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Categorias: Entrevistas

O Sexteto do Jô


Tempo de Leitura: 4 minutos

O programa do é algo inteligente na TV brasileira o que une, entrevista, uma banda, chamado por sexteto do jô, com convidados interessantes e entrevistas curiosas e inteligentes fazem muita gente há quatorze anos esperar pelas onze e meias que só chega à madrugada.

um intelectual e artistas de fino trato e vasta cultura foi feliz em trazer para a televisão a sua influência musical de infância (Jazz) com o tempero brasileiro. No inicio um Quarteto: Miltinho, Bira, Rubinho, Edmundo Vilane que animavam os intervalos das gravações e as apresentações musicais.

A formula deu certo e o Quarteto virou Quinteto e hoje Sexteto: Miltinho, Bira, Derico, Tomati, Osmar Barute e Chiquinho Oliveira. Esse Sexteto tem vida própria fazendo shows desde 1992 pelo Brasil e acompanhando os três formatos de shows do Jô: Sexteto Com Vida Jô Soares, que está registrado em CD; Um Show de Humor e Jô Musical.

Todos os integrantes têm seus projetos musicais individuais. No programa tocam jazz com e acompanham os convidados em seus mais variados estilos musicais. No programa os músicos participam como coadjuvantes nas piadas do ou são motivos das próprias piadas.

É importante ter na televisão dos dias de hoje um grupo instrumental, mesmo com pouca participação musical propriamente dita no programa ajuda a lembrar como era o tempo áureo do inicio da televisão brasileiras que tinham programas musicais de vários gêneros musicais e não apresentações esporádicas como hoje.

Segue abaixo entrevista exclusiva com o pianista Osmar Barute para a www.ritmomelodia.mus.br , entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 01.10.2002:

01) Ritmo Melodia: Como se formou o Quarteto e hoje Sexteto do Jô?

Osmar Barute (Sexteto do Jô): O Miltinho (baterista), Bira (baixista), Rubinho (guitarrista), Edmundo Vilane (pianista) eram os primeiros integrantes do Quarteto do Programa do Jô que iniciou em agosto de 1988. Em março de 1990 Derico (saxofone e flauta) e Osmar Barute (piano) entramos formando o Quinteto do Jô. E Tomati (guitarrista) entrou em 1998, substituindo o Rubinho que ficou doente. Em 1999 o Chiquinho Oliveira (trompete) entrou e o Quinteto passou a ser o Sexteto do Jô.  O Sexteto é uma vontade do em ter músicos tocando no Programa de Entrevista. O tem a sua veia musical e sempre tocou o Bongô e Trompete.

02) RM: Quando iniciou as primeiras apresentações do Sexteto com o Jô?

Osmar Barute (Sexteto do Jô): Em 1992 começamos a fazer os primeiros shows como Quarteto e Quinteto. Nosso primeiro show foi em Belo Horizonte, Campo Grande e pegamos a estrada pelo Brasil. E com o fizemos apresentações em vários eventos que tem os seguintes formatos: Sexteto com Vida Jô Soares, que está registrado em CD; Um Show de Humor e Jô Musical.

03) RM: Fale das atividades solo dos integrantes do Sexteto?

Osmar Barute (Sexteto do Jô): Todos nós temos trabalhos independente. Miltinho tem um Trio em Juiz de Fora. O Derico também. Eu tenho um Quarteto, e com o Bira faço outro trabalho mais Sinfônico. O Chiquinho Oliveira tem uma Orquestra em São José dos Campos e o Tomati tem alguns discos gravados.

04) RM: Como você vê a receptividade das pessoas para com a música instrumental no Brasil?

Osmar Barute (Sexteto do Jô): Eu acho que a música instrumental sempre teve um público bastante legal e fiel. Desde que a música seja de qualidade e tenha bons músicos tocando as pessoas vão gostar e dar o devido valor ao trabalho e aos músicos.

05)  RM: Fale do registro Ao Vivo do Quinteto? E hoje qual a formação do Sexteto?

Osmar Barute: Fizemos um registro de um show ao vivo em 1992. Não foi propriamente um disco produzido em Estúdio. Mas é uma coisa que estamos pensando novamente em entrar em estúdio, mas não tem data marcada. Hoje o Sexteto do Jô tem sua formação atual com: Chiquinho Oliveira (Trompete), Derico Sciotti (Saxofone e Flauta), Miltinho (Percussão e Bateria), Bira (Baixo), Tomati (Guitarrista) e Osmar Barute (Pianista).

06) RM: O Sexteto faz o Jazz tradicional ou faz fusões com os ritmos brasileiros?

Osmar Barute (Sexteto do Jô): Olha em função do Programa do Jô. Você sabe que ele teve na rádio Eldorado um Programa de Jazz, há muito anos atrás. Ele sempre gostou do Jazz e na sua adolescência era o grande sucesso musical ou coisas derivadas do Jazz. Então por conta disso quando o fez o convite para os músicos tinha esse perfil musical.

Mas como músicos profissionais tocamos com outros cantores e outros ritmos que vão do Forró ao Axé Music passando por cantoras líricas (Que se apresentam no programa do). Temos que estarmos prontos para acompanhar outros músicos. Mas o Jazz é o fio condutor central. No programa fazemos o que for necessário.

07) RM: Como você vê a relação do Choro brasileiro para O Jazz como música instrumental?

Osmar Barute (Sexteto do Jô): Eu adoro Choro. É uma música que exige uma execução e virtuosismo por parte do instrumentista. É um desafio tocar o Chorinho. Eu adoro esse gênero e admiro muitos compositores que fazem Choro. É uma música sincopada, tocamos alguns Choros.

O Choro e o Jazz são gêneros distintos. E para a formação do musico é ótimo se ele transita nesse dois gêneros. E música é uma linguagem que é preciso ser praticada e não ficar só na teoria, então os músicos têm que conhecer e participar de grupos que tenham a alma de um determinado gênero. Temos no Brasil cantores (as) e instrumentistas que fazem um trabalho muito bom no Choro e no Jazz que representam bem o Brasil.

08) RM: Como você vê a ausência dos brasileiros nos Free Jazz?

Osmar Barute (Sexteto do Jô): É uma questão de organização do evento que não quer convidar. Tem músicos americanos que absorvem influências dos nossos músicos. A melodia da música brasileira é muito forte e não existem um disco de música instrumental, mesmo o Jazz que não tenha uma influencia dos mestres brasileiros. O Brasil não conhece o Brasil e fica essa lacuna na organização dos Free Jazz. Os músicos, os meios de comunicações precisam fazer valer a nossa música.

Wikipedia sobre o sexteto do jô.

Bira no Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bira

Derico no wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Derico


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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