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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Renata Arruda


A Cantora, compositora, poetisa paraibana Renata Arruda, aos 19 anos, após participar de um show de Altamiro Carrilho cantando a música “Nunca”, de Lupicínio Rodrigues, recebeu um elogio de fundamental importância de Elizeth Cardoso: “Essa menina interpretou essa música como todas as cantoras deveriam cantar. Porque ela cantou com a voz, com o corpo e com a alma”.

Renata Arruda lançou 12 CDs na carreira. Traz na bagagem parcerias com Mongol, Sandra de Sá, Zé Ricardo, Nando Cordel, Antônio Villeroy, Ana Terra, Lúcia Veríssimo, Bebeto Alves, Chico César, Zélia Duncan, Paulinho Galvão, José Augusto, Pedrin Gomes, Seu Pereira, Noel Tavares, Paulinho Mendonça, Jades Sales. Possui canções gravadas por Ney Matogrosso (Faço de Tudo), Sandra de Sá (Nós e Faço de Tudo), Xuxa (Preste Atenção, Dança do Sapinho, Rap da Xuxa e A Borboleta), Zé Ricardo (Temperos, Sexta-feira e Gostava de Ir), Carlos Navas (Corpo de Você). Cantou com os grandes nomes da música popular brasileira.

Publicou em 2016 o primeiro livro de poesias: “Nua”, com poesias escritas durante sua trajetória de artista. O projeto se transformou em CD de poesias declamadas por Lucia Verissimo, Du Moscovis, Cissa Guimarães, Renata Arruda, assim como um DVD com as artes do livro em animações e as músicas criadas pela artista. Em 2017 participa do Festival de Inverno de Garanhuns – PE como convidada em homenagem a Belchior. Em 2018 é lançado nas plataformas digitais o single “Saudade de Olinda”, música dela com Paola Tôrres, que foi um sucesso no Carnaval em Pernambuco. Em 2019 grava o projeto Nordeste In Natura com músicas autorais em parceria com Paola Tôrres, com as participações especiais de Ney Matogrosso, Chico César, Elba Ramalho, além das consagradas Vó Mera do Coco e Meire Lima. O trabalho é um resgate de músicas com ritmos típicos nordestinos misturados a uma nova roupagem eletrônica. Em 2021 lança o álbum “Forró da Parahyba”, um resgate de canções tradicionais com a pegada Renata Arruda e também novas canções autorais além de composições de outros artistas da Paraíba. Dona de uma voz grave e calorosa, a cantora Renata Arruda tem uma carreira respeitável. “Pertenço à família das cantoras que a unidade está na voz da intérprete e não no repertório escolhido”.

Em 25 de fevereiro de 2022 lançou um álbum com clássicos de sambas para comemorar seus 30 anos de carreira: “Roda de Samba Volume 2”, disponível nas plataformas digitais é o segundo volume da obra que traz repertório de sucessos e uma música inédita. Renata Arruda estreia na gravadora e produtora Kuarup com o novo álbum com sambas clássicos e “Foi Embora”, um samba inédito de sua autoria, que segundo a artista, foi a maior dor de cotovelo que ela já compôs. Com onze discos na carreira o novo projeto é uma continuação do repertório de canções já lançadas no álbum “Roda de Samba”, gravado na Paraíba em 2013 e lançado no mesmo ano. O repertório surgiu de vários shows feitos por Renata Arruda em João Pessoa. O espetáculo deu tão certo que os músicos da cantora sugeriram registar todas as canções do espetáculo. Como os shows tinham mais de 25 canções e mais de duas horas de duração, parte do repertório foi lançada no primeiro trabalho e as músicas restantes ficaram guardadas para um novo lançamento, que acontece agora. As músicas foram escolhidas com o único critério: sambas que a cantora gosta de cantar.

