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Categorias: Entrevistas

Lanna Rodrigues


Tempo de Leitura: 8 minutos

A cantora e compositora Lanna Rodrigues, quando criança já sonhava em ser uma grande cantora da música nacional e deu seus primeiros passos aos 17 anos de idade, quando arriscou os primeiros acordes no velho violão de sua mãe.

Aos 18 anos, descobriu o dom de compor e passou a transformar suas experiências de vida em músicas que passeiam por sua autobiografia. Com um pouco mais de experiência, a moça tímida e apaixonada por música inicia sua carreira em 2003, apresentando-se nos palcos da noite carioca com nome artístico Lanna Rodrigues, forma como sua mãe sempre a chamou desde a infância.

Sua primeira grande experiência na música ocorreu no ano de 2005 ao apresentar-se para um público de 20 mil pessoas em um rodeio, tendo a honra de dividir o palco com a banda “Os Paralamas do Sucesso”.

Em 2007, a jovem inicia as aulas de canto lírico e violão popular na Escola de Música Villa Lobos, além de formar-se em administração. Em 2008, Lanna Rodrigues lança seu primeiro CD – “Marcas do Passado”, um álbum com 13 músicas autorais, que lhe rendeu uma vasta turnê de shows pelo Brasil.

Com oito anos de carreira, a cantora, compositora e instrumentista, já carregava uma grande bagagem em sua trajetória musical com quatro álbuns lançados e um DVD. O DVD “As novas divas Brasileiras de 2007”, gravado ao vivo no CCSP – Centro Cultural São Paulo.

O CD – “Marcas do Passado” lançado em 2008, o CD – “Coletânea Nuth Lounge Brazilian Music Experience” de 2009, lançado nos EUA pela gravadora Water Music Records, em 2010, a música “Folhas ao Vento” de sua autoria entra no CD – “Festcar, Festival da Canção de Araucária”, lançado em Curitiba pela Secretaria Municipal de Cultura de Araucária – PR.

Em 2011, a música “De Vez em Noites” de sua autoria entra no CD – “Coletânea News From Brazil Volume I”, com lançamento simultâneo no Brasil e nos USA pela a gravadora Sonarts.

A seriedade e a dedicação de Lanna sempre a fizeram alçar voos cada vez mais altos, e o reconhecimento de seu trabalho lhe deram a oportunidade de dividir o palco com grandes artistas da MPB como Leoni, Jerry Adriani, Isabella Taviani, Sandra de Sá, Os Paralamas do Sucesso, Vander Lee, Rosanah, Guilherme Arantes, entre outros.

Como compositora, possui parcerias com o cantor Jerry Adriani, Luka, Gabriel Sater, Paulo Da Ghama, Beto Galvão, Helena Elis, Manu Santos, Junior Parente e João Pinheiro.

Em 2016, Lanna participa da 6ª temporada do Reality Show The Voice Brasil e entra para o time de Lulu Santos. Em meio a toda repercussão trazida pelo programa, a artista interrompe sua carreira para cuidar de seu marido e empresário, Jefferson Luís, que adoece devido a uma leucemia.

Em junho de 2017, Jefferson veio a falecer e Lanna deixa sua carreira por completo para viver um luto que durou um ano. A artista se isola e passa para o papel todo o seu vazio e o transforma em canções.

Em 2018, a música “Outra Vez” de Lanna Rodrigues em parceria com Beto Galvão, é selecionada para fazer parte da trilha sonora da novela “O Sétimo Guardião” da Rede Globo, pelo diretor Rogério Gomes. Desde então, a artista retoma sua carreira e volta aos palcos com apresentações baseadas em experiências de seu longo trabalho.

Seu repertório vem recheado de novas composições e parcerias que mostram uma fase mais amadurecida da cantora, que continua executando com precisão sua música já conhecida por seu público que veio formando ao longo de sua trajetória. Segue abaixo entrevista exclusiva com Lanna Rodrigues para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 16.03.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Lanna Rodrigues: Nasci no dia 8 de setembro de 1981 em São João de Meriti – RJ. Registrada como Elane Martins Rodrigues.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Lanna Rodrigues: Desde que me entendo por gente, sou apaixonada por música. Eu amava ouvir os discos da minha mãe tocando na vitrola diariamente. Eu já queria ser cantora desde os 3 anos de idade. Mas foi aos 17 anos que aprendi os primeiros acordes no violão. Meses depois já estava sendo convidada para fazer apresentações nas escolas do bairro.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Lanna Rodrigues: Sou bacharel em Administração de empresas. Fiz aulas de Canto Lírico e Violão Popular na Escola de Música Villa Lobos.

