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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Nay Porttela


A cantora e compositora goiana Nay Porttela estreia em nova fase musical com o lançamento do single “Férias”, hit de atmosfera relaxante com influências do reggae, do dub e do arrocha com muita sofisticação.

A música “Férias” proporciona um encontro com a natureza e transporta os ouvintes para um lugar paradisíaco. Com sonoridade relaxante e atmosfera envolvente, lançamento marca novo momento da carreira da cantora. O lançamento é um passo significativo na construção de uma nova etapa na carreira de Nay. A artista chega com identidade visual renovada e investe forte nas produções autorais do seu primeiro álbum, intitulado Viradela, previsto para fevereiro de 2023.

“Férias”, assim como os singles anteriores, “Só Trago Verdades”, “Indireta”, deixa em evidência as influências sonoras de ritmos tropicais que estão em alta como a pisadinha e o arrocha, misturados a música eletrônica e ao reggae. Com atmosfera relaxante, “Férias” bebe na fonte do reggae maranhense, fortalecendo a ligação Jamaica-Brasil num ritmo lento, mas quente para as pistas. “É aquela música que proporciona conexões com a natureza, descanso e renovação que a gente tanto precisa numa sociedade agitada e acelerada”, diz Nay.

A música traz também uma versão em lyric vídeo, com efeitos analógicos que deixam a letra falar por si mesma. O vídeo está disponível no canal da artista no YouTube. O single foi produzido por Rafael Paz e Luciano Portela. O responsável pela engenharia de som é Dan Félix, indicado ao Grammy Latino 2013 pelo DVD Acústico Natiruts, na mixagem e masterização. A fotografia de capa e direção de imagem são assinadas por Rodolfo Ruben.

Nay vai lançar mais singles ao longo do segundo semestre de 2022. As músicas farão parte do novo álbum “Viradela”. Porttela promete que será um álbum para dançar colado, repleto de efeitos, camadas e batidas diversificadas. “Viradela significa o vento que sopra do mar para a terra, representa a transformação e uma virada de direção na vida”, diz ela sobre o trabalho.

Segundo a cantora, o álbum será um passeio pela diversidade rítmica brasileira e vai incluir faixas e arranjos de catira, piseiro, xote, samba e até axé. Ela descreve o projeto como “um compilado de canções que traz memórias afetivas e amor pelo Brasil e sua musicalidade”. Um trabalho feito com muito carinho para dançar e celebrar a vida.

Nay Porttela é uma criadora inquieta, multi-instrumentista e perfeccionista que, desde a sua estreia na música, busca desenvolver um trabalho cuidadoso, diversificado e com muita sofisticação. A nova fase artística de Nay apresenta uma mulher madura em busca de respostas para os seus questionamentos mais profundos, mas sem perder a ternura e a leveza.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Nay Porttela para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 19.08.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Nay Porttela: Nasci no dia 15/06/1986 em Goiânia/Goiás. Registrada como Nayara Portela.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Nay Porttela: Eu cresci em um lar com muitos discos e CDs do meu pai que era Dj amador das festas familiares e de amigos, ouvindo os mais variados estilos, “desde Beethoven a Maria Bethânia. De Fábio Jr. a Nara Leão“.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Nay Porttela: Quando eu completei 10 anos de idade comecei a estudar Canto e Teclado no Centro Livre de Artes (CLA) de Goiânia – GO, mais tarde eu cursei graduação de Designer de Moda.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Nay Porttela: Eu escutei muita Bossa Nova, Samba, MPB, Axé, Forró, Sertanejo e pop. Teve algumas influências internacionais que saíram da minha playlist, mas é segredo (risos).

