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Categorias: Entrevistas

Ronaldo Estevam


O cantor, compositor, professor paulista Ronaldo Estevam aos 15 anos de idade iniciou cedo sua carreira profissional, sempre dividida entre a música, o cinema e o teatro.

Ronaldo Estevam Aos 19 entrou para o curso superior de Cinema da FAAP, e aos 21, para o curso de Artes Cênicas da USP.

Liderou a banda Modelo T com a qual gravou três álbuns e teve dois clipes veiculados pela MTV, vários programas de TV UHF e Ratinho Show na Record, rádios como Brasil 2000, 89FM, Transamérica e diversas do interior do estado e também Minas e Paraná.

Com o racha da Modelo T em 2000, do trio remanescente, surgiu Picles, com a qual gravou três álbuns, distribuídos pela Tratore. Seguindo a trajetória da banda anterior, o grupo obteve espaço na mídia, nas mesmas rádios paulistanas citadas e num novo montante de rádios por todo o Brasil, até mesmo em Belém do Pará. Na TV, fez Raul Gil na Record, All TV, Gazeta, MTV e Freqüência X do SBT em Minas. Além de espaço na imprensa escrita, como a revista Áudio Música e Tecnologia e Guitar Player. Também lidera a banda Rony Barba e Mari Lu, com a qual gravou quatro álbuns, Tudo Pode Melhorar, A Luz e o Som, A Vida é Boa e Natural com distribuição pela Tratore.

Seu trabalho solo tem início em 2005 com o álbum Feito à Mão. Além deste, gravou mais 11 álbuns solo, sendo que os lançamentos do ano de 2014, os álbuns Extra Forte e Algum Lugar Pro Amor receberam Menção Honrosa na lista dos 100 melhores álbuns brasileiros de 2014. Em 2016 lançou o álbum Other Views com versões em inglês de suas canções e em 2019 seu mais recente álbum Voo Livre.

Tem feito shows na grande São Paulo, em espaços culturais e pockets nas livrarias em que seus álbuns estão à venda, como Saraiva, Cultura, Fnac e Livraria da Vila. Ao longo da carreira, apresentou-se em teatros importantes, como Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural Santo Amaro, vários C.E.Us e Casas de Cultura de São Paulo capital. Também participou em 2016 do programa Sons do Brasil da Radio USP FM, num especial ao vivo com 1h de duração.

Em 2018 iniciou uma nova turnê de shows ao vivo intitulada Ronaldo Estevam e os Magos da Lua, com a participação de Wagner Reis – guitarra e backings, Albert Jonnes – baixo e Marcos Guarino – bateria, que segue pelo ano de 2019. Em maio de 2020, será lançado seu novo álbum “Peter Pan”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Ronaldo Estevam para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 15.07.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Ronaldo Estevam: Nasci no dia 04.10.1969 em São Caetano do Sul – SP.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Ronaldo Estevam: Sou de uma família de músicos. Meu pai, Victor Estevam, era violonista erudito profissional. Minha casa vivia cheia de gente do meio artístico, em saraus que meu pai e minha mãe, Sebastiana Bufoni (cantora) realizavam. Meu irmão, Paulo, também tocava violão e minha irmã, Ângela, também é cantora profissional. Eu como filho mais novo, absorvi toda essa musicalidade existente em minha casa desde quando ainda estava em gestação (risos).

03) RM: Qual a sua formação musical?

Ronaldo Estevam: Comecei tocar Violão aos 8 anos de idade, estudei o erudito com meu pai Victor Estevam e com meu padrinho João, que tinha uma escola em São Caetano do Sul – SP, na rua Nazareth. Mas o Violão popular aprendi com meu irmão Paulo. Aos 13 anos comecei tocar guitarra na minha primeira banda, “Voo Livre”, e aos 15 anos, arrumei meu primeiro emprego como professor de Violão na Escola de Violão Santisteban. Mais tarde, entrei no Conservatório Teatral Emílio Fontana. Esse interesse pelas artes cênicas me levou a entrar na Faculdade de Cinema da FAAP e depois na Escola de Comunicações e Artes da USP, onde me formei em Educação Artística.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Ronaldo Estevam: Sou um cara eclético, e tive influências de todos os tipos. Diria que no início, dentro da música popular, Elvis Presley, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Beatles foram que me fizeram curtir rock. Mais tarde, na adolescência, passei a ouvir sons mais elaborados, como Yes, Genesis, Deep Purple, Black Sabbath, Jethro Tull, Pink Floyd, Rush, mas no que tange à performance e até mesmo às composições e estilo visual, posso afirmar que minha maior influência foi de David Bowie, que descobri ainda na pré-adolescência.

