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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Zeca Collares


O mineiro Zeca Collares é músico, compositor, instrumentista, arranjador, produtor musical, bacharel em Cinema pelo CEUNSP, aluno especial de pós graduação no DIVERSITAS –USP, ator amador e professor de Viola Caipira do renomado Conservatório de Tatuí-SP.

Estudou música na Escola Tema Centro Musical de Marília/SP, onde aperfeiçoou seus conhecimentos musicais. Fundou em 1996, juntamente com o músico e compositor Valter Silva, o Grupo Mucunã de música Regional Brasileira, gravando três álbuns e sendo apontado pela crítica (Jornal Estado de S.Paulo, Revista Época) como um dos melhores grupos do gênero de todos os tempos.

Lançou seis álbuns como carreira solo, sendo premiado como melhor álbum instrumental de Viola Caipira em nível nacional em 2004/2008. Já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira como: Hermeto Pascoal, MPB4, Renato Teixeira, Xangai, Pena Branca (da dupla Pena Branca e Xavantinho), entre outros, com shows no Brasil e Europa (Holanda e Itália).

No cinema roteirizou dirigiu e atuou nos curtas ficção: “O Milagre do Ladrão” e “Peixe Afogado”. Roteirizou e dirigiu o curta: “Se for famoso é bom”. Dirigiu o curta documentário, “O cinema na Real”, roteirizou e dirigiu o curta documentário “Bitucas, vamos apagar essa ideia”, ficando em sexto lugar no Festival Internacional, “Água de Beber” da Amazônia 2008. Juntamente com a jornalista Daniela Jacinto e Yuri Ledesma (TV Brasil), está dirigindo e produzindo uma série WEB de curtas documentários, chamada “O que a Vida lhe Ensinou”, com três edições já finalizadas e na pré-produção da quarta edição, sendo um total de doze edições. Compositor de trilhas musicais para os documentários: “João do Vale, muita gente desconhece”, do documentarista Werinton Kermes, que ganhou o prêmio de melhor trilha sonora do Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão” 2006. Compôs a trilha do documentário “Sorocaba, o rio de nossas vidas” do jornalista José Fineis e atualmente está compondo a trilha para o episódio “Lobo Guará” da série Rastros do Bichos, do documentarista carioca Sérgio Lobato.

Com o Grupo Mucunã lançou os álbuns: “Contos Sertanejos” (1998). “Aboio” (2000). “Mucunã e Pena Branca ao Vivo” (2001). Na carreira solo: “Brejo Nós Gostamos de Você” – participação (1986). “Primavera Mineira” – músicas instrumentais (2002). “Pés Descalços” – músicas instrumentais (2006). “Feito em Rendas” (2009). “Vazante” em parceria com a cantora e compositora Meire Cler (2010). “Estação” (2015) e está na pré-produção do próximo álbum “Miroró”- Instrumental.

Mudando-se em 1988 para São Paulo, lá participou de oficinas com diversos músicos, como Nelson Ayres, Hermeto Pascoal, Itiberê, Mozart Mello, Toninho Horta, entre outros. Mudou-se para a cidade de Marília – SP, em 1990, passando a estudar por um período, com o professor Paulo Estevão (Tevão), e iniciando, em seguida a dar aulas na Escola Tema Centro Musical de Marília. Seu interesse pela cultura popular o levou a viajar, em 1994, por várias regiões do Brasil, pesquisando a cultura popular brasileira, especialmente em seu aspecto musical.

Nascido no Vale do Jequitinhonha, e radicado no interior de São Paulo, seu trabalho preserva as raízes musicais de sua terra natal, remonta ao barroco e flerta com a música moderna do século XXI.

