Will Santos

Will Santos

O músico, produtor cultural mineiro Will Santos, estudou Relações Públicas e Produção Cultural e tocou com músicos da cena da cultura nordestina como: Mestre Gennaro, Mestre Zinho, Rastapé, Pinto do Acordeon, Marcos Farias (Filho de Marinês), Trio Nordestino, Trio Virgulino, Fúba de Taperoá, Trio Xamego, Dona Zaíra, Diana do Sertão, Sandra Belê, Trio Candiêiro e vários outros.

Produziu o Trio Dona Zefa e o Canto da Ema, turnês pela Europa e eventos como: Tupiniquim no Centro Cultural Rio Verde, Baile Perfumado no Mundo Pensante e o bloco de carnaval “A Ema Gemeu de Canto a Canto”.

Atualmente produz artistas como: Xaxado Novo, Trio Borogodó, Balaio de Baião e Diana do Sertão. É fundador da Matutando Produções.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Will Santos para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01.06.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Will Santos: Nascido no dia 02.03.1988 em Itabira – MG, terra de Carlos Drummond de Andrade. Registrado como Wilher Santos Moraes.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Will Santos: Alguns músicos já começam desde cedo a tocar, mas eu, sempre ficava ouvindo as músicas que meu pai Carlos Augusto de Moraes tocava no equipamento de som. Nas festas de família a dança era o que nos unia. Aos 11 anos de idade que comecei a encontras amigos em comum para tocar alguma coisa, meu primeiro instrumento foi o Pandeiro e depois fui para Zabumba.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Will Santos: Não tenho formação musical, só a pratica dos palcos em Minas Gerais. Na formação de forrozeiro foi nos palcos do Rio de Janeiro, principalmente a Feira de São Cristóvão onde a raiz me ensinou na prática. Eu fiz Faculdade de Relações Públicas no Rio de Janeiro e fiz alguns cursos de Produção Cultural e Direitos autorais pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Will Santos: Eu cresci ouvindo Forró, mas não tinha distinção se era Pé de Serra ou eletrônico, mas com certeza isso me fez chegar em Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Os 3 do Nordeste, Mestre Zinho e que marcou meu passado. Hoje, continuo com eles, mas ao meu presente agradeço a grandes bandas e trios como: Trio Dona Zefa, Rastapé, Forroçacana, Trio Juazeiro, Trio Xamego.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Will Santos: Eu comecei em 2009 no Rio de Janeiro quando precisei decidir entre o trabalho de “Planejamento de Mídias” e a “Música”. Claro que optando pela música desbravei sendo músico da cantora Mariana Mello. De 2009 a 2014 fiz parte do Trio Candiêiro e fizermos shows nas principais Casas de Forró do Brasil e na Europa.

06) RM: Quantos CDs?

Will Santos: Participei em 2011 da gravação do álbum – “Um instante para reviver” do Trio Candiêiro. Gravei o single “Vivendo Bem” da banda “Dois Dobrado”.

08) RM: Quais técnicas é importante para ser um bom percussionista?

Will Santos: Estudar e Praticar, muito! Se desafiar nos tempos e praticar mais.

09) RM: Quais as principais diferenças entre um percussionista e um baterista?

Will Santos: Pela minha ignorância, acredito que o percussionista é o cara de habilidades em efeitos, em acrescentar o molho, que dá e tem versatilidade que a música pede. O Baterista é o cara do swing, que segura o chão da banda e maestra as viradas que embalam a música. Um sobrevive sem o outro, mas quando tem os dois juntos meu amigo é uma alegria só.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Will Santos: Elba Ramalho, Diana do Sertão, Janayna Pereira, Sandra Belê, Maria Bethânia, Anastácia, Marinês.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Will Santos: Eu espero chegar algo divino na mente, vem como um sopro de ideias, aí quando vem não se pode deixar passar, tem que escrever na hora e viajar naquilo que te trouxe.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Will Santos: Estou tendo como principal parceiro o meu amigo Anderson dos Anjos que aceitou olhar com carinho as composições que eu tinha escrito.

