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Categorias: Entrevistas

Sue & Mokaya


Sue & Mokaya, banda de reggae independente formada por diversos músicos oriundos de outros projetos atuantes na cena como Guerreiros de Judá, Rael, Brasativa, DaviDariloco, Saori & Tequila, Ba-Boom, entre outros.

Sue Cavalcante é cantora e musicista desde os 14 anos de idade e vem participando de Festivais de Música e bandas, tanto como vocalista, tecladista, backing vocal e contrabaixista. Após anos integrando trabalhos de outros projetos musicais (Banda DaviDariloco, Exodus – Santa Barbara Project), em 2016 iniciou as gravações de seu trabalho solo e autoral no Link Up Music, com o apoio da banda QG Imperial e do produtor e DUB seletor Yellow P Fabio Murakami. Entre as suas composições de letras e arranjos estão “All About Money”, que foi prensada em vinil 7 polegadas em Londres e roda nas noites do Java, festa comandada pelo coletivo Dubversão Sound System. O EP está em processo de gravação e conta com participações especiais de Monkey Jhayam, Gabriel Diaz, MC Segredo, entre outros.

Visando o lançamento de seu primeiro EP autoral, Sue montou sua banda de apoio, a “Mokaya” (uma junção da expressão em inglês More Kaya – tradução para o português “mais erva”), com músicos que fizeram e fazem parte da sua caminhada musical, como Bruno Marcucci Bernardi e Bruno Dupre (Brasativa) que hoje acompanham o cantor Rael, Pitee Batelares (Banda DaviDariloco e Nina Oliveira), Rafael Bira ( Ba-Boom ), Fernando Teobaldo (Guerreiros de Judá), Roger Brito (Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e Associação Livre Invisível), Catherine Haase (Saori&Tequila), Gabriel Diaz (Exodus – Santa Barbara Project e MANIFESTU), Nain Carvalho (Associação Livre Invisível) e Fernando Mumu (Tabarana).  A banda Sue & Mokaya fez sua estreia na Casa de Cultura Chico Science em outubro de 2017 no Festival Ounão e também foi selecionada por meio do Edital de Fomento ao Reggae 2018, na qual realizou diversas apresentações pelas casas e equipamentos de cultura de São Paulo durante o ano de 2019, e se apresentou para um público de aproximadamente 30 mil pessoas no Dia Municipal do Reggae, em 2019, na Praça da República.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Sue & Mokaya para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 23.03.2020:

01) RitmoMelodia: Qual a data de nascimento e cidade natal dos membros Sue & Mokaya?

Sue & Mokaya: Sueli Cavalcante nasceu no dia 07.12.1984 em São Paulo e usa como nome artístico Sue Cavalcante. Roger Brito nasceu no dia 26.04.1986 em São Paulo. Bruno Marcucci nasceu no dia 15.08.1984 em São Paulo. Rafael Bira nasceu no dia 02.03.1983 em São Paulo. Nain Carvalho nasceu no dia 19.05.1984 em São Paulo. Catherine Haase nasceu no dia 30.05.1989 em Santo André – SP. Fernando Teobaldo – 10/06/1990 15.07.1984 em São Paulo. Jéssica Lopes de Oliveira nasceu no dia 02.04.1991 em São Paulo e usa como nome artístico Pitee Batelares. Gabriel Diaz nasceu no dia 10.06.1990 em São Caetano do Sul – SP. Bruno Dupre nasceu no dia 24.05.1983 em São Paulo. Fernando Mumu nasceu no dia 27.07.1985 em São Carlos – SP.

02) RM: Fale do primeiro contato com a música dos membros Sue & Mokaya.

Sue & Mokaya: Sue Cavalcante: comecei a tocar piano aos 5 anos de idade, depois tive aulas de teclado. Meus pais sempre ouviam todo tipo de música, desde Zé Ramalho, Luiz Gonzaga, Elba Ramalho, Chico César, Bob Marley, Pablo Milanês, Sam Cooke, e íamos muito a shows também. Aos 7 anos de idade, ouvi Sam Cooke pela primeira vez com meu pai e me apaixonei, decidi que iria ser cantora. Aos 9 anos aprendi a tocar Violão por meio de revistinhas e aos 12 anos comecei a me apresentar no colégio, sarau, festivais, etc.

