Celso Galvão

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O cantor e compositor paulista Celso Galvão é de família de músicos e artistas plásticos, iniciou seus estudos de música aos quatro anos de idade, através do piano, mas aos 12 anos de idade, quando conheceu o Violão, é que realmente se dedicou a essa arte.

Começou a participar de festivais aos 14 anos, desde então obtendo ótimas colocações. Musicou e participou da peça “Romance do Vilela”, baseada em Literatura de Cordel, com o grupo TEPO – Teatro Experimental Policursos (Mogi das Cruzes – SP). Essa peça foi apresentada em várias cidades do interior do Estado de São Paulo. Em 1982 participou como compositor do disco de “SAMBAS DE ENREDO DE GUARATINGUETÁ” com a música pra “Dinheiro que dinheiro” em parceria com Cesinha Carvalho ganhando o estandarte de ouro desse ano. E ganhou o estandarte de ouro em 1983 e 1984 na cidade de Cachoeira Paulista – SP pela escola de samba “Flor de Lis” como compositor. Em 1982, “colocou o pé na estrada”, e encarou a profissão de músico, e a apresentou-se por toda a região do Vale do Paraíba, Sul de Minas, Litoral, São Paulo e cidades do Rio de Janeiro, Paraná, Brasília (Distrito Federal). Em 1985 a 1989, abriu o “Bar do Celso“. Em 1987 ele iniciou a gravação do disco “CLARIDADE”, produção independente, com composições próprias e a participação de amigos e lançado em 1988. O disco tem músicas em vários estilos como: baião, country, balada, rock, funk. Em junho de 1995 apresentou-se em alguns países da Europa como: França (Paris e Grenoble), Itália (Florença), Bélgica (Bruxelas) e Alemanha (Berlim). Participou do concurso “Novos Talentos” do programa do Faustão na Rede Globo ficando entre os 100 finalistas dos 30 mil inscritos. Seu repertório é eclético: MPB e Internacionais (Rock, Pop, Blues, etc…). Em 2000 lançou seu primeiro CD – “Sementes de Luz”. E contou com a participação dos músicos Dinarte Lemes, Lauro de Almeida, Ricardo Leão, Levy Barreto, Renato Rangel, Aldair Soares e Luiz Cláudio Bartollini. A programação visual é de Celso Faria.

CD – “RECOMEÇO”, seu terceiro trabalho, tem o apoio da lei de incentivo a cultura de Goiás (Lei Goyases) lançado em setembro de 2005 e um outro CD com produção própria, “SIMPLICIDADES” (independente – 2005). E Celso desde maio de 2001 mora em Anápolis-Goiás, apresentando-se por toda região e outros Estados. Participou do 1º Festival de Música de Anápolis (12/2002) chegando ao 1º lugar com a música: “Vaga-lume” entre 600 músicas concorrentes.

Segue abaixo uma entrevista exclusiva com Celso Galvão para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 06.08.2008:

01) RitmoMelodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Celso Galvão: Nasci no dia 07 de dezembro 1958 em Cachoeira Paulista – SP. Registrado como Antonio Celso de Carvalho Galvão.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Celso Galvão: Desde pequeno a música faz parte de meu universo. O meu pai toca vários instrumentos e meus tios também, minha casa sempre foi um verdadeiro palco. Meu primeiro contato oficial com a música foi aos quatro anos de idade, quando minha mãe me colocou pra aprender piano.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica (teórica)?

Celso Galvão: Tive aulas de Piano dos quatro aos dez anos de idade e em relação ao Violão e a gaita sou autodidata.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Celso Galvão: No passado: o pessoal do Clube da Esquina, Beatles, Cat Stevens, Chico Buarque, Almir Sater, etc… E no presente: Paulinho Moska, Lenine, Zeca Baleiro, etc… E nenhum deixou de ter importância.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Celso Galvão: Comecei nos Festivais de Música aos 14 anos de idade. E tocando na noite comecei em Guaratinguetá – SP em 1982 tocando em bares, festas, bailes, etc…

06) RM: Quantos CDs gravados?

Celso Galvão: Gravei quatros discos, O primeiro foi Claridade (LP) em 1988. As músicas que se destacaram: “Claridade” e “E lá vou eu”. Os músicos que participaram foram: Rique de Carvalho – vocal, guitarra, violão ovation, guitarra sintetizada, percussão; Júlio Ricarte – teclados; Zé Zóio – bateria e percussão. O segundo: Sementes de luz (CD) em 2000. As músicas que se destacaram: “Beato da fé”, “Mãe” e “Sol nascente”. Os músicos que participaram foram: Ricardo Leão: violões; Celso Faria: percussão (mãe); Lauro Alves: teclados e programação; Luiz Cláudio Bartollini: guitarra e violão aço (vibração); Levi Barreto: percussão; Renato Rangel: back vocal (beato da fé); Dinarte Lemes: baixo; Aldair Soares: sax (vibração); Marcelo “Tapu” Almeida: bateria (sol nascente). O terceiro: Simplicidades (CD) em 2005, As músicas que se destacaram: “Feitiço mineiro”, “Colibri”, “Amiga” e “Rio Paraíba”. E os músicos que participaram foram: Lauro Almeida: teclados e programação (bateria, percussão e baixo), back vocal. O quarto: Recomeço (CD) em 2006. As músicas que se destacaram: “Recomeço”, “Aconteceu você”, “Nosso canto”, “Sweet friend” e “Why?”. E os músicos que participaram foram: Guilherme Bicalho: teclado; Front JR: guitarra e violão; Lauro de Almeida: piano; Leandro Carvalho: guitarra e violão; Gleyson Andrade: guitarra e violão; Geovani Fernandes: guitarra, Dênio de Paula: guitarra; Josué Santos: trompete; Marquinhos: baixo; Fred Valle: bateria e percussão.

