Claudio Nucci

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Claudio Nucci
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O cantor, compositor paulista Claudio Nucci nasceu em Jundiaí – SP e começou cedo na música, influenciado pelo ambiente familiar. Mudou-se de Campinas – SP e depois para o Rio de Janeiro em 1972. No Rio de Janeiro, conheceu melhor os trabalhos de Tom Jobim,  Dorival Caymmi, Carlos Lyra, Paulinho da Viola e descobriu também Francis Hime, Dori Caymmi, Milton Nascimento e o “Clube da Esquina”. No Colégio Rio de Janeiro, aonde estudou, o ambiente musical era de efervescência, com vários de seus colegas, ligados à música: Zé Renato, Mu Carvalho, Zé Luís Oliveira, Alberto Rosenblit, Lobão e Claudio Infante, entre outros. Em 1976, fez seu primeiro show solo, dirigido por Mauro Assumpção. Em 1977, fez parte da banda “Semente” ao lado de Zé Luís Oliveira, Mário Adnet, Claudio Infante, Márcio Resende, Paulinho Soledade e Ricardo Mará.

Em 1978 fundou com Zé Renato, Maurício Maestro e David Tygel, o quarteto vocal “Boca Livre”, participando do primeiro – e vitorioso – disco do quarteto vocal. Em 1980/81 gravou seu primeiro disco solo pela EMI Odeon. E gravou outros dois discos em 1983 e 1984 pela mesma gravadora. “Amor Aventureiro”, “Quero Quero” (com Mauro Assumpção), “Acontecência” (com Juca Filho) e “Sapato Velho” (com Mu Carvalho e Paulinho Tapajós) são alguns dos seus sucessos.

Em 1985, fez um disco em dupla com Zé Renato, com duas músicas: “Pelo Sim, Pelo Não” e “A Hora e a Vez” incluídas na trilha da novela “Roque Santeiro” na TV Globo. Ainda com Zé Renato e mais Ricardo Silveira, Zé Nogueira, Marcos Ariel, Jurim Moreira e João Batista, fez parte da banda “Zil”, que tem um disco gravado e lançado no Brasil e nos Estados Unidos.

Claudio Nucci tem músicas já gravadas por Nana Caymmi, Emílio Santiago, Zizi Possi, “Boca Livre”, César Camargo Mariano e Roupa Nova, entre outros, e faz parte de muitos CDs como intérprete convidado.

Participou do premiado (Grammy) CD – “Brasileiro”, de Sérgio Mendes, em 1991, interpretando “Ramo de Delírios”, de Guinga. Seus trabalhos em CD são: “Ê Boi” (1995), dividido com o vocal mineiro “Nós e Voz”, CD – “Casa da Lua Cheia” (1999) e CD – “Ao Mestre, Com Carinho” (2004) em homenagem a Dorival Caymmi. Esses dois mais recentes, lançamentos nacionais da gravadora Lua Music.

De volta ao “Boca Livre” entre 1999 e 2004, participou do premiado CD (Grammy 2002) de Ruben Blades, “Mundo”, e do lançamento deste Álbum num tour pelos Estados Unidos em 2003.

Recentemente seu disco “Casa da Lua Cheia” foi relançado para venda na internet (iTunesStore, etc…) através da gravadora True Azul Music.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Claudio Nucci para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16.03.2015:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Claudio Nucci: Nasci em Jundiaí – SP no dia 09.06.1956.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Claudio Nucci: Meus pais me musicalizaram, as duas famílias sempre praticaram música, embora ninguém profissionalmente. Meus avós maternos tocavam violino em um regional, minha avó materna ensinou violão a meu pai, que me passou uns acordes, meu avô paterno era poeta e cantava valsas, meu tio me ensinou a tocar com mais técnica…

03) RM: Qual a sua formação musical?

Claudio Nucci: Tenho uma relação de ouvir e reproduzir, sempre fui músico prático. Em 1976, entrei em um curso de Teoria Musical na Pró-ArteRio de Janeiro – RJ com a professora Felícia Wang, o que me colocou em condições de me comunicar musicalmente melhor com outros músicos.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Claudio Nucci: Nenhuma deixou de ser importante. Eu ouvi música clássica e música popular de muitos países que tocavam direto nas rádios, ouvi música caipira de raiz “in loco”, música popular brasileira. Eu comecei a tocar violão tirando músicas da Jovem Guarda e da Bossa Nova, conheci depois a música dos mineiros, os instrumentais, o rock and roll. Enfim, adoro música bem feita, seja de que estilo for e todas me edificaram.

