Luizinho Lopes

Luizinho Lopes

O Cantor, compositor e violonista mineiro Luizinho Lopes, nasceu em Pirapora e passou a infância em Leopoldina e mudou-se para Juiz de Fora, aos 13 anos.

Ao longo de 40 anos de carreira musical gravou os discos: “Nem Tudo o que Nasce É Novo” (1990), “Sertão das Miragens” (2002), “Noiteceu” (2008), “Luizinho Lopes Ao Vivo” – CD/DVD (2014), “Falas Perdidas” (2016), “Pé de Letras” (2019) e “Dossiê 40”. Este mais recente, um álbum duplo gravado ao vivo, em dezembro de 2018, durante show na Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora e lançado em 2020, celebrando seus 40 anos de carreira. Em 2015, realizou turnê em Portugal (Lisboa, Porto e Amarante) e Espanha (Santiago de Compostela). Em abril de 2016, representou o Brasil em shows durante o 2º Festival Internacional de Poesia de Lima (Flip Lima), no Peru, onde estiveram presentes mais de 100 poetas do mundo inteiro.

Sua carreira musical teve início, no final de 1970, como integrante do grupo Vértice, formado por estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora, com o qual participou de vários festivais, conquistando prêmios importantes. O grupo tocou no programa Som Brasil, da TV Globo, apresentado por Rolando Boldrin. Ganhou o segundo lugar no Festival de Música Latino-americana de Santa Rosa, RS, em 2003, com a canção “Lume”, de sua autoria, sendo interpretada pelo paulistano Renato Braz. Com o fim do Vértice, Luizinho Lopes passou a apresentar-se em trio com a cantora Andréa Monfardini e o percussionista Bré Rosário, parcerias que duram até hoje, com quem fez o primeiro show em carreira solo, Hóstia da Noite.

Quando criança, Luizinho inventava cantigas infantis, mas foi aos 18 anos que dedilhou as primeiras notas no violão. Em menos de quatro meses, após aprender a tocar, apresentou-se sozinho no Som Aberto, evento promovido pela UFJF, onde se formou em engenharia civil. Desde 1996, atua como auditor fiscal na Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, prestes a se aposentar. Também foi sócio em loja de material de construção e engenheiro de transporte em Cuiabá, MT, como consultor do Ministério do Transporte (fato que o afastou da música por um ano, precedendo a fase ecológica de sua obra, inspirada pela Chapada dos Guimarães).

Mudou-se para São Paulo, no final de 1986, onde ocorreu um dos encontros mais importantes de sua carreira, mais precisamente no Festival de Música de Avaré, quando conheceu o maestro Roberto Lazzarini, que se tornou arranjador de sua obra, posto que, anos mais tarde, seria dividido com Ricardo Itaborahy, o atual diretor musical. O primeiro álbum, arranjado por Lazzarini, só veio em 1990: “Nem Tudo o que Nasce É Novo”. De volta a Juiz de Fora, iniciou sua nova fase musical com o show Ponha Til no Coração (um reencontro com Edson Zaghetto, com direção de Robson Terra). Além do trabalho como auditor fiscal e da carreira musical, Luizinho concluiu, em 2007, pós-graduação na primeira turma de Cinema Documentário da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, tendo entre seus professores o cineasta João Moreira Sales e o jornalista e escritor Mário Magalhães.

Com influências artísticas que vêm do cinema, da música e da literatura, a obra de Luizinho Lopes é marcada por letras poéticas, amparadas por melodias e arranjos primorosos. Segundo ele, o seu processo de composição é quase compulsivo: “quando surge uma ideia de música, tudo gira em torno desse jogo de palavras até que ganhe o contorno certo, um novo significado em uma nova composição”, revela o compositor. Sua história é marcada por elogios da crítica especializada, shows pelo Brasil, turnês internacionais e parcerias de longa data com artistas e profissionais da literatura e da música.