Tudo que ouço e acho bom, acabo trazendo para as minhas músicas, então posso dizer que há um pouco de Legião Urbana, A-ha e Talking Heads em mim. Depois, já nos anos 90, Foo Fighters, Stone Temple Pilots, Blur, Smash Mouth e Radio Head ajudaram a definir o que sou hoje, mas no caso destas bandas, creio que apenas somos da mesma geração e portanto tivemos as mesmas influências, o que faz com que minha música tenha uma certa similaridade com elas, já que meus primeiros CDs foram gravados nos anos 90 simultaneamente com os primeiros CDs deles também.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Ronaldo Estevam Foi em 1985, quando eu tinha 15 anos, não só como professor de música, mas também com minha banda “Voo Livre”. Éramos contratados de uma produtora de São Caetano do Sul chamada Prytt, da falecida Tia Irany, especializada em lançar artistas juvenis, como Angélica, Funk Star, Balão Mágico, Polegar, Dominó, entre outros. Infelizmente não tivemos a projeção de nossos colegas contemporâneos citados aqui, pois eu num ataque de estrelismo resolvi abandonar a caravana de shows por sentir que éramos preteridos em relação aos colegas que já figuravam na grande mídia, como era o caso da Funk Star e do Balão Mágico (risos). Acho que foi uma má escolha de nossa parte vendo posteriormente os frutos que essa agência deu aos seus contratados.

06) RM: Quantos CDs lançados? Cite os CDs que já participou tocando guitarra?

Ronaldo Estevam: Ao todo são 23 CDs oficialmente lançados, contando meu trabalho solo e com as bandas que fiz parte.

Ronaldo Estevam (Solo): Feito à Mão em 2005,  Samba, Jazz, Rockem 2006, Lugar Mental em 2006, As Florestas do Inconsciente em 2007,  Phaser em 2008, Noites Longas, Mundos Loucos em 2011, Extra Forte em 2014, Algum Lugar Pro Amor em 2014, Isso é Rock and Roll em 2015, Other Views em 2016, O Sentido do Vendaval em 2017, Voo Livre em 2019, Peter Pan em 2020.

Banda Modelo T: Modelo T em 1997, À espera da presa em 1998 e Estrada Vazia em 2000.

Banda Picles: Isso é Djou! em 2001, Satisfação Garantida em 2003, O Melhor Jeito em 2009, Modelo T em 2010.

Banda Rony Barba e Mari Lu: Tudo Pode Melhorar em 2012, A Luz e o Som em 2013, A Vida é Boa em 2016 e Natural em 2018.

07) RM: Como você define o seu estilo musical?

Ronaldo Estevam: Como Pop Rock, mas tenho muitas músicas dentro do estilo MPB e Nova MPB. É um pouco difícil achar um termo definitivo, pois tenho músicas que estão dentro do mais puro Heavy Metal, a outras que tem arranjos eruditos e psicodélicos. Como eu disse, sou um cara eclético e como meu ídolo Bowie, cada álbum que lanço tem uma cara e um tema e gosto de variar os estilos tanto musicais quanto visuais.

08) RM: Como é o seu processo de compor?

Ronaldo Estevam: A inspiração vem geralmente quando estou lavando louça e cantarolo algo que acho bacana, daí gravo a ideia. Antigamente era numa fita K7, hoje é no celular. O mesmo ocorre quando estou no banho ou até mesmo caminhando pela rua. Essa cantarolada que gravo é geralmente numa língua que invento e só vou colocar a letra depois, quando vou lapidar a ideia que surgiu.

09) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Ronaldo Estevam: Quase a totalidade das canções eu componho sozinho, mas já fiz muitas em parceria. Posso citar Marcelo Magal (baixista do Biquíni Cavadão), Dudê Cordeiro, Bruna Rodrigues, Tadeu Patola (produtor do Charlie Brown Jr)

10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Ronaldo Estevam: A favor é a liberdade de criação. Contra é a dificuldade na divulgação. Hoje praticamente todo mundo é independente. Não existe mais aquela coisa das gravadoras que dominavam o mercado musical até o início dos anos 2000. Então não existem mais filtros do que presta e o que não presta e a produção se tornou barata e acessível a todos, o que fez aumentar muito a produção musical nacional.

Então como fazer pra se destacar em meio a milhares de artistas? Precisa ter grana, muita grana! Isso então privilegia os gêneros mais populares, que possuem empresários investidores, que obtém retorno de seus investimentos em divulgação através de shows país afora, e claro esse espaço é de poucos, bem poucos. Essa coisa de alguém ficar famoso apenas porque postou um vídeo cantando na internet é como ganhar na Mega Sena ou história que contam pra promover o artista. Ou seja, ficou mais fácil criar e postar a criação, agora fazer sua música ser visualizada por milhares, milhões de pessoas é outra história, bem mais complicada e inacessível para a grande maioria dos artistas.

11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Ronaldo Estevam: O planejamento ocorre dentro das possibilidades que possuo. Dentro daquilo que posso fazer sem depender de empresário e de outros. Então ele está mais nas gravações que faço em meu estúdio, onde gravo meus álbuns e minhas bandas. Por exemplo, atualmente lanço EPs e Singles ao longo do ano que depois formam o álbum.

Antes, seguindo a estratégia do CD físico, era interessante lançar tudo de uma vez num álbum, uma vez por ano. Hoje em que o CD físico é inexpressivo e até inexistente e tudo está em plataformas digitais, o melhor é ir lançando as músicas aos poucos, para gerar movimento nos perfis e manter um público cativo.

Os shows é que se tornam um problema, pois daí dependo dos outros. Por exemplo, no ano passado estava com um show do meu álbum Voo Livre. Tinha toda uma cara e sequencia musical própria. O que fiz foi o que podia fazer: enviar para os equipamentos culturais públicos a proposta do show. Só que aí dependo dos agentes culturais desses equipamentos, que possuem uma demanda enorme e nessas, muitas vezes, um artista não famoso como eu, acaba nem sendo analisado. Então fica muito difícil, como disse antes, um artista independente e sem empresário encontrar espaços para fazer seus shows, por mais que sejam bons e bem elaborados.

12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Ronaldo Estevam: Como não nasci rico e nem tenho empresário investidor atuando por mim, não tenho como colocar grana pra alavancar os projetos. O que procuro então fazer é sempre o melhor trabalho possível, de um profissionalismo impecável, para chamar a atenção pela qualidade. Enfim, uso todo o meu conhecimento adquirido nas faculdades que fiz para ter esse diferencial.

13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

Ronaldo Estevam: Como disse antes, a internet ajuda ao facilitar o acesso de qualquer pessoa do mundo ao meu trabalho, mas como tem milhões de pessoas produzindo conteúdo diariamente e colocando na internet, fica muito difícil que esse mundo me descubra no meio desse limbo todo. O que se destaca na internet é quem tem bastante visualizações, logo é quem está na grande mídia (televisão e rádio) e custa muita grana estar nesses veículos tradicionais de grande audiência.

14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Ronaldo Estevam: A vantagem é você produzir algo a custo zero. Contudo nem todo mundo domina as técnicas de gravação e daí saem coisas péssimas. Não basta ter um Home Studio, precisa ter estudo, conhecimento prático em estúdios de verdade, saber mexer na máquina.

15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Ronaldo Estevam: Acho que já respondi essa em perguntas anteriores. Mas o que posso acrescentar é que procuro fazer o trabalho mais impecável possível e estar antenado às novas tendências artísticas e de mercado.

16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Ronaldo Estevam: Acho difícil falar em revelações e obras consistentes nas últimas duas décadas. A partir do momento em que o que se destaca é o que se paga jabá na grande e não o que é bom, não tenho visto quase nada que mereça relevância dentro do quadro nacional. Ainda são os artistas antigos que trazem as boas músicas, mas eles mesmos não estão mais na grande mídia. Tem ótimas músicas também no tal limbo que falei, o underground, que apenas os amigos e uma pequena parte dos ouvintes se prestam a ouvir, mas estes, por esse motivo, não se destacam. Incluo eu e minhas bandas entre esses artistas, mas não posso me citar, uma vez que não sou nenhuma revelação, apenas me encontro no limbo e no ostracismo como tantos outros.

