Eduardo Santhana

eduardo santhana
Eduardo Santhana
Avalie esta Entrevista

O compositor, intérprete, arranjador vocal e professor de canto e violão Eduardo Santhana é protagonista de uma história musical que já dura mais de duas décadas, com participações em gravações, festivais e gravações solos.

No dia 7 de junho (2011) acontece o show de lançamento do seu CD e DVD e contará com as participações especiais de: João Donato, Sueli Costa, Laércio de Freitas, Michel Freidenson, Amilton Godoy, Pichu Borrelli e Isadora Santana e, dia 8, com Jane Duboc, Alaíde Costa Benjamim Taubkin, Rafael Altério, Maurício Gaetani e Isadora Santana. “Estou feliz por ter realizado esse trabalho com pianistas maravilhosos, com os quais me identifico e que me proporcionaram momentos inesquecíveis, como intérprete”, diz Eduardo. O contentamento foi tanto que ele registrou em closes fotográficos as mãos de seus convidados (Ivan Lins, João Donato, Benjamin Taubkim, Zé Miguel Wisnik, Sueli Costa, Amilton Godoy, Leila Pinheiro, Hermeto Pascoal, Jane Duboc, João Carlos Martins, Marcos Nimrichter, Maurício Gaetani, Michel Freidenson e Laércio de Freitas), que estampa no encarte do CD e DVD.

Eduardo Santhana, além de ter fundado a banda Ópera Brasil, integra o Trovadores Urbanos desde o início do grupo. Para o CD compôs uma lista de pianistas com quem gostaria de gravar e passou dois anos até reunir praticamente todo time dos seus “sonhos”.

Suas qualidades vocais – de um timbre que ora lembra Dori Caymmi, ora, Milton Nascimento – recebem generosos elogios dos convidados. Porém, Eduardo ganha méritos também por terHermeto; Leila, Jane Duboc, João Carlos Martins e até mesmo Sueli Costa como “seus” pianistas, todos eles de rara atuação como acompanhantes de intérpretes. Sueli é celebrada, por muitos, como uma de nossas grandes compositoras, a sua voz está em Coração ateu. Essa condição é ainda mais rara no caso de Hermeto, que só fez isso em disco acompanhando Elis Regina, em Montreaux, em 1982, e aqui surge nos teclados em O trenzinho caipira, de Heitor Villa-Lobos, com letra de Ferreira Gullar. Outro momento raro é quando canta Minueto/A missão, do alemão Bach, com letra de sua autoria, com João Carlos Martins ao piano, faixa-bônus que está apenas no DVD.  “Na companhia de todos eles, sentia-me um privilegiado, e não poderia ser diferente”, lembra o cantor.

CD – Voz & Pianos tem as teclas como único instrumento, inclusive quando o próprio Eduardo aparece solo. O repertório traz conhecidas canções como Lembra de mim (Ivan Lins/Vitor Martins), com Ivan ao piano; Meditação (Tom Jobim/Newton Mendonça; com Leila ao piano), Morena boca de ouro (Ari Barroso; com Laércio de Freitas), Canção transparente (Francis e Olívia Hime; com Nimrichter ao piano), Até quem sabe (João Donato/Lysias Ênio, levada pelo próprio Donato) e Tico Tico no fubá (Zequinha de Abreu/Eurico Barreiros; com Taubkin), e também em inéditas ou quase-inéditas, como a Tempo sem tempo, de Wisnik (ele, ao piano) e Jorge Mautner. Com a cantora Simone GuimarãesEduardo interpreta a sua composição Leveza, enquanto Jane Duboc aparece em vocalizes. Olívia Hime também faz o dueto vocal na sua parceria com Francis.

Esse trabalho privilegia o intérprete, porém ele como compositor nas faixas O quanto eu gosto de você, Leveza, Ana Paula (em que Amilton está ao piano) e Bem me quer, além de Canção sobre viver, parceria dele com Maurício Gaetani e Costa Netto, única não-inédita dentre as suas composições: foi gravada por Lucinha Lins e Ronnie Von.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Eduardo Santhana para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01.06.2011:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Eduardo Santhana: Nasci no dia 22.07.1961 em São Paulo.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Eduardo Santhana: Eu comecei me interessar por música aos 18 anos de idade, em uma viagem que fiz para o Rio de Janeiro e conheci duas cariocas, que eram primas de um amigo. Elas tocavam violão com muita bossa (músicas de João Gilberto e Tom Jobim), com muita síncope (músicas de Geraldo Pereira). Aquilo me fascinou e comecei a me interessar por MPB a partir dali.

03) RM: Qual a sua formação musical e acadêmica fora música?