05) RM: Quando, como e onde  você começou a sua carreira musical?

Claudio Nucci: Em 1976, eu já com um punhado de canções feitas, em um show que fiz em Ipanema no Rio de Janeiro, junto de outros amigos músicos de escola.

06) RM: Quantos Álbuns lançados, quais os anos de lançamento (quais os músicos que participaram nas gravações).? Qual o perfil musical de cada CD? E quais as músicas que entraram no gosto do seu público?

Claudio Nucci: Lancei três álbuns pela gravadora EMI-Odeon, nos anos 80. E Outros dois álbuns nos anos 90 (um independente e outro por gravadora). E depois mais três projetos, um autoral e outros dois como intérprete. Estou finalizando um projeto para o Centenário de Dorival Caymmi atualmente e tenho mais dois projetos em pauta para 2015. Contei sempre com bons arranjadores, como Dori Caymmi, Wagner Tiso, César Camargo Mariano, Eduardo Souto Neto, Paulo Bellinatti e outros. “Quero Quero” (parceria com Mauro Assumpção) foi o meu primeiro sucesso como artista solo e “Toada” (parceria com Zé Renato e Juca Filho) quando eu integrei o grupo “Boca Livre”. Mas minha primeira música a ser gravada foi “Sapato Velho” (parceria com Mu Carvalho e Paulinho Tapajós) pelo “Quarteto em Cy” em 1977 e depois pelo grupo Roupa Nova. Outras músicas foram bem executadas nas rádios, como “Acontecência” (com Juca Filho), “Levezinho”, “Velho Companheiro (Meu Silêncio)”, gravada por Nana Caymmi, “Amor Aventureiro”, “Pelo Sim, Pelo Não” (com Zé Renato e Juca Filho) e “A Hora e a Vez” (com Zé Renato e Ronaldo Bastos), que fizeram parte da trilha sonora da novela “Roque Santeiro” e alguns outros temas feitos pra novelas.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Claudio Nucci: Meu estilo? Brasileiro. Sou fruto dessa cultura diversa e rica que é o Brasil. Se bem que muitas outras músicas podem ser chamadas de brasileiras também. Mas não fujo às minhas origens. Tenho acentos rurais e urbanos, do interior e do litoral, pelos caminhos que a minha vida tomou e as vivências que tive.

08) RM: Como é o seu processo de compor?

Claudio Nucci: Compor não é um “bicho de sete cabeças”, não é “inventar”, é apenas montar uma composição, como o nome já diz: Você pega elementos já existentes e os coloca como módulos, como se fosse um “lego” sonoro. As notas já existem. É claro que inspiração espontânea existe, a gente tem que prestar atenção nas ideias que surgem, não pode desprezar nenhuma frase sem antes examinar, ver (ouvir) se aquilo serve pra alguma coisa interessante.

09) RM: Quais são seus principais parceiros musicais?

Claudio Nucci: Dos letristas, Luiz Fernando Gonçalves foi quem me mostrou, com suas letras, que minhas músicas podem virar canções. Juca Filho, outro letrista genial e que tem uma brasilidade universal, não pode faltar nessa lista. O Mauro Assumpção, pelo “pontapé inicial” com a letra de “Quero Quero” e por ter me encorajado a fazer o primeiro show (a direção foi dele) e Paulinho Tapajós, saudoso e talentosíssimo letrista que nos deixou ano em 2013. Dos que já se foram, um que foi fundamental, é Cacaso. Tenho outros queridos parceiros letristas, que me deram canções importantes também, como o Xico Chaves, o Murilo Antunes e o Paulo César Pinheiro, por exemplo. E já fiz canções também com Luís Carlos Sá, Abel Silva, Aldir Blanc, Joyce, Ana Terra, Monique Hecker, Nelson Wellington, Vander de Castro, Felipe Cerquize, Alano Freitas, André Lacerda, Babal Galvão, Heitor Branquinho, Eliakin Rufino, Aníbal Beça, etc… Dos compositores de canções, Zé Renato e Danilo Caymmi são os mais importantes parceiros, entre outros.

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Claudio Nucci: São os prós e contras de qualquer empreitada em que você depende de uma série de fatores. Aliás, não é tão independente assim, exceto que ninguém se mete no seu estilo musical. De resto, é tão trabalhoso quanto as dificuldades de qualquer profissão.

11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Claudio Nucci: Um alimenta o outro. O estúdio alimenta o palco e vice-versa. No momento em que não existe mais mercado fonográfico, para vender os CDs tem que haver show. E para fazer show, tem que ter um produto novo (mesmo sem lojas especializadas) sempre pronto para causar um fato novo (um bom motivo para marcar mais shows).

