Zé da Lua

Zé da Lua

O zabumbeiro, cantor, compositor, percussionista, ator, jornalista, radialista paulistano Zé da Lua. Recebeu forte influência da cultura popular nordestina em sua formação no bairro de São Miguel Paulista.

Foi palestrante pelo projeto “Arte Fácil”, onde venceu concurso realizado pelo Banco Bradesco e foi palestrante nas Redes de Hipermercados Pão de Açúcar, Carrefour, Extra e em Paróquias da zona norte de São Paulo. Em 2003 atuou em pesquisa multicultural em Fortaleza/Ceará, onde fundou e integrou os grupos “Saga Nordestina”, “Maracatu Nação Fortaleza”, “Maracatu Filhos de Yemanjá”, “Maracatu Vigna Vulgaris”, percorrendo o Nordeste Brasileiro e participou de diversas apresentações. Estudou teatro no Teatro Boca Rica com Osvald Barroso de 2004 a 2006. Em Fortaleza– CE produziu eventos culturais e obteve dez documentários, uma média metragem, um curta metragem e um CD oficial e três CDs ao vivo.

Em 2009 volta a São Paulo trazendo a Banda Maracatu Vigna Vulgaris que fez muito sucesso em todo Nordeste, produzindo show na Virada Cultural 2009, além de produzir o Movimento Maraforreggae e participação no São Paulo Cidade da Música. Em 2010 foi comtemplado com o projeto Maracatu Nação São Miguel pelo programa VAI da PREFEITURA DE SÃO PAULO onde desenvolveu oficinas de construção de instrumentos, oficinas de dança, ritmos, figurino e percorrer pelas feiras livres do bairro, e batiza a TV SÃO MIGUEL a partir dos registros com o projeto Maracatu Nação São Miguel. Em 2011 nasce o Trio da Lua que percorreu diversos Céus de SP, Sesc, Centro Cultural São Paulo e festivais além de lançar EP com 4 faixas no Estádio Arena Corinthians com a Música da Copa, Hino Nacional. Em 2012 em homenagem ao Centenário de Luiz Gonzaga funda o Bloco do Baião, fundado em 24 de junho de 2012 com 6 cortejos pelo centro de São Miguel encerrando 13 de dezembro na Casa de Farinha. Em 2013 lança o primeiro CD Solo com 10 faixas, “Paixão Popular Brasileira”. Em 2015 funda o Movimento SP ROOTS que produziu DVD e CD Coletânea com artistas do Forró na zona leste de São Paulo. Participa da curadoria do Projeto Estéticas das Periferias, realizado pela Ação Educativa. Em 2016 lança CD e clip Olimpíadas 2016 e o Filme A SAGA DE ZÉ DA LUA. Em 2017 desenvolveu o Projeto TV SÃO MIGUEL contemplado pelo Programa Redes e Ruas da Prefeitura de São Paulo onde foi proponente. Em 2017 fundou o movimento SP FORRÓ que pela primeira vez o Forró teve representatividade na discussão sobre o orçamento da Cultura em São Paulo, onde consegui rubrica para o movimento junto aos forrozeiros e produtores de São Paulo.

Atualmente é responsável pelas TV São Miguel e TV Itaquera; coordenador do Trio da Lua, SP Forró, Bloco do Baião e do Studio de gravação da TV SÃO MIGUEL.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Zé da Lua para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 26.03.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Zé da Lua: Nasci no dia 29.02.1976 no bairro de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Registrado como Wagner UFracker da Silva.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Zé da Lua: Criação da Banda Bagunçareia em 1999, tocava zabumba.

02) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Zé da Lua: Administração de Empresas com ênfase em negócios, Pós Graduação em Pesquisa Multicultural morando no Nordeste durante 8 anos.

03) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Zé da Lua:Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Os 3 do Nordeste, Nação Zumbi, Cordel do Fogo Encantado, Ponto de Equilíbrio, Irmãos Enicetos, Tribo de Jah, Reisado dos Irmãos, Maracatu Nação Fortaleza.

04) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Zé da Lua: Nos anos 90 em São Paulo, após freqüentar Casas de Forró como Remelexo, Projeto Equilíbrio, Danado de Bom, KVA. Dançando Forró.

05) RM: Quantos CDs lançados?

