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Toinho Vanderlei


O cantor, compositor, violonista, publicitário, designer, caricaturista pernambucano Toinho Vanderlei, montou seu grupo em 1998, e em 1999 gravou seu primeiro álbum.

Já lançou quatro álbuns no gênero Forró. Com mais de 20 anos de carreira, componho desde os 15 anos de idade. A música, a poesia e a arte sempre fizeram parte da sua vida. Tem mais de 400 músicas compostas nos mais variados gêneros musicais e parcerias com: Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Nando Cordel, Accioly Neto, Israel Filho, Marcelo Melo, Fernando Filizola, Leandro Leon, Nerilson Buscapé, Xico Bizerra, Roberto Lins, Enock Domingos, Paulo Roberto (Paulão), Regis Moreira, Parrô, Antônio José, Carlos Pinto, Climério de Oliveira, Edvaldo Morais, Israel Vanderlei, Adelmo Vasconcelos, Rodrigo Nascimento, Deda dos 8 baixos, Naninho Batera, José Matias, entre outros.

Em 2000, junto com Fernando Filizola, criou o projeto Ritmos e Artes de uma terra de 500 anos, para o Cabo de Santo Agostinho. Projeto de valorização e descoberta dos artistas daquela região. Grupos de Coco, Ciranda, Forrozeiros, Literários e Artistas plásticos foram descobertos. Foi criado e gravado um CD e folder em formato de livrete para registrar tudo. Depois foi criada a “Caravana Agrocultura”, com todos estes artistas selecionados do projeto e passamos a fazer minucioso trabalho de ensaios para nos apresentar e mostrar toda cultura do Cabo de Santo Agostinho, por várias cidades do interior pernambucano, tudo com o apoio e patrocínio do SESI, que foi primordial para o desenvolvimento do projeto. Depois veio uma série de apresentações como a V, VI e VII Fenearte, na ocasião Toinho Vanderlei fazendo parte de um Grupo que criaram para fazer parte do projeto, chamado Cantigas Pernambucanas ao lado do seu amigo Fernando Filizola, ex – Quinteto Violado, também se apresentaram no 15º Festival de Inverno de Garanhuns, Marco Zero (Dia da Cultura), Cais da Alfândega (Período Junino) e na Sala de Reboco. Além de realizar diversas apresentações em mais 35 municípios do interior pernambucano.

Um serviço social de muita importância para Toinho Vanderlei foi contribuir com as gravações do CD do CERVAC, “Acordes pra vida”, onde tem duas músicas dele, além de criar a capa do álbum e fiz o lançamento do CD nas festividades de Nossa Senhora da Conceição em 2011. No ano de 2012 tocou no Sítio da Trindade junto com seus amigos da Banda Mandracatu, nos dias 23 e 30 de junho. Neste mesmo ano, criou o Projeto Lua no Morro, evento que homenageou o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e foi realizado no Morro da Conceição. Foram vários dias de apresentações, palestras, comidas típicas, muita festa e alegria. Foi muito gratificante para o artista poder participar cantando também com meu grupo nas apresentações do projeto “Lua no Morro”.

Segue abaixo a entrevista exclusiva Toinho Vanderlei para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 11.06.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Toinho Vanderlei: Nasci no dia 25.05.1951, em Recife, Pernambuco, onde moro até hoje. Registrado como Antonio Vanderlei Pinto.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Toinho Vanderlei: Quando eu tinha 14 anos de idade, meu irmão mais velho comprou um violão e eu também comecei aprender a tocar este instrumento através método para violão. 

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Toinho Vanderlei: Sou autodidata, aprendi tocar violão e cavaquinho sozinho. O violão é o instrumento onde eu me inspiro, componho minhas canções e que também me acompanha sempre nas minhas apresentações.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Toinho Vanderlei: No passado, quando criança, eu ouvia muitos Boleros, porque minha mãe ouvia rádio todos os dias, toda hora, e quando chegava o São João, a gente só escutava Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, Genival Lacerda, Coroné Ludugero. Quando adolescente escutei muito MPB, Beatles, Fevers, Roberto Carlos. Depois passei a ter preferência pelo gênero Forró.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Toinho Vanderlei: Nos anos 90, quando participei de alguns Festivais, especificamente, 1995 e 1996 no Canta Nordeste da Rede Globo, Musicesc Tribuna em 1997 e em 1998 Festival da Católica. E em 1999 montei meu primeiro grupo de Forró, e comecei a fazer shows. 