Para a gravação do disco foram reunidos músicos amigos que estavam radicados na Paraíba naquele ano, como Potyzinho Lucena no Cavaco, Vinícius Lucena no violão de sete cordas, Adriano Ismael no contrabaixo, vocais de Geno Costa, Karla Lucena, Ariadne de Lima. No time das percussões temos Alisson Cavalcante, Carlos Patuk, Carlos Moura, Fábio Buru, Max Serrano. Essa roda de samba nasceu quando a cantora ainda residia no Rio de Janeiro e resolveu montar uma banda para fazer shows e animar o verão paraibano de 2013. O show deu tão certo que renderam dois álbuns: Roda de Samba (2013).

Segue abaixo entrevista exclusiva com Renata Arruda para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 18.04.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Renata Arruda: Nasci no dia 23/12/1967 em João Pessoa-PB. Registrada como Renata Souto Maior Arruda.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Renata Arruda: Desde muito cedo na minha casa sempre teve música. Meu pai tocava, violão, acordeon, teclado. Aos 10 anos ganhei meu primeiro violão, e nunca mais me separei desse instrumento. Atualmente considero que minha maior paixão, são meus instrumentos. Tenho 10 violões. Não consigo me desfazer deles, uma marca um trabalho!

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Renata Arruda: Comecei três cursos superiores: Biologia, Educação Artística e Desenho Artístico, mas não conclui nenhum. Estudei um pouco de técnica vocal e violão. Mas uso meu instrumento para compor! Função essa, que dedico boa parte da minha vida!

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Renata Arruda: A minha formação vem toda da MPB. Ouvi durante toda minha adolescência, muita música brasileira. Quando jovem ouvia muito, Simone, Marina, Alcione, Elba, Marinês, Elis Regina, Gal, Maria Bethânia, Elizeth Cardoso, Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Maysa e amava a Dolores Duram, Roberto Carlos, Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Martinho da Vila, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Chico César, Jackson do Pandeiro, Djavan, Dominguinhos, Sivuca… Depois de morar em Brasília – DF, comecei a ouvir mais música Pop: Lulu santos, Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana e a minha cabeça abriu para música internacional: Sarah Vaughan, Nina Simone, Terence Trent D’Arby, Sade Ady, Cole Porter, Beatles, etc. Com o passar do tempo, essas preferências foram mudando e fui abrindo mais para novas descobertas.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Renata Arruda: Considero que foi aos 16 anos de idade (1983), cantando no coral universitário, em João Pessoa – PB. Depois fui me profissionalizar em Brasília – DF, fazendo shows e cantando na noite de Brasília.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Renata Arruda: São 12 álbuns: Em 1993, o primeiro álbum – “Traficante de Ilusões” (com poucas canções autorais), um trabalho mais de intérprete. Trabalho com o produtor musical Marco Mazzola. Fui a primeira artista da MZA, a Produtora do Mazzola. Devo a esse produtor incrível, a minha apresentação ao meio musical!

Em 1996, o segundo álbum – Renata Arruda (com poucas músicas autorais), produção também de Mazzola.

Em 1999, o terceiro álbum, “Um do Outro” (Produção de Guto Graça Melo) produtor também maravilhoso! Esse álbum tem também algumas autorais.

Em 2003, o quarto álbum, “Por Elas e Outras”, pela primeira vez eu toco violão em todas as músicas. A produção é de Robertinho de Recife. Canto compositoras brasileiras.

Em 2005, o quinto álbum “Pegada”. Um CD acústico com três violões, eu, Walter Villaça e Zé Filho. A minha primeira produção! Essa gravação ao vivo foi lançada como o meu primeiro DVD.

Em 2008, o sexto álbum “Deixa”. Produção de Robertinho do Recife, direção geral de Lúcia Veríssimo. Primeiro álbum totalmente autoral e com vários parceiros musicais importantes.

Em 2013, o sétimo álbum “Roda de Samba”. Produção e direção minha. Gravando clássicos do samba e uma canção autoral. Totalmente clima de ao vivo! Primeiro álbum dedicado ao Samba.

