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Categorias: Entrevistas

Limma


O cantor, compositor carioca Limma, criado em Duque de Caxias – RJ e desde jovem, já se encantava com o palco para cantar e dançar.

Ex intérprete do carro de som da Escola de Samba Pimpolhos, escola mirim associada a Acadêmicos do Grande Rio. Está sempre participando de festivais de música e movimentos artísticos.

Limma, fala de amor através das suas canções. E busca, através de sua música, igualdade e oportunidade! Busca através da sua arte, que chama de missão, romper barreiras, e abrir espaços para os LGBTQIA+. Busca questionar Homofobia, Gordofobia, e tantas outras formas de preconceito, que o machucaram. Hoje, se tornaram parte na arte dele, que em breve, estará disponível para todos nas plataformas digitais. Seu lema artístico: “Meu nome é Limma, me dê licença! Somos todos livres e iguais”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Limma para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 13.06.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Limma: Nasci no dia 09/11/1990, no Rio de Janeiro – RG. Registrado como Jorge Lima de Santana Júnior.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Limma: Desde garoto sempre gostei muito das cantoras infantis, como Xuxa, Angélica, Mara Maravilha… E ganhei muitos LPs delas. Ali já comecei a cantar, mas sem pretensões, coisa de criança mesmo.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Limma: Minha formação musical é um misto de cursos e empirismo. Fiz parte do Coral GexDuq, trabalho especial da Gerência Executiva do INSS no período de 2009, onde aprendi a dividir vozes e cantar em coral. Eu era chamado de coringa, por cantar todos os naipes do grupo, ou seja, desde Baixo até Sopranos. 

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Limma: A MPB e a Axé Music permeiam meu cantar. Aprendi a ouvir Elis Regina com a minha tia Neném (Ângela), ao mesmo tempo, minha mãe, Suenir, ligava a rádio e eu ouvia antes da escola, quase sempre Zélia Duncan e Lulu Santos. Mas minha ida para Salvador/Bahia me deixou uma memória afetiva que reacendeu no ano de 2003, quando Ivete Sangalo lança seu DVD de 10 anos de carreira. Já tinha em casa o clássico LP – O Canto da Cidade, de Daniela Mercury, que junto a Margareth Menezes, que formam a Tríade soteropolitana que me inspira até nos timbres e comportamentos no palco. E, por fim, por gostar muito de dançar, no início da minha adolescência, Joelma e a extinta Banda Calypso trazem essa sonoridade diferente e os figurinos extravagantes. Uma catarse. Gosto do inovador, inclusive do que é dúbio, uns odeiam e outros amam. Eu, amo. Quanto a importância, acredito que se mantém, sou saudosista e gosto de manter acesa a chama do lugar que me descubro artista.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Limma: Em 2001, no Programa Gente Inocente, da Rede Globo. Fiz uma seletiva numa agência aqui em Duque de Caxias – RJ, porém não passei. Eu cantei uma música gravada pela Fat Family, que também me influência, mas perdi para menina que cantou uma música gravada por Whitney Houston (risos). Em 2016, entro para o carro de som da Escola de Samba Pimpolhos da Grande Rio, escola mirim associada a Acadêmicos do Grande Rio, atual campeã do carnaval de 2022. E começo minha saga de cantar em barzinhos e festinhas. E no grande projeto Carnaval Experience, braço de turismo e apoio financeiro da Pimpolhos da Grande Rio, cantando em grandes casas como Rio Centro, Rio Scenarium (Fechando o show do Grupo Fundo de Quintal) além do Parque Lage, Praça Mauá e Barracão da escola na cidade do samba, produção digna de uma gravação de DVD.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Limma: Sou da geração streaming, já lancei quatro singles.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Limma: Talvez dê a mão a Johnny Hooker, Silva e Duda Beat, sou da Nova MPB ou não. Artista muda de ideia. Canto para ser feliz, mas também para protestar e para chorar as mágoas. Cabe na MPB, né?

