Leandro Braga

Leandro Braga

Leandro Braga teve seu primeiro contato com a música através da capoeira, em meados de 1997, no qual teve contato com alguns instrumentos como Berimbau, Pandeiro, Atabaque dentre outros instrumentos de percussão.

Por volta do ano 2000 com o movimento do “Forró Universitário” em alta no Sudeste, aprendeu a tocar Zabumba e Triângulo. Montou algumas bandas com amigos, mas não deu certo. Somente em 2004, formou o Trio Vitalino (Leandro Braga na zabumba, Chambinho do Acordeon, Kleber Grilo no vocal e triângulo, Wall das Cordas no Cavaquinho) do qual participaram dos principais eventos do Forró, tocando nas mais tradicionais Casas de Forró como Canto da Ema e Remelexo Brasil, em São Paulo. Por volta de 2007 Chambinho do Acordeon entrou para o trio, em que Leandro Braga fez parte até o final de 2010. Antes da sua mudança para os Estados Unidos, Leandro Braga fazia muitos freelancers como zabumbeiro para a banda Peixelétrico de São Paulo. E com a mudança de Leandro Braga para Nova Iorque, Chambinho do Acordeon também decidiu sair do Trio Vitalino e investir numa carreira solo. Desde a mudança para os Estados Unidos, Leandro Braga participou de inúmeros projetos do qual foram muito importantes para sua carreira musical.

Na atualidade Leandro Braga faz parte da banda “Imigra” junto com seus amigos Felipe Hostins e Ian Ruas. Esse projeto é uma junção de Pop, Jazz, Eletrônico e ritmos populares, como o Forró, sempre procurando fazer um groove diferenciado.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Leandro Braga para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 17.06.2021:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Leandro Braga: Nascido no dia 29.10.1982 em São Paulo – SP.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Leandro Braga: Meu primeiro contato com a música foi devido a capoeira, por volta de 1997.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Leandro Braga: Fora a carreira musical. Sou formado em Direito em 2008, trabalhei como advogado em São Paulo.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Leandro Braga: Minhas influências musicais no Forró sempre foram: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, entre outros. Considero-me bem eclético, além de Forró me inspiro muito em outros groove diferentes, como rock, eletrônico, RAP. Todos foram e são importantes, dependendo da época estudo mais um som do que outro, mas todos tem sua importância.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Leandro Braga: Em 2006 comecei minha carreira profissional em São Paulo quando o Trio Vitalino começou a fazer mais shows.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Leandro Braga: Dois álbuns, mas um, o álbum – “Baião apaixonado”, lançado com o Trio Vitalino.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Leandro Braga: Meu estilo musical é bem eclético. Escuto desde Dominguinhos até The Doors, de Ó do Forró até Nirvana e aí vai longe.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Leandro Braga: Estudei um pouco, mas não é meu forte cantar.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Leandro Braga: É muito importante, pois pra muitos músicos a voz é o instrumento de trabalho.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Leandro Braga: Como tinha dito escuto de tudo, mas duas cantoras que gosto muito são: Marinês, Amy Winehouse, mas tem muitas ainda, difícil colocar todas.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Leandro Braga: Geralmente estou compondo com meus parceiros Felipe Hostins, Ian Ruas, geralmente vem uma harmonia e depois uma melodia. Mas também já aconteceu de eu sonhar com uma música e acordar com ela pronta.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Leandro Braga: Ian Ruas e Felipe Hostins.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Leandro Braga: Tudo na vida tem os prós e os contras, mas as vezes sem interferência de ninguém fica mais fácil o projeto ficar como você quer, tem mais liberdade.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Leandro Braga: O pulo do gato na verdade ninguém ensina. Mas posso dizer que a melhor palavra que se encaixa é a organização e foco.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Leandro Braga: Divido meu tempo para estudar, escutar e produzir.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Leandro Braga: A internet pode ser sua melhor amiga ou sua pior inimiga, portanto é muito importante saber como vai trabalhar com ela, pode levar uma banda até a Lua ou simplesmente enterrar uma carreira.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)

