Zé Duarte

Zé Duarte

O cantor, compositor pernambucano Zé Duarte formou em 1979 com Galego do Acordeon, Diva Zabumbeiro o trio “Os meninos do Forró” e gravaram um compacto duplo, lançado em 1980. Em 1981 mudaram o nome do trio para “Os 3 nortistas” e Valdir do Acordeon (atual acordeonista do Falamansa) entrou no lugar de Galego do Acordeon e lançaram dois discos em 1981 e 1985.

Zé Duarte em 1983 recebe um convite de Pedro Sertanejo para começar uma carreira solo pelo selo Cariri distribuído pela gravadora EMI ODEON. Depois teve contrato com as gravadoras cariocas Eldorado, Somarj e com Iracema de João Pessoa – PB, Fama som e seus sucessos vieram quando esteve na gravadora Copacabana, em que gravou 6 discos. Depois da Copacabana, ele criou o próprio selo Tomate e hoje é a ZD produções. Já dividiu palcos com Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Flávio José, Oswaldinho do Acordeon, Sivuca, Alcymar Monteiro. Elba Ramalho, Alceu Valença, banda Calcinha Preta, Mastruz com Leite, Genival Lacerda, Zé Ramalho, Amelinha, Reginaldo Rossi, Simone e Silmara, Trio Nordestino, Luan Santana, Pablo, Amado Batista, entre outros. Os acordeonistas que gravaram nos discos de Zé Duarte: Oswaldinho do Acordeon, Dominguinhos, Genaro, Duda da Passira, Sandro Silva, Beto Hortis, entre outros. Em São Paulo trabalhou como balconista no bairro do Brás, Caminhoneiro, Motorista de ônibus urbano, etc.

Em 2021 faz 42 anos de carreira com 42 discos lançados e suas músicas de sucessos nos anos 80 e 90 são: “Quero me confessar”, “Esse bicho mata”, “Cantador de coco”, “Quarto de hotel”, “Biquíni transparente”, “Velho sapeca”, “Velha choupana!”, “Oi primo”, “A dona do meu kadett”, “O paiacan”, “Fede mais é gostoso”, “As grandes potências”, “Eu nunca comi”, “Vampiro brasileiro”, “Yolanda”, entre outros. Assim que passar a pandemia do Covid-19 tem convite para fazer shows pela Europa e Ásia.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Zé Duarte para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 24.04.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Zé Duarte: Nasci no dia 15.12.1954 em Lagoa do Ouro, interior de Pernambuco próximo a Garanhuns, a terra de Dominguinhos. Registrado como José Duarte Filho.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Zé Duarte: Meu contato com a música aconteceu quando cheguei em São Paulo em 1970. Eu, fui trabalhar como balconista em uma Casa do Norte do meu tio no bairro Brás, que era o habitat da nata forrozeira. Eu morava também no bairro, perto da pensão de dona Biu (esposa do cantor e compositor Joci Batista), aonde se hospedavam muitos forrozeiros. Quando os mesmos não se hospedavam no salão de Pedro Sertanejo, na Rua Catumbi, 183 – Belenzinho. E nas imediações tinha o selo Canta Galo de Pedro Sertanejo, a loja de discos de Raimundo Nonato, o Hotel Vitória, aonde o Luiz Gonzaga se hospedava. Eu estava no oásis conhecendo e convivendo com os mestres do Forró.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Zé Duarte: Meu contato e aprendizado prático com a música se deu quando cheguei nos 70 no bairro do Brás – São Paulo que conheci artistas como: Zenilton, Luiz Gonzaga, Messias Holanda, Pedro Sertanejo, Oswaldinho do Acordeon, Sivuca, Dominguinhos, Genival Lacerda, entre outros. Cursei o Ensino Fundamental incompleto. Aprendi a tocar Violão como autodidata, mas só uso para compor minhas músicas. Fora da música trabalhei como balconista, auxiliar de escritório, motorista de estrada, motorista de ônibus urbano e carreteiro.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Zé Duarte: Minha grande influência musical começou em Garanhuns – PE quando ouvi a música “Procurando tu” (Antonio Barros e Cecéu) gravada pelo Trio Nordestino e atualmente curto grandes amigos forrozeiros: Flávio José, Alcymar Monteiro, Nando Cordel, Adelmário Coelho, Trio Nordestino, Assisão, Dorgival Dantas, Falamansa. O que deixou de ter importância na realidade nada deixou de ter importância pois tudo relacionado a nossa cultura é bem-vindo.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Zé Duarte: Comecei minha carreira musical em São Paulo em 1979 quando formei o trio “Os meninos do Forró” com Galego do Acordeon, Diva Zabumbeiro e eu no Triângulo e voz. Gravamos um disco álbum e um compacto duplo e em seguida trocamos o nome para “Os 3 nortistas”, com Valdir do Acordeon (atual acordeonista do Falamansa).

