Ras Sansão

Ras Sansão

O cantor, compositor gaúcho Sansão foi na música em que encontrou o modo de expressar seus sentimentos sobre mundo, a sua fé, o seu caminho, ela direcionou seus passos por lugares pouco habitados, preservados em sua natureza, como também, a locais marginalizados, tão invisíveis e carentes de olhares, como abrigos de crianças e adolescentes, presídios, universidades, livrarias, praças para comunicar, debater e refletir como a sua linguagem universal pode além do entreter, conscientizar.

Nascido em Porto Alegre – RS, Tiago Herbert de Araújo, conhecido como Ras Sansão, iniciou sua caminhada na música reggae aos 18 anos de idade, após escutar uma fita K7 do álbum “Uprising” de Bob Marley and the Wailers. Logo começou a fazer apresentações acústicas, e iniciar a inspiração para compor suas primeiras canções dentro do gênero reggae. Em 2004 após um intercâmbio com o grupo RastafarI da Guiana Inglesa, Congo Nyah Foundation, sua vida e sua música tomam um rumo voltado aos ensinamentos de S.M.I Haile I Selssie I.

Em 2009 junto convidado pela banda Pure Feeling participou da turnê para Buenos Aires em parceria com a banda Nonpalidece, tocando nos maiores palcos da cidade, com enfoque para o Latrastienda Club e Teatro de Las Flores. Logo após esse período Sansão entra para a banda Enoré, que vai consolidar sua identidade musical que ele denomina como “Reggae Mantra”, sendo uma das pioneiras no Brasil a tocar estilo New Roots trazido pelas Ilhas Virgens Americanas, abrindo o primeiro show da musa do reggae, Dezarie em Porto Alegre em 2010 no Bar Opinião.

Iniciando projetos na área de Assistência Social, realizou a gravação de um disco com as crianças e adolescentes do Abrigo Residencial 7(Casa de Acolhimento) e também a colaboração no Projeto Direito no Cárcere na Galeria E1 do Presídio Central de Porto Alegre. Em 2011 participou da fundação da Associação Cultural Reggae RS (ACRER) na qual foi eleito vice-presidente no mesmo ano e presidente 2012. A partir daí desenvolvendo forte parceria com o selo ZionLab, gravou três discos autorais e diversas participações em discos de vários artistas, como também parcerias com Gabriel Severino, Ras Mateus e GrooV.I. 

Ras Sansão vem trabalhando forte como produtor musical, produzindo suas próprias músicas e alguns artistas do cenário musical local.  Seu novo single JAH LOVE – DEUS É AMOR aborda a relação do Ser Humano com a espiritualidade e com o planeta: https://www.youtube.com/watch?v=3QdoV0duoek

Segue abaixo entrevista exclusiva com Ras Sansão para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16.11.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Ras Sansão: Eu nasci no dia 29 de janeiro de 1980 em Porto Alegre- RS. Registrado como Tiago Herbert de Araújo.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Ras Sansão: Meu primeiro contato com a música foi em casa, minha mãe sempre escutou muitos discos da MPB, lembro dela escutando Maria Bethânia, eu gostava das músicas do Moraes Moreira e Lobão quando tinha uns 5 ou 6 anos de idade.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?  

Ras Sansão: Tive aulas de Violão e Serviço Social e Filosofia, mas não concluí os cursos. 

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Ras Sansão: Minha porta de entrada de entrada no Reggae foi com a fita K7 do disco Uprising de Bob Marley and The Wailers, nesse período 1998, escutava muito Reggae nacional, como Edson Gomes, Ras Bernardo e bandas aqui do Sul como Produto Nacional e Motivos Óbvios. Mas a banda que mais me identifico e foi um divisor de águas e mais me influenciou como cantor foi Midnite das Ilhas Virgens Americanas. Hoje como produtor musical gosto bastante da nova geração jamaicana, Chronixx, Kabaca Piramid, Mortimer. 

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Ras Sansão: Eu comecei formando uma banda com amigos que moravam próximos e estudavam Violão comigo em 1997 e foi uma banda de Pop Rock, a “Zero Bala”, logo começamos se apresentar em bares, eventos e praças de Porto AlegreRS. Um ano depois formei minha primeira dupla de Reggae, gênero musical que sigo até hoje, depois vieram outras bandas. 

06) RM: Quantos CDs lançados?   