Bruno Marcucci: desde criança através da minha mãe que tocava piano.

Catherine Haase: comecei a ter aulas de Canto aos 9 anos de idade.

03) RM: Qual a formação musical e acadêmica fora música dos membros Sue & Mokaya?

Sue & Mokaya: Bruno Marcucci: Sou Pianista e Tecladista profissional desde 2002. Comecei meus estudos com 11 anos de idade. Sou formado em Música Erudita no Conservatório Ernesto Nazareth (2005), aonde me tornei professor desde 2009. Logo em seguida estudei na CLAM Escola de Música (2006), do famoso grupo Zimbo Trio que acompanhou Elis Regina, aonde me especializei na Música Popular com a professora Janete D ́Alonso. Cursei em modulo livre de Choro ao Piano com o maestro Laércio de Freitas na ULM – Universidade Livre de Música Tom Jobim (2009).  Sou Bacharel em Música Popular pela Faculdade Souza Lima, aonde me tornei professor desde 2016.

Bruno Dupré: Sou Guitarrista, violonista e cantor.

Catherine Haase: Backing Vocal. Sou musicista, cantora e compositora, formada em Técnico de Canto Popular pelo Conservatório André da Silva Gomes (2007) e mestre em Comunicação Social pela UMESP (2014).

Fernando Teobaldo: Comecei a tocar contrabaixo despretensiosamente entre amigos do bairro Jardim São Savério, zona sul de São Paulo, tive aulas particulares.

Fernando Mumu: Trombonista. Estudei em várias instituições musicais como Conservatório de Tatuí, Fundação das Artes de São Caetano do Sul e Fito de Osasco. Estudei com Donizeti Fonseca, Marcelo de Jesus (Bambam), Valdir Ferreira e Sidney Burgani.

Gabriel Diaz: Backing vocal. Músico e compositor.

Jéssica Lopes de Oliveira (Pitee Batelares): Sou professora de bateria. Tive meu início na música já na adolescência e me identifiquei com o instrumento me dedicando à didática. Tive aulas com o baterista da banda QG Imperial, Fabrício Elijah Togni. Toco Bateria, Percussão em geral e Cavaquinho.

Nain Carvalho: Saxofonista. Tive início na música aos 12 anos de idade com Cavaquinho por influência dos familiares. Sou autodidata, fiz estudos por conta própria em todos os instrumentos que hoje fazem parte da sua vida: Cavaquinho, Violão, Teclado, Saxofone e Voz.

Rafael Vinicius Silvério Silva (Rafael Bira): Percussionista, Músico, Educador e Radialista. Estudei na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Fui professor no Conservatório André da Silva Gomes.

Roger Brito: Trompetista. Iniciei os estudos com meu pai, o maestro Rogerio Brito, aos 6 anos de idade, desde então passei por várias Orquestras durante minha formação, como Orquestra de Câmara da USP, Orquestra Experimental de Repertório, entre outras.

Sue Cavalcante: Vocalista. Sou graduada em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, sou redatora publicitária, analista de comunicação, além de professora de canto popular e lírico. Aos 7 anos de idade tive aulas particulares de Teclado e aulas de Canto Popular e Lírico no EM&T e na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Observava o meu pai tocar Violão.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Sue & Mokaya: Sue Cavalcante: Influências: Luiz Gonzaga, Chico César, Bob Marley, Damian Marley, Sam Cooke, Hoolie Cook, Nneka, Rita Bennedito, Fat Freddy´s Drop, The Slackers, A-WA, Alborosie, Jovelina Pérola Negra, Clementina de Jesus, Cumadre Fulozinha, Karina Buhr, Carmen Miranda, Skank, Black Alien, 2Pac, Sampa The Great, Mad Caddies, Marisa Monte, Midnite, Inner Circle, Gal Costa, André Sampaio, Ben Harper, Y´Akoto, Curumin, entre muitos outros.