17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Ronaldo Estevam: Tenho apreço pelo Biquini Cavadão, Titãs e Paralamas do Sucesso por sua extensa carreira como bandas, o que é muito difícil de se manter, principalmente no Brasil. E claro, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Guilherme Arantes, Flávio Venturini, Djavan, por sua longevidade na música e consistência de seus trabalhos.

18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Ronaldo Estevam: Putz, foram muitas! (risos). No meu livro Manual do Candidato a Pop Star, relato quase todas, mas aqui não há espaço pra isso, então citarei apenas três de forma resumida.

Toquei uma vez num Bar do bairro Bixiga (Bela Vista) em São Paulo e o dono não nos pagou. Como eu, besta, achava que ia ter grana depois que tocasse, não levei o dinheiro da volta do ônibus, nem eu nem o resto da banda. Pegamos uma carona com um grupo Black Power que estava tocando num Bar ao lado. Entramos 8 numa Brasília, toda arrebentada e sem freios. Descemos a Rebouças cruzando todos os faróis vermelhos. Nesse dia achei que ia morrer.

Nos tempos em que fazia parte da banda Excesso Lateral, tocamos num baile FUNK em Osasco – SP. Não sabíamos que era um baile FUNK, pois nos anos 90, os bailes FUNK eram em casas fechadas. O erro foi de quem nos colocou pra tocar lá, não nosso, que tocávamos rock. Fomos vaiados, xingados, ameaçados de morte, houve tentativas de invadir o palco pra nos agredir e por fim começaram a tacar montes de latas de cerveja em nós. Tivemos que sair correndo e escondidos dentro dos carros para não sermos linchados. Também achei que ia morrer nesse dia.

Com a Modelo T, ainda nos anos 90, fomos contratados para fazer um show de abertura do Ultraje a Rigor em Chavantes. Perto da hora do show, somente o palco estava de pé, não havia equipamentos de som, nem de luz, e também nada do Ultraje a Rigor aparecer. Por fim descobrimos que o contratante havia roubado o dinheiro dos ingressos e fugido. Como o Ultraje a Rigor era melhor assessorado, com o não pagamento do adiantamento, eles nem apareceram. Mas a gente que era mais bobo, viajamos 380 km à toa e levamos calote.

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Ronaldo Estevam: O que me deixa mais feliz é fazer o que mais amo na vida. Quando canto ou toco, me sinto mais próximo de Deus. O que me deixa mais triste é não obter reconhecimento e não conseguir ter um sustento financeiro digno.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jjabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Ronaldo Estevam: Tocar nas rádios sem pagar o Jabá é impossível. Já tocaram músicas minhas em rádios grandes sem Jabá, mas sob algumas condições. Ou eram programas destinados à música independente, ou era porque o DJ gostava muito. Tem dois casos que posso citar. Em 1997, a música “A Coma” da Modelo T entrou na programação da rádio Brasil 2000 FM por insistência do Maia, o senhor enciclopédia. Ele fez uma aposta com o Tatola, de que se nossa música tocasse em pé de igualdade com as que pagavam Jabá, ela teria mais audiência. E foi o que aconteceu. A música tocava cinco vezes por dia e ao final de um mês estava em segundo lugar no TOP 10, atrás apenas da banda australiana Midnight Oil. Infelizmente por exigência dos donos da rádio, a música foi tirada do ar.

Em 2005, tocou “Sem Stress” do Picles na rádio 89 FM a Rádio Rock. Como? Cadu e Salsicha, DJs da rádio, gostavam muito do trabalho do Picles e mostraram pra programadora. A ideia foi colocar a música num programa especial dos 20 anos da rádio. Entrou no TOP 10 numa posição especial. Ela foi colocada entre o segundo lugar, que era uma música do Green Day e o primeiro lugar que era da Pitty, com a desculpa de que era pra homenagear a rádio em seu pioneirismo roqueiro, trazendo uma música de uma banda independente nesse TOP Especial. Depois disso a música não tocou mais e quem ligava pedindo, era ignorado.

