de Curitiba e gravação de backings vocals em São Paulo com o DJ Neném (Negra Li) além das participações das cantoras Talita Cabral e Srta. Paola (Mato Seco).

Durante a vida morou nos Kenedy, Camboa, Jaracaty e hoje no Bequimão, extraiu dos guetos de São Luís todas as suas referências pessoais e musicais sendo intensamente participativo na vida acadêmica e na política representativa em diversas instâncias do Movimento Estudantil mantendo sempre suas marchas ideológicas e profissionais.

Em 2017 fez diversas apresentações musicais como o show realizado no Salão Pedras Raras da Lika Guterres em outubro do ano passado e está expandindo sua música e militância artística como, por exemplo, na idealização do “1° Encontro de Guerreiros” que aconteceu em julho de 2017 e teve como objetivo reunir cantores e bandas de reggae para planejar a realização de um festival regueiro. Está também encabeçando a organização do “Fórum Permanente de Cultura Reggae” cuja eleição da diretoria estará em andamento para composição efetiva. Conseguiu espaço para eventos gratuitos de música na Praça do Reggae que iniciou no dia 19 de setembro de 2017 e sua arte chegou à Cidade Raposa quando fez um show na Praça do Viva no dia 17 de Setembro de 2017 com a participação de um jovem talento da cidade, o Raper D’ Luka. Ele realizando o sonho de gravar mais um disco.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Henrique Veras para a , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 30.10.2017:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a cidade natal?

Henrique Veras: Nasci em São Luís do Maranhão no dia 29 de outubro de 1965.

02) RM: Conte como foi o seu primeiro contato com a música.

 Henrique Veras: Foi ouvindo discos de vinil no início da década de 70.

03) RM: Qual a sua formação musical e acadêmica fora música?

Henrique Veras: A minha formação musical é resultado da curiosidade em aprender a tocar um instrumento musical, no caso, o violão. Comprei um violão e as revistinhas que vendem em bancas de revista. Hoje sinto a necessidade de estudar música o que já vou começar a fazer ainda este mês. Fora da música sou professor de Biologia da rede estadual de ensino e Farmacêutico-Bioquímico formado pela Universidade Federal do Maranhão exercendo a profissão em um hospital municipal.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Henrique Veras: O Reggae sempre teve presença muito marcante em minha vida. Sempre ouvi muito programas nas rádios na época da Rádio Reggae e da Rádio Mirante com Fauzi Baydoun como radialista e também o Reggae Point. Por outro lado também ouvia Djavan, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Fagner e outros artistas da MPB e sempre gostei dos discos de cantores maranhenses como Beto Pereira, Mano Borges, Célia Leite, César Teixeira, Papete e outros que foram surgindo como Zeca Baleiro, Rita Ribeiro e Flavia Bitencourt. Hoje ouço a nova leva da MPB, mas continuo curtindo a turma que faz o Reggae nacional.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Henrique Veras: Sempre tive um prazer muito grande pela leitura. Gostava de ler todo tipo de livro desde os livros técnicos até os romances e com isso aprendi o gosto pela escrita. Lembro que quando tinha 20 anos eu tinha um caderno de poesias, mas nunca pensei que isso poderia ser musicado, esse novo universo de possibilidades, eu só descobri depois de conhecer o Violão. Inicialmente eu aprendi a tocar músicas que tinham poucos acordes como Legião Urbana e minhas composições são assim bem simples, mas sinceras nas mensagens. Posso, então, dizer que minha carreira musical é recente, mas com um longo período de construção. Começou na adolescência e a descoberta se deu em 2010 no início das gravações de meu primeiro CD e o local foi São Luís do Maranhão.

06) RM : Quantos discos lançados e quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram das gravações)? Qual o perfil musical de cada álbum? E quais as músicas que você acha que caíram no gosto do seu público?

Henrique Veras: O CD – “A Ponte” lançado em 2013 e gravado no Estúdio Sonoro em São Luís (MA) e remixado no ano de 2015 em Curitiba (PR) por LH Dub. Participaram da gravação os músicos: Roberto Ricci, Walber Bonfim, Felipe Moreno baterista da banda “Raiz Tribal”. As músicas: “A Ponte” e “Luz” caíram no gosto do público. Reggae é o perfil musical que permeia o trabalho.

07) RM: Como vocês definem o estilo dentro da cena reggae?