05) RM: Quando, como e onde começou a Sue & Mokaya?

Sue & Mokaya: banda Sue & Mokaya iniciou em maio de 2018 em São Paulo, quando escrevi o projeto para o Edital de Fomento ao reggae, segunda edição, e montei minha banda de apoio (Bruno Marcucci, Bruno Dupré, Fernando Teobaldo, Fernando Mumu, Gabriel Diaz, Pitee Batelares,Nain Carvalho, Rafael Bira,Roger Brito) para divulgar meu trabalho autoral. Todos os músicos são meus amigos e foram escolhidos a dedo, por seu amor a música, e sua desenvoltura principalmente ao reggae. Muitos deles não se conheciam, mas foi amor à primeira vista. Hoje, são amigos e a energia entre eles transparece a cada apresentação. Muito amor, harmonia e bom humor! Bom, a partir daí, fomos contemplados com esse edital e passamos a nos apresentar pelas casas e aparelhos de Cultura de SP para divulgar o trabalho e dividimos o palco com Mato Seco, Alma Livre, Veja Luz, entre outros. Tivemos também a oportunidade de tocar no Dia Municipal do Reggae, dividindo o palco com grandes nomes da cena, como Laylah Arruda, Monkey Jhayam, etc, Atualmente estamos gravando as músicas do primeiro disco autoral no Link up Studio.

06) RM: Quais os outros projetos que os membros da banda Sue & Mokaya participam?

Sue & Mokaya: Bruno Marcucci: Desde 2009 estou em turnê com o cantor Rael, viajando pelo Brasil e exterior com destaque ao Montreal Jazz Festival (CAN), Festival d ́été Du Quebec (CAN), Rock In Rio (2017) com Rael e Elza Soares; apresentações pela rede SESC com participações de artistas como Lenine, Jair Rodrigues, Chico Cesar, Otto, Mano Brown (Racionais MC’s), Emicida, Criolo, Paula Lima, Curumim, Mariana Aydar, Izzy Gordon, Anelis Assumpção entre outros. Acompanhei em turnê internacional da cantora Akua Naru (EUA) pelo Brasil no ano de 2014. Atua nos estilos Jazz e Música Brasileira Instrumental, MPB, Pop, Pop/rock, Rap, Reggae, Samba/Rock, Rock entre outros. Toco piano solo, em duos, trios e quartetos de música instrumental, aonde mescla as influências da música erudita com o jazz e os ritmos típicos brasileiros como o samba, bossa nova, baião e chorinho, além de realizar gravações, arranjos, composições e acompanhar cantoras e cantores da cena musical paulistana.

Bruno Dupre: Guitarrista, violonista e cantor. Atualmente acompanho o cantor Rael na turnê do álbum indicado ao Grammy “Coisas do Meu Imaginário”, e o rapper OGI, na turnê do EP – “Pé no Chão”. Gravei e fiz os arranjos do álbum acústico do Cidade Verde Sounds. Sou frontman do trio Brasativa, que lançou o primeiro EP em 2017. Desenvolvo outros trabalhos como diretor e produtor musical, como nos casos do rapper Msário, em que assino a produção musical de seu EP – “Indefinido” e do seu álbum – “Sangue de Leão”. Tenho composições em parceria, entre outras, com Daniel Yorubá, Black Alien e Rael. Já gravou mais de 160 músicas lançadas e já gravou guitarras em trabalhos de importantes produtores como Dudu Marote, Léo Grijó e Daniel Ganjaman.  Já toquei no Rock in Rio, Planeta Atlântida, Lollapalooza, no Brasil, e nos Festivais internacionais: Montreal Jazz Festival e Quebec Summer Festival. Já me apresentei ao lado de renomados artistas, entre eles Lenine, Elza Soares, IZA, I Kushna (Jamaica), Derajah (Jamaica), B. Negão, Mano Brown, Akua Naru (EUA), Jair Rodrigues, Curumim, Otto, Mariana Aydar, Izzy Gordon, Black Alien, Emicida, Chico César, Dada Yute, Rashid, Onze20, Big Up, Amanajé, Cidade Verde, OGI, Tulipa Ruiz, Marcelo D2, Flora Matos, MC Marechal, Kl Jay, Akira Presidente, Pentágono, Kamau, Vox Sambou (Haiti), Nomadic Massive (Canadá) e Lou Piensa (Canadá).