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Limma: Sim. Por um ano no Elite Musical, seis meses no coral GexDuq e três meses no curso Livre Professora Edith, da Igreja de Santo Antônio, de Duque de Caxias – RJ.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Limma: Hoje, apesar de não ter uma formação acadêmica formal e completa, dou aula de técnica vocal, inclusive, dei aula na Pimpolhos da Grande Rio por um curto período. A voz é um instrumento, já dizia Elis Regina (ela conseguiu que o Sindicato dos músicos acatasse), a diferença é que não dá para comprar outro. Há que cuidar. Não fume, não beba, aqueça e desaqueça a voz. Evite gritar, evite bebida gelada ao cantar. Presbifonia, calo, pólipo e fenda, não aparecem em pedra, aparecem na sua prega vocal, se você não cuidar. Estude canto, mesmo com mil anos de carreira.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Limma: Dalva de Oliveira, Celine Dion, Whitney Houston, Joanna, Maria Rita. Cantoras de estilos, idades e gerações diferentes, mas que me tocam pela técnica, entrega, doçura, firmeza e longevidade de carreira. No caso de Dalva e Whitney, um legado memorável.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Limma: Sentir. Sou de escorpião, sinto muito. Não é desculpa, sinto as coisas maximizadas, de fato. E a partir disso, nascem poesias. Sou melhor letrista, que melodista, toco violão melhor para compor, mas muitas vezes, acontece de criar belas melodias.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Limma: Vim descobrir essa coisa de parceria há quase um ano quando me aproximei de Juçara Freire, que me apresentou o Coletivo Arteiros, do qual faz parte e, nesse tempo já temos duas canções: “Queria Ter Te Amado Muito Mais”, com Juçara Freire e meu recente lançamento: “30 Segundos de Fama”, com André Marçal. Com Marvin Bernardo também tem uma canção em andamento. Ah, fiz uma primeira parceria com David Coelho, um cantor da Baixada Fluminense, gravada de maneira despretensiosa, mas quero lançar com todas as honras um dia.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente? 

Limma: Os prós: talvez ser livre para cantar o que quer e compor livremente. Nunca fui de uma gravadora, aliás, até fiz parte do selo Nuel Música, mas sem vínculo contratual e não tive nenhum dissabor na produção do meu primeiro lançamento: “Pedido, Aliança e Poesia”. Os contras, é a instabilidade exacerbada que me faz andar numa corda bamba emocional e vocacional. Preciso de dinheiro para tudo. Ser artista é caro e o cachê não pode ser caro, a não ser que, você tenha grande publicidade. Precisamos de incentivo.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Limma: Minha estratégia está alinhada a uma agência de publicidade que leva artistas a TV, para uma divulgação em massa do trabalho. Além disso, o estudo de teatro, para lapidar a minha capacidade de intérprete. E por fim, me utilizo de tudo que posso orgânica e inorganicamente (um bom palavrão) quando posso pagar, para impulsionar os trabalhos lançados. E o palco, ah o palco. Tenho saudades dele.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Limma: Depois de muita relutância, abri um MEI – Microempreendedor individual para emitir nota fiscal e trago sempre jovens músicos para trabalhar comigo. Muitos passaram por mim e hoje seguem outros estilos ou abandonaram por motivos religiosos. Mas, com os editais, venho aguardando verba para produzir meu primeiro registro ao vivo e, dessa forma, gerar emprego para meus colegas e também jovens músicos que tenham a mesma sede de trabalho. Participo ativamente de Saraus, entrevistas e concursos musicais, com nomes: Mônica Bittencourt, Cia Entuarte, André Marçal, Jotabê 3, e por último, fui convidado a ser locutor da web rádio Música Tá na Pista – https://www.radiowebmusicatanapista.com, do meu querido J.C.Erre

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Limma: A internet só ajuda. Sem ela, eu não existiria, principalmente no período de pandemia do Covid-19. Se me atrapalhasse, poderia ser na disputa desleal da entrega, ou seja, o malfadado algoritmo.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Limma: O home estúdio é vantajoso porque emprega e dá oportunidade a talentos que não são recebidos na Warner ou na Universal Music. No meu caso, a desvantagem está na distribuição, que jamais terá o poder, que essas e outras gravadoras com seus estúdios high tech podem proporcionar.

18) No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Limma: Tenho trazido a performance somada a interpretação diferente. Não canto como os colegas contemporâneos. Não me rendo ao pop ou sertanejo tão consumidos e já, um pouco ensimesmados. Sou Limma e finco os pés no chão, captando um pouco da luz solar, que brilha para todos.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Limma: A MPB sobrevive porque é boa, tem qualidade, mas, não tem a quantidade avassaladora de público. Minhas canções em streaming, são mais ouvidas no México do que no Rio de Janeiro. Isso diz muito. As revelações que me agradam e me incentivam a seguir um determinado caminho são: Silva e Johnny Hooker. Artistas LGBTQIAP+, que cantam coisas diferentes, um mais low profile, o outro mais presente. Temos Jão também. E Duda Beat. E Limma que vem forte por aí. O Brasil é um país sem memória, já dizia Dercy Gonçalves. Não acredito em regressão, acredito em adaptação. Todos, sem nenhuma exceção, vivem altos e baixos na carreira. Quem tem um aporte financeiro e um bom trabalho de marketing, se estabelece melhor. A manutenção da carreira é algo muito complexo de responder, pelo fato de cada estado, estilo e conduta dos colegas, influenciarem diretamente suas carreiras. É assim que vejo.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?