06) RM: Quantos CDs lançados?

Zé Duarte: “Ele não vai não” (2019). “Me Dê Papai” (2018). “40 Anos de Forró” (2018). “Aqui Mora o Forró” (2017). Zé Duarte (2016). “Em Cima Embaixo” (2015). “Ao Mestre Dominguinhos” (2014). “Forró Só Presta Assim” (2013). “O Pitoco” (2012). “A Dama de Ouro” (2011). “Gonzaguiando” (2010). Zé Duarte (2009). “Tô Nem Aí” (2008). Zé Duarte (2007). “Me Diga o Que É” (2006). “Já Virou Xodó” (2005). “Quero Ser Feliz” (2004). “Vida de Caminhoneiro” (2003). Zé Duarte (2002). “Puro Pé de Serra” (2001). Zé Duarte (2000). Zé Duarte ao Vivo (2000). “O Dono do Seu Coração” (1999). “Vamos Nhanhá” (1998). “O Couro Come” (1997). “Não é Proibido” (1996). “Gostoso Demais” (1995). “Eu Amo a Bahia” (1994). “15 Anos de Forró” (1993). “Vapt Vupt” (1992). “A Dona do Meu Kadett” (1991). “Biquíni Transparente” (1990). “Bonito e Cheiroso” (1989). “Cabeça do Meu Pai” (1988). “Quero Me Confessar” (1987). “Velha Choupana” (1986). “Forró Exportação” (1985). “Chegamos no pedaço” com o trio “Os Nortistas” (1985). “Cante Comigo” (1983). Com o trio “Os Nortistas” (1981). “Meninos do Forró” – compacto duplo (1980).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Zé Duarte: Comecei nos anos 70 gravando músicas de duplo sentido, pois segundo as gravadoras era o produto que se vendia no momento. E na verdade era “uma febre” até os anos 90 e os maiores vendedores de discos eram eu, Genival Lacerda, Zenilton, Clemilda, João Gonçalves, Sandro Becker.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Zé Duarte: Nunca estudei nenhuma técnica musical ou vocal. O que sei já vem do berço. Quem tem talento já nasce com ele e tem técnica na música que não se aprende em escola.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Zé Duarte: O cuidado com a voz é: não fumar, não tomar bebidas alcoólicas nem bebida gelada. E descansar antes de um show e aquecer a voz antes da apresentação, mas cada um tem à sua maneira própria de se cuidar.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Zé Duarte: Na atualidade admiro Flávio José, Alcymar Monteiro, Falamansa e dos que partiram pro céu: Genival Lacerda, Lindú do Trio Nordestino.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Zé Duarte: Minhas composições nascem quando estou com meu violão e de forma natural e não costumo ficar martelando muitas vezes. Eu vou escrevendo e depois coloco a melodia, mas gosto mesmo quando tem algum tema do momento para me inspirar.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Zé Duarte: Meus parceiros de composições são vários: Durval Vieira, João Caetano, João Gonçalves, Zé da Silva, Zezé Martins, Geraldo Fera, Tiziu do Araripe, Geraldo Rodrigues, Edvaldo Prata. Humberto Bonny, Gilvan Neves, Totonho, João Paulo Jr., Aracílio Araújo, entre outros