Catherine Haase: Atualmente sou vocalista e compositora no DaiAcans (projeto que mistura reggae com músicas de rezo), vocalista e compositora no Saori & Tequila (projeto que busca as raízes da música jamaicana dos anos 60,70,80), vocalista no coletivo ExodusSanta Barbara Project (coletivo de músicos e musicistas da cena reggae que reproduz um show lendário do mestre Bob Marley), ritmista no Projeto Mangroove (releitura Chico Science e Nação Zumbi), MC no coletivo Rap Salva Vidas (abrange alguns grupos de RAP do ABC paulista) e MC no projeto 1/3 (projeto de RAp com influências de reggae, jazz e R&B).

Fernando Teobaldo: Participei da banda de reggae “Chamas do Reggae” e também com o grupo de RAP “Clã Raça Forte”, onde compus algumas músicas para o grupo e participando ativamente de sua produção. Depois fui convidado a fazer parte da banda Canoa Groove, que posteriormente virou Camisa Tropical, participando de diversas apresentações, principalmente no interior de São Paulo e nas turnês de verão pelo litoral nordestino que incluiu Porto Seguro, Ilhéus, Itacaré, Salvador, Chapada Diamantina, entre outros. Atualmente sou integrante da banda de reggae Guerreiros de Judá e das bandas Camisa Tropical e Trupe Kália, de música brasileira.

Fernando Mumu: Trombonista. Atuei em diversas áreas transitando pelo circuito musical em São Paulo e também pelo interior do Estado. Toquei ao lado de Tantinho da Mangueira, Tobias da Vai-vai, Maria Alcina, Pery Ribeiro, Anaí Rosa, Nanny Soul, Altemar Dutra Jr., Fernando Ferrer, Edd Star, Adriana Moreira, Dudu Nobre, entre outros. Fiz gravações (CD’s e DVD’s): Rael, Emicida e Péricles, Poesia Samba-Soul, Teroca, Maverik Soul, Tiê Alves, Grupo Magia, Thiago Carreri, grupo Mutrib e DVD da banda Mato Seco. Paralelamente atuo com as bandas Lamota e Tabarana.

Gabriel Diaz: Backing vocal. Sou vocalista e compositor na Manifestu (com um álbum lançado nas principais plataformas digitais), vocalista e compositor no DaiAcans (projeto que mistura reggae com músicas de rezo), MC no coletivo RAP Salva Vidas (coletivo que abrange alguns grupos de RAP do ABC paulista), vocalista no coletivo Exodus – Santa Barbara Project (coletivo de vários músicos e musicistas da cena reggae que reproduz um show lendário do mestre Bob Marley) e MC no projeto 1/3 (projeto de RAP com influências de reggae, jazz e R&B).

Jéssica Lopes de Oliveira (Pitee Batelares): Sou professora de Bateria. Toco na noite em outras formações acústicas e com a banda DaviDariloco. Possuo fortes influências do circo fazendo da Arte Circense um dos meus trabalhos (Malabares).

Nain Carvalho: Saxofonista. Tive início no saxofone no projeto de Big Bang 59 Ska Jazz em 2011, em 2012 entrei para o projeto Canoa Grove onde realizei turnê por mais de seis Estados brasileiros e uma turnê para o Uruguai. De 2013 até 2016 fiz parte do projeto Fredgard e os Maruis como saxofonista e no mesmo ano entrei para a Associação Livre Invisível. Integro as bandas Malandragem Patuá e Camisa Tropical.

