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Categorias: Entrevistas

Thamyres Nunes


Tempo de Leitura: 13 minutos

A cantora e compositora sertaneja, Thamyres Nunes, lançou em 20 de fevereiro fr 2020 o single “Garçom desce mais uma”, em parceria com a Som Star Produtora, de São Paulo. O lançamento aconteceu nas redes sociais da cantora: Instagram e o Youtube, e a música já estar disponível nas principais plataformas de música como o Spotify e Deezer.

“Garçom desce mais uma” lembra os clássicos do sertanejo raiz, com valorização da moda de viola, mas traz um tanto quanto da vida concreta e do realismo que o estilo universitário preza. Aos 25 anos de idade, Thamyres Nunes que já está na estrada há 14 anos, tem novos planos e ânimo renovado para brilhar ainda mais na carreira musical.

Nascida em Taguatinga/DF, se mudou para Pirapora, no Norte de Minas Gerais, com apenas dois anos de idade e, em 2016, mudou-se para Belo Horizonte para investir, com mais afinco, nesse segmento e alçar novos voos. Dona de uma voz inconfundível, de potência forte e muita eloquência, Thamyres também toca instrumentos e ama os acordes de um violão.

Já participou e ganhou vários concursos de música em Belo Horizonte e em Minas Gerais. “Cantei em diversos bares de BH, faço shows empresariais e agora estou realizando um importante projeto e um sonho: lançar meu primeiro trabalho autoral.

Agradeço a todos que estiveram e estão ao meu lado: minha família, meus fãs e a Deus, de maneira especial. A música é a minha vida; já tenho uma certa bagagem e muito me alegro com as conquistas até aqui, mas tenho muito a caminhar e conto com meu público pra consolidar minha carreira “, afirma.

Thamyres Nunes, já gravou diversas músicas covers e agora lança seu primeiro CD autoral com participações especiais de Marcos Sanfoneiro, Lucas Nunes e Vitor Mendes. Ela vem de uma família de músicos, mas afirma que sua maior inspiração é sua mãe, que sempre dava conselhos no momento que ela subia ao palco e seu empresário, Lenon Filgueiras, que tem acreditado muito no seu potencial.

A cantora e compositora diz que um dos seus maiores sonhos, além de ser reconhecida em sua região, em Minas Gerais e no Brasil é “valorizar as raízes do sertanejo”. Por isso, apesar de gostar de vários estilos musicais, o preferido é o sertanejo. “Minha base é o sertanejo: moda raiz e universitário”, afirma.

No início de 2020, o primeiro CD de Thamyres chega ao mercado contando ainda com a expertise de uma equipe técnica de primeira: Gravação de áudio/Produtores musicais: Paulo Maita e Claúdio Telles; Gravação de áudio: Estúdio Telles; Vídeo: Som Star produtora / Mansão 1.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Thamyres Nunes para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 18.05.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Thamyres Nunes: Nasci no dia 11.03.1994 em Taguatinga no Distrito Federal.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Thamyres Nunes: O Meu primeiro contato com a música foi por meio dos meus avós que são músicos. Meu avô se chama Domingos e minha avó Sirene. Eles sempre foram referências musicais na minha família, especialmente, quando se falava em moda de viola e música caipira.