Ras Sansão: Gravei três discos solo, todos com músicas autorais, além de ter participado de várias colaborações e combinações com outros artistas da cena Reggae, todos os discos foram produzidos pelo selo ZionLab na Praia do Santinho em Florianópolis – SC. Meu primeiro disco traz a identidade do estilo New Roots trazido pelas bandas de reggae das Ilhas Virgens Americanas, conhecido também como Reggae Mantra 

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Ras Sansão: Reggae Mantra, acredito que a música vai te levando por diversos universos, então também costumo circular por várias sonoridades, dentro da Black Music. 

08) RM: Você estudou técnica vocal? 

Ras Sansão: Não, participei de um coral em um asilo de idosos, mas não cheguei a estudar de verdade. 

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz? 

Ras Sansão: É super importante para desenvolver a técnica e aprimorar o canto, pois sempre que entendemos melhor como algo funciona, sabemos utilizar melhor essa ferramenta, assim também é com a voz. Se você já é um bom cantor ou cantora, vai ser melhor se estudar. 

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira? 

Ras Sansão: Vaugh Benjamin, Michael Jackson, Dezarie, e atualmente Antony Hamilton. 

11) RM: Como é o seu processo de compor? 

Ras Sansão: Eu componho de diversas maneiras, as vezes vem uma melodia e vou encaixando palavras nela. As vezes vem as palavras e encaixo a melodia depois, já escrevi bastante também escutando riddins e gravando logo depois que escrevi. Meu terceiro disco “Vivência Lab” foi assim, compus e gravei ele em uns cinco dias. Então não tenho uma regra, gosto de me desafiar. 

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?  

Ras Sansão: Eu costumo escrever mais sozinho, mas meu principal parceiro foi Igor Rolim, escrevemos e gravamos dezenas de músicas juntos. Atualmente participo de outro coletivo com Geda, Lelé e Nando Africano, chamado A VIBE no qual compomos em conjunto também, mas este trabalho ainda não foi para rua ainda. 

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente? 

Ras Sansão: O principal motivo para desenvolver. Quanto aos prós acredito que isso lhe traga mais autonomia no desenvolvimento das ideias para seu projeto musical, principalmente na forma de expressar sua arte, pois a arte trabalha com sentimento, então creio ser de extremamente importante manifestar o que realmente sente com sua arte. As vezes quando se trabalha com grandes produtoras a preocupação financeira pode desviar um pouco a essência de sua arte. A dificuldade é que exige mais de você, e na maioria das vezes a grana que você ganha com sua carreira artística não é o necessário para o sustento, tendo que encontrar outras maneiras para suprir essa necessidade. Mas independente das dificuldades, creio que cada vez mais temos que profissionalizar nossa arte. Hoje temos vários recursos mais acessíveis para gerir nossa carreira artística a tecnologia nos trouxe isso.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco? 

Ras Sansão: Depois de 22 anos no Reggae, sempre no underground, hoje tento como falei profissionalizar cada vez mais todo o processo. Hoje buscando monetização nas redes sociais, registrando as músicas e encaminhando para as plataformas, direcionando mais o trabalho para web e a partir disto, alcançar mais público para os shows. No palco sempre passar uma mensagem na qual acredito e que possa melhorar a vida de quem escuta. 

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Ras Sansão: Hoje eu mesmo produzo minhas músicas. E por enquanto organizo toda a administração das redes sociais, participo de coletivos que fomentam e fortalecem a cultura Reggae, como o movimento da UNIÃO REGGAE GAÚCHO. E estou começando a produzir outros artistas da cena reggae. 

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira? 

Ras Sansão: A internet só ajuda, mas como qualquer ferramenta tem que saber como usar, ter um objetivo claro. Com a internet o alcance e a velocidade da informação dependem unicamente de quem quer informar. Ou seja, temos tudo nas mãos. O problema o uso que se faz dela. A Babilônia direciona para a ignorância, mas cabe a cada eu, o esforço para sair desta corrente. 

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)? 

Ras Sansão: Só vejo vantagens no home estúdio. Acredito no poder do acesso, todos deveríamos ter o direito de acessar as ferramentas que nos interessassem. O home estúdio é isso, é possível fazer produções incríveis em sua casa. Sou a favor do Home Estúdio. 

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical? 

Ras Sansão: Eu a algum tempo deixei de objetivar minha música para o mercado musical, pois nesse sentido não tive muito sucesso. E isso me deu liberdade de deixar minha música com minha identidade artística e dar a direção que acho correta, o mercado hoje em dia será consequência desse direcionamento. 

19) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Ras Sansão: A principal revelação foi a cena RAP de São Paulo e Rio de Janeiro, mas principalmente São Paulo, que deu uma proporção de nível internacional para seus artistas, além do ativismo de resistência social, sou fã. Outra coisa muito legal que vejo hoje, são artistas de vertentes diferentes produzindo juntos, exemplo Seu Jorge e Alexandre Pires, mas poderia dar vários outros, isso é muito rico. 

20) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística? 

Ras Sansão: A questão de qualidade artística, são tantos que é difícil dizer um nome, gosto de muita coisa mesmo. Quanto ao profissionalismo o que me vem na cabeça é Michael Jackson, o cara era demais. 

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?  

Ras Sansão: A situação que eu lembro foi em um Bar em Santa Catarina, que tive que ficar cobrando ingressos na portaria junto com a produtora da nossa banda e mais um funcionário da casa. Quando cheguei vieram dois caras gigantes, entrando sem querer pagar o ingresso, e quando o cara da casa foi cobrar eles ainda se ofenderam e quase bateram no mano. Aí eu disse para minha produtora que não ficaria ali, ainda tinha que está vivo para tocar depois. Tiveram várias histórias ao longo da carreira. 

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical? 

Ras Sansão: A música é meu combustível para viver, os encontros que ela nos possibilita, o retorno das pessoas dizendo que sua música a ajudou em alguma coisa. O que acho ruim é a falta de valorização da arte em nosso país, por mais que todos consumam arte todos os dias, a profissão não é respeitada. 

23) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios? 

Ras Sansão: Nunca tive músicas tocando em grandes rádios, não tenho essa experiência para poder falar algo. 

24) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Ras Sansão: Hoje vivemos um novo cenário musical, em que mais do que nunca é necessário você ser seu próprio gestor. O que eu digo é para o artista é que se organize desde cedo a buscar monetização nas plataformas digitais que oferecem isso. Não espere por uma grande produtora, grave e produza suas próprias músicas, ou tenha parceiros nos quais você se identifica. O resto é consequência. É bem importante investir em monetizar seu trabalho, hoje pode não render muito, mas daqui alguns anos a gente não sabe. 

25) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira? 

Ras Sansão: A grande mídia é uma máquina de fazer dinheiro. O que interessa é vender. Recomendo que administre sua carreira, se você tiver um grande público, com certeza a grande mídia vai te procurar, mas o interesse dela, não é fomentar e valorizar a arte ou a cultura, e sim o lucro. Mas é bom ressaltar que existem artistas que romperam esse paradigma, por isso gosto muito da cena RAP de São Paulo, foi um movimento que rompeu essa barreira, sem perder suas raízes. 

26) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical? 

Ras Sansão: É muito pequeno, diante de nossa riqueza cultural é praticamente inexistente. E quem realmente é beneficiado são artistas já renomados, com carreiras sólidas, sendo assim não possibilita nem incentiva o desenvolvimento do cenário musical brasileiro. 

27) RM: Como você analisa o cenário do reggae no Brasil. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu? 

Ras Sansão: O cenário reggae no Brasil é muito forte, diverso, já consolidado. Todos os anos surgem bandas novas, trazendo as mais diversas influências do universo Reggae Music, mas como já falei vivemos em um país em que fazer música é coisa de desocupado ou vagabundo, isso claro se você não é rico. Então, muitos talentos não alcançam um patamar suficiente para que consigam seguir fazendo música. Mas creio que os resistentes permanecem, então o destaque são os resistentes que fazem a cultura perpetuar, mesmo muitas vezes não tendo o valor cultural reconhecido na comunidade brasileira, permanecemos. O REGGAE liberta mentes, traz leveza a vida, respeito a natureza. E quanto a regredir não temos tempo para pensar em regressão, seguimos avante. 

28) RM: Você é Rastafári? 

Ras Sansão: Não, eu sou Tiago Herbert de Araújo – SANSÃO, mas com certeza a principal virada de página na minha vida e até os dias de hoje, foi quando conheci e comecei a seguir com mais atenção os preceitos de Haile I Selassie I. 

29) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como vocês analisam tal afirmação? 

Ras Sansão: Rastafari é uma coisa e reggae é outra. Reggae muitas pessoas fazem, não só as pessoas que seguem os ensinamentos Rastafári. Você também vai encontrar ordens dentro do movimento Rastafári que dizem que reggae não deve ser tocado, somente Nyahbinghi. As pessoas são livres para falar muitas coisas, mas as vezes não pensam que sua língua ou palavras, constroem suas estradas na vida. Mas JAH sabe.

30) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral? 

Ras Sansão: Vivemos em um país em que a corrupção impera em todas as relações. No Brasil somos educados para escravidão, ser escravo (funcionário) de alguém, e muito pouco podemos ou temos o acesso a ter aquele momento com nós mesmos. Nesses países que você citou, as pessoas têm mais tempo e recursos para o lazer, sendo assim mais escolhas, nos no Brasil ainda não alcançamos essa condição, estamos no Rat Race como dizia Bob Marley. 

31) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical? 

Ras Sansão: Sim existe, mas também pode ser desenvolvido, como a maioria das atividades que realizamos. A gente já nasce com o ritmo dentro de nós, a batida de nosso coração, Nyahbinghi, então somos música, temos um compasso para caminhar, um ritmo ideal, tem que escutar com atenção. 

32) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música? 

Ras Sansão: Eu vejo vídeos de Festivais de Música muito legais, em outros países, em lugares que tem a identidade do reggae, acho que temos olhar aqui com esse viés também. 

33) RM: Festivais de Música revelam novos talentos? 

Ras Sansão: Revela na devida proporção que já falamos como acontece a música aqui no Brasil, não tem como ser diferente. O que revela novos talentos é a possibilidade de alguém ganhar dinheiro em cima dele, esse é o Brasil, corrupto. Ou então venha para o cenário underground, que os resistentes estão deixando cada vez mais forte. 

34) RM: Quais os pros e contras de se apresentar com o formato Sound System? 

Ras Sansão: Não tem contras, se você está disposto, siga, é só uma outra manifestação da música. Outra forma de se relacionar com a arte, mas com certeza, tem sua força possibilita a boa vibração. 

35) RM: Quais as diferenças de se apresentar com banda em relação ao formato com Sound System?  

Ras Sansão: O grande lance é a disposição e a consciência de saber o que, e o porquê está fazendo as coisas. Um modelo Sound System as vezes permiti dar acesso a pessoas que talvez não tivessem condições de ir a um show com banda. E com banda você tem mais músicos vibrando junto com você, isso com certeza traz uma força. Mas no final tudo depende de sua disposição para fazer. 

36) RM: Quais os seus projetos futuros? 

Ras Sansão: Atualmente estou retomando minha caminhada dentro do Reggae, mas a principal mudança é que estou produzindo músicas, estou estudando a produção musical, gravação, mixagem e masterização. Estou me capacitando estudando com produtores como Júlio Porto, Paulo Anhannha e Flávio Libório, tenho aprendido bastante coisa. Hoje estou produzindo minhas próprias músicas. E participo de dois coletivos de artistas de minha região Sul, A VIBE que é um projeto que iniciei junto com um irmão Geda que criou a primeira banda de Reggae do Rio Grande do Sul, estão junto nesse projeto mais dois irmãos Alex Reginato-Lelé e Nando Africano, grandes cantor, intérpretes e compositores aqui da área. E o outro é um movimento muito bonito aqui chamado UNIÃO REGGAE GAÚCHO (URG) que vem fortalecendo em diversos sentidos o reggae. Mas com certeza virá muita novidade musical nos próximos tempos, isso eu garanto.    

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs? 

Ras Sansão: [email protected] /  https://www.facebook.com/rassansao /

https://www.instagram.com/rassansao/?hl=pt-br

https://twitter.com/RasSansao

https://artists.spotify.com/c/artist/1ayIQJrAV8LakEx6dTg4ta/home

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCQDU408wNUunUUAjnSZBBhg

JAH LOVE – DEUS É O AMOR/ SANSÃO: https://www.youtube.com/watch?v=3QdoV0duoek 

Ras Sansão – [2014] Cultura Oral | Prod.ZionLab.: https://www.youtube.com/watch?v=QKoe_PdC6mw 

Ras Sansão & Zionlab. – Vida Positiva [2013]: https://www.youtube.com/watch?v=mu9qdvQ10KQ 

Reggae no Presídio Central RAS SANSÃO E ZION LAB -Parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=peHrUjY9MFI 

Sansão e ZionLab – Vivência Lab- no Projeto Direito no Cárcere- PARTE 2: https://www.youtube.com/watch?v=6bK1ugbx8QY 

Discos autorais independentes em parceria com selo Zion Lab: Vida Positiva (2013) – http://www.zionlab.net/#!vida-positiva/c1ho1  

Cultura Oral (2014) – http://www.zionlab.net/#!cultura-oral/cflv

Vivência Lab (2015) Prensado via financiamento coletivo: http://www.zionlab.net/#!vivencialab/cuzk 

Oficina de composição Musical Lá vem a luz – Realizada no Abrigo de menores:  Residencial 7 na cidade de Porto Alegre. https://soundcloud.com/la-vem-a-luz

/ https://www.facebook.com/lavemaluz/?fref=ts

/ https://www.youtube.com/watch?v=FZc6d-zOT_4


Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.