Rafael Vinicius Silvério Silva (Rafael Bira): Sou percussionista, Educador e Radialista. Fui professor no Conservatório André da Silva Gomes. Participei de projetos sociais/sócio culturais na ONG Tertio Millennio, instituição Assistencial Mei Mei/IAM, Lar Pequeno Leão, Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo, Fórum Social Mundial 2002 e Projeto “Capoeirando na Meto”. Integro a banda Ba-Boom, que realizou turnê e workshop sobre MPB na Jamaica, apoiada pelo MinC (Ministério da Cultura). Sou professor de música/percussão na ONG SOS Aldeias Infantis. Sou capoeirista, pesquisador da cultura popular, ritmista/diretor de Bateria de escola de samba (Camisa Verde e Branco/Vila Palmares), trilheiro, radialista e poeta. Toquei com a Jamaicana JAH, Kaleidoscópio, Vasco Faé, BlackMantra, Bloco “To de Bowie”, “Samuca e a Selva”, “Pedra 90”, entre outras bandas do circuito independente. Viajei pelo Brasil com o trio Canja de Galinha. Minha trajetória é marcada pela influência dos músicos da família, artistas de samba e batuque dos terreiros. Sou co-fundador da Bateria/Bloco Makossa. Fiz parte dos grupos de chorinho e percussão da FASCS e grupos de Teatro GRITE da USCS, BASTA da UMESP, CIA Contos da Lua Vaga (Partidas, aventuras de heróis distantes), e CIA Raconto. Participei de oficinas e aulas de música com: Naná Vasconcelos; Hermeto Pascoal; Mestre Gabi Guedes; Antônio Nóbrega; Marcos Suzano; Da Lua; Mestre Formiga; Maestro Júlio Medaglia; Mestre Guello. Participei do curso de Danças e Ritmos Brasileiros, Grupo Abaçaí/SP. Gravei com Banda Nervos, Filosofia Reggae, Toró Instrumental, Dialeto, Saori & Tequila, Laylah&Santa Groove, The Melties entre outras.

Roger Brito: Trompetista. Passei por várias Orquestras durante minha formação, como Orquestra de Câmara da USP, Orquestra Experimental de Repertório, entre outras. Fui premiado no concurso brasileiro de trompetistas Gilberto Siqueira dentro do Jazz Trumpet Festival no ano de 2016. Trabalhei ao lado de artistas como Yamandú Costa, Bocato, João Bosco, Sepultura, Roupa Nova e Maria Gadú.  Tenho experiência internacional: Acustic Brazil Festival – Amsterdam Holanda, Festival internacional de Contis – Bordeux França, XL Jazz Buiternkunst – Amsterdam Holanda. Recentemente me graduei na Academia de música da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo OSESP, onde atuei por dois anos participando de concertos e gravações, com destaque para a gravação integral das sinfonias de Villa-Lobos, em 2017.

Sue Cavalcante: Vocalista. Já atuei como produtora de eventos e shows em uma das maiores empresas de entretenimento do país. Já me apresentei em alguns Bares e Festivais de Música em São Paulo e Grande São Paulo, como FICO, Festival de Inverno de Paranapiacaba, Café Piu-piu, Japa Rolling Club, Casa de Cultura Chico Science e Raul Seixas, Jive, Casamarela, Galeria Olido, Tupinikim, Via Funchal, Sesc Pompeia, entre outros. Atualmente sou backing vocal e tecladista da banda Davi Dariloco, vocalista no Trio Assaré, Forró Capim Guiné e do Exodus – Santa Bárbara Project, estou gravando meu primeiro EP solo ao lado do produtor Yellow-P e do baixista Ras Taell e sou instrumentista – toca Violão, Teclado e Contrabaixo.

07) RM: Quantos discos lançados?

Sue & Mokaya: Estamos gravando o primeiro disco autoral, que deve sair até 2021. Os demais músicos da banda já possuem trabalhos consagrados, como por exemplo, Bruno Marcucci e o Bruno Dupre, que gravaram com o cantor Rael, MSário, entre outros.

08) RM: Como definem o estilo musical  da Sue & Mokaya dentro da cena reggae?