Em sua trajetória, apresentou-se em diversos programas de rádio e televisão, como o “Viola, Minha Viola”, na TV Cultura de São Paulo, “Célia e Celma”, Canal Rural, “Som do Mato”, na TV Educativa, entre outros.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Zeca Collares para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 05.09.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Zeca Collares: Nasci no dia 05/04/1966 em Botumirim – MG no Vale do Jequitinhonha. Registrado como José dos Santos Colares da Silva.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Zeca Collares: Minha mãe era benzedeira, rezadeira de terço e cantadeira das melhores e meu pai folião de Reis e tocador de violão e cavaquinho. Eu nasci em um ambiente muito musical.Minha família ama música.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Zeca Collares: Sou autodidata em música. Li muito e pesquisei muita música durante muito tempo. Hoje menos. Graduei-me em Cinema pela CEUNSP-SP, não para ser cineasta, mas pelo amor à “música de cinema”.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Zeca Collares: O gênero caipira/raiz na infância e adolescência. Na fase adulta por um bom período toda a MPB e a música barroca. No presente a música que me conecta com minhas convicções. Para mim não existe música sem importância. Existe aquela que não me diz nada e a evito.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Zeca Collares: Comecei na década de oitenta, quando conheci meu mestre Dino Lopes, em Brejo das Almas, norte de Minas Gerais. Esse mestre foi quem me diz que eu poderia viver a música de forma intensa pela vida afora. Profissionalmente e definitivamente, na década de noventa, na cidade de Marília – SP, quando conheci meu grande parceiro musical o compositor e cantor Valter Silva, com o qual, criamos o Grupo Mucunã e gravamos três álbuns na época com uma grande aceitação do público.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Zeca Collares: São três álbuns em grupo, quatro solos e dois em dupla. Portanto são nove álbuns lançados: Zeca Collares com o Grupo Mucunã: “Contos sertanejos” (1998). “Aboio” (2000). “Mucunã e Pena Branca ao vivo” (2001). Zeca Collares na carreira solo: “Brejo Nós Gostamos de Você” (1986), uma coletânea de vários artistas locais. Eu participei com o trio “Mensageiros do Norte” junto com Dino Lopes e Deir. Patrocinado pela prefeitura de Francisco – Sá – MG e produzido por Téo Azevedo.

“Primavera Mineira” (2002) música instrumental, com todas as músicas de minha autoria: “Primavera Mineira”, “Anjo Bom”, “Peixe Boi”, “Do Quarto de Amanda”, “Ausência”, “Sobre as Águas”, “Entardecer”, “Taboca”, “Fragmentos”, “Lamento do Cerrado”, “Chasquento”, “Forró do Fim do Mundo”, “Pagode”, “Folia”, “Vida Cabocla”.

“Pés descalços” (2006) música instrumental, com todas as músicas de minha autoria: “Água Limpa”, “Arrasta-Pé Barroco”, “Beija Flor de Laranjeira”, “Choro de Menina”, “Da Bahia à Minas”, “Flor de Jambo”, “Goteira”, “Iticororó”, “Manacá”, “Pés Descalços”, “Reencontro”, “Retirada”, “Serra da Canastra”, “Travessia”, “Vestido de Chita”, “Yema”.

“Feito em rendas” (2008), com todas as músicas de minha autoria: “Feito em Rendas”, “Sertão do Manacá”, “Prenda Minha”, “Caminhar”, “Clamando Pelos Jequitinhonhas”, “Primavera Mineira”, “Natural”, “Fragmentos”, “É Assim”, “Horizontes”, “Canto à São Gonçalo”.

“Vazante” (2010). “Estação” (2015), com todas as músicas de minha autoria: “Sonho de Menino”, “Meu Torrão”, “Estação”, “Imagem em Carvão”, “Reza”, “Olhos de Maria”, “Brincadeira de Esconder”.

07) RM: Como você se define como Violeiro?

Zeca Collares: Um insaciável e incansável em busca da música que me conecte cada vez mais com a vida, com o amor, com a alegria e com a paz.

08) RM: Quais afinações você usa na Viola?

Zeca Collares: Minhas afinações queridinhas: Rio Abaixo (D, B, G, D, G), herança mineira e Cebolão em Mi (E, B, G#, E, B), herança paulista.

09) RM: Quais as principais técnicas o violeiro tem que conhecer?

Zeca Collares: Tocar viola é um universo tão particular, que cada violeiro sempre encontra seu caminho para sua plena expressão musical. Vejo a técnica como uma ferramenta facilitadora e não existe para mim (que fique claro) a espinha dorsal da técnica. É claro que uma boa postura é a base para um início menos traumático tecnicamente, mas se o violeiro conseguir tocar de forma satisfatória o que busca tocar é a resposta perfeita para a sua técnica.

10) RM: Quais os violeiros que você admira?

