Silvio Ney

Silvio Ney

O cantor, compositor, violonista paulistano Silvio Ney começou tocar Violão como autodidata aos 13 anos de idade.

Silvio Ney em 1985 aos 15 anos iniciou na Casa de Cultura de o Itaim Paulista estudando de Violão Erudito e Teoria Musical com o professor José Candido (Zito). Fez outros cursos: Canto Coral, Lírico, Popular com o professor Ademar da Silva Neto e com Zito, fez Prática de Arranjo, Baixo Elétrico, Violão Avançado, Harmonia Tradicional, Harmonia Funcional, Percepção rítmica e melódica.

Em 1991 cursou dois anos Violão Erudito. Em 1995 na Unicsul Universidade Cruzeiro do Sul cursou por dois anos de Arranjo em MPB, Musicalização, Aula de Percepção e Teoria Musical com a professora Mirian e História da Música com o professor Paulo de Tarso .

Silvio Ney como músico freelancer acompanhou: Jorge Aragão, Biro do Cavaco, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz, Sombrinha, Joyce Cavaco, Almir Guineto, Cleber Augusto, Marquinhos Santana, Djalma Pires, Leci Brandão, Pedrinho da Flor, Dudu Nobre, Reinaldo O Príncipe do Pagode, Delcio Luiz, Delli (compositor do Zeca Pagodinho), Ronaldinho, Sereno do Grupo Fundo de Quintal, Eliane de Lima, Grupo Só Preto Sem Preconceito, Péricles do Grupo Exalta Samba, Marquinhos Sensação, Carica, Grupo Casa Nossa, Ernesto da Gaviões da Fiel, Grupo Fundo de  Quintal, etc. 

Silvio Ney já fui componente dos grupos: “Mi Menor”, “RG Samba”, “Filhos da Noite”, “Acesso Livre”, “Afirmação” e tocou em eventos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Maceió, Recife, Salvador, etc. Em casas noturnas: Alpendre, Lambar, Porão Bar, Sambar, Consulado da Cerveja, PHD, Chaplin, Cabral, Arcadas Bar, Polo Norte, Remexendo, Amigos Bar, Biros Bar, Só Pra Contrariar, Jota B, Chanel Bar, Aruba Ariba Bar, Maria Maria, Bar Mangueira, Terra Brasil, Amigão Show, Centrão, Chaplin Santo André, Tia Redonda Chaplin de Mogi.

Silvio Ney é multi-instrumentista e professor de Educação Artística, Pós-Graduado em Educação Musical. Desenvolve trabalhos como Coordenador de Projetos, Monitor. Desenvolvimento musical no Polo Cultural da Zona Leste. Trabalhos desenvolvidos no C.E.U Parque Veredas de Arte Educador, Professor de Musicalização, Violão Popular, Cavaquinho, Canto Coral, Teoria Musical, Técnico no Estúdio Angrason, Produtor Musical. Atualmente trabalha no Colégio Souza Lopes como professor de Arte e de Música.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Silvio Ney para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 24.08.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Silvio Ney: Eu nasci em 01.01.1972 na maternidade do bairro de São Miguel Paulista em São Paulo. Registrado como Silvio Nei Menezes Alves. 

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Silvio Ney: Desde de pequeno me lembro de meu pai Antônio Modesto escutando músicas de Martinho da Vila, Roberto Ribeiro, Benito Di Paula, Demônio da Garoa, Originais do Samba entre outros gêneros musicais. Eu 4 anos de idade já estava atento a música, que ele colocava na vitrola na época do disco de vinil. Eu estava aprendendo a falar e cantava algumas partes dessas segundo minha Mãe Glória Menezes, depois da separação dos meus pais, mudamos para casa de meus avós no bairro de Vila Simone no Itaim Paulista, onde lá meus continuei com o contato com a música, pois meus tios tocavam Violão, eu sempre estava por perto no meio deles escutando na sala. A minha saudosa avó me levava nos ensaios dela da Igreja que ela congregava.

Eu  ficava vendo o maestro regendo o Coral passando as vozes finais,  e no outro dia da mesma semana meu avó me levava para o ensaio da banda da Igreja que era somente instrumentos de sopro e eu observando aqueles naipes de metais vendo fazer a regência e corrigindo os erros de alguns músicos. Nos finais semana eu era obrigado a ir com ele para igreja até meus 11 anos de idades, depois minha mãe se mudou para o Jardim Camargo Novo. Ela no Camargo Novo, um amigo que se chamava Carlos me ensinou os primeiro acordes de Violão me passou um ritmo da MPB e me deu algumas revistas com letras cifradas e fui me aperfeiçoando como autodidata, me apresentaram  ao mestre Luciano e fiz aulas Antônio Carlos Washington (Tiquinho) que me deu aula de Violão e campo harmônico e o ritmo de samba.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área música?