Eduardo Santhana: Eu sou formado pela Fap Art (Faculdade Paulista de Arte) e pela Mozarteum de São Paulo em Educação Artística com habilitação em música e Violão Erudito.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Eduardo Santhana: Do passado tenho lembrança de minha irmã (Cleusa Maltempi) que sempre tocou piano clássico super bem. E eu sempre a observava na tentativa de imitá-la tocando de ouvido, mas conforme eu disse na pergunta dois, foi realmente a Bossa Nova que me iniciou para a música. A batida diferente do João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes. Comecei a aprender música inicialmente por revistas de banca de jornal cifradas e sempre tive facilidade em tirar as músicas de ouvido. Nesse período comecei a me interessar por festivais estudantis de música competitiva e comecei a compor quando estava no colegial.

05) RM: Quando, como e onde  você começou a sua carreira musical?

Eduardo Santhana: O Primeiro show autoral foi no antigo teatro Lira Paulistano em 1983. Já tinha um número legal de composições e marquei o primeiro show. A partir dali formei o grupo Ópera Brasil com os músicos (Keco Brandão – piano, Pérsio Sápia – bateria, André Fonseca – guitarra, Tafuri – Baixo e Olivier Marx – sax e flauta). Fizemos muitos bares e shows durantes três anos. Temos registros do grupo em demos e não chegamos a gravar por nenhum selo na época.

06) RM: Quantos discos  gravados e como são seus shows?

Eduardo Santhana: Ainda peguei o fim do Vinil, o meu primeiro vinil foi gravado em 1990 (Encontro das Águas – Cachet Record, com meu parceiro irmão Juca Novaes). O Juca eu conheci em Avaré – SP, no primeiro festival de MPB que ele organizou (Fampop) e está até hoje já na 29ª edição. Dali começou uma grande e infinita amizade com ele, que é hoje o meu parceiro mais atuante. Temos mais de uma centena de composições juntos. Depois do primeiro vinil e já na era do CD gravamos:o  CD – LUA DO BRASIL em 1995; o CD – 10 ANOS em 1996; o CD – KATHMANDU em 2000. A dupla lançou e fez shows pelas principais capitais brasileiras e dividiu o palco em projetos específicos com Lô BorgesTelo BorgesCláudio Nucci. Em 90 fui convidado a participar do grupo “Trovadores Urbanos” que iniciou sua carreira nas janelas da grande cidade de São Paulo.  Suas famosas serenatas homenagearam milhares de pessoas e muitas personalidades como: Xuxa, Silvio Caldas, Antonio Fagundes, entre muitos outros. Da janela para os palcos, o grupo fez shows por todo Brasil, além de quatro turnês internacionais: representou a cidade de São Paulo na Expo – Lisboa em 1998; viagem de 30 dias pela França em 1994; Festival de Música em Guimarães – Portugal em 1996; Emirados Árabes, numa feira internacional sobre o Brasil, em dezembro de 2003 e em 2007 na Expo-Zaragoza (Espanha). Os Trovadores Urbanos tem seis CDs lançados e um DVD: Trovadores Urbanos em 1994; Serenata em 1996; Brejeiro em 1998; Canções Paulistas em 2000 e Copacabana em 2003;Canções Paulistas ao vivo (CD e DVD). Além de estarem sempre em evidência nos mais relevantes programas de TV e nos jornais de grande circulação em São Paulo, participaram das novelasVila MadalenaO Cravo e a Rosa, além de campanha nacional da FIAT. Estão em duas faixas do CD da minissérie Um só coração da TV GLOBO. Em 2004 comecei a produzir o meu primeiro CD e DVD solo Voz & Pianos (até 2006) e neste trabalho convidei pianistas e intérpretes de primeiríssima grandeza, alguns já consagrados mundialmente para me acompanhar. São eles: Amilton Godoy, Benjamim Taubkin, Hermeto Paschoal, Ivan Lins, Jane Duboc, João Carlos Martins, João Donato, Laércio de Freitas, Leila Pinheiro, Marcos Nimrichter, Mauricio Gaetani, Michel Freindenson, Olívia Hime, Simone Guimarães, Sueli Costa, José Miguel Wisnik. Viajei com esse show, sempre fazendo laboratórios de repertórios variados e sempre com um pianista convidado, para várias cidades brasileiras e no exterior: Fortaleza – CDBrasília – DF,Guarulhos – SPPorto Alegre – RSÁgua de São Pedro – SPSantana de Parnaíba – SPBotucatu – SPSupremo – SPCafé Paon – SPAvaré – SPAtenas – GréciaMadri – Espanha. Em 2008 produzi e compus com meu parceiro Juca Novaes as músicas que fazem parte do livro “Gerar e Nascer  um canto de amor e aconchego” escrito pelo pediatra e homeopata Dr. Yechiel Moises Chencinski e o ginecologista e obstetra Dr. Eliezer Berenstein. O livro, que se propõe a ser um guia para os pais que devem ser ouvidas pela mãe durante a gravidez, para criar vínculos com o bebê que depois do nascimento reconhece esse carinho. As letras são todas voltadas para a maternidade e para os cuidados com o bebê e até o pediatra Dr. Moisés escreveu a letra de uma delas. Estou finalizando o meu novo CD (Para Ruth) em parceria com Dr. Ives Gandra. São 15 poemas de seu livro Navegantes do espaço que musiquei e produzi pelo meu selo Canta Music.  Está previsto para ser lançado em agosto de 2011. Dias 07 e 08 de junho de 2011 (no teatro do Sesc Vila Mariana – SP) eu vou fazer o show que eu considero o lançamento oficial do meu primeiro CD solo Voz & Pianos que terá a participação de 12 convidados 07/06 – João Donato , Sueli Costa, Laércio de Freitas , Michel Freidenson , Amilton Godoy, Pichu Borrelli, Isadora Santana   e dia 08/06 – Jane Duboc, Alaíde Costa , Benjamim Taubkin , Rafael Altério, Maurício Gaetani, Isadora Santana. Estão todos Convidados.