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Zé Duarte: Genival Lacerda, Zenilton, Negrão dos 8 baixos, Sandro Becker, Trio Sabiá, Zezé Martins, Erivaldo de Carira, Embaixadores do Forró, Trio Forrozão, Arriba Saia, Catuaba com amendoim, Nel Pinel, Os boêmios Nordestino, Edgar mão branca, Chama Chuva, Trio Alvorada, Zé de loura, Birão do acordeon, banda Xote Mania.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Zé Duarte: No início da carreira era difícil fazer uma carreira independente, pois na época dos vinis somente as grandes gravadoras era quem comandava. Hoje é mais fácil tem a internet, já na minha época não tinha como você fabricar um disco long play. Hoje gravamos um disco que é o CD em casa e ficou bem mais fácil. Na minha época as gravadoras nos contratavam e escolhiam o repertório do artista. Eles pediam vinte ou mais músicas inéditas e escolhiam doze para o disco.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Zé Duarte: Dentro do palco procuro fazer o melhor com a minha banda para darmos ao público o melhor do nosso trabalho com carinho e respeito. E fora do palco procuro passar aos nossos fãs o mesmo respeito, carinho e mostrar um bom comportamento moral e respeito, já que somos formadores de opinião.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Zé Duarte: Depois dos fechamentos das gravadoras cada artista começou a fazer seu próprio trabalho autoral e ficou mais difícil a divulgação, pois em cada Estado as grandes empresas tinham seus próprios divulgadores e vendedores. Assim ficou difícil para fazermos um trabalho nacionalmente e muitos artistas trabalham só em um Estado e região.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Zé Duarte: Hoje a internet é o canal para todos artistas divulgarem seu trabalho. Uma porta importante que leva nosso trabalho para todo o planeta e antes era só através do rádio, jornal e televisão. A internet é um veículo importantíssimo, maior veículo hoje para o sucesso de um artista. Não vejo a internet atrapalhar a carreira do artista, mas vejo como um produto que leva o trabalho do artista a todos que tem acesso à internet.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Zé Duarte: O meio digital veio para somar. Antes nosso disco era feito de forma analógica. Hoje tudo é digital com uma qualidade superior ao analógico, mas sinto saudade do formato de antes, era mais emocionante, mas como tudo avança a nossa música também teve que se adequar a essa modernidade. O que mudou mesmo é que hoje não temos mais aquela qualidade musical. E nem aqueles bons compositores. Hoje tudo é mais investimento com música que não condiz mais fazer. É a modernidade mundial, infelizmente, temos que conviver com isso.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Zé Duarte: É verdade e para se gravar um disco com qualidade e fazer parte de uma grande gravadora tinha que ter dois itens exigidos: ser um verdadeiro cantos e ter um bom repertório autoral. E com o avanço da tecnologia se faz um álbum no quintal de casa (home estúdio) sem qualidade. E sai para divulgar e comercializar um produto mal feito com um conteúdo sem nexo. Hoje o mercado já não se vende mais disco. Eu faço meus discos para divulgar e passar nossos trabalhos aos amigos e fãs. E cada artista corre para sua região e Estados e faz um trabalho de base para fazer tocar o seu disco.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Zé Duarte: Hoje o Forró tradicional muito fortalecido aqui no sudeste bem mais que no próprio nordeste. O nosso Forró autêntico no Sudeste é o ano todo em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espirito Santo, etc. que no próprio norte, nordeste. No circuito do Forró tradicional no Sudeste é muito forte, principalmente no formato de trio, diferente dos artistas do Norte e Nordeste que se apresentam com bandas. Com destaque nacional só o grupo Falamansa, fora esse grupo não tem aparecido gente do Forró com destaque na grande mídia, a não ser os talentos regionais quem vem se mantendo nacionalmente e muitos forte, mas em sua região: Flávio José, Alcymar Monteiro, Falamansa, Dorgival Dantas, Adelmário Coelho, Nando Cordel, Santanna – O Cantador.

