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Categorias: Entrevistas

Sidnei de Oliveira


Sidnei de Oliveira, teve seu primeiro contato com a música em casa – seu pai Volny de Oliveira tinha uma dupla com seu tio Francisco e tocava em festejos populares na pequena Cazuza Ferreira – RS e sua mãe Edeci Ana de Oliveira fazia parte de um grupo de Terno de Reis. Os primeiros acordes no violão foram ensinados pelo seu irmão Gilnei de Oliveira que estudava música.

No início da década de 90 começou a se dedicar à música, tendo principalmente a Viola Caipira como referência, porém, por ter crescido em uma cidade que não havia o instrumento para vender, iniciou os estudos com o Violão. No final da década de 90 iniciou os estudos de Viola, não deixando o Violão de lado. Estudou com Valdir Verona e integrava o grupo formado pelos professores da escola Teclas e Cordas – Esmeralda Frizzo, Ricardo Biga, Valdir Verona. Ainda no início de sua carreira musical tocou em inúmeros festivais e eventos em cidades do interior do Rio Grande do Sul.

Em 2004 participou do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola – prêmio nacional de composição – conseguindo o primeiro lugar com sua composição Esplendor. Em 2005 se mudou para Ribeirão Preto para cursar música na USP, mesmo ano em que teve a oportunidade de apresentar seu trabalho musical na cidade de Basel – Suíça e também em Punta del Este – Uruguai. Após mudar para o estado de São Paulo participou de vários festivais e concursos de composição em que foi contemplado com diversos prêmios, entre eles, como melhor instrumentista e prêmio de aclamação. Entre alguns dos festivais e prêmios estão: VIII Bivaque da Poesia Gaúcha; Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira; III FeNaCruPe; 31º FAMPOP.

Cursou música na USP entre os anos 2005 e 2008, trancando curso para cursar Filosofia. Em 2008 mudou para São Paulo Capital e deu sequência em sua formação acadêmica: Licenciatura em Filosofia (UNIFRAN) – 2010, Mestre em Filosofia (UNIFESP) – 2013, Doutor em Filosofia (UNICAMP) – 2017, Doutorado Sanduíche (Universidade de Leipzig – Alemanha) – 2014-2015, Licenciatura em Música (2008 – USP / 2017 – Claretiano)

Atualmente cursa seu segundo doutorado em Música pela UNESP/SP Na esfera acadêmica, mesmo que em filosofia, a pesquisa sempre esteve voltada à filosofia da música, a estética musical e a cultura popular. As principais linhas de pesquisa estão relacionadas com a filosofia de Schopenhauer, Nietzsche e Adorno, já na música, na obra estético-política de Richard Wagner. Na esfera popular sua pesquisa se faz no âmbito da Viola e cultura caipira.

Em 2010 gravou seu primeiro CD instrumental intitulado Prólogo através de um prêmio da FUNARTE – Prêmio de gravação de música popular. Neste primeiro CD pode apresentar seu lado composicional e também de arranjador. Tendo utilizado 4 afinações diferentes na Viola Caipira, conseguiu trazer a sonoridade esperada em suas composições com auxílio dos instrumentos utilizados nos arranjos por ele escrito em partituras: Flauta Transversal, Baixo acústico e Fretless, Violão, Cordas (Baixo, Cello, Viola e Violino, Acordeon e percussão. Nomes renomados na esfera da música participaram deste primeiro CD: Renato Borghetti, Papete, Antonio Porto, Rodrigo Sater, entre outros.

Após a gravação do Prólogo, realizou diversos shows pelo Brasil, programas de Rádios e TVs, assim como o Instrumental Sesc Brasil. Nos anos de 2014 e 2015, vivendo em Berlin – Alemanha, além da pesquisa de doutorado, pode utilizar do tempo e de novos ares para compor parte do seu segundo CD intitulado Utopia. Neste segundo CD, Sidnei de Oliveira grava solo, porém executando todos os instrumentos gravados: Viola (5 afinações), Violão de Nylon, Violão 12 cordas, Bumbo Legüero e percussão. Além das composições, Sidnei também criou os desenhos que fazem parte do encarte do CD. Utopia foi gravado no ano de 2018.

Possui um projeto em andamento com arranjos escritos para Viola Caipira e Violoncelo de clássicos do gênero caipira, grande parte dos arranjos estão finalizados e os ensaios iniciados, mas foram interrompidos por conta da pandemia de Covid-19.