06) RM: Quais Festivais de MPB importantes você já participou e ganhou?

Eduardo Santhana: Os Festivais de Música são importantes e que ganhei em primeiro lugar foram: Santa Rosa – RS; Tatuí – SP; Ilha Solteira – SP; Cascavel – PR; Boa Esperança – MG; Encantado – RS; Ilha Solteira – SP, Primeira Pauliceia Musical – SP; Cesário Lange – SP; Jabotical – SP. Outros que peguei segundo lugar entre outras premiações em Americana – SP; Sorocaba – SP; Poço fundo – MG; Rio Claro – SP; Ponta Grossa – PR; Maringá – PR; Andradas – MG; Alegre – ES; Serra negra – SP; Serafina Corrêa – RS; Itapetininga – SP; Apiaí – SP; Viola de Todos os Cantos – SP; Avaré –Fampop – SP; Jales – SP; Itacoatiara – AM; Vitória da Conquista – BA; São José do Rio Pardo – SP; Limeira – SP; Santa Bárbara do Oeste – SP; Suzano – SP; Miracema – RJ; Muzambinho – MG; Varginha – MG; Botucatu – SP.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Eduardo Santhana:  Clássico, Pop, Romântico. São 11 projetos já gravados, bem variados. É muito difícil definir

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Eduardo Santhana: Os dois no mesmo Grau. Componho pensando no meu canto sempre.

09) RM: Você estudou técnica vocal?

Eduardo Santhana: Sim, com a Nancy Miranda e Estevão Maia Maia, depois acabei dando aula de canto e violão também. Mas foi um período curto.

10) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

Eduardo Santhana: São Muitos: Elis Regina, Sarah Vogel, Leny Andrade, Rosa Passos, Alaíde Costa, Jane Duboc, João Gilberto, entre outros.

11) RM: Você compõe? Quem são seus parceiros musicais e quem já gravou música sua?