Com esse contato que eu tinha com meus avós músicos, minha mãe sempre me incentivava, desde criança a tocar e minha primeira apresentação foi no dia das crianças, no bairro onde eu morava em Pirapora, norte de Minas. Nessa primeira apresentação, eu toquei em cima de um palco, que era um caminhão, para algumas crianças e seus familiares. Teve momento de entrega de prêmios, de dança, de comer pipoca, de sortear brinquedos e logo chegou a minha vez de cantar. Cantei ali e em todos os bairros da cidade, nessa carreta da alegria.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Thamyres Nunes: Sou formada em Tecnologia e Gestão em Recursos Humanos e, apesar dessa formação, meu foco sempre foi a música. Por isso, estudei um ano de música em um curso profissionalizante em Pirapora no Norte de Minas Gerais e até hoje faço acompanhamento com um professor de música.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Thamyres Nunes: Minha maior influência é a música Sertaneja em todas as vertentes. E os artistas que mais marcaram e marcam época para mim são: Tião Carreiro e Roberta Miranda. Já na atualidade Marília Mendonça é uma referência na sofrência e a dupla Simone e Simara. Outra dupla que eu gosto muito é o Victor e Léo, e lamento muito que eles não estejam mais juntos cantando, mas continuo sendo muito fã deles. Outros cantores que me influenciam é a Paula Fernandes, Almir Sater e Renato Teixeira.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Thamyres Nunes: Eu nasci em Taguatinga – DF, mas, aos dois anos de idade me mudei para Pirapora, no Norte de Minas Gerais. Desde meus 12 anos de idade apareceram várias pessoas me incentivando. Eles me chamavam de Thamyres Fashion Music e todo mundo sempre tentava me dar espaço e oportunidade. Mas, minha carreira profissional começou quando eu vim em 2016 para Belo Horizonte – MG.

Quando cheguei em BH acabei fazendo parceria com o Roberto Gontijo que foi produtor artístico de muitos famosos, inclusive esteve presente na carreira do Sérgio Reis. Foi muito bom trabalhar com ele, mas, infelizmente a parceria não continuou, e logo, em seguida a Filgueiras Produções do Lenon, me deu espaço e me ajudou a caminhar.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Thamyres Nunes: Em 2020 lancei meu primeiro CD com música autoral.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Thamyres Nunes: Meu estilo musical é o sertanejo universitário, sertanejo sofrência. Mas, é um sertanejo que fala de amor, que emociona as pessoas. E também, não deixa de relembrar os clássicos da música raiz sertaneja. Na verdade, é uma mistura, mas, o que predomina é o estilo sertanejo universitário.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Thamyres Nunes: Eu faço aula de técnica vocal ha um ano e meio com o professor Fausto Caetano, que também é professor da Sandy, do Júnior, Chitãozinho e Xororó, do Zezé Di Camargo. E ele tem me ajudado muito na minha carreira como profissional e cantora, ele é um excelente profissional.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Thamyres Nunes: É de extrema importância cuidar da voz, fazer exercícios vocais, se policiar em relação a algumas coisas, por exemplo, beber água gelada.

Cantar sem fazer exercício é furada, então o profissional tem que cuidar do material dele de trabalho, que é a voz, e sem a voz não tem como cantar. Eu levo muito a sério por isso faço em média três a quatro exercícios por período do dia, por exemplo três de manhã, três a tarde, três a noite.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Thamyres Nunes: Eu tenho três referências femininas: Paula Fernandes, Marília Mendonça e Roberta Miranda. A Paula Fernandes, eu admiro porque ela foi uma das pessoas que conseguiu e, ao mesmo tempo, abriu espaço para mulher na música sertaneja.

As músicas dela não focam apenas na sofrência, mas no amor e na poesia. Também admiro a cantora Marília Mendonça, porque ela vem inovando, trazendo temas que a mulher não cantava antes. E a cantora Roberta Miranda porque há muito tempo ela já lutava para dar espaço para a mulher na música sertaneja.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Thamyres Nunes: O meu processo de compor é um pouco diferente da maioria dos compositores. Quando eu escrevo a letra já faço a harmonia, a melodia e o ritmo. Eu não faço só a harmonia e depois coloco a letra. E, é uma coisa difícil de acontecer, geralmente as pessoas fazem a letra, depois põe a melodia, no meu caso não, eu faço tudo junto.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Thamyres Nunes: Geralmente eu componho sozinha, mas, eu tenho duas músicas em parceria com Lucas Nunes, que é meu irmão. E uma que eu lancei recentemente: “Garçom desce mais uma”, em parceria com Lucas Nunes e Vitor Mendes, que é um artista lá do norte de Minas Gerais, um baita músico que tem várias canções muito legais.