Em rádios menores, comunitárias ou do interior, sempre tocou sem que precisasse pagar jabá, mas claro, não com a frequência que se toca uma música que está pagando. Atualmente tem uma música de Rony Barba e Mari Lu, “Romance Perdido” que está tocando em rádios, que não estou pagando. Não sei que rádios são, nem sei como chegou nelas, só sei que está, pois recebo do ECAD por isso.

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Ronaldo Estevam: Digo: Leia o meu livro “O Manual do Candidato a Pop Star” que está à venda na www.mazon.com , tanto na versão impressa quanto e-book. Nesse livro dou todas as dicas do que se deve e o que não se deve fazer pra trilhar uma carreira musical sem se frustrar muito (risos).

22) RM: Quais os guitarristas que você admira?

Ronaldo Estevam: David Gilmor, Jimmy Hendrix, Ritchie Blackmore, Kiko Loureiro.

23) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?

Ronaldo Estevam: J. S. Bach, Wagner, Ravel, Debussy, Villa Lobos, Zequinha de Abreu.

24) RM: Quais os compositores populares que você admira?

Ronaldo Estevam: Djavan, Caetano Veloso, Renato Russo, Guilherme Arantes, Flávio Venturini, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Beto Guedes. A lista é muito grande, não dá pra falar de todos sem deixar alguém injustamente de fora, estes foram os que me vieram à mente de pronto.

25) RM: Quais os compositores da Bossa Nova você admira?

Ronaldo Estevam: Tom Jobim, Ronaldo Boscoli, Baden Powell.

26) RM: Nos apresente seus livros lançados?

Ronaldo Estevam: Por enquanto são três. O primeiro é “O Manual do Candidato a Pop Star”. Um livro de relatos autobiográficos destinado a quem pretende seguir a carreira artística.

O segundo é “O Resgate da Alma”. Livro ficcional, que mistura romance, aventura policial e esoterismo. Conta a história de um músico decadente, que também é médium. Ajuda a polícia na investigação de um atentado a uma famosa cantora pop. O livro também ajuda a conhecer diversas linhas esotéricas, como o Xamanismo, a Cabala, o Kardecismo e visões de vidas passadas.

O terceiro é “As Aventuras de Espigão e Pepino”. Livro cômico, que é uma crônica da vida urbana na Grande São Paulo. Traz as peripécias de dois irmãos nerds, envoltos com um guitarrista imortal, punks raivosos, uma cantora de FUNK, entre outros, nas situações mais inusitadas. Todos estão à venda na www.amazon.com , tanto na versão impressa, quanto digital.

27) RM: Quais dos seus métodos que estão à venda?

Ronaldo Estevam: Nenhum (risos), apenas quem faz o curso em minha escola tem acesso aos métodos. A Violão e Cia fica na zona oeste de São Paulo e trabalha com uma metodologia única de ensino que desenvolvi, seguida pelos professores que são meus associados. Apenas quem está na escola tem acesso a essa metodologia, que tem por princípio fundamental a interação com o professor que a transmite.

28) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Guitarrista?

Ronaldo Estevam: Primeiro ele deve procurar uma boa escola de música com um bom professor, que tenha formação e metodologia de ensino. Uma vez que encontre isso, certamente será um bom guitarrista, se tiver empenho e dedicação ao estudo.

29) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Guitarra?

Ronaldo Estevam: Evitar aprender sozinho ou pela internet, sem a orientação de um professor experiente e qualificado. Agir por conta própria trará vícios irreparáveis no futuro e o aprendizado se tornará mais demorado e árduo.

30) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Ronaldo Estevam: Fazer o que a maioria das escolas e professores de música fazem: ensinar apenas o que o aluno quer aprender, muitas vezes apenas imprimindo cifras da internet, orientando de maneira errada. Muitos professores não tem formação e dão aula pela forma que aprenderam. Isso ocorre, pois infelizmente não há uma lei que obrigue que para dar aulas de música tenha uma formação técnica ou superior na área de ensino musical. Muitas escolas também não têm metodologia própria e deixam a cargo do professor escolher a didática que muitas vezes é inexistente. Também discordo do sistema de Conservatório Musical. Acho antiquado e inadequado aos nossos dias. O que é chato não estimula. Podemos ensinar com profundidade de modo prazeroso.

31) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Ronaldo Estevam: Acho que existe sim. Mas se não houver estudo, esse dom ficará estacionado. O dom ajuda à pessoa desenvolver e aprender música mais rapidamente, ou seja, é um aliado, facilita. Mas também pode ser um problema quando a pessoa acha que é boa por natureza e não tem nada pra aprender, isso é um péssimo pensamento. Sempre estamos aprendendo e nos desenvolvendo, desde que busquemos.

32) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Ronaldo Estevam: Improvisar é aplicar o estudo de escalas e campos harmônicos no momento da execução musical em grupo. Não existe uma boa improvisação sem estudo prévio.

33) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Ronaldo Estevam: Não existem contras. Só prós. O estudo da harmonia funcional é fundamental para quem quer se tornar um músico ou compositor profissional.

34) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Ronaldo Estevam: Como disse antes, o fundamental é encontrar uma boa escola. Eu indico para Violão Clássico o método “La Escuela de La Guitarra” de Rodriguez Arenas, que é o que trabalho com meus alunos.

35) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Ronaldo Estevam: Ter um bom professor e estudar todos os dias durante anos.

36) RM: Quais os prós e contras de ter formação e experiência em Cinema para sua carreira musical?

Ronaldo Estevam: Nenhum contra. Minha formação em cinema proporciona que faça clipes musicais excelentes, e a formação em teatro, ajuda na performance de palco.

39) RM: Você compõe trilha para cinema?

Ronaldo Estevam: Compus apenas para meus filmes. Pra quem deseja ver, busque no Youtube: “Os Dez Mandamentos” (https://www.youtube.com/watch?v=jDMxmfIJZRc&pbjreload=101); “Romaria” (https://www.youtube.com/watch?v=87JvuteHKgI); “Mudo” (https://www.youtube.com/watch?v=IGYtZEByheg); “Eu, Comigo Mesmo” (https://www.youtube.com/watch?v=mFycKom4yF4); “Onde está a música?” (https://www.youtube.com/watch?v=XYRkli54ccw) além é claro dos clipes musicais.

40) RM: Quais os seus projetos futuros?

Ronaldo Estevam: Estou trabalhando simultaneamente no novo álbum de Rony Barba e Mari Lu (uma série de EPs que formarão um álbum até o final de 2020). O mesmo com o Picles (mais dois Eps e um álbum até final do ano) e no meu novo álbum solo que sairá no começo de 2021, mas que antes haverá também EPs e singles.

41) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Ronaldo Estevam: (11) 98173 – 0140 (Tim e Whats App)

| www.ronaldoestevam.com.br | ronaldoestevam@yahoo.com.br

| www.ronaldoestevam.com.br

|www.facebook.com/ronaldoestevamoficial

| https://www.instagram.com/ronaldo.estevam/

| Ronaldo Estevam – https://www.youtube.com/user/RonaldoEstevamVEVO

Youtube Topic: https://www.youtube.com/channel/UCDyAc10avLsG6qblM2JcRJg

| Rony Barba – https://www.youtube.com/user/RonyBarbaVEVO

| https://www.instagram.com/ronaldo.estevam/

Plataformas Digitais:

Spotify: https://open.spotify.com/artist/75b19xzTnMzQu0Qox8WE1m

Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/3698521

Apple Music : https://itunes.apple.com/us/artist/ronaldo-estevam/550886276

Livros – Link da Amazon com todos os livros: https://www.amazon.com.br/kindle-dbs/entity/author/B07WCWXMHW?ref_=dbs_p_ebk_r00_abau_000000

Todos os filmes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLu_KXhLAAaGT9PTtuoQvR-lBgQplf4AT1

“Os Dez Mandamentos” –https://www.youtube.com/watch?v=jDMxmfIJZRc&pbjreload=101

“Romaria” – https://www.youtube.com/watch?v=87JvuteHKgI

“Mudo” – https://www.youtube.com/watch?v=IGYtZEByheg

“Eu, Comigo Mesmo” – https://www.youtube.com/watch?v=mFycKom4yF4

“Onde está a música?” – https://www.youtube.com/watch?v=XYRkli54ccw

“Figuras do Brasil” – https://www.youtube.com/watch?v=Xb2KWauHXCw


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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