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Categorias: Entrevistas

Kiko Chavez


Tempo de Leitura: 12 minutos

O cantor, compositor e violonista mineiro Kiko Chavez desde criança começou a se interessar por música.

Kiko Chavez aos 12 anos ganhou do pai um violão de presente e a partir daí não parou mais. Adolescente já ouvia muito os sucessos de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro no rádio. Depois veio a Bossa Nova e a Tropicália, movimentos que viriam influenciar toda a sua geração. Ainda adolescente começou a tocar profissionalmente em bandas de baile o que seria uma grande escola para a sua formação profissional.

Aos 19 anos desembarcou no Rio de Janeiro com o sonho de ser um músico profissional vencedor. Então foi se aprimorar nos estudos de música como o Instituto Villa Lobos e Escola de Música da UFRJ complementando na Rio Música o curso de harmonia funcional com o mestre Sergio Benevenuto. Kiko Chavez começou a se apresentar nas noites cariocas ora sozinho com o seu violão ora acompanhando outros artistas como: Zezé Mota, Sílvia Massari, Maria Creuza, Walter Alfaiate, Billy Blanco, Sergio Sampaio, Ithamara Koorax, Chico Caruso, Paulo  Caruso, Tânia Malheiro, entre outros.

Kiko Chavez vem fazendo show autoral divulgando o CD – “RELUZIR”.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Kiko Chavez para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 02.03.2020:

Índice

01) RitmoMelodia: Qual a sua data e cidade nascimento?

Kiko Chavez: Eu nasci no dia 26 de março de 1959 em Almenara (MG) no Vale do Jequitinhonha, filho de pai baiano e mãe mineira. Registrado como Francisco Carlos Ferreira Chaves.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Kiko Chavez: Desde criança a música sempre foi muito presente na minha vida. Meus pais ouviam muito rádio e a minha mãe gostava de cantar o repertório das cantoras do rádio da época. Os meus pais perceberam que eu tinha certo talento e aos 12 anos de idade o meu pai me deu de presente um Violão e ai não parei mais.

03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?

Kiko Chavez: Na época havia um violonista em Almenara (MG) chamado Joaquim que tocava de ouvido todas as gravações do Dilermando Reis. Eu ficava encantado com aquela facilidade que ele tinha de ouvir a música e reproduzi-la no Violão. Ele foi o meu primeiro professor. Devo lembrar que na minha infância a gente tinha aula de música no currículo da escola graças ao nosso grande compositor, violonista e maestro Heitor Villa Lobos, então eu tinha um pouquinho de noção de teoria musical básica. Almenara é uma cidade do interior, portanto na minha época não havia Escola de Música. A gente aprendia na marra. Qualquer revistinha de música que chegava lá era disputada por todos os aspirantes a músicos. Quando completei 18 anos de idade e o ensino fundamental parti para o Rio de Janeiro com as bênçãos dos meus pais. Aqui no Rio de Janeiro fui realmente estudar música e tive excelentes professores de violão e teoria musical. Estudei no Instituto Villa Lobos, no Conservatório Brasileiro de Música e com o professor e amigo Sergio Benevenuto estudei Harmonia Funcional na Escola Rio Música.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Kiko Chavez: Minhas influências musicais sempre foram: Heitor Villa Lobos, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Ary Barroso, Pixinguinha, etc. Depois vieram os tropicalistas (Gilberto Gil, Caetano Veloso), a Bossa Nova e por ai vai. Os grandes mitos do rock and roll que também fazem parte da minha formação já que eu também sou guitarrista: Jimmy Hendrix, Eric Clapton, Wes Montgomery, Jimmy Page, etc. Todos até hoje tem importância para mim.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

Kiko Chavez: Quando eu tinha 16 anos de idade a minha mãe costurava para fora a fim de ajudar no orçamento de casa. A gente morava numa boa casa com varanda. Nessa varanda no meio da tarde estava eu sentado com o meu Violão acompanhando a minha mãe cantando quando por ali passou um senhor que parou para me ouvir e me ver tocando. Imediatamente ele perguntou a minha mãe se poderia me levar para fazer um teste na Banda da qual ele era o dono. No dia seguinte estava eu adolescente fazendo teste de guitarrista base na banda que já era famosa na região pelos constantes bailes que fazia e pelo sucesso em lotar as casas e clubes por onde passava. Todos os outros integrantes já eram profissionais e com eles eu aprendi a me tornar um deles. Com 16 anos comecei realmente a ganhar dinheiro com a música. Com essa banda nós acompanhamos vários artistas na época que iam se apresentar em Almenara (MG). Sabemos que nessa época ficava muito caro o artista viajar levando a sua própria banda então o empresário ia à frente levava as partituras para ensaiarmos antes.

