Marília Calderón

Marília Calderón

A cantora e compositora paulistana Marília Calderón está lançando mais um single: Romance de América, sobre os movimentos de luta na América Latina (para ouvir, clique aqui: https://tratore.ffm.to/romancedeamerica). Neste ano lançou, pelo edital Líricas Femininas do SescConVIDA, um curta-show, premiado como Melhor Filme Júri Popular na Mostra Curta em Casa, e lançou seu primeiro álbum solo autoral, “A saudade é um vagão vazio”, financiado coletivamente pela plataforma Benfeitoria, além de diversos outros singles.

Marília Calderón lançou em 2017, com o compositor e pesquisador Walter Garcia, o álbum “Na cachola”. Em 2016, com a banda Teko Porã, a qual integrou por diversos anos e com a qual fez parte do coletivo de bandas de rua Caravana, lançou o álbum “Teko Porã”. Com a banda e depois outros parceiros, foi artista de rua por 7 anos.

Marília Calderón é pós-graduanda em Canção Popular pela FASM, bacharel em Ciências Sociais pela USP, atriz formada pelo INDAC, e cursou Formação para Músicos Educadores no ESPAÇO MUSICAL. Está preparando um curso coletivo de “Canção e sociedade”.

Marília Calderón iniciou sua carreira/causa musical em 2011, participando do projeto “Outras Noites”, em homenagem à Era dos Festivais, no qual representou Nara Leão e apresentou pela primeira vez canções de sua autoria. De lá para cá, além do trabalho autoral, tem atuado, tocado e/ou criado a trilha sonora original de diversos espetáculos teatrais, em companhias como Cia Articularte, Cia do Latão, Cia Rubra, Cia Os Mamulengos, Cia Cambaio, Trupe Pé de Histórias, Cia do Núcleo e Cia Pirata, entre outras.

Marília Calderón com seu trabalho autoral, tem participado de editais, festivais e ocupações, como o projeto Biblioteca Viva, pela prefeitura de São Paulo, o Primeiro Festival de Música Urbana, o TEDx São Paulo Educação, o Festival Artistas de Rua, a Ocupação Magdalena na Vila Itororó Canteiro Aberto, entre outros, apresentando-se em diversos espaços públicos da cidade. Com outros trabalhos, tem se apresentado ao longo dos anos em diversos Centros Culturais, ONGs, SESCs, CEUs e Escolas. É também psicanalista em formação e coordenadora do espaço “Canção no Divã”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Marília Calderón para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbos em 10.12.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Marília Calderón: Nasci no dia 04.05.1985 em São Paulo – SP.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Marília Calderón: O contato mais antigo do qual me lembro é ouvir meu pai tocando violão.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Marília Calderón: Minha formação acadêmica foi uma graduação em Ciências Sociais na USP e um curso profissionalizante de Teatro no Indac. Música estudei em diversos espaços, como o Espaço Musical (Escola de Ricardo Breim), e com diversos professores, como Walter Garcia, Miriam Maria, Chico Saraiva, Bethinha Amin, Toninho Ferragutti, entre muitos outros. Minha escola também foi a rua, onde toquei por sete anos. Atualmente estou cursando pós-graduação em Canção Popular na FASM. Estou também em formação em psicanálise, por meio de minha análise pessoal que faço há 8 anos e estudos teóricos/supervisão em coletivos.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Marília Calderón: No passado a maior influência musical foi Chico Buarque, que ouvi incansavelmente por muitos e muitos anos. Além dele, Nara Leão, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Tom Zé, Itamar Assumpção, etc. Não deixaram de ter importância, mas tenho escutado mais Juçara Marçal, Racionais MC’s, Criolo, Perota Chingó, Maria Beraldo, Kaê Guajajara, Simón Diaz

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira profissional?