06) RM: Quantos CDs lançados?

Toinho Vanderlei: Tenho quatro lançados. O primeiro CD lancei em 1999 (álbum branco), com 10 músicas e conta com as parcerias de Petrúcio Amorim na “Te procurando”, Carlos Pinto, Edvaldo Morais, Antonio José. Foi prensado pela Sonopress, com produção independente. As seguintes músicas: “Tem jeito não”; “Te procurando” (Toinho Vanderlei / Petrúcio Amorim); “Vaqueiro cowboy” (Toinho Vanderlei / Carlos Pinto); “Essa menina”; “Menina grande” (Toinho Vanderlei / Edvaldo Morais); “Minha veia”; “Linda que dá medo”; “Toda de branco”; “Só pra dizer” (Toinho Vanderlei / Edvaldo Morais); “A bela e o fera” (Toinho Vanderlei / Carlos Pinto).

O segundo CD lancei em 2003 (álbum amarelo), com 12 músicas, com muito xote e baião, algumas de minha autoria, outras em parcerias como: Israel Vanderlei, Naninho Batera, Antonio José. Nesse trabalho, conto com a participação de Novinho da Paraíba na “Paixão danada” e do Quinteto Violado na música instrumental “A missa do Vaqueiro”. Foi gravado no Estúdio Matolão e prensado pela CD+, com produção independente. Com as músicas: “Academia do baião”; “Forró funhé” (Toinho Vanderlei / Naninho Batera); “Só dorme se eu ninar”; “Quero chamegar”; “Paixão danada”; “Escultor apaixonado” (Toinho Vanderlei / Israel Vanderlei); “Poder da criação” (Toinho Vanderlei / Antonio José); “No sufoco”; “Século XXI”; “Melhorar ou mudar”; “A gente se gosta” (Toinho Vanderlei / Israel Vanderlei); “A missa do vaqueiro”.

O terceiro CD lancei em 2007 – “O forró é fogo”, com 15 músicas com Forró, Xote e Baião e algumas parcerias, como parceria de Ronaldo Aboiador, Fernando Filizola, Adelmo Vasconcelos. Foi prensado pela Matolão, com produção independente. Com as músicas: “A sanfona e o rei”; “Morena linda” (Ronaldo Aboiador); “O forró da Xica” (Israel Vanderlei); “Laralá” (Toinho Vanderlei / Carlos Pinto); “O forró é fogo” (Toinho Vanderlei / Antonio José); “Forró animadinho” (Toinho Vanderlei / Deda dos 8 baixos); “Papel em branco” (Toinho Vanderlei / Carlos Pinto); “Indo e voltando” (Fernando Filizola); “Beija-flor imaginário” (Toinho Vanderlei / Israel Vanderlei); “Trem do forró”; “A festa não pode parar”; “Canção pra ela” (Toinho Vanderlei / Antonio José); “É baião, é xaxado” (Toinho Vanderlei / Rodrigo Nascimento); “Minha história” (Toinho Vanderlei / Adelmo Vasconcelos); “O forró do Arlindo” (Toinho Vanderlei).

O quarto CD gravado em 2013 “O falar do meu sertão”, com 14 músicas de muito forró, xote e baião, com a participação de minha filha Isabela Muniz dividindo a “Melhor nem Lembrar”, tem também uma ciranda minha em parceria com Fernando Filizola e a música que dar o nome ao álbum – ”O falar do meu sertão”, parceria com meu amigo Adelmo Vasconcelos. Tem também um samba de latada “Domingo com a família”, um álbum bem eclético. Produção independente, gravado no Estúdio Âncora em 2012. Com as músicas: “O falar do meu Sertão” (Toinho Vanderlei / Adelmo Vasconcelos); “Sonhador” (Toinho Vanderlei / Vieira de Melo / Nido do Acordeon); “Curió cantador” (Toinho Vanderlei / Aécio dos 8 baixos / Aracílio Araújo); “Te procurando” (Toinho Vanderlei / Petrúcio Amorim); “O centenário do rei” (Toinho Vanderlei / Regis Moreira / Manoel Santana); “Melhor nem lembrar”; “Basta um sorriso”; “A filha da Karolina”; “O que será do amanhã”; “Lavadeiras do Paiva” (Toinho Vanderlei / Fernando Filizola); “Meu ciúme” (Toinho Vanderlei / Edvaldo Morais); “Minha princesa”, “Túnel do tempo” (Toinho Vanderlei / Accioly Neto); “Domingo com a família”.

