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Categorias: Entrevistas

Thalita Oliveira


A cantora paraibana Thalita Oliveira como muitos artistas, iniciou sua carreira musical em bares de Campina Grande – PB em 2011.

Neste mesmo ano participou do show de aniversário do Teatro Municipal Severino Cabral de Campina Grande – PB e vem, desde então, participando de outros projetos importantes como: Festival de Inverno de Campina Grande – PB, Projeto 7 Notas (SESC Paraíba), Salão de Artesanato da Paraíba (Funesc), Show Por Elas em comemoração ao mês da mulher (Funesc).

Thalita tem cinco de suas composições gravadas por ela, das quais, três já estão disponíveis na internet e outras gravadas por outros artistas de Campina Grande.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Thalita Oliveira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 25.01.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Thalita Oliveira: Nasci no dia 13.10.1987 em Campina Grande – PB.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Thalita Oliveira: Sempre gostei de música e frequentei locais que tinham música ao vivo, mas foi minha parceria de vida com o cantautor Sócrates Gonçalves que me aproximou ainda mais dos palcos, tanto como compositora quanto como cantora. Ele musicou alguns versos meus, e daí nasceu a primeira composição e me incentivou a cantar em um karaokê de um barzinho de um amigo nosso, nasceu a cantora.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Thalita Oliveira: Sou formada em Letras, com habilitação em português pela Universidade Estadual da Paraíba e estou cursando Comunicação Social (Educomunicação) pela Universidade Federal de Campina Grande.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Thalita Oliveira: Na infância ouvia muita música gospel devida à influência da minha família. Na adolescência, época onde os gostos pessoais tornam-se mais fortes, comecei a ouvir MPB. Acredito que deixou de ter importância a música gospel, isso não quer dizer que se separaram totalmente de minha história, já que acredito que somos uma soma de todas as nossas experiências, até as inconscientes.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Thalita Oliveira: Em 2011 após a participação no Karaokê o dono do Bar me convidou para fazer uma apresentação, o clássico Voz e Violão do barzinho, e assim fiz; na platéia estava presente o então secretário de cultura de Campina Grande – PB que me convidou para participar da comemoração de aniversário do teatro local. E desde aí outras oportunidades apareceram.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Thalita Oliveira: Não tenho nenhum CD individual. As minhas primeiras canções que foram parar em um CD foram devido a um projeto do SESC que reuniu diversos cantores de Campina Grande – PB em um único CD para distribuição nacional. Também tenho participação em CDs de outros cantores. Hoje estou no Spotfy. A música de trabalho que vejo as pessoas que me acompanham cantar e pedir é “Hoje é ontem para amanhã”, minha primeira música, um reggae.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Thalita Oliveira: Não me definiria em um estilo. As músicas nascem e parecem ter vida própria, apenas as interpreto.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Thalita Oliveira: Na infância e pré-adolescência fiz algumas aulas para participar do coral da igreja, nada profissional.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Thalita Oliveira: Quando vou gravar alguma música ou jingle percebo o quanto é importante estudar para cantar. Os profissionais que me acompanham nestes casos têm técnicas maravilhosas que aumentam nosso potencial vocal. Aprendo uma técnica nova a cada gravação.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Thalita Oliveira: Sou apaixonada por Caetano Veloso, suas letras, suas experimentações e mutações ao longo do tempo são incríveis.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Thalita Oliveira: A poesia tem vida própria. Nasce a partir de uma situação, um detalhe no dia a dia. Após seu nascimento mostro a meus companheiros musicais – já que não toco nenhum instrumento – quando eles aceitam o desafio dão melodia e está consumado.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Thalita Oliveira: Sócrates Gonçalves e Ari Rodrigues.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Thalita Oliveira: Sócrates Gonçalves.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Thalita Oliveira: Sei e acompanho de perto a dificuldade de quem se dedica exclusivamente para a música. Os profissionais desta área nem sempre são valorizados e não encontram apoio da grande mídia para impulsionar suas carreiras. A internet veio trazendo uma perspectiva para esses artistas, que conseguem atrair um público cada vez mais segmentado.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

 Thalita Oliveira: Meu planejamento hoje gira em torno do Projeto TrêsDoisUno, em parceria com Ari Rodrigues e Sócrates Gonçalves. Unimos nossas composições para esse trabalho do qual tenho bastante orgulho.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Thalita Oliveira: Acredito que as redes sociais vieram para ajudar bastante os artistas. Manter nossas redes sempre atualizadas, com vídeos interessantes nos mantem mais próximos do público e consequentemente nos impulsiona.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Thalita Oliveira: A internet veio dar a todos “um lugar ao sol”. A vejo como facilitadora, já que segmenta os públicos, ou seja, todo artista tem a possibilidade de encontrar seu público independente de fronteiras físicas. O mundo está na tela. Claro que se faz necessário uma dedicação maior do artista, que deve ser também, na maioria das vezes, seu próprio produtor.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Thalita Oliveira: O custo financeiro para que alguém se coloque no mercado as vezes é grande, e inacessível para iniciantes, deste modo o home estúdio pode abrir portas para que gravadoras profissionais se interessem pelos projetos musicais dos artistas.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Thalita Oliveira: O público é a chave do sucesso de um artista, manter a proximidade das pessoas que acompanham sua carreira é importante, são elas que consomem e indicam suas músicas; a internet facilita esse contato.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Thalita Oliveira: O Brasil tem uma cultura musical riquíssima e diversa. Temos fortes representantes musicais de diversos estilos e culturas. Considero como revelação musical Anitta, não pelo estilo, mas pela competência em gerir sua carreira, que alcançou com sucesso até mesmo o público internacional. Ela é exemplo de artista e produtora que nossa época exige. Os artistas que considero consistentes são os que admiro musicalmente: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Alceu Valença. A lista é maior.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Thalita Oliveira: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Alceu Valença, Lenine, Chico César… são muitos. Com trabalhos recentes me chamam atenção: Duda Beat, Iza, Maria Rita.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Thalita Oliveira: Acredito que a maior parte dos cantores começou com apresentações em barzinhos, no meu caso profissional foi assim, isso torna quase clichê os pedidos fora do previsto: Você está cantando MPB e chega aquele bilhete pedindo uma música Sertaneja. Você faz um repertório especial com as músicas de Cassia Eller e alguém manda um bilhete pedindo uma música de Pagode (risos). Acontece com a maioria dos músicos de Barzinho. Quanto ao cachê já cheguei a não receber por uma apresentação no Festival de Música em Campina Grande – PB, as questões burocráticas da prefeitura bloquearam os pagamentos. Já cometi uma gafe com um colega músico, afirmei que sabia cantar sua música e quando ele me chamou para cantar junto com ele foi um desastre (risos). Eu só sabia o refrão.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Thalita Oliveira: A carreira musical me proporcionou bons amigos e histórias, fora a própria sensação de estar no palco, que é recompensadora. Não tenho tristezas, recebo tudo o que me vêm com muita serenidade e gratidão, não crio grandes expectativas.   