Marília Calderón: Iniciei-me profissionalmente na música em 2011, quando fui convidada pra participar de um projeto em homenagem à Era dos Festivais chamado “Outras Noites de Música Brasileira”. Eu tinha várias canções compostas, mas nunca tinha feito um show de música na vida. O produtor do projeto gostava das minhas canções e achava que eu tinha tudo a ver com a Nara Leão, que de fato tinha me inspirado muito a compor, e me chamou para representa-la neste projeto, em que os artistas apresentavam algumas de suas canções autorais e outras de um artista da “Era dos festivais”. Fiquei muito feliz nessa época e me dei conta de que desejava seguir este caminho.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Marília Calderón: EM 2020 lancei meu terceiro álbum – “Saudade é um vagão vazio”, mas que é o meu primeiro solo autoral. O primeiro álbum gravei em 2016 com a banda Teko Porã, da qual fiz parte por muitos anos, e tem uma sonoridade bem suja e viva, bem marcada pela nossa prática cotidiana de tocar nas ruas e metrôs da cidade e pelo nosso amadorismo da época. Um álbum feito com pouca técnica, mas muita experiência da vida coletiva que levávamos à época (quando morávamos todos juntos).

O segundo álbum em 2017 com meu professor de Canção da USP, Walter Garcia, com quem fiz parte de um grupo de estudos que virou um grupo prático de composição e que acabou derivando no nosso álbum “Na cachola”. É um álbum denso, com muito conceito e profundidade, que tem a ver com os estudos acadêmicos que fazem parte da vida do Walter e, em menor escala, da minha também.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Marília Calderón: O que faço é canção autoral, e é música popular brasileira. Agora, dado isso, não consigo me definir por um estilo, porque passeio por muitos. Nesse meu recente álbum, por exemplo, tem samba, tem xote, tem valsa, tem música experimental, tem música eletrônica, tem cumbia. Tem de tudo (risos). Talvez o que dê liga pro meu trabalho musical tenha mais a ver com meu discurso do que com o estilo da canção. Sou muito influenciada pela psicanálise e por pensadores marxistas, e a reflexão crítica e a importância que dou às letras é o meu estilo.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Marília Calderón: Estudei sim, com muitas professoras e professores, como Wagner Barbosa, Miriam Maria, Joana Mariz, Beth Amin, etc. A técnica vocal é umas de minhas maiores dificuldades, talvez por já ter tido muitos problemas nas pregas vocais e ter passado por algumas cirurgias nelas. De todo modo, sinto necessidade de cantar e me esforço muito pra conseguir (risos).

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Marília Calderón: É muito importante para que possamos continuar cantando. Algumas pessoas já cantam super bem sem cuidados e técnicas; e as invejo muito (risos), mas mesmo estas, se não cuidam da voz, correm riscos de a machucarem de maneira irreversível.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Marília Calderón: Admiro muito Juçara Marçal, Georgette Fadel Lola Aguirre, Julia Ortiz (as cantoras da banda Perota Chingó), Violeta Parra, Maria Beraldo, Bia Ferreira, Caetano Veloso, Mano Brown...

11)RM: Como é seu processo de compor?

Marília Calderón: Costumo compor a partir da letra e da melodia, que vou criando ao mesmo tempo, normalmente a partir de algum sentimento e/ou pensamento intenso que me ocorre. Costumo também refazer a letra infinitas vezes até ficar menos insatisfeita; porque como se diz, o processo de criação não acaba, ele é interrompido (risos).

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Marília Calderón: Tenho vários parceiros de composição, e não saberia dizer quais os principais. Tenho parcerias com Walter Garcia, Marcelo Segreto, Dito Silva, Ricardo Rabelo, Paulinho Tó, Márcio Policastro, Sander Mecca, Flávia Cerruti. Dou-me conta de que preciso de mais parceiras mulheres/não binaries de composição!