13: RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Thamyres Nunes: Desde que eu comecei a cantar muita gente me ajudou, me indicou e muitos lugares abriram portas para mim. Há três anos, quando eu vim para Belo Horizonte, tive um empresário que foi também um dos empresários do Sergio Reis.

Mas, a nossa parceria não continuou porque ele estava focado mais na política. Depois disso, eu lutei sozinha (sem ter uma produtora), e hoje, já tem mais ou menos um ano e três meses que a produtora Filgueiras Produções está trabalhando comigo. Fizemos uma parceria com a Som Star Produtora há três meses para a gravação e lançamento do clipe em São Paulo.

13: RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Thamyres Nunes: Então, nós trabalhamos hoje com várias empresas contratadas e parceiras para cuidar desses dois lados: o lado onde estamos desenvolvendo os shows ao vivo e o lado dos bastidores. Temos a empresa responsável pela imprensa que é a Studium Eficaz Comunicação; a parte jurídica é a Executiva, que também é responsável por licitações.

A parte de marketing é Agências Imagens; Felipe, gerente financeiro e Lenon Filgueiras, que é o meu empresário. E para o show, toda semana eu faço uma reunião com o Lenon Filgueiras e aí, a gente monta a estrutura para cada show, monta repertório conversamos sobre o que podemos fazer de diferente. Se for aniversário, por exemplo, a gente planeja alguma homenagem, brincadeira para descontrair. Por isso, o nosso show tem destacado muito, porque a gente sempre faz uma coisa diferente. Então, toda semana nós fazemos essa reunião para que a parte de melodia e harmonia fique perfeita durante a apresentação.

14) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Thamyres Nunes: Como ação empreendedora eu sempre busco estar por dentro das tendências do mercado musical, pesquisando sempre nas plataformas digitais. Busco gravar vídeos com músicas que estão prestes a estourar no Brasil e no mundo. Faço isso, justamente para cultivar e ganhar outros públicos, além do sertanejo. Isso é uma forma que eu utilizo como prática para desenvolver minha carreira.

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Thamyres Nunes: A internet hoje é minha principal aliada, já que eu sou de uma cidade do norte de Minas Gerais, Pirapora, que possui 70 mil habitantes. A internet está levando o meu trabalho para todos os cantos do mundo. E, apesar de não estar em Pirapora eu ainda continuo divulgando o meu trabalho para eles por meio da internet. Então, com a ajuda da internet a minha cidade tem orgulho de mim, porque eles estão vendo que por onde eu passo eu estou representando-os.

Eu faço questão de falar porque eu sei que tem muita gente lá torcendo por mim, pela minha história, por tudo que eu passei. Além disso, é uma forma direta de conversar com meus fãs, hoje eu recebo muitas mensagens no direct e vários comentários de seguidores por dia, e converso com pessoas de diversos lugares do mundo. Ou seja, além de fazer com que minha cidade continue acompanhando minha trajetória ela também faz com que o meu trabalho seja conhecido para além de Pirapora, posso citar meus seguidores fora do Brasil: Argentina, Itália e Grécia. E, por meio disso, do reconhecimento, do contato com os fãs eu consigo vender meus shows.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Thamyres Nunes: São muitas vantagens, antes era muito complexo convencer uma gravadora a fazer uma parceria com o artista e lançar sua música. Hoje o artista não precisa ter tanto recurso financeiro para fazer uma gravação, ele pode fazer uma gravação com um custo menor e mostrar o trabalho sem tanta exigência e burocracia como antes. Então, o acesso é mais fácil e assim o artista pode divulgar mais seu trabalho.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Thamyres Nunes: Antes a grande dificuldade era gravar, hoje os artistas têm esse acesso ao Estúdio e o que torne o desafio maior para o cantor(a) é a concorrência. Mas, o que eu faço para me destacar é ser eu mesma, sem máscaras. Dar valor aos meus fãs, eu tento respondera todos não deixo ninguém esperando, de acordo com minha disponibilidade. E eu sempre sou grata pelas minhas raízes, gratidão é um sentimento que eu tenho por onde eu passei, por cada lugar que eu passei.