Entre outros projetos musicais que estão em andamento, Luizinho Lopes acaba de lançar o single (e videoclipe) Varanda (selo Pôr do Som), música que inaugurou a parceria com seu filho Vitor Bara.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Luizinho Lopes para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 23.12.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Luizinho Lopes: Nasci no dia 07.06.1959 em Pirapora, interior de Minas Gerais.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Luizinho Lopes: Desde pequeno, década de 60, ganhava de meu pai os LPs dos finalistas dos Festivais de Música da TV Record, entre os meus 6 e 11 anos de idade, aproximadamente. Isso me fez ter contato e gostar, desde muito cedo, da MPB. Na época adorava Beatles também.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Luizinho Lopes: Minha formação musical não foi formal, em escolas. Estudei teoria musical, canto e um pouco de harmonia com professores particulares. Comecei a tocar violão de forma autodidata. Minha formação acadêmica fora da música é em Engenharia Civil (1982), pela UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora, e em Cinema-Documentário, pós-graduação na FGV-RJ, formado em 2007.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Luizinho Lopes: As maiores influências no passado foram Chico Buarque e Beatles. Depois, até o presente, Egberto Gismonti, U2, Sting, Piazzolla, Elomar Figueira de Mello, Milton Nascimento, Tavinho Moura, Tom Jobim, Gilberto Gil, Chico César, Vítor Ramil.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Luizinho Lopes: O ponto de partida foi julho de 1977, quando eu, com 18 anos, ganhei o meu primeiro Violão de meu pai. Um detalhe: eu nunca tinha tocado Violão antes. Na primeira incursão, eu já sabia dedilhar, talvez porque observava os violonistas tocando, e compus minha primeira música nesse Violão no primeiro dia. Era bem ruim, por sinal. Dali em diante, foi se transformando numa espécie de vício. Dois anos depois, ajudei a montar o Grupo Vértice, banda formada por estudantes da UFJF, que primava por tocar composições de autoria dos próprios integrantes. Em janeiro de 1982, o Vértice se apresentou no programa Som Brasil da TV Globo, comandado por Rolando Boldrin, no auge do programa. Na ocasião, foram ao ar duas músicas de minha autoria, “Vice-Versa” e “Chaminés”.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Luizinho Lopes: Em 1990 lancei o CD –“Nem Tudo Que Nasce é Novo”. Primeiro álbum e o mais experimental da minha carreira, ele foi gravado juntamente com o músico Edson Zaghetto, no estúdio In Sonoris, em São Paulo, com direção musical do maestro Roberto Lazzarini. O título é uma provocação ao momento político da gravação, pós-eleição de Fernando Collor de Mello à Presidência da República. Com capa do artista plástico Jorge Arbach, o disco recebeu elogios da crítica especializada e fui classificado pela imprensa carioca como um “novo oxigênio na atmosfera da MPB”.

Em 2002 o CD – “Sertão Das Miragens” (Luizinho Lopes e Marcela Lobbo). A música-título foi composta em parceria com Edson Zaghetto, que assina a melodia. O CD é uma homenagem ao meu pai, que falecera em janeiro de 1998, três meses antes de o disco começar a ser gravado. O álbum já estava mixado e pronto para a masterização quando eu decidi deixá-lo adormecido. Só em 2001 a miragem tornou-se completa, com o convite para que a cantora Marcela Lobbo regravasse algumas canções. Tem um toque de pop e rock’n’roll trazido por um dos arranjadores, Fernando Barreto, do estúdio Caraíva Music, onde foi gravado.

Em 2008 o CD – “Noiteceu”. “Um é a noite começando a virar noite, enquanto o outro é a alta madrugada”. É assim que eu defino, instintivamente, a abertura e o fechamento do meu terceiro disco, com a canções “Anoiteceu” e “Noiteceu”, em que o percussionista Bré Rosário simula os ruídos noturnos. O álbum é profundamente influenciado pela amizade minha com a cantora Luhli, da dupla Luhli e Lucina. O disco foi gravado parte em Juiz de Fora e parte em São Paulo, sob a direção musical de Roberto Lazzarini. Álbum com as letras, mas poéticas de minha carreira, traz ainda a canção “Lume”, interpretada por Renato Braz, que conquistou o segundo lugar no Festival de Música Latino-americana de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, o Musicanto.

Em 2014 o CD/DVD – “Luizinho Lopes Ao Vivo”. Primeiro DVD da minha carreira, foi gravado ao vivo, em 2012, durante show no Teatro Pró-Música, com os músicos Dudu Lima (baixo), Daniel Drummond (guitarra), Bré Rosário (percussão) e eu no violão e voz. A mixagem é de Ricardo Itaborahy e o trabalho fez parte do projeto Terças Musicais do Pró-Música. O disco rendeu minha turnê em 2015, acompanhado de Bré Rosário, pelas cidades de Amarante, Porto e Lisboa, em Portugal, e Santiago de Compostela, na Espanha. Em 2016, também toquei com Bré e Daniel Drummond no segundo Festival Internacional de Poesia de Lima (Flip Lima), no Peru, com show no Teatro Los Incas e na embaixada do Brasil. Outro caminho aberto pelo disco foi o clipe “Olhos do oriente”, gravado na região de Ibitipoca (MG) sob direção de Mauro Pianta e estrelado pelo ator e diretor Pedro Gui. O clipe está entre os extras do DVD.

Em 2016 o CD – “Falas Perdidas”, com direção musical do Ricardo Itaborahy, o disco tem participação do maestro Roberto Lazzarini, do acordeonista Toninho Ferragutti e do quarteto de cordas Bessler, do Rio de Janeiro. Álbum que me desperta bastante emoção, e tenho o projeto de transformá-lo em show ao vivo para ser lançado em DVD.