Henrique Veras: O estilo de Reggae no Maranhão não é o mesmo de outras regiões do país. Nós, maranhenses, temos nossas histórias e vivências e isso repercute na maneira de fazer nosso reggae.

08) RM: Como você se define como cantora/intérprete?

Henrique Veras: Eu no começo tinha dificuldade em me aceitar como cantor e muito mais como intérprete. Não gostava da minha voz por ela ser muito rouca e não consegui resolver esse problema. Mas com o tempo fui vendo que algumas pessoas gostavam do meu timbre de voz, então eu fui superando esse obstáculo. Hoje já gosto de me ouvir. Defino-me como um cantor que canta o que o coração manda.

09) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

Henrique Veras: Bob Marley, Joseph Hill, Gregory Isaacs, Fauzi Baydoun, Bunny Wailler, Peter Tosh, Gerson da Conceição, Santa Cruz, Dagô Miranda, Sinne Calmon, Nengo Vieira, Célia Sampaio, Luciana Simões, Fabiana Rasta.

10) RM : Como é o seu processo de compor?

Henrique Veras: Meu processo de composição é complicado de explicar até mesmo porque nunca sentei para compor uma música. Elas vêm e eu pego uma caneta e papel e começo a escrever. Já nascem com letra e melodia juntas. Poucas vezes eu fiz a parte melódica depois de escrever a letra. Meu objetivo é fazer a música através da construção da ideia, não sei se vou conseguir, mas estou nesse caminho.

11) RM: Quem são seus parceiros de composições?

Henrique Veras: Meu parceiro de composição é Deus.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você sempre pratica para o desenvolvimento da sua carreira?

Henrique Veras: Acredito que quando eu faço um CD envolvo pessoas que acabam “comprando a briga” para si e isso é o legal. Quando monto a banda é da mesma forma. No momento em que eu contrato uma empresa para administrar minhas redes sociais e fazer o Social Media isso gera um custo e ao mesmo tempo gera renda. É bom para o crescimento na medida em que eu acredito em um trabalho competente e essas pessoas acreditam no que eu faço.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Henrique Veras: Não sei citar nada de prejudicial em relação à internet no meu trabalho. Muito pelo contrário, só tem feito coisa boa. Acredito no potencial das redes sociais e essa é a nossa realidade, não tem como voltar atrás.

14) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Henrique Veras: Considero o cenário do Reggae no Brasil bastante promissor. O bom é que o reggae seja sempre uma música de freios e contrapesos, caso contrário ela perde sua essência. A verdadeira essência do Reggae é “tocar fogo” na Babilônia, então se você chegar a um ponto de ver diariamente programas de televisão falando sobre o reggae é porque alguma coisa está errada. Acho que muitas bandas boas surgiram como, por exemplo, “Mato Seco”, “Ponto de Equilíbrio”, “Raiz Tribal”, “Kazamata”, “Planta & Raiz” entre outras que se mantiveram na estrada como a banda “Tribo de Jah”.

15) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que vocês têm como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Henrique Veras: O trabalho do Fauzi e da “Tribo de Jah” é bacana pela perseverança profissional e musical. Gilberto Gil e Caetano Veloso, além do Chico Buarque pelo engajamento político.

16) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Henrique Veras: Ainda vou viver muitas coisas inusitadas, tenho certeza. Um dia desses em um show o baterista teve o famoso “piriri” (desarranjo) e precisou largar as baquetas pra correr “pro trono” (privada) com aquele desarranjo.

17) RM: O que deixa você mais feliz e mais triste na carreira musical?

Henrique Veras: Fico feliz quando termino de compor uma música e chego à fase de gravação e, finalmente, de tocá-la no show. Deixa-me triste a falta de espaço e de respeito com o artista independente.

18) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocaram nas rádios?

 Henrique Veras: Pra ser sincero eu nem conhecia essa história de pagar o “Jabá” e tampouco sei como funciona. Só sei que um dia desse eu fui a um programa de rádio e me falaram que minha música estava tocando lá, o que me deixou, extremamente, feliz.

19) RM: O que vocês dizem para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Henrique Veras: Eu digo Força, Foco e Fé!

20) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com o uso da maconha?