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Thalita Oliveira: Existe sim! É nato para alguns, porém não garante sucesso, assim como não tira o sucesso dos que se esforçam para alcançá-lo. 

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Thalita Oliveira: Liberdade de sentir o momento e a melodia.

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Thalita Oliveira: Existe sim, mas é preciso ter autoconhecimento e afinidade entre os músicos.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Thalita Oliveira: Algumas já tocam nas rádios locais, mesmo sem jabá. 

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Thalita Oliveira: Seja persistente e antenado!

29) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Thalita Oliveira: Os Festivais de Música são positivos para promover nossa cultura, porém poderiam abrir mais espaço para novos artistas.

30) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Thalita Oliveira: Não como antes, mas os Festivais de Música movimentam a cultura no país.

31) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Thalita Oliveira: A grande mídia não consegue alcançar a quantidade e diversidade de artistas, já que a internet descentralizou os públicos.

32) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Thalita Oliveira: Participar de alguns projetos do SESC teve grande importância para mim, pois me concretizou como profissional, já que ser selecionado demanda ter qualidade. Também traz credibilidade e uma boa divulgação do trabalho.

33) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Thalita Oliveira: Não permaneci muito tempo neste circuito, pois é desgastante e mal remunerado. Talvez o fato de não tocar nenhum instrumento tenha um peso maior para mim, pois demandava muito ensaio.

34) RM: Quais os seus projetos futuros?

Thalita Oliveira: Seguir com o projeto TrêsDoisUno.

35) RM: Thalita Oliveira, Quais seus contatos para show e para os fãs?

Thalita Oliveira: thalitaogoncalves@gmail.com

| https://web.facebook.com/thalita.oliveira.87 

| www.instagram.com/tresdoisuno 

“Hoje É Ontem para Amanhã” – Thalita Oliveira: https://www.youtube.com/watch?v=HSU_SRVoMGk 

“Onibusantaterezinhatorregalante” – Thalita Oliveira: https://www.youtube.com/watch?v=iHXMuH7XVkM 

“Batuque” – Thalita Oliveira: https://www.youtube.com/watch?v=N5Ahn7mwRWI 

“Cadência do Meu Peito” – Thalita Oliveira: https://www.youtube.com/watch?v=PKRFUGM-m5U 

Três Dois Uno – La belle de jour – Girassol -Alceu Valença – 31º Salão de Artesanato da Paraíba 2020: https://www.youtube.com/watch?v=MuVRq56R2b4 

Três Dois Uno – Melhor versão/Casa/Sombrada maldade – Cidade Negra – 31º: https://www.youtube.com/watch?v=-GwhX0FyTeQ 

Três Dois Uno – Vambora – Lugar comum – XXXI Salão de Artesanato da Paraíba – 2020: https://www.youtube.com/watch?v=51aWfEUB33A 

Três Dois Uno – Táxi lunar – Morena Tropicana – XXXI Salão de Artesanato da Paraíba – 2020: https://www.youtube.com/watch?v=CupY4xFmVnc  

Três Dois Uno – Vapor barato – Cotidiano – XXXI Salão de Artesanato da Paraíba – 2020: https://www.youtube.com/watch?v=ce4vLqezdds 

Três Dois Uno – Hoje eu quero sair só – Lenine – XXXI Salão de Artesanato da Paraíba – 2020: https://www.youtube.com/watch?v=igCSFv9w9zM 

Três Dois Uno – Noite vida inteira/São Gonça/Bang – XXXI Salão de Artesanato da Paraíba – 2020:https://www.youtube.com/watch?v=PH1qMWxOkmw 

Três Dois Uno – Enquanto você subia a ladeira – 31º Salão de Artesanato da Paraíba – 2020: https://www.youtube.com/watch?v=zsl5Yr40Q1o 

FESTA NORDESTINA – Três, Dois, Uno – 12/05/2020 – TV Nordestina: https://www.youtube.com/watch?v=jQZtXTyW2WU 

NOITES AUTORAIS – Thalita Oliveira – 14/04/2020 – COLETIVO COMPOR: https://www.youtube.com/watch?v=zWNKOz66gcQ


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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