Em 2019 o CD – “Pé De Letras”, gravado ao vivo, é o meu primeiro disco totalmente digital e lançados nas plataformas virtuais e no YouTube. Minimalista, conta apenas com minha voz ao violão, e Ricardo Itaborahy, ao piano. As letras metalinguísticas falam da própria criação poética. O álbum foi enviado ao Grammy Latino.

Em 2020 o CD – “Dossiê40”, uma síntese da minha carreira musical, as canções do repertório atestam meu compromisso com a qualidade e a inventividade nestes 40 anos de carreira. Gravado em dezembro de 2018 na Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora, tem direção musical do maestro Ricardo Itaborahy, e mistura canções de discos anteriores a outras inéditas.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Luizinho Lopes: Além das influências musicais já mencionadas, o meu estilo é bem salpicado de literatura e cinema.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Luizinho Lopes: Estudei por dois anos em Niterói, RJ, com o professor Césio Aldrighi.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Luizinho Lopes: Foi fundamental para minha carreira, pois até então eu era muito inseguro para cantar. E, hoje, creio que seja um ponto forte em minha performance musical. Procuro tomar cuidados com a voz de forma tranquila sem radicalizar. Antes dos shows, nos camarins, por exemplo, só bebo água e como maçãs.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Luizinho Lopes: Para responder teria que citar uma lista interminável de cantoras. Vou citar as que mais me impactaram numa primeira audição. Primeiro, cito Elis Regina, Milton Nascimento, Marcela Lobbo e Ney Matogrosso como os intérpretes que eu mais admiro. Os mais impactantes: Norah Jones e Lisa Hannigan.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Luizinho Lopes: Não sigo uma lógica rígida. Mas, geralmente, a melodia surge primeiro e a letra vem em seguida. Porém, algumas vezes a melodia surge de uma ideia de letra.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Luizinho Lopes: O poeta Iacyr Anderson Freitas e o escritor Luiz Ruffato, no tocante à letra. Em melodia, Edson Zaghetto.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Luizinho Lopes:Marcela Lobbo, Lúdica Música, Tânia Bicalho, Denny Santos, Dina Alexia, Cida Lobo.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Luizinho Lopes: A vantagem maior é a total liberdade para realizar da forma que mais me apraz. A dificuldade maior é referente à distribuição.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Luizinho Lopes: Procuro investir principalmente em lançar frequentemente músicas. De uns tempos pra cá, não abro mão do vídeo. Isso é tanto para dentro quanto fora do palco. No caso de show, por exemplo, procuro gravar ao vivo, quando é em um local maior.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Luizinho Lopes: Estou constantemente lançando músicas, textos, poesias, tudo isso acompanhado de imagens nas redes sociais. Creio que esta seja a minha maior ação atualmente.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Luizinho Lopes: Atualmente, a Internet é o vetor que propaga de forma inequívoca a minha carreira. Não busco fazer concorrência com os que têm muito poder de fogo. Tento compensar isso criando formas alternativas com criatividade para despertar a curiosidade do público das redes sociais.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Luizinho Lopes: Só vejo vantagens. A principal vantagem é a ligeireza na produção, além do barateamento.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Luizinho Lopes: Tento compensar isso criando formas alternativas com criatividade para despertar a curiosidade do público das redes sociais.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Luizinho Lopes: Acho que a propagação dos trabalhos musicais via plataformas digitais e YouTube acabou gerando uma profusão de gêneros musicais. Por um lado, isso é excelente. Por outro, é trabalhoso, seria como garimpar para extrair ouro. Infelizmente, há muita obra ruim. Sinceramente, não sei enumerar quem me chamou mais a minha atenção nas últimas duas décadas. Creio que ficaria difícil delimitar essa fronteira. Prefiro dizer que na MPB quem me chamou muita a atenção, e que seu trabalho começou há mais de duas décadas é o Vitor Ramil. Tenho uma concepção musical muito ligada à poesia e à imagem, e desconheço algum trabalho que possa ter sido muito marcante nessa área, talvez por ignorância de procurar. Acabo insistindo nos antigos, Chico Buarque, Gilberto Gil, Alceu Valença, etc…