04) RM : Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Lanna Rodrigues: Minhas maiores influências do passado são: Roberto Carlos, Nana Caymmi, Jerry Adriani, Djavan, Caetano Veloso, Gal Costa, Legião urbana, Capital Inicial, Elvis Presley, Michael Jackson, etc. Atualmente ouço de tudo. Além de ainda continuar ouvindo meus grandes ídolos do passado, ouço: Vander Lee, Vanessa da Matta, Ana Carolina, Seu Jorge, Melim, Tiê, Ed Sheeran, entre outros.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Lanna Rodrigues: Comecei aos 17 anos, quando passei a me apresentar em escolas e Festivais de Música. Um dos Festivais foi realizado no Maracanãzinho – RJ.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Lanna Rodrigues: Só lancei um álbum – “Marcas do Passado” em 2008 com 13 músicas autorais e produção musical de Jefferson Luís e direção de Moisés Camilo. Músicos: Moisés Camilo – Guitarra, José Camilo – contrabaixo, Zico Batera – Bateria, Geiza Carvalho e Hugo Sepulveda – Percussão.

Mixagem e pasteurização: Daniel Muay e Toecuato Mariano. O perfil musical passa pelo Samba/Bossa Nova e vai até o que chamamos de MPB Pop. As músicas: “Cicatrizes” e “De Vez Em Noites” foram as que caíram no gosto do meu público.

Minha música “De Vez em Noites” entrou em duas coletâneas que foram lançadas nos EUA: Em 2009 no CD – “Coletânea Nuth Lounge Brazilian Music Experience” pela gravadora Water Music Records e em 2011 no CD – “Coletânea News From Brazil Volume I”, com lançamento simultâneo no Brasil e nos USA pela a gravadora Sonarts.

Em 2010, a minha música “Folhas ao Vento” entrou no CD – “Festcar, Festival da Canção de Araucária”, lançado em Curitiba pela Secretaria Municipal de Cultura de Araucária – PR.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Lanna Rodrigues: Não tenho um gênero que me defina. Eu componho e canto aquilo que me dá prazer, independente de gênero.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Lanna Rodrigues: Estudei 6 meses com Murilo Neves e 3 anos com Hélida Lisboa, ambos em canto lírico.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Lanna Rodrigues: Todo profissional que canta deveria estudar para obter técnicas e aprender os cuidados com a Voz. Uma voz bem utilizada faz toda diferença quando é ouvida e melhor apreciada e conservada também.

10) RM: Quais as cantoras que você admira?

Lanna Rodrigues: São tantas. Vou citar apenas três para não me estender na resposta (risos). Elis Regina, Nana Caymmi, Maria Betânia.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Lanna Rodrigues: Meu processo de compor é muito espontâneo. Às vezes a música surge quando menos espero, mas geralmente faço primeiro a melodia para depois pensar na história que vou contar através da letra. A inspiração está em tudo o que faço e vejo.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Lanna Rodrigues: Não tenho um principal parceiro de composição. Essa estrada tem me apresentando pessoas maravilhosas com quem tive o prazer de compor como Luka, Gabriel Sater, Jefferson Luís, Paulo Da Ghama, João  Pinheiro, Helena Elis, Manu Santos, Aline Martins, Claudia Martins e Beto Galvão. Acho importante você sair do seu universo e somar a sua essência com a de outros compositores.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Lanna Rodrigues: Em 2019, duas artistas gravaram músicas inéditas de minha autoria que serão lançadas em 2020, mas por enquanto é segredo (risos).