06) RM : Quantos CDs lançados?

Kiko Chavez: Em 2009 lancei meu primeiro CD – “RELUZIR” que é o nome de uma das músicas do álbum. Esse disco foi produzido por mim e pelo meu amigo Teo Oliveira. Foi gravado no Estúdio Produz e Estúdio Copacabana. Participaram do disco vários amigos músicos queridos além de Teo Oliveira (violão), Zé Carlos (guitarra), Ricardo Guimarães (teclados), Mauro Rocha (baixo), Marcello Teixeira (bateria), Marcos Trança (percussão), João Carlos Coutinho (acordeon), Marcelo Mariano (baixo), Julio Merlino (sax alto), Mario P.C. (sax alto), Rosane Duá (backing vocal) Aline Chaves (backing vocal). No disco eu toco guitarra e violão além dos vocais. O perfil musical do álbum é MPB. A canção “ALMAGESTO” minha parceria com o meu saudoso amigo Vicente Viola que nos deixou precocemente no final do ano de 2018 e que abre o álbum é a música mais pedida nos shows daí acredito que seja a que mais entrou no gosto do público. Como músico eu participei de várias gravações em outros CDs e produzi alguns também.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Kiko Chavez: Eu gosto de música boa, por isso é difícil definir o meu estilo musical. Por exemplo, acho que o meu álbum tem uma pitada de Clube da Esquina… Para trabalhar e viver de música no Brasil eu decidi abrir o leque de gêneros. Adoro Jazz, Choro, Samba, Forró, Baião, etc…  O Violão 7 cordas tem sido um companheiro constante para os trabalhos que me convidam.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Kiko Chavez: Sim, o meu primeiro professor de técnica vocal foi o Hilton Prado (grande mestre) e hoje trabalho também acompanhando os alunos da cantora e professora de canto Ithamara Koorax que sempre me ajuda a aprimorar o canto.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Kiko Chavez: Para quem quer ser um profissional da voz em geral o estudo da técnica vocal é fundamental para manter a saúde das cordas vocais.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Kiko Chavez: Ithamara Koorax, Nana Caymmi, Leny Andrade, Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto, Emilio Santiago, Roberto Carlos, Gal Costa, Jane Duboc, Sarah Vaughan, Milton Nascimento

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Kiko Chavez: Não tenho uma fórmula pronta. Às vezes a melodia vem antes da letra ou vice versa. Com parceria fica mais fácil porque geralmente o parceiro já vem com a letra pronta para eu fazer a melodia.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Kiko Chavez: Os meus principais parceiros de composição era o nosso querido Vicente Viola (deixamos composições inacabadas), Cacau Leal e Lucio Mariano.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Kiko Chavez: Vera Versiani, Christina Paz.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Kiko Chavez: O bom de desenvolver uma carreira musical independente é que você não fica a mercê de pessoas te impondo o que você deve gravar, assim e assado. O contra é que financeiramente o caminho é mais árduo. Ou seja, se você não tem um contrato com uma gravadora qualquer tem que se virar para pagar as contas no final do mês.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Kiko Chavez: Não costumo ter muitas estratégias na minha carreira. O que eu procuro sempre é fazer o melhor possível seja no palco cantando/tocando ou acompanhando uma cantora/cantor ou num estúdio gravando/produzindo.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Kiko Chavez: Participando de projetos culturais, transmitindo os meus conhecimentos musicais para a garotada que está a fim de aprender música ou algum instrumento.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Kiko Chavez: A internet é uma faca com dois gumes: mudou a forma de consumirmos música, ou seja, hoje quase ninguém mais compra um CD, por outro lado a internet ajudou a dar visibilidade aos compositores que não tinham oportunidade de mostrarem suas composições.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso a tecnologia  de gravação (home estúdio)?

Kiko Chavez: A vantagem de acesso a um Home Estúdio é que você hoje tem todas as facilidades para gravar as suas composições. A desvantagem é que se você não tiver um bom equipamento para gravar, o nível do material fica comprometido e não dá para veicular nas grandes mídias ou apresentar para algum produtor musical exigente.

19) RM  No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Kiko Chavez: Quando você conduz o seu trabalho com dedicação e verdade sempre haverá espaço e oportunidade de mostrá-lo seja numa roda de amigos, numa festa ou num show no Brasil ou fora dele.