Henrique Veras: Essa relação entre o Reggae e a maconha sempre foi um problema para expansão do estilo musical, mas aqui no Maranhão o regueiro não ia e nem vai ao Reggae para fumar maconha. Ele vai para dançar coladinho (em par agarradinho) e esquecer os problemas… Porém têm a galera que curte a “Bia” sim (risos), assim como têm no Rock, no Funk, no Forró e em todo lugar.

21) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a religião Rastafari?

Henrique Veras: Eu vejo que as letras dos clássicos regueiros falam da religião Rastafari. Dessa forma quando se tem uma ideologia impulsionando a capacidade criativa, aí surgem coisas maravilhosas. Foi o que aconteceu. Sem a religião Rastafari não haveria matéria-prima para o nascimento do Reggae.

22) RM: Você é adepto a religião Rastafari?

Henrique Veras: Eu não sou adepto à religião Rastafari porque não vivi aqueles momentos na crença de volta à Terra Prometida. Tudo é uma questão de tempo e lugar, mas eu respeito e me identifico muito com tudo aquilo.

23) RM: Os adeptos a religião Rastafari afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa essa afirmação?

Henrique Veras: Eu concordo que na década de 80 e 90 eles eram os caras… ainda são até hoje. Porém, atualmente, têm muita gente que faz um Reggae que dá gosto desde “Leões de Israel” até aqui com os meninos da “Raiz Tribal” e “Tribo de Jah” que para mim é a melhor banda.

24) RM: Na sua opinião porque o reggae no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Henrique Veras: Por causa do preconceito, do medo e porque prospera onde há uma maior democratização dos veículos de comunicação.

25) RM: Nos apresente a cena musical reggae de São Luís?

Henrique Veras: Na cena Reggae do Maranhão se toca bastante reggae internacional, mas é preciso que se dê mais oportunidade para o Reggae produzido aqui no Brasil. São raros os DJs de São Luís que tocam nossos reggaes nas festas assim como são raras as rádios que tocam nossas músicas. De qualquer forma, acredito que dias melhores virão e estamos trabalhando para que isso aconteça.

26) RM: Quais as diferenças das Radiolas de São Luís?

Henrique Veras: Nas décadas de 80 e 90 existia muita disputa entre as grandes Radiolas: “Itamaraty” e “Estrela do Som” o que gerou uma polarização. Ainda hoje em dia existe rivalidade para saber quem toca mais bonito e quem faz as melhores sequências de Reggae, mas nessas festas o que prevalece é o chamado Reggae Eletrônico. Já no outro movimento, em que a força é Reggae Raiz ou Roots, o nome da radiola já não aparece dando lugar de visibilidade para o clube, casa ou local em que acontece o evento, por exemplo, Bar do Nelson, Cidinho Bar, Forquilha Roots, Rotatória Roots, Projeto Agarradinho, Point Celso Cliff no BF, Porto da Gabi e muitos outros lugares que, semanalmente, fazem festa do gênero musical.

27) RM: Nos espaços ou clubes que tocam as Radiolas tem espaço para banda tocar?

Henrique Veras: Nesses locais não há espaço para bandas tocarem e é fácil compreender o motivo. Sai muito mais barato para o dono da casa colocar um ou dois DJs com um notebook e colocar sua sequência de Reggae que faz o público curtir. Já ouvi muita gente falando que prefere ver o DJ tocando as músicas a curtir um som de banda ao vivo. Dessa forma fica difícil construir um público.

28) RM: Existe rivalidade profissional entre os donos de Radiolas e as bandas e cantores(as) de reggae em São Luís?

Henrique Veras: Rivalidade não há até porque cantores e bandas não representam nenhum risco para eles. Eles traçaram o rumo deles há décadas atrás. Acredito que tem que haver um movimento de bandas e cantores em repensar o rumo que devemos seguir, principalmente, no que se refere no Reggae cantado e tocado se auto sustentar. Essa é uma quebra de paradigma.

29) RM: Na letra Magnatas e Regueiros da Tribo de Jah. É relatado que os Magnatas, que são os donos de Radiolas, só pensam em Dinheiros, ou seja, no lucro do baile e não estão se importando com o regueiros nem com o reggae. O que você me diz dessa realidade local?

Henrique Veras: Essa é a lógica do sistema capitalista: o dono da festa paga licença, compra bebida, às vezes aluga a radiola e, no mínimo, quer pagar suas despesas. Em qualquer negócio acontece isso. Já fui proprietário de um pequeno clube de Reggae e cansei de ver regueiro sair da festa por não ouvir a sequência de som que gosta e também muito DJ ser vaiado por não tocar o que o público espera. Quando essa música (Magnatas e Regueiros) foi feita os clubes de Reggae eram muito precários e sem condições de higiene, hoje isso mudou. A música se referia, principalmente, à grande importância de ter um clube climatizado.