Leandro Braga: Para o músico, é uma grande vantagem, ganha-se muito tempo tendo um home studio. E bateu a inspiração, dá pra gravar na hora e mandar para outro músico que também tem os equipamentos. Agora para o dono de estúdio, vejo como uma desvantagem, perderam muitos clientes.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Leandro Braga: A concorrência é grande, por isso a importância da qualidade do trabalho. Usar um ótimo equipamento faz uma grande diferença. Hoje em dia muitos tem um home studio, mas poucos detém um equipamento de ponta, que faz a grande diferença.

20) RM: Como você analisa o cenário do Forró. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Leandro Braga: Muita gente vem pegando notoriedade no cenário, desde Falamansa a partir do ano 2000, Trio Dona Zefa, meados de 2007, Ó do Forró, posteriormente. São muitos, tem muita gente boa no mercado, e muitos que não evoluíram foram encerrando a carreira.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Leandro Braga: Atualmente são muitos, tenho muita gratidão por trabalhar com Felipe Hostins e Ian Ruas da banda “Imigra”, sempre dando um show de profissionalismo e talento. E muitos outros como Mauro Refosco (Forró in the dark/ Red Hot chili peppers), Davi Vieira e outros tantos que tenho contato mais perto.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Leandro Braga: Acho que a situação mais chata que existe e acontece com todo mundo é fazer um show e sair sem receber o cachê, fora isso o restante é fácil de resolver.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Leandro Braga: Mais feliz é poder tirar um sorriso de um fã fazendo o dia dele ficar alegre. E mais triste é a falta de valorização com o músico.

24) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Leandro Braga: O movimento do “Forró Universitário” foi mais que importante para o sudeste. Eu e a maioria dos músicos que conheço do Forró, começaram devido esse movimento. Por conta do “Forró universitário” que acabei conhecendo mais sobre o Forró e escutando os clássicos como: Os 3 do Nordeste, Mestre Zinho, Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon, e tantos outros do nordeste que admiro muito como: Santanna – O cantador e o meu favorito Dorgival Dantas.

25) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Leandro Braga: Forróçacana, Baião de Quatro, Xote de Colo e muitos outros.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Leandro: Acredito sim, depende do quanto de engajamento tem a banda nas redes sociais.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Leandro Braga: Se dedique na música, faça com amor, mas tenha também outra profissão para acabar não se frustrando.

28) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Leandro Braga: O contra é que o Festival de Música paga pouco para os músicos, mas é uma ótima vitrine.

29) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Leandro Braga: Com certeza, é uma ótima vitrine musical.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Leandro: Infelizmente a grande mídia tem o poder e o controle de manipular que estilo musical vai vender mais. Porém temos a internet para lutar um pouquinho contra essa tendência.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Leandro Braga: São lugares de suma importância para os músicos, aonde somos mais valorizados. O ruim é que tem uma dificuldade para ingressar nesses espaços.

32) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Leandro: O Forró das antigas é a base da parada, mas vejo que o Sol brilha pra todos.

33) RM: Leandro Braga, Quais os seus projetos futuros?

Leandro: Logo menos iremos lançar o primeiro single da banda Imigra, junto com vídeo clipe, e futuramente um álbum para todas as plataformas. A ideia é produzir muito material diferente.

34) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Leandro Braga: [email protected] | www.instagram.com/imigra.oficial

| www.instagram.com/le_braga_ny

Canal Imigra Oficial: https://www.youtube.com/channel/UCiTzbBZBlhzaOMvgMKeb2zA

Trio Vitalino – Sesc São Carlos 01 em 07/06/2009: https://www.youtube.com/watch?v=IG5GjELeAAM

Trio Vitalino – Sesc São Carlos 02 em 07/06/2009: https://www.youtube.com/watch?v=7ZOF5UtE5kc

Trio Vitalino – Sesc São Carlos 03 em 07/06/2009: https://www.youtube.com/watch?v=4nCto0OlP7U


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.