Em 2014, oitavo álbum “Marcas e Sinais” (CD/DVD) comemorativo de 20 anos de carreira. Direção geral de Robertinho do Recife. Gravado na praia em João Pessoa – PB, pelo Canal Brasil.

Em 2019, nono álbum “Nordeste In Natura”. Direção Geral de Renata Arruda, totalmente autoral em parceria com Paola Tôrres, resgatando ritmos nordestinos como: ciranda, maracatu, embolada, forró etc. Participação especial de: Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Chico César, Vó Mera do cocô, Meire Lima, Paola Tôrres.

Décimo álbum, “Outra Pegada”. Álbum e clipes. Releitura de sucessos e também músicas inéditas. Nesse trabalho meu violão é presente em quase todas as músicas!

Décimo primeiro álbum “Forró da Parahyba”. Um álbum gravado durante à pandemia do covid-19 (2020-2021) com minhas músicas e de compositores paraibanos. Produzido por mim e Eduardo Araújo. Faço uma homenagem ao ritmo mais importante do meu estado, o Forró.

Em 25 de fevereiro de 2022, foi lançado o décimo segundo álbum “Roda de Samba 2”. É uma continuação do trabalho lançado em 2013. Canto clássicos do samba e apresento uma canção inédita de minha autoria, “Foi Embora”.

Faixa a faixa: “Não Deixe o Samba Morrer” (Aloísio/Edson Conceição): música que já foi cantada por tantos artistas importantes como as rainhas Elza Soares e Alcione. É também é uma canção sempre presente na noite do samba brasileiro.

“Tristeza” (Niltinho Tristeza) e “Foi um Rio Que Passou Em Minha Vida” (Paulinho da Viola): dois clássicos sambas brasileiros, o primeiro interpretado pelo maravilhoso Jair Rodrigues, e a segunda música hino da Escola de Samba Portela, interpretado e composto por outro ídolo, o Paulinho da Viola. Mandando a tristeza embora e emendando com Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida, Renata homenageia também, seu pai, Ivanildo Arruda, sambista nato, que adorava cantar esses sambas durante o carnaval.

“Quem E do Mar Não Enjoa” / “O Pequeno Burguês” / “Pra Que Dinheiro” / “Canta Canta Minha Gente” (Martinho da Vila): Homenagem a obra genial de um ídolo do samba e de Renata Arruda, Martinho da Vila. Frequentemente ouvido na casa de seu pai.

“Na Linha do Mar” (Paulinho da Viola): arranjo com batucada descontraída e misturada com esse samba lindo, um clássico. Homenagem a outras duas rainhas do samba, Clementina de Jesus e Clara Nunes.

“Foi Embora” (Renata Arruda): única canção inédita do álbum. Dor de cotovelo clássica. Eu, coloquei para fora uma dor de amor e se pergunta: E agora? O que eu faço sozinha?

“Caviar” (Luiz Grande/Marcos Diniz/Barreirinha do Jacarezinho): canção bem-humorada eternizada por mais um de seus ídolos do samba, Zeca Pagodinho. Caviar? Eu só ouço falar.

“Isaura” (Roberto Roberio/Herivelto Martins): Música inicialmente gravada por Francisco Alves. Clássico que também foi apresentado pelo seu pai, Ivanildo Arruda, que tocava na sua batucada Society.

“Vou Festejar” (Neoci/Dida/Jorge Aragão) / “Coisinha do Pai” (Luiz Carlos/Jorge Aragão/Almir Guineto): homenagem a rainha Beth Carvalho. Sambas eternizados pela cantora que nos deixou e que estão na boca da nação brasileira.

“Marinheiro Só” (Domínio Público): brinco com esse clássico de domínio público, dizendo o nome do estado que nasceu.