20) RM: Como você analisa o cenário do Samba e Choro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Kiko Chavez: Como músico profissional eu tive que abrir o leque para ter como pagar as contas no final do mês. Mesmo que a minha formação musical tenha sido mais pautada no rock progressivo e etc dos anos 70 eu abri os ouvidos para a MPB, com os Tropicalistas, a Bossa Nova, o Forró, o Samba e me apaixonei pelo Choro e apesar do Choro está vivo e forte o Samba tomou a frente. Lembro-me quando o Movimento de Revitalização musical na Lapa começou havia muito mais Grupos de Choro atuando do que Grupos de Samba e depois isso se inverteu. Graças a Deus trabalho com os dois. Gosto de samba de raiz.

21) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Kiko Chavez: Quando eu morava em Copacabana com o meu irmão mais velho e estava há pouco tempo morando no Rio de Janeiro recém-chegado de Minas fui substituir o guitarrista de uma banda de um amigo meu num baile num Clube na Zona Oeste e naquela época as Bandas tinham uniformes. Começado o baile lá pelas tantas estava cheia a pista do salão com os casais dançando e aí ouvimos tiros. O salão estava na penumbra e não se via quase nada, os músicos se jogaram no chão inclusive eu que fui logo desplugando a minha guitarra colocando no case e saí rápido. Peguei o primeiro táxi que eu vi e dei o fora. Até hoje não recebi o cachê daquele baile. A camisa da banda veio comigo, mas já não a tenho mais. Isso foi em 1979. O bom da vida é ter história pra contar também.

22) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Kiko Chavez: O que me deixa mais feliz na minha carreira musical é o número e reconhecimento de grandes amigos que fiz nesses 35 anos de carreira e o que me deixa triste ainda é a não valorização do músico profissional por alguns setores da sociedade.

23) RM: Nos apresente a cena musical da cidade que você mora?

Kiko Chavez: Eu sou nascido em Minas Gerais e vim morar no Rio de Janeiro em 1977 e desde lá a cena musical na cidade mudou e muito. Hoje nós temos mais tecnologia, acesso a instrumentos de melhor qualidade, mas sinto uma nostalgia dos idos de 70 e 80 quando a cena musical no Rio de Janeiro era outra. O nível musical era melhor, o que se tocava no rádio era infinitamente melhor. Nós músicos que batalhavam na noite nos reuníamos na casa de um ou de outro para trocarmos informações, harmonias, partituras para levar ao público o nosso melhor. Hoje não vejo mais isso acontecer. Pena.

24) RM: Quais os músicos, bandas da cidade que você mora, que você indica como uma boa opção?

Kiko Chavez: Aqui no Rio de Janeiro tem muita gente boa fazendo música de qualidade. Aqui posso citar a nossa amiga, cantora e compositora Juçara Freire que tem um trabalho maravilhoso e consistente. Eu ainda não a conheço pessoalmente, mas acompanho o trabalho dela. Cito um grande amigo meu e vizinho chamado Jean Charnaux que é um garoto e grande compositor e muito talentoso violonista. Tem uma garotada nova que se juntaram e formaram a banda “Nave de Prata” que estão fazendo um trabalho muito bom de música brasileira. Temos aqui muita gente boa, mas não vou citar mais nomes porque posso acabar esquecendo-se de falar de alguém…

25) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Kiko Chavez: O jabá sempre existiu e vai existir. Acho que já é cultural no cenário radiofônico brasileiro a não ser que você seja muito amigo do programador de alguma rádio ou de algum radialista vai ter que pagar o jabá para ter a música tocando em FM e AM de grande audiência.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Kiko Chavez: Digo que procure estudar muito, que seja perseverante e tenha algumas opções de gêneros musicais. Um pouco de humildade também não vai atrapalhar.

27) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Kiko Chavez: Já participei de vários Festivais de Música no começo da minha carreira musical. Para quem está começando eu acho válido para ganhar experiência, fazer amizades, trocar figurinhas… O contra é você ir participar de um Festival e descobrir que já tem uma música carimbada para ganhar o mesmo.

28) RM: Na sua opinião, hoje os Festivais de Música revela novos talentos?

Kiko Chavez: Acho que sim. Eu ainda acredito que os Festivais de Música possam revelar novos talentos. Afinal o Brasil é um celeiro musical em potencial.

29) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Kiko Chavez: Triste e decepcionante. A grande mídia não contribui em nada para a verdadeira música brasileira. Muito pelo contrário.

30) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Kiko Chavez: É de extrema importância para a cena musical o espaço aberto por estas instituições porque elas ainda ajudam a manter a verdadeira música brasileira fora do ostracismo.

31) RM: O circuito de Bar na sua cidade é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Kiko Chavez: Já foi. Agora a situação é muito ruim. Voltando no tempo em que me referi acima. Nos áureos tempos de noite os bares tinham estruturas para o músico trabalhar. Ou seja, os donos investiam em som nas casas noturnas. Bastava o músico levar o seu microfone e instrumento. Hoje se o músico não tiver investido em um som para poder trabalhar vai penar para pagar as suas contas no final do mês. Claro que eu me refiro ao cenário do Rio de Janeiro.

32) RM: Quais as principais diferenças entre as técnicas de Violão e Guitarra?

Kiko Chavez: A diferença de técnica é basicamente de execução e pegada. São instrumentos com a mesma afinação e o mesmo número de cordas, mas considero a guitarra um instrumento mais para solos e riffs. O violão é um instrumento talvez mais harmonizador…

33) RM: Quais as principais diferenças entre as técnicas de Violão Popular e Erudito?

Kiko Chavez: Eu diria que é também questão de execução, pegada e postura. Tanto a mão esquerda quanto a direita. Acho que o Violão Erudito exige mais técnica de execução.

34) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Violonista?

Kiko Chavez: Para adquirir uma boa técnica é preciso estudar muito tanto exercícios de mão direita e esquerda. Bastante Escalas, Encadeamento de acordes, ouvir e praticar bastante.

35) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Violão?

Kiko Chavez:  Acho que os principais vícios a serem evitados são as posturas de mão direita e mão esquerda e posicionamento do corpo.

36) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Kiko Chavez: Eu como professor procuro ser objetivo com o aluno para não o desestimular e procuro me ater no ensinamento do que o aluno vai executar na música dele.

37) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Kiko Chavez: Sim. O Dom musical existe e eu me considero um exemplo do mesmo. Acho que o Dom musical já nasce com a pessoa. No meu caso foi assim, mas depois eu fui estudar para aperfeiçoar o conhecimento e entender o que eu faço.

38) RM: Qual a definição de Improvisação para você?

Kiko Chavez: O termo Improvisação já diz tudo. É a liberdade de criar, inventar e usar o seu conhecimento num tema ou em parte dele.

39) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Kiko Chavez: Os prós é poder pegar um método de Improvisação qualquer e aprender ou decorar várias frases, etc. Os contras é ficar preso ou seja, limitado da sua criatividade e não pensar por si mesmo no momento de fazer um solo num tema qualquer.

40) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Kiko Chavez: Acho que improvisação existe sim. Depende da criatividade do músico. Também existe o improviso decorado.

41) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Kiko Chavez: Há métodos muito didáticos que não ajudam o aluno a pensar e desenvolver a sua musicalidade, mas acho que cada músico no fundo sabe o que é melhor para si. A vida toda eu fui um devorador de métodos. Todos que eu encontrava ou me emprestavam eu procurava sempre tirar dali o que ia servir ao meu propósito.

42) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista?

Kiko Chavez: Eu uso muito o método POZZOLI para aprimorar a parte rítmica. É muito bom. E para leitura à primeira vista tanto em clave de Sol ou Fá eu fiz um curso de Percepção Musical com um professor maravilhoso e hoje é meu amigo chamado Costa Neto. Atualmente ele ministra o curso na Academia de Música Lorenzo Fernandez. Eu recomendo para qualquer músico ou estudante de música.

43) RM: Como chegar ao nível de leitura à primeira vista?

Kiko Chavez: Para chegar ao nível de leitura à primeira vista só estudando e praticando muito.

44) RM: Kiko Chavez, quais os seus projetos futuros?

Kiko Chavez: Continuar na luta para melhorar a situação do músico brasileiro, continuar compondo, tocando e levando o melhor da música brasileira para o povo.

45) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Kiko Chavez: (21) 99871 – 2657 | kikofchavez@gmail.com | https://www.ljproducaoartistica.com.br/kiko-chavez/ | PASSARO CANTADOR (Kiko Chavez / Lucio Mariano) – https://www.youtube.com/watch?v=LOadZ8-DQwY | AQUI E AGORA” – Cacau Leal & Kiko Chavez – Ao Vivo no Estúdio Hanoi – https://www.youtube.com/watch?v=JQznTPqYzq8


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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