Silvio Ney: Em 1989 eu fiquei sabendo por alguns colegas, que na Casa de Cultura do Itaim Paulista, tinha um professor de Violão chamado José Candido (Zito), eu fui para conhece-lo e ele me recebeu, tocou para eu ver, eu me inscrevi nesse Curso que Violão Popular. O Zito me informou sobre outros cursos que ele lecionava: Canto Coral, Violão Erudito, Teoria Musical. Eu comecei a estudar, terça-feira era aula de Violão Popular, na quinta-feira era aula de Violão Clássico mais teoria musical, quinta-feira de tarde era aula Baixo, Clave de fá. No sábado era aula de Prática de Arranjo de manhã, das 08:00 as 10:00 e das 10:00 as 12 :00 horas era aula de Canto coral. Com todas essas oficinas com Zito e com Ademar da Silva Neto que era o braço direto do Zito.

Em 1991 o professor Zito ofereceu aos alunos uma bolsa de estudo, ele era professor de música da Unicsul – Universidade Cruzeiro do Sul. Eu comecei a estudar Violão Erudito de 1992 a 1995. E sou formado em Música, Artes Visuais (Educação Artística) na Unicsul – Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Educação Musical na Faculdade Nova Geração.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Silvio Ney: A maior importância foi escutar músicas boas, tive boas referências musicais, desde de criança, e de ter tocado com músicos de qualidade. Eu tive o privilégio de estar sempre ao lado de músicos de boa qualidade artística. Em casa com meu pai era músico e tocava em casa noturnas sempre um repertório de músicas boas da época.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Silvio Ney: Em 1989 comecei na carreira musical tocando Violão no grupo “Mi Menor” e tocávamos em várias casa noturnas de São Paulo: Alpendre, Ariba Aruba Bar, Porão Bar, Arcadas Bar, Amigos Bar, Chanel Bar, Só Pra Contrariar, etc. Depois fiz parte dos grupos: “Filhos da Noite” e do “Grupo Afirmação”.

Fiz parte do grupo “RG SAMBA” que me deu a oportunidade de trabalhar com eles acompanhando vários artistas renomados: Jorge Aragão, Biro do Cavaco, Jovelina Perola Negra, Arlindo Cruz, Sombrinha, Royce Cavaco, Almir Guineto, Cleber Augusto, Marquinhos Santana, Djalma Pires, Leci Brandão, Pedrinho da Flor, Dudu Nobre, Príncipe Reinaldo, Delcio Luiz, Delli, Ronaldinho, Sereno Grupo Fundo de Quintal, Eliane de Lima, Grupo Só Preto Sem Preconceito, Péricles Exalta Samba, Marquinhos Sensação, Carica, Grupo Casa Nossa, Ernesto da Gaviões da Fiel. 

06) RM: Quantos CDs lançados? 

Silvio Ney: Eu tenho dois CD gravados e lancei nas plataformas digitais. O primeiro CD é de samba contemporâneo com o repertório variado com músicas românticas, traz mensagens dos dias de hoje. O segundo CD é de samba contemporâneo também voltados para jovens adolescentes e adultos. Agora estou com um novo projeto de MPB no formato Voz e Violão. 

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Silvio Ney: Sou da MPB, mas meu estilo é eclético. Adoro passear nos estilos musicais. 

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Silvio Ney: Em 1991 estudei Canto Coral com professor José Candido (Zito) com aberturas de vozes. Em 1995 com Mirian que dava aula na Unicsul – Universidade Cruzeiro do Sul. E continuo estudando e sempre tem novidades e com internet é muito bom.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz? 

Silvio Ney: É preciso saber que a Voz é um instrumento. É importante saber usar o diafragma, saber respirar, escolher o tom confortável para a tessitura e extensão de cada Voz. Fazer aquecimento antes de exercício de aquecimento vocal. Cuidar do corpo, mente e principalmente do emocional. Estar preparado para interpretar a canção e estudar a música que você vai cantar.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira? 