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Marília Calderón: Minhas canções ainda não foram gravadas senão por mim e os artistas parceiros, como a banda Teko Porã. Um produtor me disse que a Maria Bethânia elogiou uma canção minha, mas não gravou não, infelizmente (risos). Como gravo minhas próprias canções, também nunca mandei minhas músicas para outros artistas gravarem, mas penso em fazê-lo.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Marília Calderón: Os prós são a liberdade criativa e a própria independência (risos). Os contras são a instabilidade financeira e a dificuldade de ampliar o público.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Marília Calderón: Confesso que não tenho ainda uma estratégia de planejamento para a minha carreira musical, pois penso mais em “causa” do que em “carreira”. Meu lado artista é infinitamente maior do que meu lado empresária, que estou tentando desenvolver pelo menos um pouco para que minhas canções alcancem mais pessoas e eu consiga sobreviver da arte.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Marília Calderón: Minhas ações empreendedoras também têm sido mais de militante do que de empresária. Faço parte de diversos coletivos, nos quais tenho investigado temas como “revolução”, “arte” e “psicanálise” e também realizado alguns trabalhos junto à população periférica. Não sinto tanto tesão em “desenvolver minha carreira musical” como em realmente conseguir causar algum impacto social de relevância para as pessoas. Talvez precise ser mais empreendedora, de fato, para conseguir isso. Tenho refletido sobre esse tema e estou aberta a transformações.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Marília Calderón: A internet ajuda muito a gente a se aproximar das pessoas que estão distantes, e a nos distanciar das pessoas que estão próximas. Na carreira musical é a mesma coisa. Ajuda a alcançar um público que seria impossível no “ao vivo”, mas atrapalha a que estabeleçamos um vínculo mais pessoal e profundo com as pessoas. A escuta e discussão acaba ficando um pouco superficial também, pelo excesso de estímulos, informações, fake News, fake imagens e fake tudo (riso). Mas o que importa realmente, em tecnologia, é a pecinha da frente (a gente). Que aprendamos a usar de forma mais benéfica.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens da tecnologia de gravação (home estúdio)?

Marília Calderón: Não sei. Não tenho home estúdio, mas deve ser bom poder gravar a qualquer momento sem ter que pagar uma fortuna rs. O que ouço é: apesar desse lado bom, tem também o desconforto de ter que fazer tudo e dar conta sozinho de um trabalho que, quando em estúdio, seria realizado por toda uma equipe.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Marília Calderón: Exatamente. Eu estudo muito, sobre os mais diversos assuntos. Creio ser talvez um diferencial, mas ainda estou começando minha carreira solo e ainda não me destaquei da imensa concorrência não. Mais do que me destacar, desejo que o mercado sofra uma revolução e a cena cultural se torne mais justa e igualitária. É um absurdo que alguns porquíssimos ganhem uma fortuna enquanto a grande maioria pague pra trabalhar. O mercado é perverso.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Marília Calderón: Eu acho o cenário musical brasileiro riquíssimo, com artistas incríveis de tudo quanto é nicho e canto. As maiores revelações foram: Maria Beraldo, Juçara Marçal, Letrux, Baco Exu do Blues, Criolo, Emicida, Bia Ferreira, As Bahias e a Cozinha Mineira….Nossos medalhões, como Caetano, Gil e Chico, seguem com carreiras consistentes e quem regrediu que progrida.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Marília Calderón: Criolo, Juçara Marçal…Os mesmos artistas que já citei como referências artísticas e/ou revelações.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Marília Calderón: Tocar e não receber já aconteceu, e foi muito revoltante pelo cinismo do contratante, que se justificou dizendo “Não vou pagar porque o espaço fechou para reforma”. Qual a relação? Cheguei a abrir um processo contra esse homem. E, como toquei por muitos anos em ruas e metrôs, aconteceram repetidas vezes situações inusitadas tanto legais quanto chatas, como pessoas improvisarem um verdadeiro baile dentro do vagão de metrô ou um passageiro dizer que por estarmos tocando ali não éramos artistas de verdade, pois esses estariam no Teatro Municipal, e a violonista que tocava comigo esfregar na cara desse homem sua carteirinha do Municipal; pois ela também estudava e tocava lá.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Marília Calderón: O que me deixa mais feliz é quando alguém me conta que minha canção emocionou, e foi importante para algum processo emocional, para lidar com alguma questão que estava sendo difícil naquele momento; enfim, quando eu percebo um efeito transformador das minhas canções nos ouvintes. E o que me deixa mais triste é perceber como o mercado musical, de maneira geral, só se preocupa com lucro, lucro, lucro, e a maioria das pessoas, para conseguirem nele se inserir, precisam jogar esse jogo e dar mais dinheiro para quem já tem muito. Enquanto muitas pessoas talentosas e com muito a dizer não conseguem se inserir por estarem à margem desse sistema. E quando conseguem, é à custa de jogarem o jogo e deixarem de representar de fato uma ameaça/questionamento a ele. Enfim, o que me entristece é o neoliberalismo (risos).