Muita gente fala: Thamyres, nossa! você é uma pessoa muito simpática, você toca de tudo. O que eu acho é que concorrência tem em todas as áreas profissionais, mas ser autêntica é um diferencial diante da concorrência, eu sou a pessoa que eu sempre fui, que brinca nos shows, que inova. Estou sempre atualizada nas tendências do mercado, sempre falando com os fãs o quanto eles são importantes para mim, porque sem fã, não tem como eu trabalhar, não faz sentido. Eu tento não ser como muitas pessoas são que crescem e esquecem de onde veio.  Eu não quero e não vou esquecer nunca de onde eu vim. Esse é o meu diferencial.

18) RM: Como você analisa o cenário da música Sertaneja. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Thamyres Nunes: A música sertaneja está em evidência no mercado musical, nas paradas de sucesso há bastante tempo, e abriu muitas portas para as mulheres, porque antes era mais o homem que se destacava. Teve muita artista raiz que se destacou inclusive a Roberta Miranda, mas durante um tempo era mais os homens. E hoje o cenário é amplo e diversificado. A Marília Mendonça veio quebrando os paradigmas da música sertaneja cantada por mulheres falando de assuntos que os homens falavam, como bebida, traição e outras coisas.

Outro artista que eu considero como revelação é o cantor Gustavo Lima que está em evidencia a 10 anos, desde que estourou a primeira música e é um artista que eu admiro muito. E assim, em relação a artistas que regrediram, não acredito que seja uma regressão propriamente, mas eu lamento a separação entre Vitor e Leo, porque é uma dupla que mesmo tendo separado eu continuo ouvindo as músicas deles e sou fã. Inclusive eu tive um empresário, que foi o empresário do Sergio Reis e também teve participação na carreira do Vitor e Leo e da Paula Fernandes. Todos estes continuam sendo revelações musicais para mim.

19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Thamyres Nunes: Vou citar os artistas da minha cidade que foram conhecidos na época deles e são reverenciados até hoje: Marku Ribas e e Guarabyra. E na atualidade o Gustavo Lima tem se destacado porque o relacionamento com os fãs acontece de forma diferenciada, ele chama para cantar no palco, abraça, trata com respeito. Certa vez quando faltou energia no palco, em respeito ao público, ele sentou pegou uma caixinha que funciona com bateria e tocou. Então eu tenho muita admiração por esses artistas.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Thamyres Nunes: Vou contar duas situações inusitadas que marcaram minha carreira, a primeira eu cantei em uma festa de formatura e o responsável não quis pagar, mas isso foi há sete anos, quando eu não trabalhava com contrato, era mais uma coisa informal. Ele falou que não ia me pagar, e se eu quisesse ele ia me dar um cheque, e aí os formandos vieram e queriam bater no cara, porque ele era o responsável pela festa e no final de tudo eu tive que chamar a polícia para ele me pagar.

O segundo, e o mais recente, foi em uma festa particular que eu fui tocar, eu e mais dois músicos que sempre tocam comigo, Lenon Filgueiras e Lucas Nunes. Nós fomos tocar depois no Sabará, o pessoal que me contratou é proprietário de um lugar que eu já toco em Belo Horizonte. E quando eu estava a caminho eu comecei a reparar que era uma estrada de chão, não tinha acostamento, era um morro no meio de uma montanha. Para completar eu sempre aviso aos meus pais que estava saindo para tocar, mas, nesse dia como eu ia cantar em outro evento a noite, pensei que assim que eu chegasse lá avisaria. Só que eu perdi o sinal de telefone e chegando no sítio começou a chover forte e caiu portes, o vento tirou o telhado e a casa que nós estávamos no sítio acabou a energia e ficamos impossibilitado de sair e sem sinal de telefone.