13) RM: O que o percussionista pode ajudar musicalmente o baterista em palco?

Will Santos: O Percussionista dá todo o brilho e alguns efeitos que sem alcance de um baterista. Então ele ajuda o baterista a manter mais o foco no ritmo, na base e viradas. Enquanto ele faz o swing.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Will Santos: Eu até desconheço uma carreira feita com gravadoras, não tenho um convívio íntimo com quem não se vende. Mas acredito que você tem um caminho traçado e bem direcionado quando aquela gravadora ou produtora acredita no teu produto. Na forma independente, não precisamos (conhecendo ou não) acertar o mercado, fazer valer e ser o Relações Públicas do nosso próprio trabalho.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Will Santos: Uma das coisas que temos, a priori, é a produção de conteúdo. Hoje com essa tecnologia e com as pressões das redes sociais, nos exige muito a colocarmos conteúdo. Nossas estratégias é sempre ter um projeto em mente para executar e depois de desmembrar cada atividade, vamos achando os caminhos de divulgação, ação e resultados.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Will Santos: Internet. Sempre buscas novas formas de se expressar, mesmo resgatando aquela música de década de 60,50…

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Will Santos: A internet é o meio mais fácil e prático para se desenvolver, as vezes você consegue se dono do seu próprio negócio lá, às vezes não. Para mergulhar no mundo da internet, principalmente para divulgar o seu trabalho é preciso conhecer as entranhas deste mundo. Lá eles exigem engajamento, impulsionamento, interação e brincar com os algoritmos. Então, para quem não sabe disso se jogas as cegas, que pode dar certo ou não. Mesmo se der certo, é preciso atenção para manter aquilo.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Will Santos: É maravilhoso o home estúdio, você ter a possibilidade de fazer em casa e com um baixo custo de produção é algo imensurável pra música independente. A desvantagem é se não tiver equipamento bons e um bom estudo sobre isso, nem sempre suas músicas vão sair boas. Aí o barato sai caro.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que um artista tem que fazer efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Will Santos: O artista tem que ser fiel ao seu público, mesmo que seja ainda em pouca quantidade, mas são os primeiros fãs que propagam suas músicas. Se você for realmente bom, mais gente irá se juntas. Com isso, é preciso também produzir e muito e sempre entregar uma sensação nova ao teu espectador.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Will Santos: Difícil classificar quem regrediu, às vezes a banda decidiu colocar o pé no freio e nem foi o público que se dispersou, às vezes, um único show deste Trio ou Banda logo se vê a aglomeração de pessoas para relembrar aquele momento. Como em todo gênero sempre tem aquela banda que se destaca por um tempo, mesmo que continue na grande mídia, mas ela teve o seu momento. O cenário do Forró mudou muito de 2000 para 2020. Mas acredito que é uma melhora muito boa e significativa. Hoje temos vários festivais de Forró pelo mundo, Casa de Forró com programações semanais e resistentes de segunda a segunda. Lugares que chamou a atenção do turismo por causa do Forró. Só vejo grandiosidade. Bandas que se destacam pela qualidade são: Trio Dona Zefa, Ó do Forró, Rastapé, Diana do Sertão e a Balaio de Baião.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Will Santos: Danilo (Trio Dona Zefa), Murillo Ramalho (Trio Dona Zefa), Jorge Filho (Rastapé), Beibi (Dona Zaíra), Guegue Medeiros (Picadinho), Danilo Moraes (Picadinho).

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Will Santos: Tudo citado na pergunta já aconteceu (risos). Já participei de um Festival de Forró em que ficamos na barraca até a hora do show, banho frio e na hora do show, acabou a luz elétrica. Tivemos que descer para o meio do público pra tocar Forró. Já tocamos em um lugar que só tinha um microfone para os três cantarem. Já tocamos em um lugar que a cozinha estava atrás da gente e toda que vez que íamos cantar o cozinheiro gritava para o garçom “MESA 3” e tocava o sino (risos).