Nas últimas décadas grande nomes que surgiram: Falamansa, Rastapé, Dorgival Dantas, Adelmário Coelho, Estaca Zero, Fulô de Mandacaru, entre outros. Mas temos muito poucos nomes fortes nesse celeiro e muita gente boa que vem levantando essa bandeira a décadas: Flávio José, Alcymar Monteiro, Nando Cordel, Santanna – O Cantador, Jorge de Altinho, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Targino Gondim.

Muitos forrozeiros ficaram para trás pelo fato de não se atualizarem, por manter a mesma filosofia de repertório. A cada ano temos que está sempre vendo o gosto do povo e fazer mudanças do que estamos gravando.

21) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Zé Duarte: Aí tem muita gente boa: Assisão, Falamansa, Flávio José, Adelmário Coelho, Alcymar Monteiro, Santanna – O Cantador, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Jorge de Altinho. Tem muita gente boa, pena que não está se renovando. Não temos mais talentos para continuar e da sequência ao nosso Forró Pé de Serra.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Zé Duarte: O artista do Forró nunca teve veículo de impressa, de televisão, de rádio, de nada voltado para divulgar nosso Forró. Sempre fomos esquecidos até os dias. Hoje nossa carreira musical é cada um correndo para sobreviver sozinho sem ajuda de ninguém. E quem pode vai em frente e quem não pode vai ficar esquecido.

A parte técnica para show nunca foi favorável. E sempre quem tem mais fama tem melhor aparelhagem de som para o show e as melhores condições. Nós os forrozeiros nunca fomos o primeiro plano e a maioria dos forrozeiros não tem o nome na grande mídia. O público é mais respeitoso do que os organizadores dos eventos. O público tem respeito aos seus ídolos. E ainda existem muitos que levam tempo para receber o cachê após o show, é uma humilhação trabalhar e não receber. Ainda acontece com os artistas que não são famosos.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Zé Duarte: O que me deixa feliz e realizado é o carinho do público e o reconhecimento, principalmente quando o público canta as canções, aí não tem preço. Mais triste é fazer o trabalho, dar o meu máximo e o contratante diz que paga depois, quando o correto era pagar antes, como acontece com os que estão na grande mídia.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Zé Duarte: O Forró é o mesmo, só muda o complemento do nome do nosso Forró autêntico, tradicional Pé de Serra. É o mesmo Forró que Luiz Gonzaga nos ensinou. O movimento do “Forró Universitário” foi um grande salto para a nossa música nordestina. E movimentou muita gente talentosa. Abriu as portas de trabalho para Trio de Forró e para muitos músicos. E saíram muita coisa boa para desse celeiro musical com destaque para: Falamansa, Rastapé, entre outros grupos. Mas não podemos esquecer que devemos muito a esse movimento aos DJ de Forró que foram eles que começaram esse movimento tocando nossos discos de vinil nas noitadas nas Casas de Forró para os universitários e depois os professores de dança foram ensinando os jovens a dançarem o Forró. E os trios de Forró começaram a serem contratados. Hoje é um grande sucesso não só no sudeste do Brasil, mas no exterior, pois muita gente migrou e fazem o nosso Forró na Europa.