Os músicos que participaram dos discos são os seguintes: Toinho Vanderlei, voz e violão, Derico Alves e Xande Cerqueira, nas sanfonas, Will no baixo, Maurício Santana, na bateria, Tonel na zabumba, carrilhão, ovinho e triângulo, Silvinha e Isabela Muniz, backing vocal. O perfil musical dos quatro álbuns é Forró.

As músicas tocaram mais: “Minha véia”, “Te procurando”, uma parceria com Petrúcio Amorim, “Só pra dizer”, uma parceria com Edvaldo Morais. No segundo álbum foram: “Forró funhé”, uma parceria com Naninho Batera, “Escultor apaixonado”, uma parceria com Israel Vanderlei, “Melhorar ou mudar”, “A sanfona e o rei”, “O forró da Xica”, uma parceria com Israel Vanderlei, “Papel em branco”, uma parceria com Carlos Pinto, “A festa não pode parar”, “Melhor nem lembrar”, “O que será do amanhã”, “Basta um sorriso”, “Lavadeiras do Paiva”, uma parceria com Fernando Filizola. 

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Toinho Vanderlei: Apesar de ser eclético na forma de compor, meu estilo musical nos meus discos e o que canto nos shows é o “Forró”.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Toinho Vanderlei: Não. 

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Toinho Vanderlei: Acho muito interessante a técnica vocal para quem é intérprete de músicas românticas, Tenor, Soprano. O cuidado com a voz, é não exagerar em bebidas geladas demais, para mantê-la boas condições na hora de cantar. 

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Toinho Vanderlei: Amelinha, Elba Ramalho, Nádia Maia, Fagner, Maciel Melo, Jorge de Altinho, Flávio José, Luiz Gonzaga. 

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Toinho Vanderlei: Componho quando vem a inspiração, nunca forço a barra para compor. Eu tenho preferência em fazer melodias, embora faça letras também. Gosto de compor com parceiros.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Toinho Vanderlei: Carlos Pinto, Antonio José, Petrúcio Amorim, Accioly Neto, Fernando Filizola, Edvaldo Morais, Adelmo Vasconcelos, Regis Moreira. Algumas parcerias ainda por gravar, como com Nando Cordel, Maciel Melo, Anchieta Dali, Xico Bizerra, Israel Filho, Roberto Lins, Marcelo Melo, entre outros.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Toinho Vanderlei: Onildo Barbosa, Forró Mingau de Cachorro, Banda Mandracatu, Carlos Pinto.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Toinho Vanderlei: O bom de você desenvolver uma carreira independente, é que a gente grava a música que quiser, sem amarras. Mas quando você tem uma carreira administrada por um empresário ou uma gravadora o reconhecimento é bem mais rápido, sempre vai ter show para fazer e sempre está na grande mídia, é bem mais vantajosa e sólida sua carreira.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Toinho Vanderlei: Preparo-me muito durante o ano, cuidando do repertório e a escolha de bons músicos, bastante ensaio que é para quando estiver no palco, fazer o melhor. Fora do palco eu toco minha vida naturalmente como todo mundo. Como eu também sou designer nas horas que não estou cantando ou compondo, estou fazendo meus free lancers, desenhando, fazendo caricaturas, criando também algumas peças gráficas de divulgações minhas e seguindo a vida.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Toinho Vanderlei: A credibilidade do meu nome, meus projetos e os meios de comunicações como aliado às minhas ideias, mas com a pandemia do Covid-19 que já se arrasta há mais de um ano e meio qualquer projeto ou ideia está sendo inviável.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Toinho Vanderlei: A internet só tem ajudado e muito, principalmente nessa fase de pandemia do Covid-19, em que não estamos podendo fazer nossos shows, a única forma de se mostrar, é através de Lives, e postagens de fotos. Meus álbuns, por exemplo, estão todos por aí espalhados nas plataformas, SoundCloud, palcomp3, Vagalume, Sua Música, Youtube, Instagram. Não tem me prejudicado em nada, até então.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Toinho Vanderlei: Achei muito interessante o que falou o Flávio Leandro na sua entrevista para a Ritmo Melodia, o que falta na verdade, para o home estúdio ser um excelente negócio, é só cuidar da filtragem.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Toinho Vanderlei: Para me manter no mercado com o mesmo propósito de quando comecei, não me preocupo com a concorrência, porque hoje, depois de mais de 20 anos de carreira, prezo ainda mais pela qualidade do meu repertório, pelos arranjos de minhas músicas e pelos músicos de minha banda que me acompanham. 