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Lanna Rodrigues: Eu sempre fui uma artista independente e a vantagem disso é você poder ter a liberdade de dirigir seu próprio trabalho com toda a sua identidade, do seu jeito e seu tempo. O contra é que a estrada se torna bem mais longa, pois todo o investimento financeiro é do artista.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Lanna Rodrigues: Tudo depende do projeto que quero lançar. Para cada passo, se faz necessário uma estratégia diferente.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Lanna Rodrigues: As ações que todo artista utiliza atualmente gira em torno das redes sociais. Existe um investimento necessário em patrocínio para que o trabalho chegue a um maior número de pessoas, e isso influencia diretamente no público presente em cada show que faço. O empreendimento requer dinheiro e tempo. Sem isso, se torna quase impossível chegar a algum lugar.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Lanna Rodrigues: A internet é a melhor ferramenta para desenvolver uma carreira artística onde conseguimos aproximar cada vez mais os fãs, mantendo um contato direto com eles a respeito de shows, composições, lançamentos e até mostrando um pouco da minha vida pessoal, mas, por outro lado, acredito que todo esse avanço tornou tudo muito descartável pelo excesso de informações.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Lanna Rodrigues: O mercado fonográfico vive em mudança constante. Eu me mantenho atenta e aberta às mudanças para me atualizar em minhas composições e arranjos e trago tudo para o meu universo. Isso que me mantém de pé até hoje.

19) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quais foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Lanna Rodrigues: Nas duas últimas décadas o cenário musical nos trouxe Vanessa da Matta e Paula Fernandes. As duas se mantém com seus públicos fiéis, mas não mais com grandes públicos de quase duas décadas atrás, até mesmo porque o cenário musical vive em constante mudança e nos traz centenas de novos artistas todos os anos.

20) RM: Qual ou quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Lanna Rodrigues: Torcuato Mariano, que mixou e masterizou meu disco “Marcas do Passado”, Max Viana, que produziu o single “Outra Vez”, trilha sonora da novela da rede Globo: O SÉTIMO GUARDIÃO, e Marcus Viana, que me deu a honra de colocar seu genuíno violino nesta música.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Lanna Rodrigues: Graças a Deus meu falecido marido e também produtor, Jefferson Luís, tinha uma grande competência profissional e nada saía do controle. O cuidado e organização dele nunca me permitiram passar por nenhuma situação inusitada. Ele me ensinou muito e tento seguir com os nossos propósitos da forma mais cautelosa e correta possível.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Lanna Rodrigues: O que me deixa feliz na carreira musical é poder transmitir emoções ao público e tocar os corações deles através das minhas músicas. Este é meu combustível como artista. O que me deixa triste é não ter o Jefferson Luís, meu falecido marido e empresário, seguindo comigo neste sonho musical.

23) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Lanna Rodrigues: A cena musical do Rio de Janeiro está muito ruim. São muitos artistas para poucos espaços. Já foi infinitamente melhor.

24) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Lanna Rodrigues: Indico os meus músicos Moisés Camilo (guitarrista), José Camilo (baixista), Márcio Amaro e Hugo Sepulveda (bateria), Ezequiel Chaves (teclados). Já os artistas, são tantos que, se eu começar a citar, só termino esta resposta em 2030 (risos).

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Lanna Rodrigues: Tudo depende do caminhar do trabalho. Para que toque na programação de uma grande rádio sem pagar o jabá é necessário que a música seja sucesso de público, ou que você assine com uma gravadora, ou você conheça alguém que te indique para que sua música seja tocada.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Lanna Rodrigues: Digo para pensar bem, pois viver de arte no Brasil é muito arriscado.

27) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Lanna Rodrigues: Os Festivais de música já foram excelentes para revelar grandes artistas. Atualmente, os festivais são concorridos pela grana que oferecem.

28) RM: Hoje os Festivais de Música revelar novos talentos?

Lanna Rodrigues: Não. Os artistas são revelados atualmente pela internet.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Lanna Rodrigues: A grande mídia é de grande importância na divulgação dos artistas e os apresentam sempre com muita qualidade.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Lanna Rodrigues: Só tenho elogios para estes espaços onde já tive o grande prazer de fazer dezenas de shows. São locais incríveis com ótimas estruturas.

31) RM: O circuito de Bar na sua cidade é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Lanna Rodrigues: No início da minha carreira os Bares no Rio de Janeiro me deram base para chegar aonde cheguei. Os Bares me serviram como uma espécie de Escola.

32) RM: Lanna Rodrigues, Quais os seus projetos futuros?

Lanna Rodrigues: Continuar compondo e levando meu trabalho aos corações dos brasileiros.

33) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Lanna Rodrigues: (21) 96407 – 5589 – Falar com Aline |

Instagram: @lannarodriguesoficial | Spotify: Lanna Rodrigues


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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