Zeca Collares: São tantos, mas vou citar os que mais me influenciaram: Afinação Cebolão: Tião Carreiro, Bambico, Zé do Rancho, Moreno, Nestor da Viola. Afinação Rio Abaixo: Tavinho Moura, Adelmo Arcoverde.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Zeca Collares: Eu recebo muita música no sonho. Tenho músicas que já veem prontas, eu apenas registro-as. Têm aquelas que aparecem quando estou na fila do mercado, andando de bicicleta, de carro, de avião, etc… Raramente componho buscando inspiração em uma sequência melódica, harmônica ou rítmica com a viola nas mãos ou mesmo ouvindo a obra de algum compositor.

12) RM: Quais as principais diferenças técnicas entre a Viola e o Violão?

Zeca Collares: São instrumentos de cordas dedilhadas distintos. O violão é um instrumento de seis cordas individuais na sua maioria de nylon. Sabemos que no Brasil se tornou popular também o violão de sete cordas na escola do Choro, mas é bem específico do estilo. Já a Viola Caipira, também na sua maioria são cordas de aço, dispostas em uma ordem de cinco pares. O Violão tem seu “bojo” ou corpo com dimensões maiores do que a Viola assim como toda a arquitetura interna também diferencia. Outras diferenças salientes são as afinações de ambos e as particularidades das técnicas de execução instrumental. A Viola tem cordas duplas, cinco pares na sua maioria e de aço. Penso que as obras compostas para um instrumento ao longo da sua história direcionam para a busca de novas técnicas e os aperfeiçoamentos das mesmas. Não imagino uma obra para Violão sendo executada em uma Viola sem uma adaptação de um instrumento para o outro e vice-versa.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Zeca Collares: Contra: Acho que é enfrentar as desigualdades nas exposições, apesar das facilidades tecnológicas de hoje. Quem não tem uma boa equipe profissional assessorando, o que a maioria dos independentes não têm. É muito difícil à projeção. Prós: liberdade para criar e lançar-se na sua plena autenticidade sem o “cabresto” do show business onde a maioria dos “dependentes” caem.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Zeca Collares: Procuro ser autêntico sempre. As minhas ações são apresentar essa minha autenticidade ao meu público da forma mais fiel possível quando estou no palco. Fora do palco, busco aprimorar as minhas habilidades principalmente técnicas, sem abrir mão do espiritual e o intelectual.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Zeca Collares: Primeiro: compreender os movimentos do mercado e tentar me encaixar sem despir dos meus valores a ele. Segundo: aprimorar meus conhecimentos para não se perder nas rápidas mudanças principalmente tecnológicas e fazer disso as ferramentas para me apresentar conforme eu acredito e o mercado exige.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Zeca Collares: A internet só ajuda.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Zeca Collares: As vantagens são: poder se registrar fonograficamente no momento que desejar, sem se preocupar com o “taxímetro” lhe pressionando e a agenda apertada dos estúdios. As desvantagens são: nem sempre você tem competências ou habilidades técnicas assim como equipamentos de ponta para realizar uma boa gravação em casa na medida em que você vai ficando mais exigente.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar o CD não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Zeca Collares: Procuro ser autêntico, sem ser um mero produto configurado pelo mercado e ter uma postura profissional dentro das minhas possibilidades e limitações.

19) RM: Como você analisa o cenário da música Sertaneja. Em sua opinião quis foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Zeca Collares: Não saberei responder essa pergunta. Tem muita gente boa que considero um sucesso e não são famosos. E tem tantos famosos que considero um insucesso total.

20) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Zeca Collares: Feliz é poder tocar e levar uma mensagem positiva as pessoas, obviamente, dentro dos valores que cultivo e o contrário me deixa triste.

21) RM: Quais os outros instrumentos musicais que você toca?

Zeca Collares: Brinco com Piano, pois sou casado com uma pianista e esse instrumento sem está a minha disposição; quando minha esposa não está estudando, é claro! Considero o Piano um dos instrumentos mais completos que conheço principalmente para experimentar arranjos. Outro instrumento que flerto com é o Ukulele, pois ganhei um de um luthier e gostei muito. Mas sou um limitado lidando com os dois.

22) RM: Quais os vícios técnicos o violeiro deve evitar?

