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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Qual a utilidade do crítico ou influenciador musical?


Por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa

Crítico de música escreve comentários ou “teses” sobre música, apresentações, gravações, eventos musicais e publica em livros, jornais ou internet. Analisa o contexto em que a música foi criada, teoria musical e momentos históricos, etc.

Alberto Helena Júnior, Ana Maria Bahiana, André Barcinski, Aramis Millarch, Arthur Dapieve, Ary Vasconcelos, Brutus Pedreira, Carlos Aranha, Carlos Calado, Carlos Vergueiro, Clemente Magalhães, Luiz Felipe Carneiro, Herbert Caro, João de Almeida Neto, Jorge Roberto Martins, José Messias, José Ramos Tinhorão, José Ribamar, Jotabê Medeiros, Julio Reis, Julio Maria, Lauro Machado Coelho, Lúcio Rangel, Luiz Paulo Horta, Mauro Dias, Mauro Ferreira, Oscar Guanabarino, Otto Maria Carpeaux, Nelson Motta, Paulo Cavalcanti, Regis Tadeu, Tom Cardoso, Renzo Massarani, Ricardo Alexandre, Ricardo Anísio, Rodrigo Faour, Ronaldo Bôscoli, Ronaldo Miranda, Sérgio Martins, Sidney José Molina Júnior, Tárik de Souza, Toninho Spessoto, Zuza Homem de Mello, entre outros. Alguns dos citados acima preferem a alcunha de escritor, pesquisador recusando a de crítico musical. O leitor pode saber mais sobre a trajetória de alguns acessado o link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Cr%C3%ADticos_musicais_do_Brasil

Nos meus 20 anos atuando com o editorial musical prefiro alcunha de repórter/editor pesquiso informações nos diversos tipos de meios de comunicação e elaboro entrevistas, artigos, etc. O meu passo à frente é realizar um jornalismo próximo a historicidade dos fatos, eu faço análises e reflexões baseadas nos discursos de quem já entrevistei. Mesmo eu sendo multi-instrumentista, letrista e tendo conhecimento de teoria musical, nunca me interessei pelo conhecimento voltado à estética musical nem à musicologia. Prefiro a leitura de biografia de músicos, história e sociologia da música. Eu, ao escutar músicas sou mais um ouvinte, um apreciador da mensagem das letristas que um instrumentista. As minhas impressões após as audições são subjetivas: do gostar e se emocionar.

O crítico ou influenciador musical busca com seus conhecimentos, erudição, prestígio, interesses particulares e mercadológicos informar e convencer os indecisos e fortalecer as argumentações dos que pensam de forma semelhante. No passado o poder do crítico era equivalente ao meio de comunicação de grande audiência que mantinha a sua “utilidade” profissional. As empresas de comunicações vendiam espaços publicitários (ou jabá) para as gravadoras, logo a concorrência entre as gravadoras ganhava uma trincheira dentro das grandes mídias. Quem pagava mais lamentava menos o resultado das vendas. Além do talento e excelência profissional, o artista era avaliado por sua opinião ou pela falta dela. O artista era notícia quando lançava um álbum, casava, separava, era preso, era solto, ficava rico, falido, usava drogas, assumia a homossexualidade, etc. Dentro e fora do palco era uma vida de celebridade, alguns deixaram a profissão por não aguentarem a pressão midiática e da opinião pública.

Muitos críticos usavam a audiência do veículo ao qual trabalhava para entrar em guerra contra artistas famosos ou da moda e ganhar mais notabilidade com a fama alheia. Alguns artistas classificavam esses críticos como “músicos frustrados” ou incompetentes profissionais. Muitos críticos também tinham os seus “artistas preferidos”, seja pelo vínculo de amizade, parceria musical, laço amoroso, benefício financeiro, por ser fã, etc. Invalidando a sua função pragmática de ser “crítico” e a imparcialidade. O crítico imparcial e ácido se tornava “persona non grata“, mas respeitado. O crítico desempregado perdia o prestígio, pois audiência era da mídia que trabalhava. Alguns se reinventaram através do próprio YouTube mantendo a prática de “morder ou bajular” famosos para ganhar audiência e notabilidade.

Mas a crítica musical construtiva e com honestidade intelectual sem interesses particulares, financeiros, por vaidade tem o meu respeito e a minha audiência.


Comments · 1

  1. Um cenário musical com muitos temperos, cores e sabores. O nosso regionalismo pode interferir na crítica? As gravadoras pode interferir na critica? A mídia da TV? Não citatei nomes, mas tem muito que somente sobrevivem devido aos programas de massa. O acesso a cultura e a educação estão diretamente ligados. Temos muitos artistas talentosos fora do cenário dos chamado eixo da Cultura. Estes poderam ser percebido e ter reconhecimento pelos canais alternativos como o projetos desta revista. Ritmo e melodia.

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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.