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Will Santos: O que me deixa mais triste na carreira é as vezes ter que ser profissional com alguém que não ofereceu o mínimo do que prometeu. Já pensou se eu ofereço chegar as 18:00 e chego as 20:00? Ou prometo tocar duas horas e acabo tocando sessenta minutos?! Mas a gente sempre cumpre o prometido mesmo não recebendo o cachê no final. O que me deixa feliz é ser recompensado pelo público, em ver todo mundo dançando e se divertindo. O Forró também já me levou em muitos cantos pelo mundo. Serei eternamente grato.

24) RM: Quais os prós e contras em ser músico freelancer?

Will Santos: A mesma maré que bate em um “freela”, bate em uma banda. O “freela” pode ter que preencher muitos espaços vagos nas bandas, mas quando os espaços vão se preenchendo ele acaba perdendo trabalhos e se firmando com quem lhe chama com mais frequência. Na banda é a mesmas coisas, as vezes aparece muitos shows e as vezes não. Aí é hora de se manter unidos e trabalhar.

25) RM: Quais os prós e contras do Movimento do Forró Universitário no Sudeste?

Will Santos: O “Forró Universitário” uniu muita gente, graças a ele, eu estou aqui. Precisaria de mais movimentos assim para continuarmos a buscar o público jovem e respeitadores da nossa cultura.

26) RM: Quais os prós e contras do Movimento do Forró de Banda dos anos 90?

Will Santos: Não tenho nada contra as bandas dos anos 90, entendo que todos os movimentos fizeram história até aqui, para quem não gosta pode até dizer que isso seria um ponto negativo, mas não vejo assim. Foi válido e continua sendo.

27) RM: Quais os prós e contras do Movimento do Forró Estilizado dos anos 2000?

Will Santos: O único problema é que “Forró Estilizado” propagou muitas músicas de cunho sexual, duplo sentido e deu uma curva maior do nosso público. Mas as bandas de Forró ainda atraem um grande número de pessoas.

28) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Will Santos: Não acredito que minha música será tocada sem pagar o jabá.

29) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Will Santos: Faça. Vá! Seja sonhador, mas lute com garra. Não deixe seus sonhos só ficar no papel.

30) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Will Santos: Os festivais de música são maravilhosos e sempre terão lugar cativo na carreira de muitos músicos. O problema é que nem todos conseguem participar de um festival. Mas que continuem lutando.

31) RM: Os Festivais de Música revelam novos talentos?

Will Santos: Sim e muitos. Mas quanto mais Festivais de Música, melhor. A música independente ainda sofre um pouco.

32) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Will Santos: Crescendo cada vez mais através das redes sociais. O social é que faz chegar na grande mídia. Então temos mais uma ferramenta, mas o Forró que é um gênero que não depende da grande mídia vai ter que lutar e muito para ter um espaço notório e respeitado.

33) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Will Santos: É o respiro que sentimos quando participamos em algo por essas instituições. O valor é único por qualquer gênero que se apresenta ali.

34) RM: Quais os prós e contras em tocar em banda fixa ou com um único artista?

Will Santos: A banda tem que ter os membros em um juramento de casamento, para que todos saibam sair juntos de alguma crise sem atrapalhar a carreira da banda. O relacionamento tem que ser muito fiel e carinhoso entre os membros. É preciso cordialidade e respeito com opiniões. Tendo isso tudo, não tenho contra.

35) RM: Apresente a Feira de São Cristóvão.

Will Santos: A Feira de São Cristóvão é o maior complexo que eu já vi de cultura nordestina. Ela fica no Rio de Janeiro e realmente parece um cantinho feito para receber o Nordeste no mínimo que ele merece. Fica um palco principal no meio de dois palcos pequenos e isso se repete na outra ponta do complexo, nos oferecendo seis palcos com atrações de sexta a domingo de 19:00 as 5:00 da madrugada, todo final de semana. Além das atrações, tem comidas típicas e belíssimas, artesanato, repentistas, cordelistas e coisas que só se vê no Nordeste. Ali você encontra o povo, suas origens e sonhos. Ali conheci a verdadeira face do Forró, não só a raiz, mas o grito de sobrevivência deste povo maravilhoso. Sou grato eternamente pelos ensinamentos da Feira, a famosa Centro de Tradições Nordestinas do Rio de Janeiro.