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Toinho Vanderlei: O cenário do Forró está cada vez melhor, existem vários programas de Forró durante o dia todo, de manhã, de tarde e de noite, eu nunca vi tantas rádios divulgando nosso Forró. As revelações foram: Cristina Amaral, Cezzinha, Nádia Maia, Geraldinho Lins, João Lacerda, Maciel Melo. Quem permaneceu: Flávio José, Gennaro, Anastácia, Trio Nordestino. 

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Toinho Vanderlei: Conheço vários artistas do nosso meio, mas gosto muito dos trabalhos de Maciel Melo, Anchieta Dali pelas suas qualidades musicais, sem querer deixar ciumeiras (risos).

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Toinho Vanderlei: Nós fomos fazer um show em Sertânia – PE, aí quando estávamos passando o som, o sanfoneiro se desentendeu com o cara da mesa de som, mais tarde quando fomos cantar, eu tive que fazer a introdução na boca por que o operador de som tirou por alguns instantes o som da sanfona.

Temos várias situações inusitadas: Em um show que fomos fazer em Custódia, nós cantando Forró para danar, no intervalo de uma música para outra um camarada na plateia, já com o quengo cheio de cachaça se aproxima do palco e pede para eu tocar uma música de Waldick Soriano. Outra situação de gafe, é que eu estava dando uma entrevista na Rádio Clube onde o locutor era Ciro Bezerra, e eu tenho muita dificuldade de decorar nomes, então ao agradecer eu troquei o nome dele pelo do ex governador do Ceará, Ciro Gomes, ele disse: Toinho, eu só queria ter a grana dele.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Toinho Vanderlei: A felicidade da gente é sempre estar fazendo show com muito público e perceber que nossa mensagem foi alcançada. O que me deixa triste é quando acontece situações como a pandemia do Covid-19, que já faz mais de um ano, tirando o emprego de tanta gente da área musical. E também a falta de reconhecimento das autoridades em relação aos cachês da gente.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Toinho Vanderlei: Foi um movimento interessante, de alguns jovens universitários que tentaram modernizar, o Forró incrementando novos arranjos e novos instrumentos, nada mais, por que os ritmos do Forró, Xote, Baião e Arrasta-pé, continuam os mesmos.

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Toinho Vanderlei: Os grupos que chamaram minha atenção e que permanecem até hoje: Falamansa e Rastapé.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Toinho Vanderlei: Sem o pagamento do jabá, na maioria das rádios ainda não tocam nossas músicas. Algumas rádios tocam sem o jabá quando eu peço e nas Web Rádios que são rádios de amigos, tocam todo dia.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Toinho Vanderlei: Se você tem talento, é criativo e dinâmico, grave um trabalho bonito e diferente e siga em frente meu amigo.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Toinho Vanderlei: Todo Festival de música é uma vitrine, é muito interessante para você se projetar no mercado da música, é só fazer um trabalho bem feito, e se soltar no palco. O ruim, é a eliminação, nas etapas.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Toinho Vanderlei: São tão poucos os Festivais de Música que acontecem hoje em dia, que já não tem relevância alguma. O desinteresse é muito grande por todos os lados, principalmente pelos prêmios oferecidos. Para revelar talentos só mesmo o The Voice Brasil, aí sim.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Toinho Vanderlei: Acho meio cruel, para se ter um nome reconhecido nacionalmente, tem que pagar muito caro o jabá. Para aparecer num programa como o de Faustão, Serginho Groismann, Rodrigo Faro, Luciano Huk, não há quem tenha tanto dinheiro para pagar, a não ser que você tenha uma gravadora que banque.

31) RM: Toinho Vanderlei, Quais os seus projetos futuros?

Toinho Vanderlei: São tantos ainda. Quero gravar um DVD.

32) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Toinho Vanderlei: (81) 98796 – 7938 | toinhovanderlei@gmail.com

| https://www.instagram.com/toinhovanderlei

| https://www.facebook.com/toinho.vanderlei 

Canal: https://www.youtube.com/user/TheToinhovanderlei 

Canal: https://www.youtube.com/user/ToinhoVanderlei1 

O melhor pro São João: https://www.youtube.com/watch?v=_tbIP-2Fgtk 

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=5eFZwTgxYLI&list=PLlCK3d9Hk1XStOHIYCYvSHP8BEgkqG8le


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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