Moisa

Moisa

Moisa é um músico brasileiro de Porto Alegre – RS, residente em Curitiba – PR. Sua principal vertente é o reggae, desde roots ao dancehall, mas a sua musicalidade também é composta pela música brasileira, latina, black music e pelo rock.

Após mudar-se para Curitiba, Moisa fortaleceu a sua atuação como compositor e intérprete. Em 2018 lançou o seu primeiro single, “Vamos à Luta”, com participação especial e produção musical de Rastalex. Atualmente o artista trabalha na divulgação do seu primeiro EP – “Mama Earth”, que conta com cinco músicas e a produção musical de Vinicius Vidal, baterista de bandas como Pure Feeling e Resistência (Argentina), e a colaboração do músico e produtor Lucas Riccordi, do baixista Fabiano Peri e a mixagem, masterização de Guga Munhoz. O EP está nas plataformas digitais para download.

Segue baixo entrevista exclusiva com Moisa para www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 27.07.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Moisa: Eu nasci no dia 27 de julho de 1986 em Porto Alegre – RS. Registrado como Moisés Ubiratã Schmitz Nunes.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Moisa: Difícil dizer exatamente o primeiro contato, deve ter sido como ouvinte na primeira infância. Que eu me lembre sempre gostei de “brincar de música”. Minha família não tinha muitos recursos então eu improvisava instrumentos como a bateria, com utensílios domésticos. Na escola tive aulas de música durante o Ensino Fundamental, participava dos festivais da escola.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Moisa: Minha formação musical ocorreu de forma muito “autodidata”, talvez um pouco tardiamente para a maioria dos músicos, foi nos anos da faculdade. Eu sigo estudando música e acho que mesmo se eu dedicar todo o meu tempo em vida a isso, sempre terei mais o que aprender. Para além da música, eu sou Biólogo Marinho, Doutor em Ecologia e Conservação pela UFPR – Universidade Federal do Paraná.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Moisa: O reggae jamaicano é a maior referência, Bob Marley, Peter Tosh, Gladiators, Israel Vibration, Black Uhuru. Hoje os artistas contemporâneos, Chronixx, Protoje. O reggae das Ilhas Virgens também me marcou muito, Midnite, Dezarie, Bambu Station. Houve um momento em que os artistas nacionais tiveram muita importância por estarem mais próximos, bandas como Tribo de Jah,Produto Nacional”, “Ponto de Equilíbrio”. Hoje eu diria que minha maior influência é o reggae contemporâneo global. É possível escutar bom reggae sendo feito em todos os continentes e eu sou um garimpeiro desse reggae de hoje. Considero isso como um dever de casa e eu gosto de escutar música nova, não sou preguiçoso nesse sentido.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Moisa: Foi em meados de 2008 durante a Faculdade de Biologia Marinha em Imbé, eu e meus colegas formamos uma banda chamada “Filhos da Dona Lili”. A partir daí começamos a tocar em algumas festas e eventos locais. Essa é uma cidade litorânea que no verão recebe muita gente, isso me inseriu também em espaços como bares e casas noturnas, como percussionista eu acompanhava outros músicos, na época ainda não me aventurava a cantar.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Moisa: Com a banda “Filhos da Dona Lili” nós lançamos um álbum chamado “Escravos do Dinheiro”, esse teve a versão física como CD. Porém, na minha carreira solo eu lancei o single “Vamos à Luta” com a participação e produção do Rastalex, e o EP – “Mama Earth” com cinco faixas com a produção do baterista Vinicius Vidal em colaboração com Lucas Ricordi e Guga Munhoz. Nenhum destes trabalhos recebeu versão física como CD até o momento, mas futuramente sim esperamos ter as condições de produzir CDs e LPs.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Moisa: Reggae Music. Se você quiser algo específico eu chamaria de New Roots Reggae.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Moisa: Estudei e sigo estudando, nenhum curso em nível superior, mas sim aulas que o próprio Rastalex me deu, e aprendo de forma autônoma. Na verdade, com o auxílio vasto de material que encontramos na internet é possível estudar. Isso é muito bom para quem quer aprender e se dedica de forma autônoma aos estudos ou mesmo quem tem pouco acesso a bons professores, assim como eu que moro atualmente numa cidade pequena.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Moisa: O estudo permite que a pessoa descubra a sua própria voz e tome consciência corporal. A prática que vai levar ao aperfeiçoamento da técnica, como em quase tudo na vida, é o exercício e a repetição. Cuidar da voz é cuidar do nosso instrumento de trabalho, estar ciente de que não podemos trocar as nossas cordas vocais como fazemos com as cordas da guitarra.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Moisa: Do reggae eu gosto do Gregory Isaacs, Max Romeu, Clinton Fearon, Jacob Miller. Atualmente: Tarrus Riley, Alborosie, Etana, Lila Iké, Chronixx, Gentleman. No Brasil e saindo um pouco do reggae, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Elis Regina.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Moisa: Eu gosto de começar com uma melodia que pode ser uma linha de baixo, um solo na guitarra, ou mesmo uma melodia que venha na mente enquanto faço outra coisa. Tenho sempre algum gravador, papel e caneta ou celular disponível. Depois, o processo ideal seria definir o ritmo e o campo harmônico dessa música, mas as vezes acontece dessa melodia já surgir associada a alguma ideia de letra, que as vezes também tem a ver com coisas que se passam no meu dia ou reflexões sobre alguns temas. Já aconteceu de escrever primeiro a letra e ir buscar a música depois, então o meu processo criativo tem bastante liberdade para deixar a canção se manifestar da forma mais simples, primeiramente, para depois ir definindo uma estrutura e arranjos.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Moisa: Tenho músicas em parceria com: Rastalex, Fabiano Peri, Vinicius Vidal, Lucas Riccordi, José Rodrigues Unidade Punho Forte, Mathues Rastha. E tem mais…