No ano de 2020, durante a pandemia, participou do Festival Violas ao Sul, onde apresentou, no formato virtual, composições instrumentais com violas e violão. Está prestes a lançar seu segundo livro, agora voltado à cultura caipira – Requiem: o arquétipo e a transfiguração do caipira. O livro, fruto de uma pesquisa realizada por anos, foi contemplado por um prêmio de publicação de livro na cidade do Rio de Janeiro – Prêmio Marcus Pereira –, em fase de impressão e deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2021.

Segue abaixo a entrevista com Sidnei de Oliveira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 12.04.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Sidnei de Oliveira: Nasci no dia 10 de julho de 1980 em Cazuza Ferreira – RS, semidistrito de São Francisco de Paula – RS.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Sidnei de Oliveira: Foi no ambiente familiar, meu pai Volny de Oliveira tocava violão e cantava, formava uma dupla com meu tio Francisco (tio Chico já falecido) e cantavam em festejos populares. Já minha mãe Edeci Ana de Oliveira, fazia parte de um grupo de Terno de Reis. A música sempre esteve presente na minha formação.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Sidnei de Oliveira: A primeira formação foi o ambiente familiar, a cultura popular e regional do sul do país, cursei violão clássico, viola caipira e harmonia com Valdir Verona em Caxias do Sul. Na área acadêmica possuo Licenciatura em Música, Licenciatura em Filosofia, Especialização, Mestrado e Doutorado em Filosofia, atualmente curso o segundo Doutorado, agora em Música.

Cursei música na USP entre os anos 2005 e 2008, tranquei o curso para cursar Filosofia. Em 2008 mudei para São Paulo Capital e dei sequência a minha formação acadêmica: Licenciatura em Filosofia (UNIFRAN) – 2010, Mestre em Filosofia (UNIFESP) – 2013, Doutor em Filosofia (UNICAMP) – 2017, Doutorado Sanduíche (Universidade de Leipzig – Alemanha) – 2014-2015, Licenciatura em Música (2008 – USP / 2017 – Claretiano).

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Sidnei de Oliveira: As primeiras influências se deram na esfera da viola caipira: Almir Sater, Tavinho Moura, Pereira da Viola, Roberto Corrêa, Fernando Deghi. Escutei e escuto ainda muito Bach, Beethoven, Richard Wagner, Yanni, Bruce Springsteen, Pearl Jam, Racionais MC’s, entre outros tantos gêneros. Gosto muito de arranjos e composições que fazem parte de trilhas sonoras de filmes, por exemplo, as composições de Ennio Morricone. Por fazerem parte da minha formação auditiva, não acredito que alguma influência deixou de ter importância, mesmo que hoje não escute mais, pois são momentos e situações diferentes.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Sidnei de Oliveira: No ano de 2000, em Caxias do Sul, quando comecei a fazer parte do grupo de professores da escola que estudei – Teclas e Cordas. Tocávamos em vários eventos, feiras e festivais, o grupo era formado por Esmeralda Frizzo no piano e voz, Ricardo Biga na harmônica e voz, Valdir Verona ao Violão e voz e eu, tocando viola e também cantando.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Sidnei de Oliveira: São dois CDs gravados: “Prólogo”, gravado em 2010 através de um prêmio da Funarte de gravação de CD com arranjos para Viola Caipira, Violão Nylon e Aço, Baixo acústico e Fretless, Acordeon (Gaita ponto), Cordas (Violino, Viola, Violoncelo e Baixo) e Percussão. “Utopia”, gravado em 2018 com músicas compostas parte no Brasil e parte na Alemanha, neste segundo CD executei os instrumentos que fazem parte do mesmo CD: Viola Caipira, Violão Nylon e Aço, Bumbo Leguëro e Percussão. Ambos são CDs instrumentais.

07) RM: Como você se define como Violeiro?

Sidnei de Oliveira: Não me defino como violeiro, apenas me apresento como músico, compositor e instrumentista. Mas deixo claro que esta apresentação não é, de modo algum, situando uma hierarquia entre violeiro e músico. O trabalho de pesquisa que realizo sobre cultura caipira denota esta diferença, a saber, que o violeiro de fato está acima de qualquer músico quando analisamos a história do Brasil, tal como a história do caipira. Porém, o violeiro aqui mencionado não se faz presente no estereótipo do indivíduo que simplesmente toca viola caipira, visto que o violeiro traz em sua cultura, assim como o bojo da viola caipira, a história de uma essência cultural, diferente de um personagem que utiliza da viola para “vir-a-ser violeiro”, ou então, apenas o músico executante do seu instrumento.

08) RM: Quais afinações você usa na Viola?