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Nay Porttela: Em 2016, aos 20 anos de idade, eu comecei a apresentar no Clube da Bossa Nova em Brasília – DF. A partir desse momento iniciei o processo de gravação em estúdio.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Nay Porttela: Lancei os álbuns: Nay Forró Vibes – Forró acústico no piano e voz (2020). Nay Vibes – Axé e Forró no piano e voz (2020). Lancei os singles: “Indireta” (2021), “Só Trago Verdades” (2022), “Férias” (2022).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Nay Porttela: Eu faço música brasileira que engloba os estilos: MPB, Axé Music, Forró, Reggae, Samba, Catira e Pop.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Nay Porttela: Estudei no CLA – Centro Livre de Artes de Goiânia – GO.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Nay Porttela: É muito importante para manter a voz saudável.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Nay Porttela: Eu adoro a Maria Bethânia, Elza Soares, Nara Leão, Elizeth Cardoso, Nilze Carvalho, Ivete Sangalo, Anitta, Maria Rita, Marília Mendonça e a Illy.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Nay Porttela: No meu processo de compor, eu procuro explorar meus sentimentos e vejo este processo como uma porta de independência do protagonismo no que eu faço. Quase sempre começo pela escrita e no segundo momento busco a melodia e a harmonia (os acordes).

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Nay Porttela: Como gosto de estar envolvida em todo o processo de produção, os meus parceiros de composição tendem a ser pessoas que estão comigo neste momento. Músicos, produtores e arranjadores.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Nay Porttela: A independência traz a liberdade de realizar trabalhos únicos. Contra isso, a indústria tem as divisões organizadas para ter um retorno financeiro do projeto que ele tem para o artista e com isso consegue atuar em vários campos que são difíceis de acesso por um artista independente.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Nay Porttela: Sobre estratégias de planejamento eu acredito que a carreira dentro e fora do palco estão conectadas. Vejo isso como um caminho único e traço as estratégias abordando essas divisões de acordo com a minha individualidade.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Nay Porttela: Eu vivo para minha arte. Neste ponto, eu tento construir uma biblioteca de obras a respeito de como eu vejo, ouço e sinto a música em todas as suas formas e situações cotidianas.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Nay Porttela: A internet funciona 24h e isso possibilita as pessoas que estão conectadas conhecer o artista e se conectar com ele em qualquer lugar do mundo.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Nay Porttela: Eu vejo apenas vantagens. A tecnologia possibilita trabalhar com pessoas de diferentes lugares de forma simples. Eu valorizo o trabalho colaborativo que a música tem em si, de ser um trabalho que agrega pessoas e talentos.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Nay Porttela: Como mulher atuando na música, eu busco me comunicar com essa porta de independência do protagonismo no que eu faço, colocando essa minha sensibilidade feminina a serviço da música.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Nay Porttela: A MPB é muito rica e no Brasil a qualidade dos artistas é muito alta e a quantidade de lançamentos é imensa. Nas últimas décadas, eu ouço e vejo artistas como: Céu, Luedji Luna, Liniker, Letrux, Duda Beat, Gloria Groove, Illy, Alyce Caymmi, Mariana Aydar, Manu Gavassi, ALulu Paranhos, Marina Sena, Mãe Ana, Clara Valverde, Rachel Reis. As artistas com obras consistentes que eu escuto e adoro são: Maria Bethânia, Marisa Monte, Nilze Carvalho, Vanessa da Mata, Paula Lima, Gal Costa, Rita Lee.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Nay Porttela: O gosto musical é muito singular. No começo, eu apresentei em lugares que o foco não era a música, mas a comida, a bebida. Nesses lugares sempre acontece de tudo.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Nay Porttela: A comunicação por meio da música e a identificação com o público é o que me deixa mais feliz. O aspecto triste, talvez seja essa onda crescente de algoritmos computacionais ditando regras do jogo musical. No entanto, acredito que o humano sempre vai sobressair a isso tudo.

22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Nay Porttela: Eu vejo o Dom musical como uma questão de facilidade. Quando comecei a estudar música, a minha mãe me deu um violão. Após isso, eu desisti (risos). Logo depois, minha mãe me apresentou o Piano e eu adorei e tive facilidade de aprender.