Sue & Mokaya: Navegamos e bebemos de diversas fontes da música, que vão do ragga, ska, dub e rocksteady.

10) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Sue: Canto o que meu coração diz. Seja como compositora, como intérprete, seja pro reggae, forró ou samba.

11) RM: Quais os cantores e cantoras que vocês admira?

Sue & Mokaya: Sam Cooke, Chico César, Nneka, Laylah Arruda, Rita Bennedito, Jovelina Pérola Negra, Regiane Cordeiro, Denise De Paula, Anelis Assumpção, Karina Buhr, Roxie Ray, Catherine Haase, Skarra Mucci, Curumin, Carmen Miranda, Marisa Monte, Soom T, Queen Omega, Sevana…

11) RM: Como é seu processo de compor suas músicas? Quem são seus parceiros musicais?

Sue & Mokaya: Normalmente, começo pelo processo inverso. Componho a melodia, com uma base no violão, teclado ou linha de contrabaixo, e em cima dela, desenvolvo a letra. Meus parceiros hoje são os integrantes da banda Sue & Mokaya, que em cima dessa ideia, desenvolvemos os arranjos juntos.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Sue & Mokaya: Como todo artista, encontramos desafios. Na música não é diferente. Os prós é poder compartilhar nossa forma de entender o mundo, de peito aberto, nossa verdadeira essência, sem pudor, sem filtros, interferências. Fazemos o que nosso coração diz e o retorno disso é maravilhoso, não há dinheiro nenhum no mundo que pague. Os contras são sempre os desafios que encontrarmos na caminhada, como falta de acesso aos espaços onde circulam os artistas da grande mídia, no qual sempre acaba circulando a mesma “panela”, há também a dificuldade, normalmente financeira, em colocarmos nosso trabalho pra rodar, gravar em um estúdio de boa qualidade, distribuição, principalmente pra uma banda como a nossa, com tantos integrantes.

13) RM: Quais as ações empreendedoras que vocês praticam para desenvolver a carreira musical?

Sue & Mokaya: A maioria dos integrantes trabalha exclusivamente com música e leciona música em escolas ou por meio de aulas particulares. Todos estudam muito, e buscam divulgar seus diversos trabalhos por meio das redes sociais.

14) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da carreira musical?

Sue & Mokaya: Hoje as pessoas estão mais online do que off-line. Manter seu trabalho onde o povo está é fundamental. Mas é importante manter o foco no trabalho, na carreira, que isso seja a fonte de conteúdo, e não assuntos superficiais ou de cunho pessoal, por mais que as pessoas hoje em dia também tenham interesse sobre sua vida pessoal, mas acho que esse tipo de assunto pode ser divulgado em seu perfil pessoal, se assim quiser. Então o que pode prejudicar é essa confusão no foco do conteúdo.

15) RM: Como você analisa o cenário reggae brasileiro? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Sue & Mokaya: Como integrante, frequentadora e contemplada pelo Edital de Fomento ao Reggae, credito ao Fórum do Reggae muitas conquistas pelo reconhecimento do reggae como cultura, por meio do Dia Municipal do Reggae, a Lei de Fomento que está tramitando na Câmara Municipal. Eu posso dizer que a cena underground tem conquistado seu espaço de forma organizada e objetiva, não só como música, mas como cultura nas diversas vertentes, como o Nyabinghi, o Sound System, por exemplo. Tem havido uma maior preocupação além da mensagem, mas com a produção em si, produtores, etc. Sobre as grandes revelações, Monkey Jhayam, que elevou o nível da concepção de reggae no Brasil, inclusive gravando músicas em inglês e levando o reggae brasileiro para o exterior. O que fez brilhar os olhos do produtor Prince Fatty. Laylah Arruda também trouxe outro olhar pras produções nacionais. Não penso de alguém que tenha regredido na cena, só vejo esforço, progresso e comprometimento de quem está afim mesmo.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia  de gravação (Home Studio)?