Sidnei de Oliveira: Em meus dois CDs podem ser encontradas seis afinações, mas utilizo com mais frequência apenas duas: Ré aberto (conhecida como Cebolão, também podendo estar afinada um tom ou meio tom acima, dependendo da sonoridade que o compositor queira para sua música), e Sol aberto (também conhecida como Rio Abaixo).

09) RM: Quais as principais técnicas o violeiro tem que conhecer?

Sidnei de Oliveira: Assim como qualquer outro instrumento musical, acredito ser de extrema importância que o músico deva conhecer o seu instrumento e sua história. Sendo assim, o violeiro deve conhecer a história da cultura caipira, desta forma, executando obras tradicionais do gênero caipira, percorrendo por várias técnicas utilizadas pelos violeiros antigos. Todavia, a técnica é algo que pode ser desenvolvida, ser aprimorada, assim como também gerar a “marca” do violeiro, sua identidade musical. Logo, é importante explorar os diversos tipos de técnicas e de gêneros musicais possíveis, assim o repertório irá ampliar a percepção musical do violeiro.

10) RM: Quais os violeiros que você admira?

Sidnei de Oliveira: Almir Sater, Tavinho Moura, Roberto Corrêa, pois foram os principais para minha formação enquanto ouvinte da viola caipira instrumental, bem como desafio em tirar as músicas de ouvido e transcrevê-las para partitura, principalmente as composições de Almir Sater e Tavinho Mouro, visto que o violeiro Roberto Corrêa escreve suas obras musicais todas em partituras.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Sidnei de Oliveira: Depende muito do momento, assim como a necessidade. Quando fico um bom tempo sem compor, ideias surgem assim que eu pego na viola ou no violão. As ideias melódicas ou harmônicas conduzem o processo de compor de acordo com o lado emocional e racional, tal como das situações vivenciadas, seja esta vivência de um momento presente ou do passado. A condução da composição se faz muito de maneira intuitiva devido o repertório/bagagem de músicas e experiências com a música. Porém, quando necessário, para que não haja repetições nas composições, utilizo de regras de harmonia e contraponto para abrir novos caminhos.

12) RM: Apresentes seus projetos de pesquisas de mestrado e doutorado.