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Luizinho Lopes: Citar um só, apesar de reconhecer que há vários, mas este é um grande exemplo para mim: Gilberto Gil.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Luizinho Lopes: Em 1987, o violonista e compositor Mário Gil e eu fomos fazer duas apresentações em Ribeirão Preto– SP, numa churrascaria, com repertório totalmente autoral. Depois da primeira noite, em que o show teve pouco público, o dono do estabelecimento nos chamou e propôs pagar os dois cachês dizendo que não precisávamos voltar na noite seguinte. Nós não aceitamos, insistimos em apresentar no sábado. Alegamos que não iríamos receber sem trabalhar. O dono do Bar, depois de muita resistência, aceitou com uma condição: o show não poderia ultrapassar 40 minutos. O nosso show tinha a duração de, aproximadamente, 70 minutos. Na noite de sábado, a churrascaria lotou, havia uma banda da casa apresentando-se antes. Depois da banda, entramos no palco, e começamos a apresentar o nosso show. Pouco a pouco, fomos conquistando o público com nosso repertório puramente autoral. Quando foi chegando no tempo estipulado pelo dono da churrascaria, este foi até o palco e pediu pra gente continuar e fazer o show todo. Aí foi a nossa vez, paramos aos quarenta minutos e avisamos que a banda iria voltar e descemos do palco. O público começou a pedir por nós. A banda começou a tocar, mas a insistência do público era tão grande, que o dono até nos propôs aumentar o cachê caso voltássemos. Voltamos depois de uma hora, mas recusamos o aumento do cachê. O dono ficou super sem graça e saímos de lá consagrados.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Luizinho Lopes: Olhar para trás e observar que consegui seguir com uma carreira musical, mesmo tendo de dedicar 8 horas por dia, de segunda a sexta, em meu emprego público, que consegui através de concurso, e que está sendo o alicerce para eu poder fazer música de qualidade não me preocupando com o mercado. A tristeza é momentânea, é a de não poder me dedicar integralmente às atividades artísticas. Falta pouco para eu me aposentar.

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Luizinho Lopes: Não acredito que exista um dom musical. Creio mesmo é no desejo de fazer música, estar com a música, dormir com a música, e trabalhar para manter-se em constante evolução.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Luizinho Lopes: Para mim é passear pela música sem roteiro pré-estabelecido.

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicadodepois?

Luizinho Lopes: Creio que pode haver o improviso musical sem o estudo prévio. Mas quanto mais o músico estuda, mais está apto para a improvisação.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Luizinho Lopes: Interessante sobre o ponto de vista do estudo, mas acaba aí.

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Luizinho Lopes: Interessante! Mas nunca deve ser seguido religiosamente como se só aquilo ali pudesse ser utilizado para desenvolvimento da música. É necessário que a criação, a singularidade possa suportar preceitos que não estão acordados com a teoria.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Luizinho Lopes: Raramente.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Luizinho Lopes: Que siga com muita vontade. Acho que é uma escolha que exige um mínimo de compreensão dos obstáculos que poderão surgir no caminho.

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Luizinho Lopes: Se bem organizados, visando realmente música de qualidade, o Festival de Música é uma ótima oportunidade.

32) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Luizinho Lopes: De uma certa maneira, os Festivais de Música perderam muita força na era da internet, pelo menos os festivais em locais públicos. Seja qual for o meio, creio que ainda são relevantes.

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Luizinho Lopes: A cobertura da grande mídia é muito voltada para os artistas de grandes públicos, e a maioria desses, infelizmente, de baixa qualidade artística.

34) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Luizinho Lopes: Aqui em Juiz de Fora, MG, não existem estes projetos, mas sei que em São Paulo são essenciais.

35) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Luizinho Lopes: Em Juiz de Fora, MG muito raramente o Bar é uma boa opção de sobrevivência para o músico.

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Luizinho Lopes: Lançar uma tríade livro/animação/single de uma composição própria intitulada TIL.

RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Luizinho Lopes:[email protected]| www.luizinholopes.com.br

https://web.facebook.com/lopesluizinho

| https://web.facebook.com/luizinholopesoficial

| www.instagram.com/luizinholopesoficial

VERBENA Assessoria – Eliane Verbena / João Pedro

(11) 2548-8409 / 99373-0181- [email protected]

YouTube: www.youtube.com/channel/UCKZxDqPzRMuCqfzaHefxFfA

VARANDA (Luizinho Lopes / Vitor Bara): https://www.youtube.com/watch?v=FKshgXaH5Gc

O DOM DE QUIXOTE (Luizinho Lopes): https://www.youtube.com/watch?v=1OBL2Kkf8_Q

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=LL3iQ1PBee8&list=PLTUkeJJdvwGHGQvouYhPT7299u74uiT3z

Playlista: https://www.youtube.com/watch?v=rWggeMGXSrg&list=PLTUkeJJdvwGFw0Fkid08vXoiDi7TAMvV6

Live Luizinho Lopes #FiqueEmCasa e #Cante comigo: https://www.youtube.com/watch?v=DQbkdP16ObU

Spotify: https://open.spotify.com/artist/1oRTuboRBLdA6MzURIc4hI?si=PkOk9TEiR9eBLCNdC0CHSQ


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.