36) RM: Apresente o Trio Borogodó.

Will Santos: Borogodó significa “um atrativo pessoal irresistível” – é aquilo que não pode ser definido como beleza, charme…em suma, é aquele “algo a mais” que não tem descrição definida ou razão de ser, mas é indiscutivelmente o que desperta o interesse de todos que estão à volta. Assim podemos tratar não somente a jornada de um Trio de forró, mas sim de seus componentes que o formam. A formação: o cantor, compositor, instrumentista Chico de Andrade, nascido no berço do Forró, a família Andrade tem uma história de longa data com o Forró Pé de Serra, seu avô Jonas de Andrade junto com seu irmão Zequinha de Andrade (Trio Xamego), se consagraram na década de 70 com o Trio Nortista que lhe renderam mais de 10 LPs., já acompanhou Fúba de Taperoá, Chiquinho Alves, Cicinho Silva, Jorge do Rojão, Nozinho do Acordeon, entre outros músicos ao longo da sua carreira.

Chiquinho Alves: nascido em Piquet Carneiro, no Ceará, começou sua carreira em 1965, se mudando para São Paulo no ano 1984. Integrou Trios de sucesso como Trio Araripe, Trio Marrom, Trio Cristalino, Trio Xamego (onde permaneceu por 12 anos colecionando sucessos e grande empatia do público). Tocou com Mestre Camarão, Sivuca, Marinês, Oswaldinho do Acordeom, Alceu Valença e uma turnê pela Europa.

Will Santos: Aos 15 anos começou a tocar no interior de Minas Gerais, logo depois se mudou para o Rio de Janeiro onde tocou com grandes nomes do Forró: Rastapé, Azulão de Caruaru, Marcos Farias (filhos de Marinês), Pinto do Acordeon, Gennaro (ex Trio Nordestino), Marcelo Mimoso (Gonzagão A Lenda), Edson Duarte, Benício Guimarães, Mestre Zinho, Trio Virgulino. Acompanhou a cantora Mariana Melo e fez parte do Trio Candiêiro por seis anos. Realizou duas turnês pela Europa. Como produtor trabalhou com o tradicional Trio Dona Zefa e Canto da Ema.

Nesta formação podemos dizer que, o Trio Borogodó tem sim, aquele “algo a mais” pela junção destas três trajetórias de muito Forró. O nosso “algo a mais” é fazer o povo dançar e dançar muito, valorizando a tradição do Forró, unindo públicos de todas as idades à cultura do nordeste que é formidável. “Aí tem Borogodó“.

37) RM: Apresente a Balaio de Baião.

Will Santos: O Balaio de Baião é uma banda formada por jovens apaixonados e pesquisadores da música popular brasileira, tendo como foco a cultura nordestina. A banda tem como missão resgatar a cultura nordestina, tornando popular grandes mestres que formaram ídolos como: Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Elba Ramalho, Alceu Valença e toda essa riqueza. O repertório é feito para o incentivo da dança e para interagir o público de todas as idades com clássicos de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, músicas autorais que contam e cantam os novos tempos, misturando ritmos e levadas como o samba e o rock. Já tocaram em casas e eventos como Canto da Ema (SP), Remelexo Brasil (SP), Clube Democráticos (RJ), Festival Nata Forrozeira (SP), Bar do Forró – Itaúnas (ES). Formada por quatro integrantes: André Moita (Sanfona), Luisinho Sales (Triangulo), Will Santos (Zabumba), Anderson Anjos (Cavaquinho).

38) RM: Apresente a banda Xaxado Novo.