Sidnei de Oliveira: Ambos os projetos foram desenvolvidos na esfera da filosofia da música. A pesquisa de mestrado, realizada na UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo, foi a partir de duas obras, o ensaio intitulado Beethoven de Richard Wagner e a primeira obra publicada do filósofo Friedrich NietzscheO nascimento da tragédia. Na dissertação de mestrado mostrei a presença da leitura de Nietzsche na obra Beethoven para fundamentação de sua primeira obra, assim como a presença da filosofia de Arthur Schopenhauer em ambas as obras de Wagner e Nietzsche. Já o doutorado, realizado no Brasil (UNICAMP) e em partes na Universidade de Leipzig – Alemanha, a pesquisa teve como objetivo apresentar a filosofia da música de Schopenhauer na obra de Richard Wagner, em especial, no drama Tristão e Isolda. Atualmente estou cursando meu segundo doutorado também em filosofia da música, porém agora, no departamento de música da UNESP – Universidade Estadual Paulista. A diferença que trago para esta nova pesquisa na área da música, se faz pela possibilidade de dialogar mais profundamente com a música, o que não seria possível na área da filosofia.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Sidnei de Oliveira: Acredito que no Brasil o trabalho com arte em geral é bastante difícil, mesmo com tanta cultura presente no território brasileiro. Não vejo como algo que seja contra, mas como algo que falta, a saber, a fomentação da cultura por parte do Estado, uma vez que são poucos os projetos culturais desenvolvidos e que incorpore artistas independentes, pelo menos de maneira democrática. Em relação aos pontos positivos, estes se fazem pela liberdade de produzir o que você reconhece como arte, como música, como identidade de si enquanto artista.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Sidnei de Oliveira: A preocupação com o planejamento da carreira está na continuidade de estudos, de composições, de arranjos…, ou seja, a dedicação a área específica que me auxilia no desenvolvimento de minha profissão. A atenção e concentração nos estudos estão amalgamados dentro e fora do palco, uma vez que um passo completa o outro. O estudo fora do palco é o que assegura um bom trabalho no palco.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Sidnei de Oliveira: Atualmente, por possuir outro trabalho, mesmo que voltado às artes, não tenho nenhuma ação empreendedora para minha carreira com o intuito de impulsioná-la. O único cuidado se faz por parte de estudos, pois manter uma rotina de estudos e de aulas, de arranjos e composições, faz com que eu mantenha e desenvolva minha música. Considero as pesquisas atuais que realizo como um processo de continuidade e não de empreendimento.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Sidnei de Oliveira: A internet expandiu as possibilidades, não vejo nada que prejudique, pelo menos em meu trabalho musical, seja como artista ou professor de música. A possibilidade de gravar vídeos e disponibilizá-los para que todos tenham acesso de assisti-los e possam aprender algo, aprender a tocar uma determinada música, tudo isso eu vejo como pontos positivos. A dificuldade não está internet, mas sim na capacidade de ter equipamentos apropriados e estúdios para realizar tais materiais que poderiam ser mais bem elaborados, mas isso é outra questão que não está relacionada à internet, este problema é social, assim como o acesso à internet.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Sidnei de Oliveira: As vantagens estão direcionadas ao processo da própria gravação, pois o próprio artista com dedicação e estudo pode desenvolver um bom trabalho em seu próprio estúdio. A desvantagem eu vejo pelo lado social, ou seja, na condição social em relação ao poder aquisitivo para de obter bons aparelhos e programas profissionais para um resultado eficaz no processo de criação e gravação. Na esfera social, podemos incluir o próprio espaço físico para este home estúdio, pois nem todo artista/músico, possui este espaço.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar o CD não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Sidnei de Oliveira: Não há essa preocupação com o mercado ou com a concorrência, uma vez que a carreira na música é conduzida paralelamente. A preocupação real está em apresentar um trabalho musical que seja visto e identificado com a minha personalidade, ou seja, a composição, o arranjo, entre outros quesitos, o importante é que sejam relacionados diretamente com o artista. Fazer com que o ritmo, a técnica, a sonoridade, a musicalidade esteja presente na audição e ao mesmo tempo possa ser “visualmente” reconhecida e relacionada com o artista é algo que procuro em meu trabalho.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Sidnei de Oliveira: O ato de compor e de fazer arranjos é algo que me deixa muito feliz, pois é um trabalho que demanda tempo e dedicação, além de sua bagagem musical, é o momento em que consigo de fato apresentar o meu eu musical. O lado triste está presente na falta de fomento à cultura, bem como no acesso aos poucos projetos culturais. Viver de música no Brasil não é fácil. Não podemos ser românticos quando passamos por algumas esferas, assim como devemos analisar as respostas de todos neste quesito. Viver de música é pagar suas contas e bancar sua sobrevivência com música, não é possuir um cargo que banque toda parte financeira e utilizar a música e seus rendimentos como algo a mais na renda. A partir de 2005 eu vivi de música, toquei e dei muita aula, ainda ministro algumas aulas particulares de música, mas hoje minha renda principal não se faz com a música.

20) RM: Quais os outros instrumentos musicais que você toca?

Sidnei de Oliveira: Toco Viola Caipira, Violão e Bumbo Legüero.

21) RM: Como você analisa o cenário da música instrumental brasileira. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Sidnei de Oliveira: A música instrumental brasileira tem crescido cada vez mais em diversas vertentes e gêneros, mas não saberia nomear alguns nomes.

22) RM: Quais os vícios técnicos o violeiro deve evitar?

Sidnei de Oliveira: Técnica é algo que você adquire com estudos e futuramente você consegue desenvolver a sua própria técnica, seja na hora de tocar, de compor de arranjar. Pensado desta forma, o violeiro é que irá decidir qual o alcance de sua técnica e de musicalidade que ele pretende, ou seja, caso queira desenvolver um repertório de música clássicas do gênero caipira, primeiramente deverá ouvir muito as duplas e os toques caipiras, para então aprimorar o seu toque. Isso serve para qualquer gênero musical e qualquer desenvolvimento de estudos para o instrumento. Não vejo como vício, mas talvez como cuidado, isto é, se pretende aprimorar e desenvolver sua técnica, não permaneça em um único formato de estudo, para o crescimento do instrumentista se faz necessário buscar novas técnicas, novas possibilidades de realizar sua música com o instrumento.

23) RM: Quais os erros no ensino da Viola?

Sidnei de Oliveira: Acredito não haver erros, o que observo é um número ainda pequeno de material didático e de repertório escrito, praticamente zero, mesmo que nos últimos anos se tenha produzido alguns destes materiais. A falta de material escrito faz com que cada professor de viola desenvolva sua metodologia e didática, o que considero muito positivo. Talvez, um ponto negativo seja a “resistência” em ler partitura por alguns violeiros, o que é compreensível devido o número de afinações que a viola possui, mas não devemos esquecer que música é linguagem e possui uma escrita que facilita no processo de registro. Por mais que a música caipira tenha em sua origem a questão do autodidata, do aprender sozinho ou com mestres de viola, esta parte é importante enquanto registro histórico, agora, precisamos lembrar que estamos no século XXI, imagina a quantidade de material de viola caipira que poderia estar disponível se a grande maioria dos violeiros escrevessem suas obras musicais?

