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Tikinho do Brazil e Família Teocratas

Tikinho do Brazil


Tempo de Leitura: 11 minutos

O educador ambiental, palestrante cultural, paulistano Tikinho do Brazil que é também diretor da ONG C.E.C.A.P – Centro de Cultura Artística Popular fundada em 1984.

Tikinho do Brazil compositor e guitarrista da banda “Família Teocratas” que teve “Humanos Atrasados” incluída na Coletânea do dia da Consciência Negra de 2017 da Fábrica de Cultura e por surpresa a música passou na eliminatória do FEMUFEFestival de música da Federal.

Tikinho do Brazil teve atuação como ator nas telenovelas: O machão, Meu Rico Português, As Divinas e Maravilhosas da TV TUPI nos anos 70. Tikinho do Brazil trabalhou na Febem, SOS Criança, CEDECA (Centro de defesa dos Direito da criança e do Adolescente). Tikinho do Brazil teve os projetos contemplados: Plantarte de Educação Ambiental no “Prêmio Betinho de Cidadania” 2001/2003. CCJ (Centro Cultural da Juventude) na Vila Nova Cachoeirinha.

Tikinho do Brazil está com os projetos em andamento no Centro Cultural (Canindé/Pari). Projeto – Eco-Pacto em parceria com a “Escola Técnica Federal”. Projeto – Kasa Preta Real. Tikinho do Brazil atua como palestrante dos temas como: Cultura Rastafári (Kebra Nagast), Cultura Negra, Etnias.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Tikinho do Brazil para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 03.07.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Tikinho do Brazil: Nasci no dia 05.03.1959 no bairro de Santa Maria em São Paulo. Registrado como Odair Corrêa de Toledo.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Tikinho do Brazil: Aos seis anos de idade meu pai era músico em um quinteto de samba de breque, violão, pandeiro, timba e cuíca. Meu pai me levava para assistir os ensaios e as vezes eu até cantava e os adultos achavam maravilhoso, uma criança cantar afinado. Assim me apaixonei pelo Violão, mas somente aos quinze anos de idade eu pude comprar meu primeiro Violão a prestação na antiga loja Mappin…

03) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Tikinho do Brazil: Em 1974, aos quinze anos de idade iniciei como ator coadjuvante em telenovelas: O machão, Meu Rico Português, As Divinas e Maravilhosas na antiga TV Tupi. Tive a oportunidade de conhecer o mundo artístico e uma grande variedade de atores e músicos da área do Samba, Rock, Funk Soul. Através do trabalho de ator consegui meu registro no DRT (Delegacia Regional do Trabalho). A música veio como um instrumento alavancado, passei a compor para um grupo teatral Chãopauco, e dessa forma aprendi a fazer arranjos no Violão.

Na década de 80 iniciei na noite paulistana no formato Violão e Voz tocando MPB e músicas regionais sertanejas. Na década de 90 formei uma banda de reggae e passei a lidar com MPB e músicas internacional no estilo reggae. É o estilo que faço até hoje com a influência do MPB e comecei a dar menos atenção ao estilo Sertanejo. Meu registro na Ordem dos Músicos do Brasil foi em 1989.

Tenho várias funções: Arte Educador Social dando aulas de Música, Teatro, Dança e percufonia (o corpo é um instrumento percussivo). Após estágio Universitário em Educação Artística pela FAMOSP – Faculdade Mozarteum de São Paulo e estágio universitário de Pedagogia (Dom Bosco, UNIESP) e diversas oficinas de arte terapia em diferentes projetos promocionais.

04) RM: Quantos CDs lançados?

Tikinho do Brazil: Não gravei um CD solo. Tenho minha canção “Humanos Atrasado” foi gravada na Fábrica de Cultura do bairro Vila Nova Cachoerinha na zona norte de São Paulo em 2017 e lançada na coletânea das Melhores músicas gravadas no ano por todas as Fábricas de Cultura de São Paulo. Teve a participação da minha banda Família Teocratas, eu sou o vocalista e guitarrista.

04) RM: A apresente a sua banda Família Teocratas?

Tikinho do Brazil: Família Teocratas é a única banda de reggae em São Paulo composta literalmente por integrantes da mesma família, e tem como característica ser composta por filhos e sobrinhos. Tem quatorze anos de formação, e liderado por mim (Tikinho do Brazil). A FAMÍLIA TEOCRATAS é produzida pela FT produções, e já passou pelos principais eventos de reggae em São Paulo. Em 2017 lançamos o primeiro single “HUMANOS ATRASADOS” nas plataformas digitais pela (Tratore) que entrou na playlist da Fábrica de Cultura. Em 2020 gravamos o primeiro álbum “KASA PRETA REAL”.