Will Santos: O Xaxado Novo resgata uma formação tradicional do Baião para homenagear grandes mestres da cultura popular brasileira, e propõe um passeio musical pelas diferentes culturas que contribuíram para a formação da música nordestina, como os povos ciganos e árabes. Como já dizia Luiz Gonzaga – ícone máximo do Forró e principal influência do grupo – antes da sanfona chegar no sertão os forrós eram feitos com a rabeca. Para valorizar essa tradição, o Xaxado Novo opta por utilizar o instrumento, originário do rebab árabe (instrumento cordofónico de arco em uso nos países muçulmanos), que se difundiu no Nordeste no século XVIII. Além disso, inova em sua instrumentação ao incluir o sousafone (é um instrumento de sopro da família dos metais), o surdo de samba e o davul – tambor de origem oriental semelhante a zabumba, muito utilizado nas festas populares do leste europeu.

As apresentações do Xaxado Novo são únicas, não apenas pela originalidade dos arranjos, mas também pelas performances e interações com o público. Formado em 2013 por músicos pesquisadores das culturas tradicionais, o “bando” apresenta elementos do imaginário popular brasileiro em seu figurino, cenografia e sonoridades, fazendo referência à estética dos caboclos, vaqueiros e cangaceiros.

Em suas pesquisas, que vão desde antigos temas de sanfonas de oito baixos até o sistema musical das escalas orientais (makams), passando pela dança do xaxado, popularizada pelo bando de Lampião, o Xaxado Novo funde ancestralidades e experimentações, retratando o que há de melhor na cultura brasileira de forma genuína e cativante.

Lançou em 2016 seu primeiro álbum “Sertão Cigano”, com músicas próprias e releituras de composições de João do Vale, Trio Nordestino, Antônio Barros. O grupo se prepara para lançar em 2018 o CD – “Xaxado Novo Ao Vivo”, gravado no Auditório Ibirapuera, com participações de Ricardo Herz, Gabriel Levy, Orkestra Bandida. Formação: Davi Freitas (Violão e Voz), Eliezer Tristão (Sousafona), Bruno Duarte (Zabumba), Wanessa Dourado (Rabeca), Marcus Simon (Percussão).

39) RM: Quais os seus projetos futuros?

Will Santos: Estamos preparando um novo álbum da Banda Balaio de Baião, produzindo também para o próximo álbum da Diana do Sertão. E virá também algo como uma série para todos os espectadores da internet verem o Forró de uma forma diferente.

40) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Will Santos: Tem as redes sociais e contato da minha produtora
“Matutando Produções” www.matutandoproducoes.com.br

| (11) (11) 98780-5445 (11) 3456-2329 | [email protected] | [email protected]

| www.instagram.com/matutandoproducoes

| www.facebook.com/matutandoproducoes

Canal Trio Borogodó: https://www.youtube.com/channel/UC6HiCpoX69jmC7Q_pAsrnog

Trio Borogodó – DJ Pé de Serra (Single): https://www.youtube.com/watch?v=qa-jOHKzeTc

Trio Borogodó #livecultural: https://www.youtube.com/watch?v=CWvat97NnJc

Canal: Xaxado Novo: https://www.youtube.com/c/XaxadoNovo

Playlist Sertão Cigano: https://www.youtube.com/watch?v=80hNGCxh5ZA&list=OLAK5uy_mbtgD4XnVx6R_p0LnJd46jvSenDQPVrs4

Playlist Xaxado Novo: https://www.youtube.com/watch?v=HHHqCoggX7o&list=OLAK5uy_m3BV6sk6i97p-u9aPU_q8qJI_Tu26TZXM

Canal da Balaio de Baião: https://www.youtube.com/channel/UCS4BMHo8DAEqRGijKf50wCA

Balaio de Baião – Quero Tomar Vacina: https://www.youtube.com/watch?v=w87N_nIQzfE

Live Balaio de Baião | 12/05/2020: https://www.youtube.com/watch?v=xHk9g5q9Vto

Playlist Trio Candiêiro: https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_lNtN7_cpgb-BBIWyxCSXh-uDCw9lYC8tk

https://www.palcomp3.com.br/triocandieiro/

https://www.instagram.com/tv/B-dCISZB3j9/?utm_medium=copy_link


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.