24) RM: Tocar muitas notas por compasso ajuda e prejudica a musicalidade?

Sidnei de Oliveira: Isso depende muito, você pode ter um virtuoso com musicalidade, não considero o número de notas tocadas como algo que irá definir a musicalidade. Exemplo disso, concertos de violino, concertinhos para piano e violoncelo, ente outras obras que utilizam compassos com muitas notas e tocadas rapidamente pelos instrumentistas. A diferença está em saber tocar esse grande número de notas e quando se deve tocar. Respondendo esta pergunta lembrei da composição de Prokofiev – Sinfonia Concertante in E Minor Op. 125 (Piano e Cello), vale a audição para relacionar a esta pergunta.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Sidnei de Oliveira: Estude, se dedique e, principalmente, não permita que ninguém, nem mesmo seu professor, interfira em seu talento. A música em si é sublime, o músico é só o meio para que esta arte se faça presente no mundo.

26) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Sidnei de Oliveira: Não vejo como erros, pois cada método propõe algo, se este alcança o objetivo total proposto é outra questão. Muitas vezes a didática do professor “salva” o método, mesmo quando esta metodologia não está totalmente amalgamada. O método deve ser visto como um guia, não necessariamente deve ser seguido à risca, uma vez que o processo de desenvolvimento de quem elaborou a metodologia não será o mesmo processo evolutivo do professor que irá utilizar tal método e, provavelmente, também não serão exatamente os passos do aluno.

27) RM: Existe o Dom musical? Qual a sua definição de Dom musical?

Sidnei de Oliveira: Não acredito em Dom musical, pois está associado a algo superior, algo divino. Para melhor compreensão do que considero Dom, pode ser realizado uma analogia do gênio no período romântico, ou seja, o indivíduo gênio que possui a capacidade de algo, mas que ele próprio não consegue explicar sua genialidade. A romantização do termo é um passo para se distanciar de sua própria significância.

28) RM: Qual a sua definição de Improvisação?

Sidnei de Oliveira: Compreendo improvisação como um espaço livre de possibilidades em que o músico tem a oportunidade de navegar em sua própria sonoridade musical, mesmo que haja uma base harmônica e estudos de improvisação com frases e melodias já existentes em mente.

29) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Sidnei de Oliveira: Conforme mencionei na resposta anterior, tudo necessita de preparação, ou seja, há técnicas de improvisação e caminhos que o músico pode seguir. Então, de acordo com o longo tempo de estudo, o músico cria sua liberdade e em alguns momentos de sua improvisação podem ocorrer frases melódicas que se adequam melhor ao campo harmônico da obra. A improvisação é comparada ao ato de compor, a saber, depende de sua bagagem musical e seu conhecimento para desenvolver melhor a música e criar oportunidades.

30) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Sidnei de Oliveira: Não tenho conhecimento específico sobre este tema para abordar tal questão.

31) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Sidnei de Oliveira: Não saberia mencionar especificamente os prós e contras, pois estudei harmonia com diversos métodos e livros, desta forma selecionava o que considerava importante para o desenvolvimento do conhecimento de harmonia. Quando percebia que não era praticável determinados exercícios e métodos para o que eu pretendia desenvolver, apenas não os realizava.

32) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Sidnei de Oliveira: Leitura à primeira vista é um processo contínuo de prática e de estudos, cada instrumento possui sua metodologia e não sou especialista neste assunto, a prática de leitura que desenvolvi foi adaptação e estudos de diferentes métodos.

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia do cenário musical brasileiro?

Sidnei de Oliveira: Há inúmeras formas de analisar esta questão, assim como vários vocábulos possíveis para uma analogia na ação da grande mídia, talvez maquiavélica seja uma das palavras que poderia ser vista em sua similaridade. A grande mídia é mercado e mercado é investimento financeiro, investimento financeiro é capitalismo, o capitalismo na cultura não é democrático, então, poderíamos discorrer e aprofundar assuntos e teorias que já temos as conclusões antes mesmos de findar tais pesquisas. Não vejo diferença da cobertura pela grande mídia com o pagamento do jabá, mesmo que haja alguns métodos diferentes. O mercado da indústria da cultura segue em constante movimento, mas a base é a mesma entre um e outro, a saber, a transformação do mercado cultural pela cooptação da cultura, e este é apenas um dos meios.

