Dejavu

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“Déjà Vu”: de acordo com o Dicionário, significa aquilo que dá a impressão de já ter sido visto ou a sensação de já haver estado em determinado lugar ou situação.

Em um cenário musical carente de novidades e saturado de covers, surgi o “Dejavu”, formada por Mauro Martins (guitarra/compositor) e Marco Cruz (Voz) trazendo novos ares para a música pop e provando que é possível inovar e com qualidade. O primeiro CD – “Penso Em Você” lançado em setembro de 2000 pela Pride Records, traz dez composições, todas de autoria de Mauro Martins. São baladas que ganham peso com arranjos de metais e cordas, utilizando elementos de rock e pop como rifes de guitarra e batidas mais vibrantes. Este CD teve seis músicas veiculadas nas rádios, cuja música Jogar as Chaves, continua entre as músicas mais pedidas na rádio Nova Brasil FM, a qual também entrou para o CD coletânea “O Melhor da Música Brasileira” lançada pela Trama.

Em 2003, a “Dejavu” lançou o segundo CD – “Só Mais Um Minuto”, pelo selo Arsenal Music e distribuído pela Sony Music. Este CD manteve as características inconfundíveis que marcaram o estilo da “Dejavu”. Com Pop-Rock, Baladas e R&B, harmonizando-se entre letras românticas que falam de paixão, desencontros e descobertas.

Dejavu” apresentou-se no Tom Brasil – Vila Olímpia – SP para mais de 1300 pessoas (lotação máxima) que se fizeram presentes para prestigiar e cantarem juntos os hits “Jogar as Chaves” e “Penso Em Você” do primeiro CD e “Só Mais Um Minuto” faixa título do segundo CD, além de ser a música tema do vídeo clipe lançado na MTV.

Em setembro de 2008 foi lançado o terceiro CD – “Dejavu” – Volume I e pretende atingir o mesmo público eclético que curte boa música, independente da idade. O novo registro é uma releitura de grandes sucessos do passado, principalmente da década de 80, com características e interpretação própria. São 12 músicas consagradas de autores brasileiros, tais como; Lulu Santos, Caetano Veloso, Tom Jobim, Kiko Zambianchi, Herbert Viana, entre outros.

O “Dejavu” é um duo com Marco Cruz (voz) e Mauro Martins (guitarra) acompanhado por Ricardo Cunha (guitarra), Ângelo Aquino (contrabaixo), Áureo Galli (teclados) e Marcos Araújo (bateria). E vem confirmando o ditado popular de que o romantismo nunca sai de moda e que é ainda é possível fazer um som pop-romântico atual. Em 2009 completaram 10 anos de carreira.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda “Dejavu” para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 05/12/2009 na : 

01) RitmoMelodia: Qual o nome, a data de nascimento e cidade de origem dos idealizadores do “Dejavu”?

Dejavu: Marco Cruz, vocalista e compositor nasci no dia 26 de abril de 1969 em Araraquara – São Paulo. E Mauro Martins, guitarrista e compositor nasceu em São Paulo no dia 25 de novembro.

02) RM: Fale do primeiro contato entre vocês dois.

Dejavu: Eu conheci o Mauro Martins enquanto fazia a arquitetura de interiores de sua residência. Na casa foi construído um estúdio musical, ponto de encontro que motivou ingressarmos profissionalmente na carreira musical.

03) RM: Qual a formação musical e formação acadêmica de vocês dois?

Dejavu: Marco Cruz, sou músico e arquiteto, faço parceria com o Mauro Martins na composição de nossas músicas e participo da produção e arranjo musical delas.

04) RM: Quais as influências musicais no passado e no presente de vocês dois. Quais deixaram de ter importância?

Dejavu: Marco Cruz, eu tenho paixão por todos os movimentos musicais brasileiros: Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicália e o Rock dos anos 80. Todos eles estão dentro de minha bagagem musical e jamais deixarão de me influenciar. O eletrônico atual também é uma referência constante para futuros trabalhos.

05) RM: Quando, como, onde e por que vocês formaram a “Dejavu”? E como foi a escolha do nome da banda?

Dejavu: Marco Cruz: em 1999 resolvemos ingressar no nosso primeiro trabalho musical. Como as letras são relatos reais de histórias e “estórias” vividas por cada um de nós ou de conhecidos. E surgiu a ideia do nome “Dejavu”, que em francês quer dizer “ALGO JÁ VIVIDO”, aquela sensação inebriante de viver no presente algo que já estava no seu subconsciente. A ideia do nome foi do Mauro Martins.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Dejavu: Marco Cruz: o primeiro CD – “PENSO EM VOCÊ” é um trabalho eclético e cheio de variações musicais, um trabalho singular cheio de surpresas. O segundo CD – “SÓ MAIS UM MINUTO” – é um trabalho mais íntegro ao estilo do “Dejavu”, mais linear nos arranjos, define melhor nossa identidade. O terceiro CD – “Dejavu V. I” é uma coletânea de releitura de grandes sucessos, com arranjos bem diferenciados das músicas que sempre fizemos nos shows, reverenciando alguns artistas que obtiveram destaque nas décadas de 1970 e 1980 aqui no Brasil.

07) RM: Como vocês define o estilo musical da Dejavu?

Dejavu: Marco Cruz: a inclusão de cordas, metais e eletrônicos de qualidade são uma constante nos nossos arranjos musicais, dando um requinte diferenciado ao nosso estilo pop. Outra grande preocupação é quanto à interpretação de cada frase em relação à música, outro ponto que faz com que nosso trabalho atinja com mais força o amante da música.