Limma: Cantar para substituir um cantor que o substituto de uma cantora me largou numa orla com um músico de talento vocal duvidoso, por um cachê de 25 reais, por mais de 4 horas de show. Péssimo! Outra foi numa feira, que precisei simular que chamaria a polícia para receber o cachê, a dona do local não custeou o carro de aplicativo e chegamos com duas horas de atraso, diferente do dia anterior, que como combinado, tudo foi pago e feito corretamente. Trauma.

21) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Limma: Felicidade é o dom que Deus me emprestou e eu uso e tomo conta com carinho. Tristeza é não mostrar aos que me cercam que artista não é o da TV somente e, claro, os boletos… Eles não gostam de música.

22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Limma: Existe. Todos têm. Uns trabalham, afloram, buscam. Outros guardam para si. Ou como dizia Caetano Veloso: “Ou não”.

23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Limma: Gosto do novo. Cantarei minhas canções a vida inteira, mas com novidades e, o improviso, algo que sai na hora, inclusive, quando se esqueceu da letra. É uma fuga, afinal de contas, estamos expostos, o show não pode parar.

24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Limma: No meu caso, é empírico. Temos Rappers e Repentistas que são incríveis. Eu, no meu balaio, só me utilizo disso para sair de enrascada. Arte para mim é mais abstrata, como ensinar esse povo nordestino a cantar suas mazelas ou aos jovens de comunidades ou não, a rimar da maneira que fazem. Posso está redondamente equivocado, mas aos meus olhos, é nato.

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Limma: Como creio que não seja algo propriamente estudado, não sei responder essa pergunta.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Limma: Oh… Harmonia. Não vejo contra nenhum! Loucura! Coisa mais linda é um coro, um grupo, uma banda que toca com perfeição ou em busca dela. Mas especificamente, amo harmonia vocal. Tem loucura. Quero abrir voz, fazer terças, quintas e oitavas a todo tempo. É quase um vício.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Limma: Nas grandes e poderosas rádios ($$$$) não tocam minhas músicas. Nas colaborativo, tocam.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Limma: Seja teimoso. Os nãos são muitos, mas o sim chega. Ah, a luta não acaba nunca e você não terá FGTS, PIS. Lute. Acredite no talento e observe se há vocação. Se houver, bota pra quebrar.

29) RM: Festival de Música revela novos talentos?

Limma: Sou a prova viva disso! Festival de Novos Compositores, Festival VirtuUau, A Voz Mais Top da Baixada… São grandes portas!

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Limma: Muito para quem não precisa, mas dá lucro e pouco para quem precisa, mas não gera lucro. Dinheiro. Somos produtos. A número um é a Coca Cola, eu sou um refrigerante caseiro a base de cola com uma marca que faz torcer o nariz. Qual você compra, bebê e divulga?

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Limma: Só posso opinar quando me derem espaço (risos), brincadeiras à parte, acho digno, válido e democrático. Espero me valer desse espaço em breve.

32) RM: Quais os seus projetos futuros?

Limma: Me formar no teatro, lançar minha canção autoral, já em posse do meu querido Wellington Nascimento, da Wnprodutora e Estúdio MS4 que produziram a música “30 Segundos de Fama”, essa obra prima. Até o fim do ano com o apoio das leis de incentivo à cultura, gravar um DVD autoral e fazer uma homenagem as cantoras de axé da Bahia. A Tríade: Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Margareth Menezes, por Limma.

33 RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Limma: (21) 97630 – 9000 | limmaartes@gmail.com

| www.instagram.com/limmaoficial

“30 segundos de Fama”: https://open.spotify.com/track/4FflcNt93D2MFuNDV9d3tf?si=3aLWifBXT_O69rKkeS_mVQ&utm_source=copy-link 

“Pedido, Aliança e Poesia”: https://open.spotify.com/track/0R2d0wUhCROleEy8YgeDGk?si=z4uGN_41S4anAHLkTZF6hQ&utm_source=copy-link 

“Samba Cid Com Alegria Limma e Pimpolhos Cantam a Cidadania:https://open.spotify.com/track/7nM94HveTsDm9A4SIzlpwE?si=gAx8uLoZRR6gH5vMk3ASEQ&utm_source=copy-link

Canal Limma: https://www.youtube.com/c/LimmaOficial

30 Segundos de Fama – O Clipe: https://www.youtube.com/watch?v=DPoN5WY98Pk

30 Segundos de Fama Ao Vivo No Concurso A Voz Mais Top da Baixada: https://www.youtube.com/watch?v=xA7qpClRpuE

Vejo Você Voltando – Limma: https://www.youtube.com/watch?v=VLS90uvrDsE

Pedido, Aliança e Poesia – Ao Vivo no Lira de Ouro ( Festival VirtuUau:
https://www.youtube.com/watch?v=FJO5PDfxnYs

Queria Ter Te Amado Muito Mais – Limma ( Limma e Juçara Freire): https://www.youtube.com/watch?v=esXgfbX45EA


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

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