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Zé Duarte: Falamansa, Trio Sabiá, Trio Xamego, Trio Nordestino, Trio Forrozão, Rastapé, Trio Alvorada, Dona Zefa, vários outros trios.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Zé Duarte: Tocar minhas músicas sem pagar o jabá, tenho grandes amigos radialistas, ao longo dos meus 44 anos de carreira.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Zé Duarte: Primeiro ser humilde, correto, leal ao seu público. E trilhar sua carreira com amor, dedicação, ser dedicado e ter um compromisso sincero com você e seu público.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Zé Duarte: Festival é um evento onde muitos tem oportunidade de mostrar seu trabalho para um grande público, mas financeiramente é bom para os seus organizadores, pois financeiramente para o artista nem tanto, mas é válido. Eu apoio só, pedirei aos organizadores que valorizem mais os artistas os pagando melhor.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Zé Duarte: Não acredito que revele novos talentos, pois você se destaca e ganha o prêmio que nem é essas coisas todas e fica por aí mesmo. Depois não se faz mais nada pelos ganhadores nem em divulgação nem investimento. E o que o ganhador ganhou não dar para investir na carreira. Mas é melhor ter esses movimentos que não ter nada. Na realidade nunca fizeram nada pela nossa cultura nordestina.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Zé Duarte: Essa cobertura da grande mídia nunca existiu para nossa música popular e para os forrozeiros essa mídia olha para poucos. E quando temos espaço é a sobra que ninguém quer mais, sobram as migalhas para a maioria dos artistas nordestinos.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Zé Duarte: Aí sim é um espaço que valoriza o músico, os talentos, é uma pena que não existe divulgação na grande mídia para mais pessoas saberem desses eventos. É muito importante terem esses espaços culturais e só falta mais divulgação.

32) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Zé Duarte: Temos espaços e públicos para todos no Forró. As bandas das antigas são mais raízes e eu gosto da qualidade musical. O Forró Estilizado também tem um grande público, eu também admiro, só muda a parte musical, mas o conteúdo é o mesmo. Temos espaço para todos. Viva o nosso verdadeiro Forró.

33) RM: Zé Duarte, Quais os seus projetos futuros?

Zé Duarte: Vou continuar gravando para meu público e fazendo o que gosto que é cantar e torcer para que apareçam novos talentos para que não acabe a nossa cultura nem nossas raízes. Assim que passar a pandemia do Covid-19 tenho um convite para fazer shows pela Europa e Ásia.

Os músicos que me acompanham na banda Quarto de Hotel são: Estevão (acordeon); Beto (bateria); Truvão (contrabaixo); Leto (guitarra); Nadinho (zabumba); Diva (triângulo); Marcos Mancada (congas); Batata (teclado).

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Zé Duarte: Meu contato para show (11) 99902 – 4398 | [email protected]

| https://web.facebook.com/joseduarte.zeduarte

| https://www.instagram.com/zeduarteoficial/

Discografia de Zé Duarte: https://www.letras.mus.br/ze-duarte/discografia/

Canal de Zé Duarte: https://www.youtube.com/channel/UCVDm6ypBvLFX1gt77kGKB5w

Zé Duarte – Quarto De Hotel (Salete): https://www.youtube.com/watch?v=dMiqDV0VnWY

As Melhores de Zé Duarte – 28 músicas de sucessos: https://www.youtube.com/watch?v=QdEtEf5oJ8E

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=R9fpVw96NIY&list=PL2B0EA56D1C913D63

Zé Duarte – 1981 – Os 3 nortistas – Forró que o povo quer – LP completo: https://www.youtube.com/watch?v=nYfV4PIH-PE

Briga de Artista (na Pensão de Dona Biu) – Joci Batista: https://www.youtube.com/watch?v=Mur67n-4r0E

Entrevista com Zé Duarte: https://www.youtube.com/watch?v=eRZFqiIU0rk

Zé Duarte – Mestre do Forró Pé de Serra – Depoimento – 2016-06: https://www.youtube.com/watch?v=3zFLSsvM8P4

Arte Solidária na Aperipê TV João Moura entrevista o cantor Zé Duarte: https://www.youtube.com/watch?v=HsVZi9TNkCA

Zé Duarte canta no Tolerância Zero – Tolerância Zero: https://www.youtube.com/watch?v=pBtEgFe4_d4


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.