08) RM: Como é processo de compor dentro da banda?

Dejavu: Marco Cruz: vários poemas escritos pelo Mauro Martins acabaram virando as músicas do nosso primeiro CD. As músicas são trabalhadas em conjunto até chegar ao ponto. A maioria das canções compostas por mim já uso um processo diferente, faço letra e harmonia de base ao mesmo tempo.

09) RM: Quais as vantagens e desvantagens de ter uma “banda”, formada por uma dupla de músicos?

Dejavu: Marco Cruz: a “Dejavu” é basicamente uma família. Desde os músicos contratados, passando pelo técnico de som até chegar aos holdings (auxiliares de palco), que estão com a gente mais de oito anos, tempo suficiente pra conseguir uma coerência dentro do grupo que nos apóia.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Dejavu: Marco Cruz: a dispersão seria um grande problema se não fossemos unidos. Mas os dez anos de estrada nos deram uma bagagem que estamos começando a colher agora. Uma maturidade que transmitimos ao público nos nossos shows. O fato de sermos independentes novamente agora é apenas um detalhe, nada que afete pro bem ou pro mal no nosso trabalho final.

11) RM: Como vocês analisam o cenário musical brasileiro. Na opinião de vocês quais foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Dejavu: Marco Cruz: o ciclo de artistas novos e antigos é inevitável. Pois, o Brasil é um país musical, muita coisa boa e nova esta sempre surgindo. Fico atento a tudo. Artistas como Renato Russo, Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Lulu Santos, Caetano Veloso, Djavan, Luis Melodia, Maria Bethânia, Roberto Carlos e outros, são referências incomparáveis de carreira. Algo difícil de obter atualmente devido à diversidade musical apresentada sob a influência da globalização. Jorge Vercillo, Ana Carolina, Ivete Sangalo, Vanessa da Mata, Marisa Monte e alguns poucos outros tem seus grandes momentos. Pessoas que merecem uma admiração do público pelo belo trabalho que apresentam. Da novíssima geração aponto Maria Gadú como uma das mais belas vozes e com composições bem marcantes.

12) RM: Quais os músicos ou bandas já conhecidos do público que vocês têm como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Dejavu: Marco CruzMaria Bethânia, Djavan e até mesmo Joelma da Banda Calypso são exemplo de bandas que tratam os profissionais como uma grande família, algo raro no mercado hoje em dia.

13) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram nos shows de vocês?

Dejavu – Marco Cruz: Já tocamos em um palco que estava despencando. Eu ficava me equilibrando no palco para não cair em cima do baixista da banda. Já tive que desviar de algumas chaves que foram jogadas pelo público, enquanto cantávamos nosso sucesso “Jogar as Chaves”, música presente no nosso primeiro e segundo CD. Quase fui preso em um show no Parque Ibirapuera – SP em que joguei dois CDs para o público. Alegaram que eu estava colocando os fãs em risco. Graças a Deus nada aconteceu a não ser uma grande festa durante o espetáculo;

14) RM: O que lhe deixam vocês mais felizes e mais tristes na carreira musical?

Dejavu: Marco Cruz: Música é só alegria. E produzi-las requer atenção e muita dedicação. Um processo delicado, mas que nos deixam felizes sempre após o término.

15) RM: Nos apresente a cena pop paulistana?

Dejavu: Marco CruzSão Paulo já foi mais receptível do que atualmente. Suas casas de shows são concorridas demais, dificultando a divulgação de todos que querem um lugar ao sol.

16) RM: Vocês acreditam que sem pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Dejavu: Marco Cruz: Tudo é possível. Já tocamos em várias rádios de porte pequeno e médio sem o jabá, em que obtivemos um resultado fantástico. Os “pirateiros” estão ganhando um peso muito forte na divulgação musical dos grandes artistas e dos desconhecidos também. Acredito que esse quadro deve mudar de figura nos próximos anos. Prefiro aguardar essa mudança de camarote.

17) RM: O que vocês diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Dejavu: Marco Cruz: Como qualquer profissão, o talento e a sorte são os principais ingredientes que levarão o profissional a encontrar sua maturidade e realização.

18) RM: Qual o balanço que vocês fazem nestes 10 de banda?

Dejavu: Marco Cruz: Minha sintonia com o Mauro Martins é harmônica quanto ao que buscamos. Não mudamos nossa identidade por conta do que o mercado pede. Somos o que somos há dez anos, e continuaremos assim nos próximos dez. “Dejavu” é uma marca, que mesmo com algumas cópias e plágios não deixará de existir, porque temos nossa própria história.

19) RM: Falando em cópia. Como vocês estão tratando o surgimento de uma banda de forró com o mesmo nome?

Dejavu: Marco Cruz: respeitamos o som e a grande divulgação que eles conseguiram na mídia. Mas eles não se preocuparam em escolher um nome que não esteja registrado. O nome “Dejavu” é nosso há mais de 10 anos e é nossa identidade, não podemos abrir mão dele. Por isso o jurídico está trabalhando nisso. Agora é esperar tudo se resolver”

20) RM: Quais os projetos futuros?

Dejavu: Marco Cruz: começamos a trabalhar uma das nossas músicas autorais do próximo CD chamada “TODO QUERER”. Já estamos pensando em entrar no estúdio para escrever mais esse novo capítulo na história do duo “Dejavu”, aguarde.

21) RM: Quais os contatos?

Dejavu: www.dejavu.com.br

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.