Sue & Mokaya: A principal vantagem é para quem já tem suas composições e não tem muita grana poder botar suas músicas pra jogo nas redes sociais e plataformas digitais pra que as pessoas ouçam. Acessibilidade é muito importante e é uma questão que precisa ser discutida. Ah, a desvantagem é que às vezes peca-se muito pela qualidade no produto final, qualquer música é jogada na rede sem muito objetivo, só rodar. Mas isso também é discutível. Sempre vai ter alguém pra ouvir, alguém que goste, então está valendo.

17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Sue & Mokaya: Monkey Jhayam, Wyclef Jean, Nômade Orquestra, Elba Ramalho, The Slackers, Iza; Céu; Natiruts; Milton Nascimento; Emicida; Criolo, dentre outros. Daft Punk; Beyonce; Cory Henry; Jacob Collier; Foo Fighters; Paul McCartney; Justin Timberlake; Bruno Mars, dentre outros.

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Sue & Mokaya: Acho que todo músico sempre tem uma situação pra contar relacionada à condição técnica para o show; falta de pagamento ou acesso ostensivo do público. Mas como nosso projeto começou e teve a contrapartida do Edital, nos ajudou muito na divulgação do trabalho de forma impecável, pois tudo foi bem organizado, planejado e executado. Trabalhar com pessoas comprometidas, profissionais e que amam o que fazem, qualquer situação inusitada se torna mero detalhe corriqueiro.

Bruno Marcucci: descumprimento de prazo de início de show; descumprimento de prazo de pagamento; tocar sem retorno; polícia parar show; show na chuva tendo q desligar os equipamentos e contratante pedindo pra continuar; publico sem respeito; dentre inúmeras outras coisas.

Catherine Haase: Cantar e não receber.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Sue & Mokaya: É um presente que Deus nos deu podermos fazer arte, e poder fazer dessa arte o principal meio para sobreviver. Estar com pessoas com o mesmo propósito, sentir o amor e a energia de cada um por meio da música é uma sensação de alegria indescritível. E esses sentimentos a gente sente desde o ensaio e em cada show. A troca de energia com o público também é de uma satisfação tão grande, que a gente só agradece e torce pra que isso só cresça e floresça. Mas como tudo tem o lado ruim, é ainda ver que mesmo sendo arte, ainda há muitos que a utilizam de maneira não tão sincera, apenas visando o lucro, se perdem pelo caminho. Às vezes, se esquecem dos que ajudaram, somaram, e assume uma postura um tanto egoísta. Ah, coisas do ser humano.  Mas acho que isso depende de cada um, do quanto cada um também está ligado ao seu propósito, sua relação com a música, com a sua verdade, com o mundo e com as pessoas. Como disse, é relativo.

20) RM: Nos apresente a cena musical na cidade que você mora?

Sue & Mokaya: É a que vivemos, São Paulo, berço das artes, do mundo, tem de tudo, em todos os lugares, o tempo todo, pra todos os gostos.

21) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Sue & Mokaya: Acho que sim, né? Oremos! Mês passado nossas músicas tocaram na Rádio Brasil Atual, sem jabá!

22) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Sue & Mokaya: Confie no seu talento e profissionalize-se. Como? Estudando, conversando com as pessoas, conhecendo e ouvindo coisas novas, de todo o mundo. Não tenha preconceito, mas esteja seguro do que quer e sua real missão na vida. Trabalhe duro, tenha uma rotina de trabalho com qualquer outro trabalho. E dedique-se. O resultado vem com o tempo. Haja sempre com o amor a música, isso que me move hoje.

23) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com o uso da maconha?

Sue & Mokaya: Como forma de meditação e inspiração, e era com esse propósito que os rastafáris uniram-se a cultura e a música reggae. Mas você pode curtir reggae e não tem que fumar maconha. Cada um que sabe de si, né, o que a música lhe passa, com maconha ou não. Mas desde os tempos antigos, muitos músicos uniam o uso de maconha ou outra substancia para compor, isso para diversos estilos.

24) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a religião Rastafári?

