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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Swami Jr


O violonista, baixista, arranjador, compositor, produtor musical paulistano Swami Jr, gravou e se apresentou com grandes artistas da música brasileira e internacional como: Omara Portuondo (Cuba), Sadao Watanabe (Japão), Mayra Andrade (Cabo Verde), Chico César, Vanessa da Mata, Elba Ramalho, Zélia Duncan, Elza Soares, Zeca Baleiro, Tom Zé, Elza Soares, Luiz Tatit, Dori Caymmi, Marcos Suzano, Jacques Morelembaum, Lokua Kanza (Congo), entre outros.

Ganhador do Latin Grammy 2009 com o álbum “GRACIAS”, de Omara Portuondo, e do Prêmio da Música Brasileira no mesmo ano com o álbum “Omara Portuondo e Maria Bethânia”. Além disso, a partir de 2016, passou a ser o diretor musical do grupo “Buena Vista Social Club”, apresentando-se, a partir de então em diversos países da Ásia, Oriente Médio, Europa e América Latina.

Produziu mais de 100 álbuns de artistas como: Omara Portuondo (Cuba), Maria Bethânia, Marco Pereira, Paulo Bellinati, Vanessa da Mata, Chico César, Chabuco Martinez (Colômbia), Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Chico Pinheiro, Harold Lopez-Nussa (Cuba), Manu Lafer, entre outros.

Nos anos de 1980, participa das bandas Xoro Roxo, Orquestra Heartbreakers, HiFi e Mexe com Tudo, com quem grava um disco independente em 1990, ao lado dos músicos Toninho Ferragutti, Gnello, Tião Carvalho e a cantora Virgínia Rosa, realizando shows pelo Brasil e Europa. Em 1993, sua canção “Bom Dia”, em parceria com Paulo Freire, é gravada por Zizi Possi (1956), no CD Valsa Brasileira (1993). Em 1999, com o saxofonista Mané Silveira, grava o CD – Ímã pelo selo Núcleo Contemporâneo, com composições voltadas ao choro e jazz. Em 2007, lança o álbum Outra Praia, com parcerias com José Miguel Wisnik, Chico César, Zeca Baleiro, Chico Pinheiro, Virgínia Rosa, Zélia Duncan, Vanessa da Mata e Marcelo Pretto. Esse disco também é lançado pelo selo francês World Village/Harmonia Mundi, em 2009. Pelo selo Borandá, grava o disco instrumental Mundos e Fundos, em 2011. “Fim de Ano”, canção em parceria com José Miguel Wisnik, é gravada por Vânia Bastos em 1997 e por Wisnik em 2001. “Vou na Vida”, escrita com Virgínia Rosa, é gravada por ela no álbum Batuque, de 1997. Desde de 2003, faz a direção musical para a cantora cubana Omara Portuondo. Em 2006, é vencedor do prêmio de melhor arranjo no Festival Cultura (TV Cultura), com a canção Contabilidade, de Danilo Moraes e Ricardo Teté. Em 2008, produz com Jaime Além o álbum de Maria Bethânia e Omara Portuondo, trabalho ganhador do Prêmio de Música Brasileira 2009 na categoria Projetos Especiais.

Swami Jr é um músico versátil e muito requisitado por artistas de diferentes gêneros musicais. Sua facilidade para trabalhar com chorinho, jazz, música cubana ou música caipira o habilita tanto para acompanhar quanto dirigir trabalhos. Sua composição é diversificada e ressalta a experiência como instrumentista. O manejo com o contraponto (fortemente presente no chorinho) e com a improvisação são matrizes do aspecto virtuosístico de suas peças instrumentais. O autor também se destaca em suas canções pelo seu o aspecto melódico, letradas em sua maioria por artistas com quem trabalha. No disco Outras Praias (2007), Swami Jr costura diversas nuances com o violão sete cordas (tradicionalmente usado no choro), mas também canta, toca o baixo fretless (o contrabaixo sem trastes) e assina as doze faixas do trabalho, dez delas em parcerias e duas sozinho. Sua experiência em turnês também o auxilia na rotina de criação, pois ele aproveita as horas solitárias nos quartos de hotel para compor. É assim que desenvolve o álbum Mundos e Fundos (2011). Neste trabalho, mescla a influência jazzística com o rearranjo de canções singelas, como a marchinha Cabeleira do Zezé (João Roberto Kelly e Roberto Faissal). Sua habilidade com melodias simples talvez explique a fluidez de canções como “Bom Dia” e “Desamparinho” (parceria com o poeta português Thiago Torres), ambas gravadas no disco Outras Praias (2007), entre outras regravações realizadas por grandes intérpretes, como a cantora portuguesa Maria João Quadros, em 2009”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Swami Jr para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 10.01.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Swami Jr: Nasci no dia 26 de agosto de 1958 em São Paulo – SP. Registrado como Swami Antunes Campos Junior.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Swami Jr: Minhas primeiras lembranças musicais são, ainda bem pequeno, de meu pai tocando violão e cantando em casa.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Swami Jr: Comecei com meu pai e depois sozinho tirando músicas e descobrindo alguns caminhos no instrumento. Aos 8 anos de idade comecei a estudar violão clássico com Alfredo Scupinari (do Sexteto Paulistano de Violões) e alguns anos depois na Pró Arte, com Maria Lívia São Marcos e Paulo Francisco Lacerda, um conservatório livre dirigido pelo incrível compositor e educador Hans-Joachim Koellreutter. Em 1980, morei por quatro anos em Paris e tive aulas de jazz e improvisação. Voltei ao Brasil, estudei Harmonia e Arranjo com o Cláudio Leal. Paralelamente estudei, e me formei em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e atualmente curso o mestrado em Música na UNICAMP.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Swami Jr: Difícil enumerar influências … algumas indiscutíveis: Bach, Baden Powell, Jacob do Bandolim, Jaco Pastorius, Herbie Hancock, Miles Davis, Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Raphael Rabello, Dominguinhos, alguns dos quais com quem cheguei a trabalhar…