05) RM: Como você define seu estilo musical?

Tikinho do Brazil: Principesco, considerando uma palavra cultural que deriva de Princípio, Principal, Príncipes e também Reis. A palavra Reggae significa Reino, poderia também definir como nobre e sobre tudo uma nobreza popular. Como Arte Educador, eu amo a educação e o Reggae educa.

06) RM: Você estudou técnica vocal?

Tikinho do Brazil: Estudei várias vezes em diversas situações, porém sempre procurei ser intérprete, não um cantor teórico clássico, já participei de aulas  quando realizei diversas oficinas de canto, percussão e coral.

07) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Tikinho do Brazil: Fui cantor da noite (Voz e Violão) durante 15 anos e ainda sou vocalista da banda Família Teocratas. Trabalhando profissionalmente com a voz, experienciei a necessidade de evitar bebidas alcoólicas geladas, drogas e outras coisas que prejudicariam o uso da minha voz. Optei pela alimentação natural e valeu apena, em 2020 fiz 61 anos e ainda sou intérprete.

08) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Tikinho do Brazil: Admiro Leila Pinheiros, Marina Lima, Dezarie, Chico César, Dom Bosco, Cazuza, Peter Tosh, Bob Marley, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

09) RM: Como é o seu processo de compor?

Tikinho do Brazil: Em um Estalo! Muitas músicas se manifestam prontas. Eu só tenho que materializar. Elas vêm naturalmente em lugares em momentos inspiradores, adequados ou não. A inspiração temática demora mais. Um trabalho sob encomenda, é mais difícil, pois passam por avaliação de terceiros. Entre esses dois processos sou mais o estalo musical.

10) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Tikinho do Brazil: Filhos e sobrinhos que fazemos parte banda Família Teocratas. Todos compõem individualmente. Eu tenho parceria musical e instrumental com todos. Compor e musicar é meu e o nosso trabalho.

11) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Tikinho do Brazil: Em pró podemos contar com tudo e contra o Dinheiro e a situação financeira dos profissionais de música no Brasil. Não somos profissão legitimada com um ministério da música. Se você não é um musico de orquestra clássica municipal, tem que dar sorte de fazer sucesso na grande mídia. Os profissionais anônimos da música nem se aposentam por tempo de serviço. Não existem muitas empresas que empregam efetivamente os músicos.

12) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Tikinho do Brazil: É a mesma estratégia artística, tenho que cuidar da minha família da mesma forma que eu cuido da arte. A Família Teocratas não se resume a uma banda familiar. Teocracia é uma proposta universal de convivência familiar e social por tanto de todas as estratégias a que mais funciona dentro e fora é a paz e o amor, o respeito pela lei espiritual de Jah.

13) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Tikinho do Brazil: A Família Teocratas participa de trabalhos sociais de proteção ao meio ambiente e defesa dos patrimônios históricos através da ONG Instituto C.E.C.A.P – Centro de Cultura Artística Popular. A entidade recebeu o Prêmio Betinho da Cidadania com as oficinas Plantarte: Reggae, plantio, oficinas de Pipa e palestras sobre o meio Ambiente. Atualmente realiza o projeto Kasa Preta Real como grupo de cultura plantares com apoio a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo com apresentação de shows de Reggae é palestras sobre cultura Rastafári.

14) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Tikinho do Brazil: Ajuda muito, considerando as condições tecnológicas do passado, hoje é muito mais fácil estar na mídia. O que não significa ganhar dinheiro, mas a possibilidade de um trabalho profissional não ficar no esquecimento.

15) RM: Quais as vantagens e desvantagens do à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Tikinho do Brazil: É bom para não depender dos profissionais de grandes estúdios de gravação que é muito caro o custo de produção. Mas sem um selo de uma empresa é difícil acender no meio profissional.  Muitas vezes um home estúdio propõe uma opção, mas só isso não é o suficiente para o mercado musical.

16) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Tikinho do Brazil: Desenvolvo outros trabalhos na área artística que possam gerar renda e com isso manter o foco nas necessidades da carreira musical, sendo mais por amor e hobby.

17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Tikinho do Brazil: Carlinhos Brown, Falcão, Gilberto Gil, Zeca baleiro, Zeca Pagodinho e Ana Carolina.