23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Nay Porttela: Eu vejo como uma forma de compor no momento presente junto com o público.

24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Nay Porttela: Sim, existe. No entanto, o estudo prévio possibilita mais acertos.

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Nay Porttela: Sobre métodos de improvisação eu vejo pontos positivos para você trabalhar a sua parte motora, caminhos semelhantes. Neste estudo, acho importante o artista tentar aplicar estes métodos para revelar o que está dentro dele.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Nay Porttela: Eu vejo apenas para os estudos de Harmonia Musical. Acredito que o processo criativo fica mais produtivo e rico. O conhecimento de Harmonia possibilita a construção da música de várias maneiras e formas.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Nay Porttela: Gostaria de ter outra resposta. No cenário musical atual, não acredito.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Nay Porttela: Olhando pela visão da minha carreira musical e a minha experiência, eu diria que a música tem vários caminhos. Não vejo uma fórmula, mas é preciso descobrir o que você sente mais confortável. Por exemplo, você pode atuar como produtor, compositor, professor, banda para eventos, festivais, produzir conteúdo digital, entre outras atividades.

29) RM: Festival de Música revela novos talentos?

Nay Porttela: Eu adoro Festivais de Música e gosto de ver novos artistas. Saindo do meio digital, acredito que o festival valoriza bastante o conteúdo autoral e a singularidade de cada artista.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Nay Porttela: Eu percebo que a grande mídia tem custos elevados para manter a sua estrutura. Neste aspecto, o artista com maior poder aquisitivo tem maior visibilidade nestes veículos.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Nay Porttela: Estes espaços são de grande importância para os artistas independentes. Espero que iniciativas com essa aumentem, pois temos uma grande quantidade de artistas fazendo um excelente trabalho que impacta e transforma a vida de pessoas.

32) RM: Quais os seus projetos futuros?

Nay Porttela: Estou desenvolvendo meu primeiro álbum de estúdio intitulado “Viradela”. No “Viradela” irei falar sobre influências de todos os lados, o vento que vem de lá pra cá, tudo que me fez ser quem sou hoje. Não é só a catira do Centro-Oeste, o axé music do Nordeste, o piseiro do Norte que fazem parte da minha formação musical, é tudo música brasileira. E quando estudei misturar esses estilos, percebe-se que a proximidade musical entre eles é claramente audível, a célula rítmica de algum estilo é compatível com outro e ambos podem ser construídos sob o mesmo compasso. Na música “Férias”, a pulsação do reggae feita pelo contrabaixo e pelo bumbo da bateria é a mesma feita pela bateria no arrocha, o que encaixa perfeitamente e traz um novo som totalmente imprevisível, que é o que busco com o álbum “Viradela”.

33) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Nay Porttela: https://www.nayporttela.com.br

| https://www.instagram.com/nayporttela

| https://open.spotify.com/artist/01FblsOAQauxrn2oBoVCyW

Assessoria de Imprensa: Denise Oliveira | [email protected]

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCStpPgddvzO2GrP0KMT79BA

NAY PORTTELA – FÉRIAS (Lyric Video): https://www.youtube.com/watch?v=Z-JqLb7w-NY

NAY PORTTELA – ACÚSTICO – “Indireta” e “Só Trago Verdades”: https://www.youtube.com/watch?v=a22431_oP2I

NAY PORTTELA – Só Trago Verdades: https://www.youtube.com/watch?v=YW0Q9To7qnQ&list=OLAK5uy_noUcw7Q1Qrl6qNR6Bhy8M4F3sS_-jI-sc

Playlist Arraial: https://www.youtube.com/watch?v=naEA9FKXYkc&list=OLAK5uy_n3mFy1Njoolm_p0M7umdqdGzJufEOpJJA

Playlist Nay Vibes: https://www.youtube.com/watch?v=H1RRy4FNfdI&list=OLAK5uy_nTaoRZ1PWctSJsnDfBPoILei3rbaYAPAQ


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