“Meu Sublime Torrão” (Genival Macedo): música de 1937, que fala da Paraíba, terra onde nasci. O samba é considerado o hino da Paraíba.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Renata Arruda: Sou uma cantora de música popular brasileira, MPB. Acredito que a unidade está na voz e não no repertório escolhido.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Renata Arruda: Fiz alguns anos de técnica vocal em Brasília – DF e no Rio de Janeiro e sempre faço exercícios vocais até os dias de hoje.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Renata Arruda: A técnica traz consciência de como usar a voz sem machucá-la, e dá acabamento as frases melódicas. A educação vocal é de extrema importância na vida vocal de qualquer cantora.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Renata Arruda: Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, Elza Soares, Elis Regina, Simone, Gal Costa, Maria Bethânia, Rita Lee, Elba Ramalho, Marinês, Alcione, Beth Carvalho, Adriana Calcanhotto, Zélia Duncan, Ana Carolina, Marisa Monte, Ney Matogrosso, Sandra de Sá, Zé Ricardo, etc. Sou completamente apaixonada pela MPB, e durante muito tempo só escutei MPB.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Renata Arruda: É bem variado. Às vezes trabalho só, letra e melodia. Às vezes trabalho em parceria presencial, e também tenho parceiros virtuais. Não existe regra para compor, sempre busco a minha melhor maneira de dizer. Outras vezes faço apenas letra da canção. É esse mundo de possibilidades, que me fascina na composição.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Renata Arruda: A vida já me deu muitos parceiros musicais importantes. Entre eles: Pedrin Gomes, Paola Torres, Zélia Duncan, Mongol, Bebeto Alves, Paulinho Galvão, Sandra de Sá, Zé Ricardo, Noel Tavares, Paulinho Mendonça, José Augusto, Nando Cordel, Antônio Villeroy, Ana Terra, Lúcia Veríssimo, Chico César, Zélia Duncan, Seu Pereira, Jades Sales, entre outros.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Renata Arruda: Xuxa: “Preste atenção”, “Dança do sapinho”, “Rap da Xuxa”, “A borboleta”. Ney Matogrosso: “Faço de tudo”. Sandra de Sá: “Nós”, “Faço de tudo”. Zé Ricardo: “Temperos”, “Sexta-feira”, “Gostava de ir”. Carlos Navas: “Corpo de você”, entre outros.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Renata Arruda: O melhor de tudo é a liberdade na escolha do que você vai gravar e como e com quem vai gravar. E o pior, é a falta de divulgação que só as grandes gravadoras propiciam para o artista.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Renata Arruda: Procuro sempre me manter criativa. Sempre busco novos desafios, me manter inventiva, sempre criando novos trabalhos é o que me motiva a continuar cantando.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Renata Arruda: Lancei doze álbuns, um Livro de poesia “Nua” (2016), um projeto Empreenda Desde Cedo, voltado para crianças, com músicas educacionais. E tenho sempre um novo projeto em mente para realizar.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Renata Arruda: A internet me trouxe parcerias virtuais importantes durante o período da pandemia do covid-19. A internet permite que eu componha com parceiros de outros Estados. Ela facilita comunicação com o público, tornando minha música acessível em todo o mundo. Acho ela bastante positiva!

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Renata Arruda: Como compositora, o Home estúdio permitir que eu registre, com maior facilidade, minhas canções.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Renata Arruda: Procuro fazer o meu trabalho de maneira sempre original, fazendo álbuns que eu tenha orgulho de tê-los feito. Busco sempre meu melhor, e é isso que entrego ao meu público. Busco sempre qualidade no meu trabalho e acredito que o reconhecimento é consequência desse esforço.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Renata Arruda: Sou bastante fiel aos artistas que sempre influenciaram na MPB. Acredito que tenha uma nova safra de artistas brasileiros muito bacana, vindo por aí! Compartilho do verso da música “Go Back” (Sérgio Britto / Torquato Neto) sucesso dos Titãs: “Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”, não faço críticas ao que não gosto, simplesmente não consumo.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Renata Arruda: Sempre dei sorte e trabalhei com grandes produtores e músicos. Em toda minha discografia, sempre cantei com músicos incríveis: Ricardo Leão, Walter Vilaça, Luiz Brasil, Marcelo Costa, Roupa Nova, Paulo Rafael, Tom Capone, Mac Wiliam, Mario Moura, Dunga, Zé Filho, Paulinho Ditarso, Guegue, Lanlan, Fernando Nunes, Tony Costa, Adriano Ismael, Gustavo Queiroga, Beto Preá, Eduardo Araújo, Poty Lucena, Vinícius Lucena, Alison, Carlos Moura, etc. Na ficha técnica dos meus álbuns estão lá os que mais admiro!