34) RM: Qual a importância de espaço como SESC, Itaú Cultural, Caixa Cultural, Banco do Brasil Cultural para a música brasileira?

Sidnei de Oliveira: Quando analisamos o Brasil em sua imensidão territorial e cultural, é perceptível que falta lugares e investimentos para o fomento à cultura. Então, estes espaços são extremamente importantes, mas devemos realizar uma reflexão crítica mesmo na esfera destes espaços. O acesso e os editais que envolve tais espaços precisam sim ser renovados, reformulados…, pois a cordialidade predomina também nestes lugares, basta elencar os nomes de produtores, de artistas e contemplados em editais nos últimos anos, será possível observar que há um nicho social que se repete devido à cordialidade e que independe do artístico. Muitas vezes, o brasão, o escudo, o logo, a sigla de uma instituição, abre portas que a obra artística por traz destes nomes não abririam, pelo menos na esfera em que se encontra um edital ou evento cultural. Se faz necessário romper com alguns dogmas culturais e, para isso, a cordialidade brasileira tem que ser deixada de lado, uma vez que o processo democrático está acima da cordialidade.

35) RM: Quais as principais diferenças e semelhanças entre a Viola, o Violão de 6, 7 e 12 cordas?

Sidnei de Oliveira: De imediato, a primeira resposta seria na questão física do instrumento e no número de cordas, mas acredito que a história de cada instrumento seja mais importante, ou seja, o que há por traz de cada instrumento que basicamente prende o músico a ele, que faz com que o músico se identifique com sua história, com sua sonoridade. A viola possui muitas afinações no território brasileiro, cada afinação possui sua especificidade e sonoridade, assim como sua história com a região em que se toca determinada afinação. O violão de 6 poderíamos nomeá-lo de “tradicional”, visto seu repertório e registro ao longo de séculos, aqui no Brasil é utilizado e marcado muito pela música popular brasileira, música de barzinho, assim como possui suas características regionais também pela tradição, além do violão erudito. O violão de 7 é muito utilizado no choro e no samba, mas segue ganhando cada vez mais um espaço no meio musical brasileiro. Por ser gaúcho, sempre que escuto de alguém – violão de 7 cordas -, lembro imediatamente de Yamandu Costa, grande músico e violonista que transcendeu o violão regional a outra linguagem. O violão de 12 não difere do violão de 6 cordas, porém, sua sonoridade metálica e pelo número de cordas duplas, é o que se faz enquanto diferencial. Gosto de pensar o violão de 12 como possibilidade de sons, de acorde abertos, de toque e técnicas diferenciadas, pois se tocar este instrumento como se toca o violão de 6, o músico está perdendo o que o instrumento pode fornecer a obra musical. Mas o que considero importante nisso tudo, é pensar que são instrumentos musicais e que estão aí para que os músicos descubram suas sonoridades e possibilidade, que pensem na música, na obra de arte, na arte em si.

36) RM: Quais os prós e contras de Festival de Música?

Sidnei de Oliveira: Os festivais de músicas são extremamente importantes, fizeram história e seguem fazendo. Muitos músicos são descobertos em festivais, muitos músicos vivem de festivais. Quanto mais festivais existirem, mais músicos irão ter a oportunidade de mostrar seu trabalho, de fazer parte desta história. Como ponto negativo, acredito que seja o mesmo que observei sobre os espaços culturais mencionados em outra pergunta desta entrevista, a saber, a cordialidade. Se faz necessário avaliar o artista enquanto performer, a música enquanto obra de arte, o que na maioria das vezes acaba sendo prejudicado pelo nome do artista, ou seja, por ser conhecido em festivais, por ter ganho outros festivais. Infelizmente, isso é quase uma regra, fazendo com que estes nomes precisem ser selecionados entre os finalistas, além de ganharem os prêmios e cada vez mais serem “marcados” por festivaleiros. Como provar isso? Simples, façamos uma lista dos últimos festivais, então será possível nomear os vencedores e finalistas, mas para isso, precisamos analisar todos os inscritos, não deixando de lado as belas músicas que são descartadas, isto é, as obras de músicos não “renomados”.

37) RM: Qual a importância da Musicologia?