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Swami Jr: No meio dos anos 1970, com o “revival” do Choro no Brasil, comecei a me interessar por esse gênero e pelo violão de 7 cordas. Criei, com outros jovens músicos (Joel Timoner, Zé Fernando, Adriano Busko) o grupo Xoro Roxo que começou a se apresentar com muita frequência na noite, e em shows organizados pelo Clube do Choro de São Paulo, com grandes artistas como Época de Ouro, Izaías e seus Chorões, Abel Ferreira, entre outros. Em 1980 fui para Paris com o Xoro Roxo e ali fiquei por 4 anos, o que foi determinante para definir o rumo da minha vida na música. Lá nos apresentamos em vários países da Europa e África do Norte e gravamos dois discos.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Swami Jr: Em 1980 – Xoro Roxo – Live Ris Orangis Folk Festival (França. Em 1981 – Xoro Roxo Noir et Blanc – Chazz Music (França). Em 1990 com a Banda Mexe com Tudo. Em 1999 Swami Jr./Mané Silveira Ímã – N. Contemporâneo. Em 2009 Swami Jr. Outra Praia – World Village/Harmonia Mundi. Em 2011 Swami Jr. – Mundos e Fundos – Borandá. Em 2014 Swami Jr. & Marcelo Pretto – A Carne das Canções – Borandá. Em 2014 Blubell & Black Tie – Blubell & Black Tie – Borandá. Em 2015 – Manu Lafer & Howard Alden & Swami Jr. Trip the Light Fantastic. Em 2016 – Ritchie & Black Tie Old Friends – Tratore. Em 2017 Swami Jr. & Wandi Doratiotto & Danilo Moraes Miolo Mole – Borandá. Em 2019 – Ritchie & Black Tie Wild World – The Songs of Cat Stevens. Em 2019- Teco Cardoso & Bebê Krammer & Swami Jr. Dança do Tempo – Selo SESC.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Swami Jr: Acho que sou antes de tudo um violonista brasileiro, muito ligado à riqueza da linguagem desse instrumento na cultura musical brasileira, especialmente a do violão de 7 cordas. Sempre me interessou a multiplicidade que a música oferece, sem barreiras de estilos, e por isso meu percurso acabou abrangendo as atividades de sideman, compositor, arranjador, diretor musical e produtor (já são mais de 100 discos produzidos).