Sue & Mokaya: Na época, a filosofia Rastafári utilizou o reggae como ritmo para passar suas mensagens. Hoje o reggae, como qualquer estilo musical, sofreu evolução com o passar dos tempos, então você pode curtir e fazer reggae sem ser rasta

25) RM: Você usa os cabelos dreadlock. Você é adepto a religião Rastafari?

Sue & Mokaya: Tenho apenas dois dreads hoje, mas fiz os primeiros aos 16 anos. Na época, era entusiasta e estudante da cultura rastafári, li muitos livros a respeito, sobre o surgimento do reggae, eu tinha uma banda também. Frequentei as reuniões do coletivo Congo Nya, da Guiana Inglesa, quando moravam aqui no Brasil. Foi uma experiência muito válida e rica. Muitos músicos eu conheci naquela época. Mas hoje, sou da religião do amor. E só.

26) RM: Os adeptos a religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa essa afirmação?

Sue & Mokaya: O reggae desde o seu surgimento, lá da Jamaica, de lá pra cá, já passou por muitas transformações e evoluções. Reggae, além de ser cultura, filosofia, também é música, e como toda e qualquer vertente musical, sofre transformações com o passar do tempo, assim como o rock, o samba, etc. Esse tipo de discussão, não faz muito sentido. Tem pra todos os gostos, e essa diversidade que é tão boa no reggae.

27) RM: Na sua opinião porque o reggae no Brasil não tem o mesmo prestigio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Sue & Mokaya: Acho que aqui no Brasil, a música ainda não recebe os mesmos incentivos governamental que os dos demais lugares do mundo. Não só a música, mas a arte no geral. Ainda mais no governo de hoje (2020), que a arte é vista como secundária, sem importância. É lamentável. No caso do reggae, ainda permanece uma cultura marginalizada, mas estamos trabalhando pra isso. O Fórum do Reggae tem levantado muitas pautas e questões importantes para a legitimação da cultura reggae em São Paulo.

28) RM: Quais os seus projetos futuros?

Sue & Mokaya: Lançarmos o disco que está em processo de gravação, e fazer uma turnê com a banda pelo Brasil e quem sabe, América Latina e Europa.

29) RM: Quais os seus contatos para show e para os fãs?

Sue & Mokaya: suemokayaband@gmail.com

| https://www.facebook.com/suemokaya

| https://www.instagram.com/suemokaya/

| https://soundcloud.com/suemokaya

| https://www.youtube.com/watch?v=PIRNXj8xyTw

| https://www.youtube.com/watch?v=6SJ_BlnTzms

| https://www.youtube.com/watch?v=gq8Yb4Z-LHI&t=61s

| https://www.youtube.com/watch?v=vQ35_d4q8T0

https://www.youtube.com/watch?v=1eho3dSTEtc&t=4s

https://catracalivre.com.br/agenda/dia-do-reggae-toma-conta-da-republica-com-muito-sound-system/

| https://www.inteligemcia.com.br/gratuito-mato-seco-e-alma-livre-se-apresentam-no-zambol-house-sound-reggae-festival/

| https://agitosp.com.br/alma-livre-e-mato-seco-se-apresentam-no-zambol-house-sound-reggae-festival/

| https://www.baressp.com.br/shows/zambol-house-sound-reggae-recebe-a-banda-alma-livre-e-mato-seco-no-festival

| https://rockalivebrasil.wordpress.com/2019/02/06/zambol-house-sound-reggae-festival-tem-mato-seco-alma-livre-e-sue-mokaya-e-o-melhor-de-graca/

| https://jaraguasp.blogspot.com/2016/12/feminine-hi-fi-realiza-festa-sound-system-reggae-cdhu-voith.html

| http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/evento/33393/

| http://www.fabricasdecultura.org.br/programacao/davidariloco–reggae-das-mina

| https://www.jornalspnorte.com.br/1o-festival-viva-music-casa-de-cultura-tremembe/

| http://womensmusicevent.com.br/facebook-events/feminine-hi-fi-4-voith/

| http://www.pictame.com/media/1396696644057374050_3031419006


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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