Silvio Ney: Gal Costa, Sandra de Sá, Elis Regina, Maria Rita, Pedro Mariano, Jorge Bem Jor, Djavan, Jorge Vercillo, Tim Maia, Raul Seixas, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Bebeto, Jair Rodrigues, Chico César, Zeca  Baleiro, Almir Guineto, Beth Carvalho, Jair Oliveira (Jairzinho), Cássia Eller, Chico da Silva, Marçal, Ana Carolina, Seu Jorge, Michael Jackson, Luciana Mello, Guilherme Arantes, Belo, Rita Lee, Bezerra da Silva, Antonio Carlos Jobim, Cazuza, Belchior, Chico Buarque, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Cartola, Ney Matogrosso, Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Marisa Monte,  Clara Nunes, Toquinho, Martinho da Vila, Lenine, Gonzaguinha, Zé Ramalho, Zé Geraldo, Lulu Santos, Tom Zé, Renato Russo, Nando Reis, entre outros.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Silvio Ney: Compor é uma coisa muito louca. Eu não tenho hora nem dia. As vezes de madrugada ou até mesmo de dia a melodia canta dentro do meu subconsciente gravo apenas a melodia. Tem horas que escuto somente a letra e vem vindo tudo. As vezes nem consigo entender. Muitas vezes letra e melodia vêm prontas. Algo divino e parece que tem alguém cantando nos meios ouvidos e eu gravo a voz e violão para não esquecer.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?  

Silvio Ney: Fabinho Cesar da banda Raça Negra, Paula Menezes, 

13) RM: Quem já gravou as suas músicas? 

Silvio Ney: Grupos: “Impacto do Samba” e “Acesso Livre”.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Silvio Ney: Não é fácil. É uma responsabilidade enorme de lidar com os músicos da banda e organizar tudo. Ninguém faz nada sozinho, tem de discutir com os envolvidos para melhorar. Eu acabo pedido a opinião dos mais próximos no dia a dia da convivência pessoal. É importante agradar ao público que curti seu estilo musical. 

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco? 

Silvio Ney: É ter um repertório de qualidade e ter sempre o repertório A, B e C. Ter a percepção se está agradando ao púbico e se não tiver agradando, mudar rapidamente o repertório que estar sendo tocado no palco. 

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira? 

Silvio Ney: O planejamento de contrato e ter contatos. Ser uma pessoa fácil para trabalhar, ter os pés no chão, comer pelas “beiradas”. Não desistir da música, trocar muito favores. Hoje as redes sociais é o grande meio de comunicação: Blogs, Plataformas digitais, Sempre inovar, trabalhar sério, valorizar o seu trabalho e dos músicos que trabalha com você.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira? 

Silvio Ney: A internet é um veículo extremamente importante. É ter cuidado, pois hoje tudo que se faz as pessoas já querem postar. Cuidado com que posta e o com o que fala, isso pode prejudicar, mas também a internet pode trazer ótimas oportunidades.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Silvio Ney: As vantagens é que você não precisa gastar horrores de dinheiro em um grande estúdio de gravação. Na sua casa com programas e aplicativos vão facilitar a produção musical. Eu produzi minhas músicas no meu home estúdio e finalizei no estúdio. A desvantagem é que todo empresário ligado a grande mídia quer manter a tradição de ter um selo de uma gravadora e parceria com alguma destruidora. Alguns empresários não dar valor ao seu trabalho mesmo ele estando bom e com qualidade.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Silvio Ney: A grande dificuldade é que a grande mídia manipula o mercado musical. As visualizações do YouTube conta muito para empresário nos contratar para trabalhar. Tem a concorrência no mercado com artistas do mesmo gênero musical que incomodados as vezes queima seu trabalho com medo de você ocupar espaços privilegiado deles. Para se diferenciar eu trabalho meu próprio estilo sem copiar ninguém. Tenho a minha própria identidade musical.

20) RM: Como você analisa o cenário do Samba. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu? 

Silvio Ney: O Cenário do Samba nunca regrediu, alguns músico e cantores migraram de profissão, por conta da desvalorização do mercado musical. Apenas alguns artistas tiveram o privilégio com o apoio da grande mídia se levantaram um pouco mais achando que eram os donos do Samba. O Samba é da periferia, das comunidades dos morros, do povo. Quem eu acho que regrediu é quem achou que tinha o sucesso pela vida inteira e a grande mídia começou a investir em outros ritmos como FUNK e Sertanejo. A febre dos grupos de Pagode dos 90 são as inspirações para a nova geração continuar conhecendo o Samba. As revelações são: Dilsinho, Ferrugem, entre outros.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística? 

Silvio Ney: Wilson Prateado, Paulo Calazans, Djavan Jairzinho, Laércio da Costa, Max Viana, Luiz Avellar (pianista), Arthur Maia, entre outros.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical? 

Silvio Ney: Acabou a energia do lugar e o contratante não queria pagar o cachê. Outras vez o técnico de som sumiu. Outra viajei até o lugar e chegando o show foi cancelado, não comunicaram e também não pagaram o cachê. Mas o pior de tudo é tocar e não receber. 

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical? 