Sidnei de Oliveira: Acho fundamental, pois a pesquisa científica consegue sustentar sua teoria, permite que seja refutada, que haja diálogo e discussão. Se nos limitarmos apenas no senso comum, a reprodução pela simples reprodução de um determinado assunto, no caso a música, não nos permite construir um alicerce teórico que se sustente. Um dos pontos positivos da ciência é a possibilidade de trazer novas teorias e contrapô-las, desta forma, se for considerada e, de fato, levada a sério pelos pesquisadores, não criamos ideologias e mitos que se fazem passar por ciência.

38) RM: Disserte sobre essa afirmação do Nietzsche: “Sem a música a vida seria um erro”.

Sidnei de Oliveira: A sentença “Ohne Musik wäre das Leben ein Irrtum” (Sem música a vida seria um erro) é uma citação da obra Götzen-Dämmerung (Crepúsculo dos ídolos). Dificilmente poderia ser respondida em poucas palavras tal afirmação de Nietzsche, uma vez que traz em seu cerne a base de sustentação de sua filosofia estética. A referência principal nietzschiana nesta sentença se faz a partir da cultura estética de vida dos antigos gregos, isto é, os festivais de tragédias. Para Nietzsche, as tragédias eram a representação do homem grego, sendo o coro trágico a representação máxima do povo, ou seja, povo grego se via representado no coro e não nos heróis de cada tragédia. Esta mesma reflexão filosófica foi um dos motivos para sua aproximação com o compositor também alemão, Richard Wagner, pois Wagner trabalhou em sua composição musical e escrita estética o que ele nomeou de Gesamtkunstwerk (Obra de arte total). Grosso modo, a sentença está relacionada à importância da música, assim como das demais artes para a vida do indivíduo. Segundo Nietzsche, “a existência e o mundo são eternamente justificados apenas como um fenômeno estético”.

39) RM: Quais os prós e contras de ser multi-instrumentista?

Sidnei de Oliveira: Não me considero multi-instrumentista, na verdade, eu admiro alguns músicos que possuem essa capacidade, desde que executem bem todos os instrumentos que tocam, se o músico dedicar o seu tempo para todos os instrumentos e desenvolver técnicas e repertórios, não vejo prós e contras, apenas considero um músico responsável naquilo que se propôs a fazer.

40) RM: Quais dos seus conceitos que convergem e divergem com de outros pesquisadores de Viola?

Sidnei de Oliveira: São vários os conceitos, principalmente nos vocábulos caipira e violeiro. Mas essas discordâncias deixarei em aberto nesta entrevista, pois meu mais novo livro está em fase de impressão e acredito que logo será lançado. Pelo título do livro é possível ter uma ideia da pesquisa, da discussão e da reflexão crítica que realizei, eis o título: Requiem: O arquétipo e a transfiguração do caipira. Nesta obra eu discorro a partir de temas filosóficos e sociológicos que podem servir como sustentação teórica para uma discussão científica sobre cultura caipira. O que mais me incomoda nesta esfera se faz com indivíduos que reproduzem conceitos e teorias sem sequer buscar as referências utilizadas, ou então, quando mencionam tais referências, esquecem que muitas delas são datadas, influenciadas e serviram para fundamentar uma ideologia.

41) RM: Qual seu conceito para música sertaneja caipira?

Sidnei de Oliveira: O termo sertanejo foi cooptado pela indústria da cultura e amalgamado ao vocábulo caipira, então, falar hoje em música sertaneja é totalmente diferente de como era visto o mesmo termo antes do mercado fonográfico ganhar o espaço da música mercadológica. Confesso que eu achei estranho a nomenclatura utilizada, isto é, agregando os dois gêneros musicais em um apenas. Música caipira está relacionada à cultura caipira, ao homem do campo, o violeiro caipira, às primeiras duplas caipira que cantavam este gênero musical. As letras utilizadas nas composições caipiras traziam assuntos que dialogavam diretamente com a cultura caipira, com o trabalho na roça, plantação, animais que eram utilizados como meios de transporte e de força de trabalho, cavalos, bois, burros, entre tantos outros temas. A música sertaneja possui o mesmo princípio, porém o mercado cerceou o gênero a ponto de revesti-lo e descaracterizá-lo totalmente.

42) RM: Qual a importância da Viola na cultura musical do Rio Grande do Sul?