Zé da Lua: Em 2001 o CD – “Bagunçareia ao vivo”. Em 2005 o CD – “Maraforreggae ao vivo”. Em 2006 o CD – “Banda Vigna Vulgaris” (Regional Pelo Universal e Universal pelo Regional). Em 2010 a produção do CD – “Arca do Novo Tempo”. Em 2013 o CD – “Trio da Lua”. Em 2014 o CD – “Zé da Lua – Paixão Popular Brasileira”. Em 2015 o CD – “Coletânea SP Roots”. Em 2016 o single “Olimpíadas 2016”.

06) RM: Como você define seu estilo musical?

Zé da Lua: Regional.

07) RM: Você estudou técnica vocal?

Zé da Lua: Sim, participei do Coral da UFC – Universidade Federal do Ceará em Fortaleza – CE.

08) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Zé da Lua: Importantíssimo, como aprendizado e cuidados com a voz.

09) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Zé da Lua:Anastácia, Enok Virgulino, Danilo do Trio Dona Zefa, Fauzi Beydoun da Tribo de Jah.

10) RM: Como é o seu processo de compor?

Zé da Lua: Preciso estar conectado com a natureza e nasce o refrão primeiro, vivendo na cidade tenho feito muito pouco novas canções.

11) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Zé da Lua:Karlinhos Arcoverde.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Zé da Lua: Tudo é independente, apenas quem se destaca e faz sucesso recebe propostas para parcerias.

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Zé da Lua: Se autoproduzir e ajudar a fomentar outros artistas.

14) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Zé da Lua: Desenvolver trabalhos na comunicação: Rádio, TV, Jornal, Redes Sócias.

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Zé da Lua: A internet só soma em minha carreira, ajudando a divulgar e propagar meus trabalhos.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Zé da Lua: Só temos vantagens, pois ajuda dar qualidade ao nosso trabalho.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Zé da Lua: Produção musical e fonográfica, o ideal é lançar músicas nas plataformas digitais e vídeo clip e não lançar mais CD e DVD.

18) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Zé da Lua: O “Forró Universitário” e Forró Pé de Serra cresceu muito nas ultimas décadas, em especial no Sudeste. Acho que muda muito em cada região do país.

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Zé da Lua:Trio Donza Zefa, Banda Falamansa, Tribo de Jah, Nação Zumbi.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Zé da Lua: Cortar o cabelo no palco do CTN – Centro de Tradições Nordestinas no meio do show, me senti artista famoso ao encerrar o show e vender 200 CDs e receber um grande carinho do público.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Zé da Lua: Mais feliz o reconhecimento. E triste quando sou sacaneado ou passado para trás.

22) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Zé da Lua: Um momento ímpar na história do Forró, em que sugiram muitos grupos e onde eu iniciei como músico na cultura nordestina.

23) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Zé da Lua:Falamansa, Peixeletrico, Bicho de Pé, Trio Virgulino, Circulado de Fulô.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Zé da Lua: Sim, para tocar a música precisa ser boa e fazer sucesso nas redes sociais e plataformas digitais.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Zé da Lua: Persistir e nunca desistir.

26) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Zé da Lua: A organização e divulgação é fundamental, o ruim é quanto já se sabe o vencedor com antecedência.

27) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Zé da Lua: Acho que Festival de Música não revela mais novos talentos. Hoje para os artistas se revelar tem que fazer sucesso nas plataformas digitais e fazer vídeos clips atingir grandes visualizações nas redes sociais.

28) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Zé da Lua: Falta espaço para música na grande mídia, só tem espaço quando um estilo musical se destaca.

29) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Zé da Lua: O espaço é muito bom, falta a comunidade artística preparar bons matérias para concorrer e entrar na cena.

30) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Zé da Lua: Eu gosto mais do estilo Forró Pé de Serra, Universitário, mais respeito o Forró Estilizado.

31) RM: Quais os seus projetos futuros?

Zé da Lua: Montar um espetáculo de teatro com a comunidade do forró, produzir um novo filme.

32) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Zé da Lua: (11) 96657.8677 | [email protected]

| www.drcultura.com.br

| https://web.facebook.com/zedaluaoficial

| https://web.facebook.com/groups/233222760121474

| Canal: https://www.youtube.com/channel/UCiJy-7NFFvEOI_dz9aSEWUA


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.