Silvio Ney: Deixa-me mais feliz é fazer o que gosto, que é levar alegrias as pessoas, poder mostrar minha arte e tocar as emoções das pessoas. Agora o que me deixa triste é que tem muitos picaretas, pessoas de má fé. Os atravessadores que as vezes não sabe nem o que é música e querem se dar bem financeiramente querendo lesando o artista. Até alguns contratantes querendo ganhar 100% e esquecem que sem música ao vivo, eles não ganhariam nada de lucro.

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical? 

Silvio Ney: O Dom é aprender um primeiro acorde no Violão e depois se aperfeiçoar. Aprender uma música, depois aprender um solo e a prática te deixar cada vez melhor. Mas Dom musical é privilégio para poucos, é um presente de Deus.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical? 

Silvio Ney: Improvisar não é usar Escala sem ter a melodia da rítmica que você que se expressar no momento. É não errar notas e ter técnica para não irritar os ouvidos do público. Ter sentimento musical é o essencial.

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois? 

Silvio Ney: Cada músico que tem o seu jeito. Eu prefiro criar na hora e usar as técnicas para não sair um improviso sujo. Tem músicos que usam band, ligaduras, arpejos, escalas, mas eu prefiro ser simples e objetivo nos meus improvisos. 

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical? 

Silvio Ney: O contra: é ficar pensando nos acidentes musicais (sustenido, bemol) e intervalos. Ficar pesando na teoria. Prefiro sentir a música de corpo e alma e se entregar os sons melódicos da inspiração e improvisar sem medo de errar. Tentar passar o sentimento musical. 

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical? 

Silvio Ney: É sempre bom conhecer novos métodos, tomar cuidado para não se tornar redundante, ficar preso no Campo Harmônico. O estudo favorece saber o que está fazendo na dentro do Campo Harmônico.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios? 

Silvio Ney: Hoje não dependemos exclusivamente de uma rádio para a música ser conhecida. Temos o canal YOUTUBE, FACEBOOK, INSTAGRAM, entre outras plataformas digitais. Mas dependemos de pagar o jabá para a música ser tocada em rádios de grande audiência ou estar em um Programa de TV.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical? 

Silvio Ney: Tem que amar o que faz, estudar, estar preparado para receber elogios e críticas. Ter os pés no chão e aceitar que existe o sim e o não. Nunca desistir de seus objetivos. Seguir passo a passo.

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música? 

Silvio Ney: Prós: a música pode ficar conhecida, está se divulgando para aquele destinado público. Contras: se queimar no meio musical e ficar frustrado por sua qualidade musical ser muito boa, mas não agradar os concorrentes do Festival de Música. Existe as panelinhas e em muitos Festivais já escolhem o campão e os finalistas para o 1°, 2°e 3° lugar.

32) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos? 

Silvio Ney: Sim. Sempre revela, inova e aparece novos talentos, por exemplo: Jorge Vercillo, Jair Rodrigues e outros artistas da MPB apareceram após Festival de Música. 

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira? 

Silvio Ney: Eu acredito que todos estão conectados na verdade. Eles (a grande mídia) estão preocupados com vende um produto não com a qualidade musical em si.

34) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical? 

Silvio Ney: Esses espaços são muito bons para os músicos. São mais portas abertas para trabalho do músico. Ajuda muito e deveria ter mais espaços assim para os músicos. É muito importante para o cenário musical. 

35) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos? 

Silvio Ney: Sim. Sem a música ao vivo não é interessante para os donos de casa noturnas e grande eventos das grandes metrópoles e seja nas periferias de São Paulo, Rio de Janeiro e em todo Brasil. 

36) RM: Silvio Ney, Quais os seus projetos futuros?

Silvio Ney: Vou lançar meus CDs em todas as plataformas digitais. Estou com um novo trabalho de MPB no formato Voz e Violão. E outro com um repertório mais eclético com quatro instrumentistas me acompanhando.

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Silvio Ney: (11) 98308 – 7643 | [email protected]

| https://www.facebook.com/silvioneimenezesalves.menezes 

| https://www.facebook.com/papodampbcomsilvionei 

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCrCdzoZ4ueMV6oTnkf03mHw 

Tão Carente – Silvio Nei: https://www.youtube.com/watch?v=AV08d_L5eU8 

Pedaços de Papel – Silvio Nei: https://www.youtube.com/watch?v=5NCis_soFyc 

Noite Cristalina (Silvio Nei, Fabio Luis, Daniel Boy): https://www.youtube.com/watch?v=VsT7bIrmqYA 

Inverno & Verão (Moyses Santiago, Quinho, Alexandre Dias) – Silvio Nei: https://www.youtube.com/watch?v=o-nSx8NyAFo

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.