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Marília Calderón: Não existe. Existe alguma facilidade que pode até ser herdada geneticamente, mas a maior parte do que chamam de “dom” é experiência de vida e suor.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Marília Calderón: Improvisação Musical é um processo de criação intenso, em que mais se cria do que repete o que já foi criado.

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Marília Calderón: Uma coisa não exclui a outra. Existe improvisação de fato, que é muito beneficiada pelo estudo e prática anterior, sem dúvida.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Marília Calderón: Não sei, não é minha área de atuação e conheço pouco sobre esses métodos, apesar de já ter feito alguns cursos de improvisação livre com Zuza Gonçalves, que achei maravilhosos.

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Marília Calderón: Também não sou uma especialista em métodos sobre Harmonia Musical. Mas para estudar harmonia tenho usado dois livros de que gosto muito: um se chama “Harmonia Funcional”, do Carlos Almada, e o outro “Harmonia”, do Arnold Schoenberg.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Marília Calderón: Minhas músicas já tocaram em algumas rádios sem jabá, como na Rádio USP, na Rádio Brasil Atual e na Rádio Baruk. Mas acredito que para tocar em rádios maiores deva ser necessário pagar o jabá. Como disse acima, é quase tudo uma questão de dinheiro também no mercado musical, infelizmente.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Marília Calderón: Escute muita música e, acima de tudo, se escute muito.

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Marília Calderón: Os prós são que ficamos conhecendo muitos artistas legais e os contras climas de competitividade que se criam em alguns destes festivais.

32) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Marília Calderón: Não tanto quanto já foram na década de sessenta e setenta.

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Marília Calderón: Parece-me que dão pouco espaço a artistas que não fazem parte do mainstream.

34) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Marília Calderón: Acho espaços excelentes e muitíssimo importantes para a sobrevivência dos artistas. Muito triste que o atual (des)governo esteja cortando verbas desses espaços.

35) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Marília Calderón: Bares em geral não tem sido uma boa opção de trabalho para músicos em São Paulo não. Paga-se muito mal e trata-se os artistas muito mal. É claro que há exceções, sempre. Em São Paulo, por exemplo, há um espaço pequeno onde sempre que toquei foi muito gostoso e fui tratada muitíssimo bem, que é o Quinto Pecado (na Vila Mariana).

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Marília Calderón: Estou com ideias e planos para três projetos: realizar uma campanha recorrente de financiamento coletivo para compor canções inspiradas por estudos marxistas, que transmitam seus conceitos de maneira poética; oferecer um curso coletivo de “Canção e Sociedade”; e articular as 48 compositoras que conheci por meio do edital SescConVIDA, que nos selecionou por critérios muito legais e representativos, para alguma produção coletiva. Mas por hora são só projetos, não sei o que será.

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Marília Calderón: www.mariliacalderon.com.br | https://web.facebook.com/calderonmarilia | [email protected]

| https://www.instagram.com/mariliacalderon/?hl=pt-br

| Canal: https://www.youtube.com/channel/UCHb6NboOxFVMf5w5tR3PjBg

| “Canção de Nina”, sobre o poder de transformação das palavras e dos afetos:
https://youtu.be/7zBInUhNB-I

| “A Saudade É um Vagão Vazio” – Marília Calderón: https://www.youtube.com/watch?v=xlCfcBeWlTc&list=OLAK5uy_lqgP1TJ6wDaPGnoEQJA8tfUe55bC_h_9g

| “A Saudade É um Vagão Vazio” – Marília Calderón: https://open.spotify.com/artist/5h7srBWfWVuxr7f6QVECVt?si=IJGODiRwR-SUcE2fw5y81A

| https://tratore.ffm.to/asaudade | https://www.deezer.com/br/album/158007582


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.