Fizemos o show sem energia, tivemos que dormir lá porque a saída estava fechada por causa dos portes que caíram. Eu também perdi o show que eu ia realizar a noite, era um aniversário, só que como o celular não pegava eu não consegui falar com a moça que ficou nos esperando. Minha mãe ficou preocupada, ligou em hospitais, ligou para a polícia foi um caos, só conseguimos dar notícias no outro dia.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Thamyres Nunes: Nós sabemos que cada pessoa que ouve uma música vive uma situação ou realidades diferentes de outras pessoas. O que me deixa muito feliz é poder levar uma mensagem através da música e ver a reação de cada público e o quanto é importante para eles ouvir aquela música naquele momento. Já toquei em diversos lugares, para diversos públicos de A até D e em várias regiões e o que mais me alegra é fazer com que as pessoas experimentem e vivam emoções por lembrar-se de um momento especial ou por outros motivos.

Vê a emoção e a alegria no olhar das pessoas, isso não tem peço. E como nem tudo na vida são flores, não é que tenha um lado triste, porque eu amo o que eu faço, eu sinto muito falta da minha mãe e da minha família que está em Pirapora. Mas, a vida é feita de escolha e nessa caminhada eu escolhi morar em Belo Horizonte, mas o que me motiva é poder proporcionar uma vida melhor para eles.

22) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Thamyres Nunes: Sim. Eu acredito no potencial da letra, harmonia e ritmo. E acredito no potencial da minha equipe e dos meus fãs. E quando a música é boa eu sei que não tem essa necessidade de pagar para tocar na programação das rádios, além disso, não é o caminho do jabá que quero trabalhar.

22) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Thamyres Nunes: O conselho que eu dou para quem vai seguir na carreira artística é: esteja disposto a abrir mão de muita coisa. E se é o que você ama siga em frente, mas leve a sua verdade sem esquecer-se de onde você veio, sem esquecer-se de Deus, sem esquecer-se da sua família. Seja grato a cada degrau que subir, seja grato a cada lugar que tocar… gratidão e perseverança.

23) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Thamyres Nunes: O bom de participar de Festivais de música é que o artista consegue mostrar o seu talento. Eu sempre falo isso, independente de onde cantar o importante é as pessoas saberem que a pessoa é um artista. Porém, nos Festivais ainda existem muito preconceito com a música sertanejo, já participei e percebi isso. Se você mostrar uma musica autoral, hoje, da realidade sertaneja é muito difícil ganhar um Festival. O festival ainda segue padrões, não das tendências de mercado, e não abre muitas portas para o sertanejo.

24) RM: Hoje Festival de Música revela novos talentos?

Thamyres Nunes: Sim. Como eu disse o bom de participar de Festivais de Música é que o artista consegue mostrar o seu talento.

25) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Thamyres Nunes: A mídia é uma potência. O artista que tem a mídia como aliado fica em evidência. O que eu vejo é que a mídia precisa focar em outros artistas também, dar mais oportunidades, principalmente, para artistas que vieram do interior como eu.

26) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI, Itaú, Banco do Brasil e CAIXA Cultural para cena musical?

Thamyres Nunes: Muito bacana esses espaços, porém, a forma de seleção não leva em consideração artistas que vivem da música, apenas artistas que tem a formação em música. Mas, mesmo assim acredito que para a cultura do país é muito positivo.

27) RM: O circuito de Bar na sua cidade é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Thamyres Nunes: Então, muitos artistas que hoje são um sucesso em âmbitos nacional e internacional começaram no Barzinho. Porém, atualmente, muitos artistas acabaram desvalorizando o cachê, com isso fica difícil hoje, infelizmente, o artista viver só tocando em bares. Mas, é uma boa porta de trabalho para o músico porque gera outras oportunidades.

28) RM: Quais os seus projetos futuros?

Thamyres Nunes: Este ano pretendo lançar mais cinco músicas autorais, a primeira lancei em fevereiro.  Espero com isso, alcançar o maior número de pessoas e de fãs que cantam e divulguem minhas músicas. E, também, quero fechar licitações, viajar e fazer boas parcerias.

29) RM: Thamyres Nunes, Quais seus contatos para show e para os fãs?

Thamyres Nunes: Pra show (31) 98407 – 5638, você vai falar diretamente com meu produtor Lenon Filgueiras ou no direct do Instagram – @thamyresnunesoficial


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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