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Claudio Nucci: Procuro sempre me associar a artistas que possam somar ao meu trabalho, da mesma forma que meu trabalho possa contribuir para a carreira desse artista associado, nunca me esquecendo de que essas associações têm que contribuir culturalmente para a música.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Claudio Nucci: A internet só ajuda. Através das redes, eu posso avisar sobre lançamentos, shows, eventos, ações. Tenho a possibilidade de mostrar o trabalho com vídeos, enfim, a internet chegou pra ajudar a desenvolver a comunicação e a visibilidade (audibilidade).

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Claudio Nucci: Todas. A gente aprende mais ao saber que o som, enfim, a sonoridade que a gente emite e que é captada pelo microfone, pode ser estudada, aprendida. Temos tempo para desenvolvimento do “fazer a gravação” e muito mais tempo para finalizarmos os produtos. É um divisor de águas. Se, por um lado, as lojas de discos sumiram; esse acesso à tecnologia para fazer um som próprio nos dá mais independência e consistência na individualidade, no caráter artístico do nosso trabalho.

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente uma carreira musical. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo, mas, a concorrência se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Claudio Nucci: Quanto mais gente fazendo música boa, para mim é melhor! Esse tipo de concorrência eu desejo muito que aconteça, pois temos muitos bons valores artísticos, bons compositores, letristas poetas, músicos, técnicos de gravação, profissionais de produção, enfim, o mercado se desenvolve com isso e a gente acaba por crescer ainda mais nessa chamada “diferenciação” no nicho musical.

16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro? Em sua opinião quem foram as revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Claudio Nucci: Eu estaria cometendo um grande erro em citar esse ou aquele artista em particular e deixar de citar outros. Acredito na força da música brasileira, com sua diversidade, com sua pujança e caráter próprio. Os novos valores estão aí para continuar as coisas. Os compositores e artistas que já estão em fase de “metabolismo mais baixo”, já deixaram suas marcas indeléveis na história musical e não precisam provar mais nada pra ninguém. Eu acho engraçado que se cobre das pessoas que elas sejam produtivas como foram quando jovens, para sempre. Por isso, não acredito nessa concepção de “regressão”. Ninguém regrediu. Estamos todos a serviço da música, cada um dentro da sua possibilidade atual.

17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Claudio Nucci: Mais uma vez, peço a licença para não citar nomes. Respeito todos os artistas brasileiros e acredito que, por exemplo, se “esse” não fosse tão “porra louca”, não seria tão genial, ou se “aquele” não fosse tão organizado e metódico, não teria todo o resultado que obteve. Cada um é como é. E cada um que se referencie no que acha mais apropriado para seu modo de fazer as coisas.

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Claudio Nucci: Vou contar um episódio lá do começo de tudo: No show “Pensamento de Momento”, nós tivemos que carregar o piano do Mu Carvalho e levá-lo até o local do show. Eu mesmo pintei o letreiro de anúncio do show, subindo em uma escada. O Mauro Assumpção, que dirigiu o show, criou um cenário com plantas (emprestadas de amigos) sobre o piano e nos arredores do palco que era rodeado de esteiras de folha de bananeira com almofadas (também emprestadas) para a galera se espalhar. Mais atrás, cadeiras para quem quisesse se sentar. As luzes eram “spots” simples, com papel celofane colorido adaptado com fitas crepe, pra dar o clima. O show foi um sucesso e muito elogiado por quem assistiu. Isso mostra que com criatividade e profissionalismo, respeito ao público e respeito ao próprio trabalho que se faz, pode-se ter um bom resultado, mesmo com falta aparente de condições.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Claudio Nucci: Mais feliz por ter tido a sorte de escolher fazer o que gosto, na vida. Triste? Acho que quando fico rouco um pouco e não posso cantar como gosto.

20) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Claudio Nucci: Em Nova Friburgo – RJ (região serrana), aonde eu vivo a mais de 10 anos, tem um movimento musical de shows que se restringe aos projetos do SESC (que muitas vezes são mal divulgados), o Festival de Inverno e algumas outras ações esparsas, infelizmente. Mas a cena de música ao vivo em casas, ainda tem alguma coisa rolando.

21) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que  você indica como uma boa opção?