Zeca Collares: Imitar o seu ídolo tecnicamente, faz você se tornar uma mera cópia do outro. Aprimorar o que teu ídolo faz é virtude.

23) RM: Quais os erros no ensino da Viola?

Zeca Collares: Não existe certo ou errado. Eu procuro sempre encontrar didaticamente caminhos que levem meus alunos a serem violeiros felizes expressando-se musicalmente.

24) RM: Tocar muitas notas por compasso ajuda e prejudica a musicalidade?

Zeca Collares: O que prejudica a musicalidade é a falta de sensibilidade ao expressar sua música. É a falta de boas referências melódicas, harmônicas e rítmicas dentro do gênero, estilo que você se identifica e se propõe defender.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Zeca Collares: Autenticidade, boas referências e muito trabalho, ou seja, aprimoramento constante.

26) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Zeca Collares: Primeiro: É a falta de uma boa definição do que é música. Se você não tiver uma clara ideia do que está fazendo, o resultado disso pode ser qualquer coisa. Segundo: o tempo perdido tentando imitar o ídolo ou a cultura musical do outro, sem enxergar suas raízes.

27) RM: Existe o Dom musical? Qual a sua definição de Dom musical?

Zeca Collares: Defino dom como o amor incondicional de forma natural a algo que se propõe a fazer. Quando tinha dois anos de idade, eu já sabia que a Viola era a “ferramenta” que eu usaria para sempre para “garimpar” minha alma.

28) RM: Qual a sua definição de Improvisação?

Zeca Collares: É estudar muitas possibilidades melódicas, rítmicas e harmônicas de formas exaustivas e aplicá-las “livremente” no momento oportuno.

29) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Zeca Collares: Existem expressões únicas, das aos estímulos dos momentos, daquilo que você estudou muito no seu “casulo”.

30) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Zeca Collares: Não me considero uma autoridade para julgar os métodos de ensino da improvisação. A única coisa que não abro mão é a sua autenticidade. É a expressão da sua música da forma mais verdadeira possível. Se o método não estimula isso, acho que discordo dele.

31) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Zeca Collares: Sou a favor dos métodos que não transforma a harmonia numa mera fórmula matemática que necessita um imenso raciocínio do ouvinte para percebê-la ou senti-la. A harmonia, assim como toda a arte, tem que provocar o ouvinte ou espectador, ao primeiro contato, independentemente do seu nível espiritual, cultural ou intelectual.

32) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia do cenário musical brasileiro?

Zeca Collares: A grande mídia vive da massa e do grande fluxo de consumo. Eu aposto mais na “essência” da poesia que infelizmente não está contida no consumo em massa.

33) RM: Qual a importância de espaço como SESC, Itaú Cultural, Caixa Cultural, Banco do Brasil Cultural para a música brasileira?

Zeca Collares: Penso que o SESC, assim como SESI são muito mais democráticos dentro do que propõem que a meu ver, “abraçar” o que o Brasil produz de mais autêntico em termos de raiz, portanto essenciais. Os outros espaços, não os conheço, pois nunca tive acesso, portanto os considero mais elitistas e não sou elite.

34) RM: Quais os seus projetos futuros?

Zeca Collares: Produzir muita música e trabalhar para que ela chegue até as pessoas que interessam em ouvi-la.

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Zeca Collares: Produtora que me representa: JP Produções: (17) 99737 – 3983

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MEU TORRÃO – Zeca Collares: https://www.youtube.com/watch?v=koJpxDH9kNM

Um violeiro Toca – Zeca Collares e Renato Teixeira: https://www.youtube.com/watch?v=EnSskEOwG3o

Tocando em Frente – Renato Teixeira e Zeca Collares: https://www.youtube.com/watch?v=AkyFzbBbdZg

Zeca Collares traz a Viola caipira para o Fique Ligado:
https://tvbrasil.ebc.com.br/fique-ligado/2018/07/zeca-collares-traz-viola-caipira-para-o-fique-ligado

Metropolis da TV Cultura: https://www.youtube.com/watch?v=WAkB7v7lbX0&t=8s

Viola em Curso: https://www.youtube.com/watch?v=0zPzuppi6JA

Programa Retrato Cultural entrevista com o musico Zeca Collares:
https://www.youtube.com/watch?v=zdl8z60oOLQ


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