07) RM: Como você define seu estilo?

Celso Galvão: Eu componho em inglês e espanhol e por tocar na noite eu acabei adotando vários estilos, mas minha maior marca é a MPB.

08) RM: Quais são seus principais parceiros musicais?

Celso Galvão: Ricardo Leão, Júlio Ricarte e Beto Mi.

09) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Celso Galvão: Os prós: você não tem ninguém dizendo grave isso, ou faça dessa forma… E com um trabalho bem feito através da internet você consegue bons resultados. Os contras: não tem uma mídia dirigida, falta de apoio financeiro, problemas com distribuição, enfim falta de apoio técnico.

10) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Na sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Celso Galvão: Como já cantou Caetano Veloso, “… da força da grana que ergue e destrói coisas belas”. Infelizmente a qualidade das canções que estão na mídia está de mal a pior. E, tem sempre aquela história, não precisa qualidade, o que precisa é vender. Mas em contra partida existem ótimos músicos se lançando no cenário independente e tendo a ajuda de algumas emissoras de rádio que primam pela qualidade. Quanto às revelações das duas últimas décadas eu incluo: Paulinho Moska, Lenine, Ana Carolina, Chico Pinheiro, Vander Lee, Mônica Salmaso, Zeca Baleiro e creio eu que todos tem uma obra consistente.

11) RM: Nos apresente a cena musical de sua cidade?

Celso Galvão: Estou morando em Anápolis – Goiás há seis anos. Existem alguns projetos culturais interessantes por aqui, e diria que há um grande interesse dos governantes em promover essa cultura, através de festivais, encontros e leis de incentivo a cultura. As diversidades musicais são várias. Existem muitas bandas de garagem, e estilos que vão do blues ao pop/rock, do regional a música sertaneja de raiz e a comercial. Tem rádios aqui que a cada quatro músicas que tocam, uma é daqui da região.

12) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Celso Galvão: São 26 anos de carreira musical, daria pra escrever um livro. Aliás, é o que estou fazendo nesses últimos anos reunindo essas histórias em um diário que poderá se tornar, digamos num livrinho (risos).

13) RM: Como é o seu processo de compor?

Celso Galvão: A noite é minha grande parceira, juntamente com meu violão velho de guerra. A composição pode partir de uma frase apenas. Muitas vezes é a letra que sai primeiro pra depois a melodia. Outra vez a letra e a melodia nascem juntas.

14) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Celso Galvão: Sou formado em eletrônica e por alguns anos trabalhei nessa área. E foi justamente numa promoção que eu tive que rever meus conceitos e me fazer uma pergunta: esse é o trabalho que eu quero realmente pra minha vida? Foi ai que resolvi pegar a estrada musical.  E minha família, meus amigos acharam que eu estava maluco (risos). Hoje eu posso responder que sou mais feliz com esse trabalho, pois a música me levou a conhecer muitos lugares do Brasil e alguns países da Europa. E outras coisas interessantes, inclusive eu conheci minha esposa através da música. O lado triste talvez seja o de não estar fazendo com mais freqüência o meu trabalho autoral.

15) RM: O que você diria para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Celso Galvão: Estude muito, tenha a mente sempre aberta para as novidades. E pesquise e ouça tudo o que puder e procure ser autêntico, original e não desanime.

16) RM: Quem são os músicos conhecidos que você se espelha como um padrão de criatividade e profissionalismo?

Celso Galvão: Gosto muito do trabalho do Paulinho Moska e do Lenine.

17) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Celso Galvão: Acredito, pois desde 1988 quando lancei meu primeiro trabalho, minha música tem tocado em algumas rádios do Brasil e sem pagar o famigerado “jabá”.

18) RM: Quais os projetos futuros?

Celso Galvão: No momento estou trabalhando nos arranjos e nas últimas composições de um CD de Sambas e Bossa Nova que será gravado em 2008 em Goiânia – GO.

18) RM: Quais os seus contatos?

Celso Galvão: (62) 3099 – 6759 | 98419 – 2746  – [email protected] 


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor Responsável pela revista Ritmo Melodia desde 2001, músico, letrista e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, sempre se preocupou em divulgar a música (popular, regional, instrumental e erudita) com entrevistas e artigos sobre os músicos e artistas brasileiros.