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Tikinho do Brazil: Duas cenas, a banda Família Teocratas ser perseguida por várias viaturas e helicóptero no primeiro dia do ataque da organização criminosa PCC – Primeiro Comando da Capital em São Paulo. E curiosamente tínhamos de um show em comemoração ao aniversário do Bom Marley (6 de fevereiro). A segunda situação foi novamente com a polícia em um show ao vivo de rua. Nos recusamos de parar de tocar, desta, temos até a gravação: https://youtu.be/XQFTZ8pIDJU

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Tikinho do Brazil: A falta de compromisso social de muitos com na arte. Muitos fazendo “arte” que incentiva a promiscuidade, com xingamentos nas letras. Um conteúdo que não contribuem em nada com a formação social; principalmente das crianças. Além da falta de instrumentos musicais em alguns tipos de músicas.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Tikinho do Brazil: Não se passa pela direção artística sem pagar o jabá para ter a música tocando na programação da rádio. Todos estão conformados com essa ilegalidade e quem se opõem é excluído. É impossível ter música tocando sem pagar o jabá. Essa exploração um dia irá acaba. Jah vê tudo.

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Tikinho do Brazil: Tente a sorte, seja positivo, pois ser músico não é uma profissão de muitas oportunidades. Tem que estudar. Em certos momentos políticos o músico é visado, quando seu trabalho além de cantar o amor, canta contra as injustiças sociais. O músico é o próprio termômetro social que identifica quando o povo está em perigo. Ser músico não é uma profissão simples para quem de fato sobrevive exclusivamente dela.

22) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Tikinho do Brazil: A mídia Global é voltado para o lado comercial do que para o cultural. É mais fácil chamar um estrangeiro que cobra em dólar e ninguém entende as letras do que dividir este dinheiro em real valor e contratar cinco ou mais músicos brasileiros. A grande mídia comercial abre espaço para o modismo, músicas compostas com letras sem qualidade, se olhadas por uma visão cultural.

23) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Tikinho do Brazil: A vinte anos atrás o SESC era muito mais acessível e nem exigia carteira da Ordem dos Músicos. Não consigo colocar a banda Família Teocratas nestes espaços sem um intermediário, produtor e o mesmo deve ter uma boa articulação política com estes espaços. Nada contra, mas eu não conheço nenhum produtor, e nenhum nunca me procurou. Eu desconheço um circuito reggae promovido pelo SESC, mesmo agora que o Reggae se tornou o PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE.

24) RM: Como você analisa o cenário do reggae no Brasil. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Tikinho do Brazil: O Reggae tem um vasto campo fora da grande mídia, pois promove educação e cultura, mas não interessa para a grande mídia divulgar. As bandas que estão na grande mídia não mudam muito estilo e não se vê um circuito de acesso para bandas novas. Não há investimento financeiro no reggae. A força vem de baixo para cima no reggae, da raiz para o fruto. A sociedade começa a precisar do reggae, as inovações musicais, que ainda não houver no reggae brasileiro, está ganhando força total neste período de dificuldade e isolamento social por conta do novo corona vírus. Muitas Live do povo de Jah e muitas mensagens Rastafári de amor e solidariedade mostrando para que veio o Reggae e uma inovação não de poucos, mas de um grande coletivo Rasta.

25) RM: Você é Rastafári?

Tikinho do Brazil: Mais de que Regueiro, ser Rastafári não basta ter uma banda de Reggae. Existe uma concepção teológica que motiva uma educação naturalista. Não nos sentamos diante dos discursos comunistas, democráticos, republicano ou outro nos apresente conceitos morais. Não existe conceito moral que não ordenado pelas leis de Jah.

26) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como vocês analisam tal afirmação?

Tikinho do Brazil: A verdade deve servir para todos, o Reggae é um ritmo marcado com tambores primeiramente e depois acrescentou-se guitarras e outros instrumentos. O ritmo qualquer um pode aprender e tocar, mas a ideologia sobre o que se fala é Rastafári. A cultura Rastafári é parte inerente do Judaísmo. Quem é regueiro é regueiro, mas quem é Rasta segue o Judaísmo e segue Yahweh (Jah) e os princípios Bíblicos. Além de tudo existem algumas tendências ideológicas dentro da cultura Rastafári. Uma tendência que acredita que após a utilização de instrumentos eletrônicos e letras mais populares o Reggae ficou mundano. Eles acham que o Reggae deve ser tocado somente nos tambores Nyabinghi. Talvez seja este o ponto de contradição mais relevante nessa afirmação de alguns rastas.

27) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Tikinho do Brazil: Está diretamente ligado a educação de nossa nação. O reggae exige uma atenção muito grande para o naturalismo e para a educação moral e cívica. É contra o consumismo. A filosofia política inserida na educação tem marginalizado o Reggae e a cultura Rastafári. Dessa forma dificultando para todos a educação de Jah, mas esse preconceito tem sido quebrado pela juventude regueira com muita veemência. São milhões de jovens, adultos e crianças que hoje escutam Reggae e saúdam com o mantra: “Jah Rastafari Haile I Selassie “, de forma pacifica e significa: “Eu enalteço o rei Rastafári e acredito na sabedoria (Pensamento, fala e ação) como atos da Trindade sagrada (Selassie).

28) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Tikinho do Brazil: Os dons são naturais a qualquer pessoa. Quando manifesto, reconhecido e aproveitado muitas vezes até na infância, faz despontar talentos. Mas o estudo proporciona grandes possibilidades, pois é uma forma de despertar um dom natural. Os dons são como a chuva, um dia cai na minha casa e outro dia cai na sua casa. O Dom não falta para ninguém, só tem que aproveitar para fazer com ele o seu melhor.

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Tikinho do Brazil: Tudo prol, por menor que seja a condição ou ambiente parabéns para quem realiza. Infelizmente a grande mídia não estar interessada em novos talentos surgidos nos Festivais de Música. Os melhores Festivais do Brasil se deram quando o país vivia na ditadura militar nos anos 60 e as pessoas não podiam expressar seu pensamento ideológico. Hoje ser politizado é ser antissocial por conta dos políticos corruptos que entraram em cena no lugar dos artistas, poetas, escritores e pensadores, banalizou-se a política. Mas a cultura Rastafári está aí pra por moral nesse sistema babilônico.

30) RM: Festivais de Música revela novos talentos?

Tikinho do Brazil: Sim. Dependendo do alcance do Festival de Música. A questão é aonde estão esses Festivais de Música?

31) RM: Quais os pros e contras de se apresentar com o formato Sound System?

Tikinho do Brazil: Considero ótimo esse formato de apresentação, pois dar oportunidade para a juventude se manifesta ao seu estilo e na sua época. Mas por outro lado a deturpação no ambiente do show com o uso de drogas é fora dos conceitos Rastafári. E deixa a desejar o vínculo cultural com a verdadeira procedência destes movimentos musicais. Qual é de fato a ideologia procedente do Reggae Roots? A cultura ancestral, a informação social e familiar e o cuidado com a saúde e a fé em Jah. Sem esses princípios básicos, o Sound System passa a ser somente parafernálias sonoras.

32) RM: Quais as diferenças de se apresentar com banda em relação ao formato com Sound System?

Tikinho do Brazil: O grupo com a instrumentação da música ao vivo provoca uma reação mais humanizada entre o artista e a plateia. Na música ao vivo a ação humana supera a mecânica. O contexto é menos massificante e o ambiente é inexplicável, são resultados diferentes entre intenções similares. Tanto um quanto outro formato se esforça para atingir a plateia. Acredito que um DJ por não ter habilidades instrumentais e conhece somente o ambiente de Sound System prefere a este formato do que a música com uma banda tocando. Eu mesmo não consigo me ver operando um Sound System, acho de uma grande dificuldade. Adoro andar no palco com a guitarra na mão.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Tikinho do Brazil: Tocar em vários palcos com a banda Família Teocratas. Fazer viagens nacionais e internacionais confraternizar com o Reggae do Brasil no melhor estilo Roots Rock Reggae. Quero também levar o projeto Kasa Preta Real que inclui apresentação da Família Teocratas e palestras sobre a cultura Naturalista Rastafári. Projeto de Jah que se encontra em andamento com a Secretaria de Cultura de São Paulo e que está pausado por conta da quarentena por conta da pandemia do novo corona vírus.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Tikinho do Brazil: (11) 94451 – 7259 (May Roots) | (11) 97711 – 3381 (Fernando Toledo – Guitarrista)

| tikinhodobrazil.oficial@gmail.com | @tikinhodobraziloficial

https://web.facebook.com/watch/familiateocratas

“Humanos Atrasados” – Família Teocratas –

https://www.youtube.com/watch?v=2PdsHKwwdU0

“Humanos Atrasados” ao Vivo – Família Teocratas – https://www.youtube.com/watch?v=kaqAQ67ndW4

“Rasta Man” Família Teocratas – (Vídeo Clipe)

https://www.youtube.com/watch?v=lLYC0JWRpMU

Canal Família Teocratas – https://www.youtube.com/channel/UCX4f0dxAhzsoTdiFAcbiH7g

PROTESTO CONTRA RODOANEL TIKINHO DO BRASIL: https://www.youtube.com/watch?v=Wv304AscngQ

“Getsêmani” ao Vivo – Familia Teocratas – https://www.youtube.com/watch?v=XQFTZ8pIDJU

“A surpresa” – Família Teocratas – https://www.youtube.com/watch?v=sC6PXiBrM9E

Rasta Tikinho do Brasil (documentário Caminho do Bem) – https://www.youtube.com/watch?v=dmJfj01yyek

Valdeir do Jardim Peri e Tikinho do BRasil cantando no Parque da Juventude –

https://www.youtube.com/watch?v=vjrFL4UH0VM


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa: Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.
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