Sidnei de Oliveira: A viola esteve presente na cultura da música gaúcha, há registros de gravações antigas onde a viola caipira está presente. Porém, como os bailes gauchescos eram para os grupos de músicos o principal meio de trabalho e, por não haver na época aparelhos de qualidade, assim como instrumentos amplificados, o volume era algo que se destacava nos salões de bailes, logo, a gaita (acordeon) como é chamada no Rio Grande do Sul, devido seu volume natural, aos poucos foi ganhando espaço nos grupos de bailes e a viola foi perdendo o seu espaço. Mas, poucos sabem que a viola sempre esteve presente, mesmo não fazendo mais parte de grupos de baile. Há músicas gaúchas que trazem em suas letras a viola, tal como antigos moradores de pequenas cidades rurais que sempre manterem esta tradição violeira em suas casas.

43) RM: Existe música sertaneja caipira no Rio Grande do Sul?

Sidnei de Oliveira: O termo, como mencionado em outra pergunta, não permite realizar essa junção. O Rio Grande do Sul possui sua própria identidade musical, esta identidade dialoga com suas fronteiras, ou seja, com a música da Argentina e do Uruguai, claro que com influências de outros locais, mas este dois, em específico, são mais identificáveis. A música caipira, como eu abordo em meu livro que está para ser lançado, tem sua característica, a saber, o vínculo direto com a cultura do campo, do trabalho e do homem do campo. Não realizo uma demarcação territorial com o termo caipira, como fazem alguns pesquisadores e violeiros. Para sustentar minha teoria utilizo da filosofia e da cultura vivida a partir de conceitos ontológicos. Então, é possível encontrar música caipira no Rio Grande do Sul, desde que se faça esta reflexão e não reduza o vocábulo etimológico a um único local ou região do país.

44) RM: Sidnei de Oliveira, Quais os seus projetos futuros?

Sidnei de Oliveira: O próximo projeto já finalizado, mas que devido à pandemia do Covid-19 sofreu atraso e que será lançado neste primeiro semestre de 2021, é o meu livro intitulado Requiem: O arquétipo e a transfiguração do caipira, em que realizo uma pesquisa sobre a cultura caipira, a cultura do violeiro e a indústria do mercado, além de pontuar questões importantes que ainda não foram refutadas em pesquisas atuais no universo da temática caipira. Para este livro, o embasamento teórico utilizado foi o da filosofia e o da sociologia, pois se trata de uma pesquisa científica sobre cultura, assim como classe social.

Na área da música prática, estou com um projeto em fase de finalização também, mas sem data de lançamento, a saber, um novo trabalho de gravação de clássicos do gênero caipira com arranjos para Viola e Cello, assim como para Violão de 12 e Cello. Também pretendo fazer um vídeo clipe de uma composição que não fez parte de Prólogo e de Utopia, mesmo tendo sido composta anterior ao primeiro CD, me refiro à Vontade, uma composição para Viola e Cordas (2 Violinos, Viola, Violoncelo e Baixo). Também preciso compor um último movimento de um concertinho que iniciei a composição quando perdi minha mãe, o concertinho será em três movimento, composto para Piano e Cello, o primeiro movimento foi composto uma semana após o falecimento de minha mãe, o segundo foi depois de um tempo da perda, já o terceiro, ainda não iniciei, mas é algo que pretendo finalizar, gravar e fazer um vídeo clipe também.

45) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Sidnei de Oliveira: violaoliveira@yahoo.com.br

| https://www.facebook.com/sidnei.oliveira.92/

| https://www.instagram.com/violaefilosofia/?hl=pt-br

| https://www.youtube.com/channel/UCyV7S6X1wraKvWMrSwWjk0A

| https://open.spotify.com/artist/6ogkn7VG5X5FtYtr0gKJQ7

| Academia Edu (Artigos científicos): https://unesp.academia.edu/SidneiOliveira

Viola e Filosofia! LANÇAMENTO! PRÉ-VENDA! Prêmio Marcus Pereira de Pesquisa em Música Popular Brasileira Obra/Livro: Requiem: O arquétipo e a transfiguração do caipira. Uma obra em formato de livro, uma pesquisa que possui a filosofia como fundamentação teórica para discutir a cultura caipira, o violeiro, a cultura popular e a indústria da cultura. Logo mais o Podcast sobre o livro estará nas diversas Plataformas de Streamig (Spotify, Deezer, iTunes, Amazon music, entre outras). Acesse a Revista do Choro e COMPRE o seu exemplar (Link na descrição do Vídeo – YouTube): https://bit.ly/2OnDEvJ

http://revistadochoro.com/materia-de-capa/premio-marcus-pereira-inicia-o-lancamento-dos-livros-contemplados-em-sua-primeira-edicao/?fbclid=IwAR04sGbWIW54KQzZzvYSKMjNLSLOXRJAzia-l-k7jBVGcWlqCNtGJlscekk


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

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