Eduardo Santhana: Eu tenho composições gravadas por Alaíde Costa, Lucinha Lins, Jane Duboc, Lucila Novaes, Ronnie Von, Dayse Cordeiro, Rafael Altério, Cláudio Lacerda, Sérvulo Augusto, Eudes Fraga, Bruna Caram entre outros. Meus Parceiros são muitos, como tenho necessidade de compor todos os dias e me mandam muitas letras acho que estou concorrendo com o Paulo Cesar Pinheiro em parcerias. Só que o Paulo faz letras e eu: melodias. Essa pergunta até me fez fazer um levantamento deles e desculpem-me se houve alguns parceiros que não citei. Seguem em ordem alfabética: Adolar Marins, Adriana Florense, Alfredo Gasparette, Amilton Godoy, Ana Caram; André Rodrigues, Antenor Bogea, Ariano Suassuna, Augusto Teixeira, Avelima, Bach, Bandeira Tribuzi, Bel Guimarães, Bertold Brecht, Bruna Caram, Cacaso, Camila, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Henry, Cau Favaretto, Cássio Pantaleoni, Cecília Meireles, Cesar do Acordeom, Chico de Assis, Claudia Romano, Cláudio Guerra, Cláudio Lacerda, Costa Netto, Cristina Saraiva, Dayse Cordeiro, David Calderone, Diego Figueiredo, Dudu Santos, Edgar Gianullo, Ernani works, Elisa de Castro, Elisa Lucinda, Estevão Maia Maia, Eudes Fraga, Fausto, Fernando Forni, Fernando Pessoa, Flavio Paiva, Franckie Arduino, Gabriel Chalita, Giovanna Steri, Gonzaga Blantez, Henrique Pereira, Hermeto Paschoal, Inês Oliveira, Isadora Santana, Isolda, Ítalo Perón, Ives Gandra, Ize Novaes, Jamerson Vadh, Jean Garfunkel, Jô, João Donato, João Lucio, Jorge Versilo, José Saramago, Juca Novaes, Judity de Souza Julio Bellodi, Keco Brandão, Kiko Zamarian, Kleber Albuquerque, Lamartine, Leila Pinheiro, Lee de Castro, Lena Figueiredo, Leo Nogueira, Lucas Caram, Lucia Novaes, Lula Barbosa, Manuel Bandeira, Márcia Tauil, Marcio Borges, Maria Gema, Mariana Bertrami, Mario Quintana, Marisa Vianna, Marly de Oliveira, Maúricio Gaetani, Maurìcio Grassman, Mauro Mendes, Mirian Mirah, Moacir Camargo, Moacyr Luz, Moises Yechiel, Nancy Kanton, Nelson Botton, Nilsa Marcondes, Oscar Fontoura, Osvaldo Vianna, Patrick Buda, Paulo Bonfim, Paulinho Dafilin, Paulo Delfino, Paulo Faraco, Paulo Novaes, Paulo Soveral, Paulo Viggu, Pedro Moreno, Pratinha, Rafael Altério, Randal, Reinaldo Bessa, Ricardo Novaes, Rita Altério, Rodrigo Martins, Ronnie Von, Salvelino Dias, Sérgio Augusto, Sergio Bello, Serginho Mendes, Sérgio Natureza, Sérvulo Augusto, Simone Guimarães, Tato Fischer, Teo Diwan,Tito Teigido, Vânia Feltrin, Vinicius Brum, Xico Chaves, Wilson Teixeira, Yanel Matos, Zé Antonio, Zédu Camargo, Zé Renato, Zé Rocha.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Eduardo Santhana: A maioria dos projetos que gravei sempre foi por selos pequenos (que é a Gravadora Dabliu) que sempre distribuiu legal os trabalhos. Isso sempre ajudou muito.

13) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Eduardo Santhana: Minha inspiração quando comecei a compor e cantar sempre foi a Elis Regina e os compositores que ela gravou (Ivan Lins, Milton Nascimento, João Bosco entre outros mil) esse foi o perfil que segui e que influencia meu trabalho até hoje. Eu escuto pouquíssimo rádio e sou um pouco preguiçoso pra ouvir e pesquisar novos artistas. Isso é uma falha. Estou me policiando para melhorar nisso.

14) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Eduardo Santhana: O meu primo Diego Figueiredo (guitarrista e compositor) esse menino é um talento natural que não se esforça muito pra ser admirado e querido. Ele faz shows sucesso no mundo todo. Vale apena conhecer o trabalho dele.

15) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosto, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Eduardo Santhana: Já rolou de tudo um pouco, afinal são mais de duas décadas na estrada. Um episódio legal foi em um festival em Cesário Lange – SP tempos atrás com meu parceiro Rafael Altério. E o organizador do festival era também o apresentador e no meio do festival descobrimos que ele estava concorrendo com uma música e quando ele anunciou sua composição, ele chamou duas backing vocal pra cantar com ele. E elas eram as juradas (risos). Olhei pro meu parceiro e pensamos ferrou–se tudo. Pra nossa surpresa, ganhamos em primeiro lugar e o organizador pegou em segundo lugar. Uma vez fui para um festival de música em São José do Rio Pardo – SP e era em Santa Cruz do Rio Pardo – SP e no meio do caminho descobri que estava indo pro lugar errado.

16) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Eduardo Santhana: Só alegria, nada de tristeza. Alegria de poder viver só de música aos trancos e barrancos, onde ainda falta muito pra música de boa qualidade alcançar um patamar de destaque.

17) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Eduardo Santhana: Não puxando a sardinha pro meu lado, destaco as serenatas que há 20 anos viraram uma marca registrada em São Paulo graças aos Trovadores Urbanos. O Grupo do qual faço parte.

18) RM: Quais os músicos ou/e bandas que você recomenda ouvir?

Eduardo Santhana: Acho que o CD/DVD solo de Eduardo Santhana Voz & Pianos (risos).

19) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Eduardo Santhana: Como eu nunca fui atrás de Rádio pra tocar, não sei lhe responder isso, vou começar a fazer um trabalho de rádio agora. Depois eu te conto.

20) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Eduardo Santhana: Acredite sempre no seu sonho e siga em frente sem pestanejar.

21) RM: Quais os seus projetos futuros?

Eduardo Santhana: Compor e cantar sempre foram, são e será o meu projeto de vida.

22) RM: Quais os seus Contatos ?

Eduardo Santhana: (11) 4153 – 8598 (Canta Music)

[email protected]

http://www.eduardosanthana.com / www.trovadoresurbanos.com.br

http://www.myspace.com/eduardosanthana

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.