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?

Renata Arruda: São 30 anos de música! Já cantei no Brasil e no exterior. Só guardo na memória momentos lindos que a música me proporcionou. Já tomei calote, mas muito pouco, graças a Deus. E como qualquer artista, já tive plateias bastante interessadas no que eu fazia e plateias mais dispersas, faz parte do nosso trabalho. Quando o público participa do show, tudo faz sentido e daí cantamos com muita alegria. Assistir uma plateia cantando sua música, é uma das maiores e melhores sensações! Fazer música é se divertir, é se emocionar e deixar emocionado sua plateia.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Renata Arruda: O reconhecimento é muito bom para todo artista, e o desrespeito me deixa muito triste.

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Renata Arruda: Dom musical é igual a talento ou você nasce com ele ou você jamais o conhecerá.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Renata Arruda: Improviso é igual a criação, liberdade. Usar seu conhecimento e buscar novos caminho melódicos!

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Renata Arruda: Sem conhecimento não existe improviso, variar um tema musical, requer um estudo do mesmo. Mas acredito que improvisação musical é buscar caminhos novos.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Renata Arruda: Sou a cantora mais intuitiva do que técnica. Trata a música como uma grande brincadeira leve. Estou sempre me divertindo! É trabalho, e eu dou duro, mas sempre faço com muito prazer esse meu trabalho! Então não uso caminhos pré-estabelecidos, estou sempre em busca do meu próprio caminho.

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Renata Arruda: Também faço minhas harmonias de maneira intuitiva, e não me prendo a estudos pré-estabelecidos.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Renata Arruda: Quando fui artistas da gravadora grande, esse departamento não era decisão minha e sim da gravadora. Hoje como artista mais independente, não pago jabá, nem nunca paguei! Mas sei que ele existe!

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Renata Arruda: Se você puder fazer outra coisa, faça. Mas se for imprescindível para sua felicidade cantar, vá fundo, que essa profissão é difícil, mas extremamente prazerosa quando você consegue.

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Renata Arruda: Festival de Música é o encontro musical, o espaço para novas canções e toda essa troca que ocorre nos festivais é o que há de melhor! A falta de seriedade de alguns julgamentos é o pior! Mas é isso, festival é se arriscar!

32) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Renata Arruda: Festival de Música é sempre um espaço aberto para os interessados em ouvir músicas novas. Gosto dessa ideia de festivais!

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Renata Arruda: A cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira ainda é pequena, gostaria de uma maior abertura para trabalhos novos, gostaria de uma maior seriedade e interesse por parte da grande mídia.

34) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Renata Arruda: Esses espaços são fundamentais, sempre apresentando novos trabalhos! Ingressos mais populares, e sempre aproximando o artista do seu público.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Renata Arruda: Mostrar um trabalho pop, que ainda lançarei em 2022, autoral, aguardem!

36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Renata Arruda: (83) 99926 – 1129 | [email protected]

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RENATA ARRUDA – Nas Portas da Solidão (Renata Arruda/Paulinho Mendonça): https://www.youtube.com/watch?v=7j_Nvjx-EdI

RENATA ARRUDA FORRÓ DA PARAHYBA: https://www.youtube.com/watch?v=yFdpfhkW-v4

FORRÓ DA PARAHYBA – Renata Arruda: https://www.youtube.com/watch?v=4bjxgw2q_IY


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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.
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