30) RM: O que justifica São Luís ser conhecida como a Jamaica Brasileira?

Henrique Veras: Acredito que não há outro lugar no Brasil onde se curte mais Reggae do que aqui. São muitos locais em que o som toca diariamente, seja na Capital ou no interior do estado. Resumindo, maranhense ama o Reggae.

31) RM: O reggae em São Luís é dançado em par e agarradinho. Quais os motivos que levaram a essa característica local? Seria a semelhança do ritmo reggae com o Xote?

 Henrique Veras: Aqui o Reggae é dançado em par e agarradinho, mas não tem nada a ver com o xote. Lembro-me da primeira vez que vi a dança dos regueiros e regueiras no começo da década de 80. O que levava as pessoas a dançarem assim era o efeito que as luzes piscantes fazia sobre o casal, lembrava uma câmera lenta ou algo do gênero, e era muito lindo. Eu vi e disse para mim mesmo “pô, quero aprender a fazer isso aí”. Não foi fácil, demorou, mas aprendi, afinal, as regueiras só dançavam com que já sabia os passos (risos).

32) RM: O shows de reggae no sudeste a presença maior é de jovens e em São Luís tem pessoas de várias idades. Quais os motivos levaram a essa característica local?

Henrique Veras: Quem frequentava e lotava as casas de Reggae na década de 80 estão hoje na casa dos 50 anos de idade. Dessa forma você vai ver bares e clubes com pessoas nessa faixa etária ou com mais idade curtindo esse ritmo maravilhoso. O resultado é que todo mundo se respeita e há um clima de irmandade que faz jus às principais mensagens do Reggae: Paz e União. De outro lado os jovens também frequentam esses espaços e cada vez mais se envolvem com o Roots ou estilo Raiz.

33) RM: Qual a receptividade dos regueiros de São Luís para com os músicos jamaicanos?

Henrique Veras: Todo jamaicano sente-se em casa quando está em São Luís, muitos encontram seus pares amorosos e isso é legal, até porque o amor é um só. A Jamaica é uma ilha, assim como São Luís e também somos um povo unido culturalmente.

34) RM: A receptividade dos regueiros de São Luís é a mesma para com os músicos e bandas de reggae de outro Estado/Cidade do Brasil?

Henrique Veras: Em todos os shows de Reggae de banda que estive sempre rolou uma vibe (energia) muito boa. Não há problemas e são sempre bem recebidos.

35) RM: A impressão para quem não mora em São Luís é que a cena reggae local é diferente das outras cenas reggae do Brasil. Essa impressão procede?

Henrique Veras: Essa impressão procede, porque é preciso levar em consideração que o Reggae tem um bom tempo de vida por aqui juntamente a uma história que é bem peculiar. Já ouvi falar que a Bahia foi o primeiro estado a massificar o Reggae, porém não acredito, totalmente, nisso, pois eu estava lá no dia em que Jimmy Cliff disse que aqui é a Jamaica Brasileira.

36) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com os membros da Tribo de Jah?

Henrique Veras: Tenho uma relação muito boa com o pessoal da Tribo de Jah. Estou sempre trocando mensagens com Frazão que agora toca Teclado na minha banda e por quem eu tenho máximo respeito, um grande profissional. O Fauzi também é aquele cara que sempre me incentivou a cantar me chamando para fazer um som em cada show deles que eu ia. Isso me deu motivação para acreditar que eu poderia fazer o que faço hoje.

37) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Fabiana Rasta?

Henrique Veras: Conhecia a Fabiana Rasta antes de ela iniciar o trabalho com música. Lembro-me de tê-la visto certa vez no Centro de Cultura Negra. Fui à casa dela em meados de 2010 na comemoração de seu aniversário com um amigo que era próximo dela. Achei muito massa seu gosto musical e percebi que tínhamos interesses parecidos. Em 2013 eu já estava com meu CD e mostrei para ela que ouviu, gostou e disse que iria indicar um cara que poderia dar uma arrumada nas faixas. Foi aí que conheci LH Dub que está produzindo meu segundo álbum. Daí Fabiana me convidou a participar do seu clipe “Que Beleza” dançando com ela e foi um prazer. Até hoje mantemos essa parceria no trabalho. Ela, inclusive, que me apresentou para o editor da RitmoMelodia, Antonio Carlos.

38) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Zé Orlando (Pedra Rara), ex membro da Tribo de Jah?

 Henrique Veras: Sou fã do Zé Orlando. Cheguei a falar com ele umas vezes durante a apresentação da “Tribo de Jah” no bloco do Reggae. Em minha opinião ele tem uma voz bem marcante além de ser uma cara que interpreta muito bem os clássicos. Torço muito para que ele tenha sucesso na sua carreira e em sua banda “Pedras Raras”.

39) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Fauzi?

Henrique Veras: Já mencionei minha relação com Fauzi. Sempre o achei um cara motivador, humilde e que não se acha “o tal” mesmo com o nome e visibilidade que tem com a Tribo de Jah. Uma vez ele me convidou para um café e no final disse que eu sabia mais sobre a Tribo de Jah do que ele (risos). Tive o prazer de receber das mãos deles o Disco Vinil autografado em um concurso que ocorreu no Castelinho, na Praia da Ponta d’Areia.

40) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com o Tecladista Frazão?

Henrique Veras: Frazão tem sido um grande parceiro e nos ajudado nessa caminhada. É um grande profissional que não nega esforços para estar conosco fazendo parte e sempre compartilhando a sua experiência na música.

41) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Santa Cruz?

Henrique Veras: Santa Cruz é um grande parceiro e irmão. Já viajamos juntos e sempre nos encontramos pelo Centro Histórico. Santa Cruz é outro que também sempre me incentivou dando força e espaço pra eu cantar nos shows que ele fazia. Não posso esquecer-me dos amigos da Banda Guetos, Edy Candido, Paulinho Akomabu e Tadeu Obatala. Essa turma somou muito na minha vida.

42) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Gerson Conceição?

Henrique Veras: Gerson da Conceição eu tive pouco contato, mas admiro muito o grande músico, cantor e compositor.

43) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com Célia Sampaio?

Henrique Veras: Célia Sampaio é uma amiga desde a época da militância no Movimento Negro e sempre admirei seu trabalho inclusive, atualmente, em meu show recente a convidei pra participar.

44) RM : Qual a sua relação pessoal e profissional com o Tony Tavares?

Henrique Veras: Eu curtia muitos os programas de Rádio e as músicas de Reggae do Tony Tavares, mas não tinha uma relação próxima com ele.

45) RM: Qual a sua relação pessoal e profissional com os regueiros jamaicanos que fazem show em São Luís?

Henrique Veras: Até nos cruzamos pelos eventos de reggae com os jamaicanos, em barzinhos também, mas eles têm as suas atividades e é tudo muito dinâmico. Um dia desses encontrei o Honey Boy, Jack Robinson e o George Decker dos Pioners e conversamos sobre a produção de um clip.

46) RM: Quais as diferenças entre a cena reggae em São Luís e o sudeste do Brasil?

Henrique Veras: Não conheço a cena do Reggae do sudeste, só percebo que é bem diferente do Reggae daqui, mas eu vejo muito shows de bandas. Em Novembro de 2016 fui a Salvador e vi que eles cantam as músicas das bandas daqui, mas não sabem dançar o Reggae coladinho. Nessa ocasião convidei uma garota para dançar e ela não entendeu nada do que eu queria. Nem eu entendi também tanto Reggae lindo tocando e o povo ali parado sem dançar (risos).

47) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical independente?

 Henrique Veras: Eu ainda não sei responder essa pergunta. Talvez quando eu trabalhar de uma forma que não seja independente, então, eu poderei comparar o que eu faço hoje com o que estiver fazendo no futuro. De uma coisa eu sei: eu gravo a música que eu quero, como eu quero e quando eu quero e gosto do que eu faço.

48) RM: Quais os seus projetos futuros?

Henrique Veras: Projeto futuro é terminar o CD – “Convivência”, gravar um clip da música: “A Ponte” e fazer shows e mais músicas de Reggae.

50) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Henrique Veras: (98) 98252 – 1779 | (98) 98898 – 6203 | (98) 99140-4448 (WhatsApp) | [email protected] | [email protected]https://www.facebook.com/HenriqueVerasOriginal/

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.