Claudio Nucci: Aqui muitos bons músicos. O Giovanni Bizzotto, por exemplo, que é meu sócio na Doispor2 Studio (uma produtora de gravações para projetos especiais) já tocou muito tempo com a Marina Lima e tem ótimas composições. O Ney Veloso (irmão do Benito di Paula) é um bom compositor e músico, que também vive aqui. O Guilherme Isnard (Grupo Zero) escolheu aqui para viver, tem uns meses. Aqui trabalham muitos bons grupos musicais de vários estilos, desde rock até instrumental, passando pelo samba e forró.

22) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Claudio Nucci: O sistema de radiodifusão mudou muito. Nos anos 70, 80, existiam programadores que colocavam, criteriosamente, as coisas que eles achavam ser mais representativas da qualidade musical que o seu tino de profissional de rádio permitia identificar. Hoje, o espaço de rádio se tornou finalmente e infelizmente, pago. Por isso, acredito que uma boa parte das pessoas migrou de mídia. Em vez de ouvir rádio, estão catando música na internet, como você, leitor da revista Ritmo Melodia, faz. Bom para nós.

23) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Claudio Nucci: Seja você mesmo em todos os momentos, respeite o seu trabalho e o seu público, seja persistente, seja autocrítico o suficiente para melhorar sempre.

24) RM: Fale da sua relação pessoal e profissional com a família musical do Dorival Caymmi.

Claudio Nucci: Sou amigo da família. Frequentei a casa dos Caymmi assiduamente no início dos anos 80. Cultivo um profundo respeito por Dorival Caymmi e tudo que ele representa para a transformação da música brasileira e uma grande admiração pelos trabalhos de Nana, Dori e Danilo. Acompanhei Nana em muitos shows, cheguei até a ajudar na produção de um de seus discos e aprendi muito com Dori, sobretudo nas harmonias do seu violão simples e magistral, no seu tino de arranjador genial. Tenho composto algumas coisas e feito shows com Danilo, de quem sou parceiro e amigo mais chegado. É uma alegria trabalhar com ele, nosso entendimento musical é perfeito! Gosto muito dos Caymmi e tenho admiração e respeito por toda família.

25) RM: Qual a sua opinião sobre a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Claudio Nucci: As demandas comerciais sempre mandaram no mercado. Hoje, com um pouco mais de olhar analítico, vejo que, mesmo naquela época em que dizíamos que a música que se tocava nas rádios e na TV era só por motivos culturais, estava enganado. Tinha, é claro, o profissional mais refinado, que escolhia “o que se ouvir” com maior critério, mais culto e mais informado – e formado – que era, mas por um motivo simples: Porque o mercado era direcionado a quem tinha dinheiro para comprar aparelhos de rádio e de TV, acessíveis apenas à classe alta e à média, na sua maioria, que sempre tiveram um gosto mais refinado.

Hoje, com o acesso maciço de uma classe que estava fora do “target comercial” dos eletrodomésticos de dos seus subprodutos, o tipo de música produzido (mesmo o de telenovelas, por exemplo) é direcionado a esse novo público consumidor, muito maior em número, em detrimento de um outro público que ficou marginalizado, por ser de menor número. Onde o lucro pode falar mais alto, é pra lá que os meios de produção e comunicação rumaram. É isso aí… O ideal seria o mercado de entretenimento (musical, principalmente) desse uma super dimensionada, para que fosse segmentado e sobrasse mais para os segmentos menores. Daí, o “bolo” seria maior e, claro, como acontece lá fora, o super comercial continuaria puxando as vendas, mas cada vez mais um número maior de segmentos diferenciados apareceriam, pra satisfazer a quem hoje, no Brasil,  está “órfão” de música do seu gosto, na mídia convencional.

26) RM: Quais os seus projetos futuros?

Claudio Nucci: Comer uma pizza, daqui a pouco (brincadeira). Mas me lembrei desse tipo de resposta por causa de uma entrevista do Nelson Cavaquinho a uma rádio paulistana. Ele estava falando na rádio e o Eduardo Gudin, que iria pegar o Nelson para irem pra um bar depois “tomar umas”, sintonizou a entrevista e ouviu o Nelson respondendo à famosa pergunta dos “projetos futuros” assim: “– O Gudim vem me pegar aqui na rádio e vamos para um bar beber umas”. Bom, eu tenho planos de fazer em 2015 um CD de sucessos e outro infantil. Tenho também vontade de gravar vários Mini-Albuns, cada um em homenagem a um dos meus parceiros mais importantes. Vamos ver…

27) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Claudio Nucci: Shows: [email protected]

| Fãs: https://www.facebook.com/pages/Claudio-Nucci

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.