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Swami Jr: Não.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Swami Jr: Muito importantes o estudo da técnica vocal e o preparo desde que não ultrapassem a grandeza da música. O academicismo pode ser bastante limitador na música popular.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Swami Jr: Tive a honra e o privilégio de trabalhar com cantoras extraordinárias: Omara Portuondo, Maria Bethânia, Elza Soares, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Zizi Possi e, mais recentemente, com novas e incríveis intérpretes como Fabiana Cozza, Verônica Ferriani, Anna Setton. E tive a sorte de assistir a Elis Regina.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Swami Jr: Bastante variado: pode ser uma canção que aparece sem instrumento dentro do carro, um pedaço de letra em um aeroporto, uma peça para violão em um quarto de hotel, etc. Viajar é algo que me faz compor muito. Nos últimos 18 anos tenho viajado pelo mundo, com Omara Portuondo e Buena Vista Social Club, de Cuba, e nessas situações de viagem compus um material muito grande.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Swami Jr: Tenho o privilégio de ter incríveis parceiros que admiro muito: Chico César, Zeca Baleiro, Paulo Freire, Vanessa da Mata, Virgínia Rosa, Tiago Torres da Silva (poeta português), Douglas Germano, Rafael Altério.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Swami Jr: Trabalhei um bom tempo ainda com a indústria fonográfica brasileira estruturada e também de forma independente. Acho que o modelo de negócio da música está se reestruturando, muitos aspectos em transição veloz e ainda incompreensível, o que exige mais do artista enquanto, manager, produtor e investidor. Já não existe a engrenagem de divulgação e comercialização das antigas companhias de discos. O disco já não é mais o negócio e uma nova forma de descoberta e lançamento de artistas está em curso com o protagonismo das redes sociais, especialmente o You Tube.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Swami Jr: Tenho atividades muito diversas e pouca estratégia … a necessidade de produzir e principalmente trabalhar é o que me move, e a multiplicidade me dá sempre novas energias e novos interesses dentro da profissão.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Swami Jr: Sou empreendedor desde que comecei minha carreira há 41 anos (1980), e todos os músicos em geral o são. Sempre foi preciso achar formas de avançar e construir pontes dentro de cada atividade em que ingressava (sideman, arranjador, produtor e compositor) e ir descobrindo os caminhos e possibilidades em cada uma delas.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Swami Jr: A Internet auxilia a propagação de conteúdos pelo seu alcance e velocidade, gerando uma possibilidade gigantesca de oferta artística que é, ao mesmo tempo, muito atraente, mas também diluidora. A grande vantagem é o fácil acesso a todo o tipo de informação sobre música: teoria musical, técnicas de instrumento, softwares de gravação, edição de partituras, gravações, acervos musicais, etc.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Swami Jr: A vulgarização da tecnologia de gravação e o acesso aos equipamentos e conhecimentos técnicos para operá-los é uma das grandes revoluções do nosso tempo no ambiente musical, democratizando a produção musical e ampliando muito as possibilidades de criação e de experimentação, que já mostram resultados e produtos admiráveis.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Swami Jr: Ainda acho que gravar um álbum, ou um EP, o que seja, ainda é algo complexo e que requer muita dedicação, talento e muitas pessoas envolvidas para que resulte em algo verdadeiramente interessante. Não concordo com a ideia de que se tornou mais fácil só porque não temos mais que ir a um grande estúdio e ter um contrato com uma grande companhia para fazê-lo. Continua sendo desafiador, necessário e muito abrangente como processo. Do ponto de vista da minha carreira, sempre acreditei que o que você realiza é o que pode falar por você como artista, produtor, músico, arranjador, ou qualquer outra atividade na música. O que fui conseguindo realizar em todas essas frentes faz com que seja requisitado profissionalmente até hoje.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quem permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Swami Jr: A música brasileira continua incrivelmente pródiga e revelando a cada ano novos e maravilhosos artistas, compositores, instrumentistas, arranjadores, produtores, engenheiros de áudio. Tive o privilégio de estar ao lado da geração de Chico César (com quem toquei por 10 anos e produzi alguns de seus discos), Zeca Baleiro, Lenine, Vanessa da Mata, Zélia Duncan, todos com uma consistência e um respaldo popular muito grande. Também trabalhei com compositores e artistas paulistas geniais como José Miguel Wisnik, Luiz Tatit, Wandi Doratiotto, Mario Manga, Marcelo Pretto. Também pude estar com os músicos e artistas das novas gerações como Chico Pinheiro, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, André Mehmar, Luciana Alves e mais recentemente Fabio Peron, Gian Correa, Alexandre Ribeiro, Mestrinho, Lívia Nestrovski, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Douglas Germano, enfim todos incrivelmente consistentes e com uma longa e frutífera carreira diante deles. E também acompanhar talentos como Thiago Amud, Pipoquinha, Cainã Cavalcanti, Pedro Franco, Luisa Lacerda, uma lista interminável. Não sei quem regrediu. Prefiro ver e estar ao lado dos que evoluem do que pensar em quem regrediu… não sei se existe essa regressão na arte musical.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?

Swami Jr: Todas essas situações citadas na pergunta já aconteceram. São 41 anos de música e é impossível não passar por todas elas, ao menos uma vez, em tanto tempo de profissão.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Swami Jr: Antes de sermos músicos somos seres humanas e temos alma. Estar feliz ou triste são condições intrínsecas da natureza humana. Quando vamos para a música (ou qualquer forma de arte) vamos banhados em uma profunda inocência que mais tarde revela-se fonte de sofrimento também. Mas sempre vale a pena porque a paixão está acima dos percalços.

23) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Swami Jr: Acho que existe uma habilidade, uma facilidade de aprender certas coisas em qualquer “métier”. Talvez seja isso o dom. Tive a honra de trabalhar em shows e gravações com Dominguinhos, e se existe o dom ele certamente o tinha. Nunca vi ninguém com tanto talento e facilidade para a música como ele, e capaz de gerar tanta beleza de forma tão simples e direta.

24) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical? Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Swami Jr: A improvisação é um grande “play ground musical”, uma atividade predominantemente coletiva e está em várias formas musicais. No jazz é complexa, exigindo muito estudo e preparo, mas prometendo maravilhas quando se pode conhecê-la bem. O mais importante é ser capaz de escutar os outros, interagir, contar uma história ao improvisar, é como compor instantaneamente, sem preparação e agrega muito quando praticamos e somos capazes de improvisar.

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Swami Jr: O estudo, o método, o conhecimento, são soberanos. Mas improvisar exige liberdade também. Estudar muito para poder se libertar no momento da improvisação/criação.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Swami Jr: A Harmonia é um campo fascinante e que precisa ser conhecido. É o tecido onde tudo se desenvolve na música. Como disse antes, o conhecimento é fundamental, mas não deve ultrapassar a música, o que ela pede e o que devemos fazer.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Swami Jr: Não é algo que me preocupa … vou seguindo meu caminho me dedicando a coisas que julgo mais interessantes do que essa questão.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Swami Jr: Desejar. Tudo depende de um desejo indestrutível. Uma chama intensa e que não se paga nunca. Sem isso e perseverança é muito difícil.

29) RM: Festival de Música revela novos talentos?

Swami Jr: Sem dúvida. Já participei de vários Festivais de Música como candidato e como jurado e conheci artistas muito talentosos neles.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Swami Jr: O que está em primeiro plano no Brasil hoje não é o que estava há 50 anos atrás. Houve uma grande mudança de foco dentro da engrenagem do entretenimento de massa e da comercialização de música popular no país.Novas camadas sociais, antes marginalizadas, ganharam voz e poder de consumo, aprenderam a produzir sua música, seus sons, trazendo novas narrativas condizentes com a sua realidade, e mesmo dentro da música de grande alcance popular encontramos artistas incríveis, inegavelmente talentosos e de grande performance. A “ inteligência”, branca, elitista, saudosista e preconceituosa do meio musical tem, muitas vezes, dificuldade em compreender a legitimidade e o alcance desses artistas “de massa”.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Swami Jr: Fundamental para a sobrevivência e oxigenação da cena musical. Criam um circuito intermediário que possibilita, não só a sobrevivência, mas a circulação da obra de artistas que não tem grande e frequente presença na engrenagem midiática. Além disso viabiliza o contato e a conquista de novos públicos para esses artistas. Também tem grande importância como alternativa de mercado de trabalho para um imenso número de técnicos, iluminadores, engenheiros de áudio, “roadies” e produtores.

33) RM: Quais os seus projetos futuros?

Swami Jr: Tenho turnês internacionais com o Buena Vista Social Club e Omara Portuondo que foram canceladas durante a pandemia do Covid-19 e devem ocorrer em 2022. Tenho várias produções em andamento com Manu Lafer, Zeca Baleiro, Chico César, também de dois artistas em seus primeiros trabalhos: Marcio Besen e Paulo Pereira, e dois discos que gravei durante a pandemia em meu home studio, um de canções e outro de violão solo, além da gravação de um álbum com 10 peças do grande violonista cubano Ñico Rojas, que faz parte do meu trabalho de conclusão no mestrado da UNICAMP.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Swami Jr: https://www.instagram.com/swamijr.oficial

| https://www.facebook.com/swamijr

Swami Jr: https://www.youtube.com/channel/UCbS7HaDMv1_WmOvyWEim9Cw

CHORO CALADO (Chico PInheiro) SWAMI JR. & CHICO PINHEIRO: https://www.youtube.com/watch?v=EpJWpg_q-f0

Swami Jr e Mônica Salmaso: https://www.youtube.com/watch?v=looISGrxbUo

NOCTURNO ANTILLANO – Swami Jr & Anna Setton: https://www.youtube.com/watch?v=eoB__9nyQgM

DIJISTE ADIÓS (Felix Pasache) Swami Jr. & Loreta Colucci: https://www.youtube.com/watch?v=oIeoVU1FFrA


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