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Moisa: As bandas: Filhos da Dona LiLi e Ayarda, os músicos e produtores Vinicius Vidal e Lucas Riccordi. José Rodrigues.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Moisa: A vantagem é ter maior liberdade criativa, por outro lado temos poucos recursos para executar as nossas ideias e precisamos estar preparados para uma série de demandas, quase como se fosse uma empresa.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Moisa: Trabalhamos eu e meus parceiros em busca de produzir bons sons, primeiramente. Depois eu vou planejando a minha estratégia de comunicação em função da distribuição desses trabalhos. Paralelamente tem a questão dos eventos, projetos culturais, que eu acabo assumindo também a maior parte das funções como artista e produtor executivo. Na realidade eu acabo assumindo boa parte das funções no projeto, mas tenho meus parceiros e fornecedores conforme a demanda.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Moisa: Investimento de tempo e esforço na comunicação e distribuição digital que acaba gerando receitas e aumentando a audiência. A própria gestão dos projetos, desde a canção ao fonograma. Estamos gravando mais músicas, estamos empreendendo. Realmente o artista independente precisa ter uma visão empreendedora e ampla sobre o mercado da música.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Moisa: Eu vejo como uma vantagem pro artista independente, podemos ampliar a audiência como nunca antes. Porém, as redes sociais têm tomado muito tempo das pessoas, que vivem cada vez mais de forma superficial em relação a tudo. Muitas vezes deixamos de viver o tempo presente e aí eu acho que atrapalha não somente a carreira, mas a vida.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Moisa: A vantagem é poder aprender mais sobre produção musical na prática, mas não é um caminho fácil, eu tenho alguns equipamentos que uso somente na fase de pré-produção, depois buscamos gravar em estúdio mesmo, para alcançar uma qualidade que não tenho em casa.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Moisa: Eu procuro ser eu mesmo e foco muito no trabalho autoral, tenho uma música que tem um apelo global por tratar de temas como meio ambiente e a necessidade de nos reconectarmos com a natureza. Isso tem ressonância em todos os continentes. O fato de compor em inglês algumas músicas também ajuda. Eu vejo que o reggae é uma música universal e entender isso faz com que eu busque me comunicar com o maior número de pessoas possível através da música. Já estamos levando, na forma digital ou nas rádios, mas esperamos também com shows e turnês quando passar a pandemia.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Moisa: Hoje o cenário musical brasileira está sendo dominado pelo novo sertanejo. Uma música muito mais voltada ao entretenimento, é bem difícil competir nesse meio então temos que encontrar o nosso próprio público para o reggae.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Moisa: Alborosie, Protoje, Clinton Fearon.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Moisa: A maioria dessas situações eu já vivi (risos)! Mas teve uma vez em que atravessamos umas dunas em Imbé, litoral do Rio Grande do Sul, com equipamentos nas costas pra fazer um show em um quiosque na praia, alta vibe esse luau, até que lá pela metade do show começou uma briga generalizada que até hoje não entendi como começou, mas terminou com a polícia terminando com a festa.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Moisa: Feliz que existe a música para trabalhar, fico triste pela desvalorização da cultura no Brasil atual, isso tem bastante impacto na qualidade da nossa música.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Moisa: Tocarão menos eu acredito, mas as minhas músicas tocam em várias rádios felizmente e nunca paguei jabá, apesar de várias “ofertas” que recebo sempre, mas acredito que mais importante do que grana pra pagar é ter uma boa assessoria de imprensa.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Moisa: Não faça da música o tudo em sua vida, é legal se interessar por outros assuntos, experimentar outras atividades, mas também não pense que porque você escreveu um som massa você as coisas vão acontecer naturalmente, a realidade é que é uma carreira difícil que exige muito do profissional.

26) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Moisa: Muito limitada ao sertanejo e alguns poucos artistas já consagrados, eu acho pouco representativa.

27) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Moisa: Sinceramente são espaços que não chegam até mim atualmente, exceto o meio digital, pois estou residindo em uma pequena cidade litorânea do sul do Brasil, mas penso que precisamos expandir, criar espaços para a música e para a cultura como um todo. Os tempos são de perdas de espaços em decorrência de um projeto político de sociedade que pretende suprimir a arte e sua capacidade de fomentar o pensamento crítico. Portanto, projetos que possibilitem a manutenção ou conquistas de novos espaços podem ser vistos como formas de resistir a esses ataques.

28) RM: Como você analisa o cenário do reggae no Brasil. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Moisa: Eu vejo um cenário potencialmente favorável ao reggae no Brasil e também no mundo, pois é uma música que permite comunicar sobre praticamente todas as questões essenciais ao ser humano, seja de forma individual ou como sociedade. Porém, o reggae já teve muito mais em evidência num passado recente, no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, e hoje perdeu muito espaço por uma série de questões. Paradoxalmente, eu vejo que os artistas brasileiros estão fazendo um reggae com mais propriedade, musicalmente falando. É como se muitas bandas tivessem aprendido a fazer reggae mantendo a essência desse gênero que é bem fundamentada. O que falta é chegar mais ao público jovem, ou seja, recrutar uma nova massa regueira que movimente essa cena. Nos anos 2000 tivemos bandas como “Ponto de Equilíbrio” que se destacou e se mantém fazendo um reggae consistente até então. Na última década podemos citar artistas como Pedro Angi, Be Livin, GrooVi. Todos com diferentes estilos, mas que fazem um trabalho que eu aprecio. E não vejo os artistas regredirem, vejo bandas se acabarem, aqueles que dão continuidade eu vejo uma evolução ou manutenção nas atuações. Mesmo bandas mais experientes como a Tribo de Jah estão conseguindo se manter ou se reinventar. Outros artistas como Edson Gomes, que eu ainda respeito, depois que passei a conhecer melhor suas crenças e opiniões eu acabei ficando mais crítico e isso de certa forma pode ser entendido como “decadência”, mas na verdade foi a minha expectativa que foi frustrada e aí passei a ver mais os problemas. Falando do reggae, eu gosto de artistas que surgiram nas últimas décadas como Pedro Angi, Be Livin. Exemplo de obra consistente ao longo do tempo é o Natiruts, uma das maiores bandas do Brasil. Eu não gosto pensar que uma banda regrediu, acho que tudo tem o seu tempo.

29) RM: Você é Rastafári?

Moisa: Apesar de ter vários amigos rastas eu não sigo nenhuma religião específica.

30) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como vocês analisam tal afirmação?

Moisa: Sinceramente, eu nunca escutei essa afirmação, mas acho um equívoco pensar dessa maneira, até porque a cultura rastafari foi incorporada posteriormente a fundação do gênero musical, enriquecendo e influenciando vários artistas, como Bob Marley & The Wailers. Da mesma forma, eu acho um equívoco quando bandas cantam e louvam a Jah sem ter essa verdade no seu cotidiano. Por isso, eu tomo muito cuidado com minhas letras para não cantar aquilo que não é minha verdade e mantenho o respeito com os rastas. E eu sei que tenho o respeito de muitos deles também. Essa ideia de que só existe uma verdade absoluta é perigosa, pode ser intolerante inclusive, pois não aceita o diferente.

31) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Moisa: O reggae é uma cultura de resistência e como música é lado b no mundo todo, a diferença é que nesses países a música é levada muito a sério, existem mais espaços, infraestrutura, equipamentos, a começar pelos instrumentos musicais que são de melhor qualidade e mais acessíveis do que aqui. O Brasil tem uma diversidade cultural riquíssima, mas existe sim “um atraso” em relação a esses países, em relação a música, e eu vejo que tem relação também com a educação musical. É como se a gente tivesse todo um potencial ainda bastante rústico para ser aprimorado. Tudo é questão de como o Brasil é planejado pelos seus líderes.

32) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Moisa: Acho que existe sim a questão do talento, mas isso é insuficiente para se manter uma carreira. O estudo e a prática são o que realmente desenvolvem o talento e as oportunidades podem levar as pessoas a uma carreira mais sustentável. Acho uma crença limitante para o desenvolvimento profissional de um artista é ele acreditar ser dotado de um dom ou habilidade superior as demais pessoas e se acomodar nessa ideia de que é autossuficiente.

33) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Moisa: São espaços importantes que fomentam a participação de vários artistas e os colocam em contato com o público. Por outro lado, ver a música como uma competição pode ser bastante injusto com os artistas e levar aqueles que por acaso forrem “derrotados” a um processo de desmobilização. Sobre esse tipo de festival em que existe a competição eu tenho minhas reservas, apesar de entender que é importante, principalmente pra quem costuma ganhar as premiações (risos)! Sobre festivais mais contemporâneos que levam grande público, sem esse ideal de competição, eu acho que deveriam ser mais fomentados, principalmente no contexto do reggae music aqui no Brasil, pois são poucos e em regiões como o sul do Brasil praticamente não existem. Nós tentamos organizar um festival, temos um projeto que se chama Litoral Reggae Festival, conseguimos realizar duas edições e não teve continuidade por falta de apoio e sucesso na captação de recursos. É muito difícil, precisa de fomento a cultura.

33) RM: Festivais de Música revela novos talentos?

Moisa: Depende, eu acho que grandes festivais não relevam muito, pois já contam com artistas consagrados nos principais espaços, mas pequenos e médios festivais sim podem proporcionar mais oportunidades para novos talentos.

34) RM: Quais os pros e contras de se apresentar com o formato Sound System?

Moisa: Eu considero como um formato ideal para certos espaços, quando nem sempre se consegue levar a banda, locais pequenos, mas que se deseja sentir um som “mais pesado”. O contra talvez seja a ausência dos músicos, mas é questão de concepção e proposta mesmo.

35) RM: Quais as diferenças de se apresentar com banda em relação ao formato com Sound System?

Moisa: Sempre a experiência com a banda vai ser mais rica, é mais orgânica, mesmo que tenha erros, o público vai sentir diferente. Porém, tem vezes que o local não tem equipamento adequado ou falta um bom técnico de som, muitas vezes uma banda de reggae consegue ter o seu próprio técnico no time, aí a banda não funciona bem (risos)! Por outro lado, uma apresentação com um bom DJ num local com uma galera animada pode ser legal também.

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Moisa: Eu estou aproveitando essa situação de pandemia para reorganizar minha carreira musical, voltei a ter aulas, a estudar música, principalmente técnicas vocais. E sim, estamos preparando o lançamento nas plataformas digitais de um EP para outubro de 2021, chamado “Inspiration Dream”. Essa é uma informação em primeira mão para a RitmoMelodia. O novo EP conta com a produção do Vinicius Vidal que também é o batera e que esteve à frente do EP – Mama Earth, e de Guga Munhoz, super guitarrista e produtor musical. Além disso, uma das músicas do EP ganhará um vídeo clipe que está em fase de produção.

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Moisa: (51) 98114 – 3588 | [email protected]

| Baixar ou tocar o EP – “Mama Earth” nas plataformas digitais (Spotify, Deezer, AppleMusic…): https://song.link/album/i/1445367846

| https://twitter.com/moisamusic | https://www.instagram.com/moisamusic

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Canal YouTube: https://www.youtube.com/moisamusic

Mama Earth EP: https://www.youtube.com/watch?v=fnlOcD_i1P0&list=PLk4xiAeqa0bQVmKTe-hAq9hjUgl7sPWcA

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=xGOugSfMhaU&list=PLk4xiAeqa0bTsbgUvBMmowXuYToyK_lig

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=5H-18x9cK1E&list=PLk4xiAeqa0bRHg8RGshYqZM03-ssCVNJy


! Comentrio sobre “Moisa”

  1. Parabéns pela matéria!!
    Tô aguardando lançamento digital! Inspiration dreams!!
    Boa sorte!!!
    Conheci o Digital Sub Sistem através da galera q eh apaixonada por Reggae. Nelson Meireles, primeiro produtor do Cidade Negra.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.