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Kaubel

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Tempo de Leitura: 7 minutos

O cantor, compositor carioca Kaubel e ex vocalista da Banda DUMUNDO reside na baixada fluminense em Bel Ford Roxo, terra de Seu Jorge e Cidade de Negra.

Kaubel em carreira solo mostra seu novo trabalho e suas composições com objetivo de lançar seu primeiro álbum solo e poder mostrar suas para o Brasil.  E com sua nova música “Michele“. A música de trabalho terá o primeiro clip com a participação de 150 pessoas de todo Brasil que tem o nome Michele. Ele com esse clip pretende entrar para o Guinnes Book como o artista que colocou maior números de Micheles em um clip. O nome Michele será o nome do seu Álbum Solo. Kaubel desta forma espera conquistar o mercado fonográfico.

Segue abaixo entrevista exclusiva Kaubel com para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 24.07.2020:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Kaubel: Nasci no dia 18.03.1970 no bairro Madureira no Rio de Janeiro. Fui registrado como Luiz Claudio de Oliveira Chagas.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Kaubel: O meu primeiro contato com a música foi na escola com gincanas em que eu fazia dublagem como cantor de bandas famosas e pela TV e Rádio vendo e ouvindo coisas que eu acreditava e acredito que tinha tudo a ver comigo que é cantar pra multidões.

03) RM: Qual sua formação musical e/ ou acadêmica fora da área musical?

Kaubel:  Minha formação musical foi a vida, pois na minha casa não tinha ninguém músico e eu fui a ovelha negra da família escolhendo a música como profissão. Concluí o Ensino Médio.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Kaubel: Minha influência sempre foi a música boa e os artistas como: Roberto Carlos, Elvis Presley, Tim Maia, Bob Marley. Hoje um ou outro artista me influencia.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Kaubel: Eu vi que a música estava seria na minha vida quando eu assinei o meu primeiro contrato com uma gravadora em 2000 com minha antiga banda WB2.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Kaubel: Um CD com a banda WB2 e outro com a banda DUMUNDO. Músicas que a galera canta no meu show são: “Estrela cabeça feita”; “Me orienta”; “Cor purpura”; “Laço de amizade”; “Tudo que eu queria”; “MICHELE”.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Kaubel: Pop, pois gosto de vários ritmos musicais. Tento colocar todas essas influências no meu trabalho mais voltado para o reggae e o rock, mas quem curte meu som diz que é mais que isso o meu trabalho.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Kaubel: Estudei muito pouco. Foi naturalmente que comecei a cantar.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Kaubel: Estudar sempre é bom. Ter conhecimento de técnica vocal ajuda bastante, mas o dom só Deus e mais ninguém tira. Nem sempre saber a técnica é garantia de ser um grande cantor, mas entendo que ajuda saber respirar certo e que a voz tem que estar bem tranquila pra viajar nas melodias das canções.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Kaubel: Cantores: Roberto Carlos, Djavan, Tim Maia, Gilberto Gil, Seu Jorge, Tony Garrido. Cantoras: Sandra de Sá, Joana, Ivete Sangalo.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Kaubel: As minas melhores músicas são aquelas que saem da minha cabeça naturalmente em minutos letra e melodia. Essas são as melhores. Não existe o processo: vou fazer música assim ou assado, mas a música tem que ter letra e melodia e uma história bacana pra quem for ouvir se identificar com a canção.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Kaubel: Tenho vários. Brendo, um amigo massa que compõe muito bem. O falecido Ferrinho ex baixista da banda Brasil. Emerson, baixista da banda Cabeça de Nego. Esses são os mais próximos.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Kaubel: A banda Cabeça de Nego, que assinou com a antiga gravadora Polygran. A banda Maria Preta que assinou com a gravadora Playart. O cantor gospel Roby e outros.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Kaubel: Ser independente é “florida” no Brasil, todo dia tem que matar um leão, pois a vantagem é você se produzir, escolher o repertório e manda nas suas ações, mas se tiver um apoio de uma gravadora ou um investidor as portas se abrem mais fácil.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Kaubel: Hoje o que eu planejo pra minha carreira musical é divulgar a minha música de trabalho atual “MICHELE” e fazer o clip dela com 150 pessoas que tem o mesmo nome.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Kaubel: Hoje o recurso mais rápido de investir é as redes sociais. O retorno é mais rápido para o alcance do público alvo do meu trabalho.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Kaubel: A internet hoje é algo mais que necessário para qualquer artista.

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do fácil acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Kaubel: Hoje o home estúdio ajuda muito o cantor ou banda pra fazer músicas. A forma de gravação no passado era mais difícil e o custo financeiro era alto. Não tínhamos muita escolha a não ser esperar uma gravadora contratar o artista para gravar as músicas com uma qualidade legal.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Kaubel:  A concorrência é uma coisa legal. Lamentável é que nem sempre a boa música toca na grande mídia. Eu acho injusto tanta música boa pra ser mostrada para esse mercado musical tão difícil.

20) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Kaubel: O mercado musical está meio parado, mas existem artistas que vieram pra ficar e outros que infelizmente não soube administrar o sucesso. No Brasil subindo cada vez mais é Anitta. O ritmo dela não é o meu estilo, mas tem um apoio legal. Outro é o Naldo que infelizmente não conseguiu se manter. Como banda tem a Onze e 20 que surgiu do nada e desapareceu também. O mercado musical é cruel com quem não se preocupar com o amanhã.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Kaubel: Tenho quatro amigos músicos que me espelho neles como profissionais: o guitarrista Marcos Lírio ex diretor da gravadora EMI e guitarrista da banda Inimigos do Rei. O outro é Ruvicio, meu amigão e baterista da cantora Vanessa da Mata e a banda dele acabou de assinar um contrato com a gravadora Universal. O Rico Farias guitarrista da banda Cidade Negra e o Gui Percussão do Monobloco.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Kaubel: Uma situação inusitada que marcou foi um show com minha antiga banda em uma casa de show e só tinha cinco pessoas na plateia e a banda subiu no palco e fez o show como se a casa tivesse lotado. Uma daquelas cinco pessoa após o show foi ao camarim e perguntou pra banda se a gente queria tocar no Metropolitam em um tributo a Bob Marley. Abrindo o show da Tribo de Jah, Maskavo com chamada na rádio Cidade. Leva a crer que o artista tem que tocar pra um como pra 1000 com a mesma vontade.

23) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Kaubel: Feliz por fazer o que eu gosto, que é cantar. Triste é ainda não ter chegado com a minha música aonde eu sei que vou chegar.

24) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Kaubel: Existe e sempre existirá o dom e é Deus que manda. Eu componho músicas já com melodia e letra sem tocar nenhum instrumento de corda. É um dom que Deus me deu.

25) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Kaubel: Improvisação são poucos que têm esse dom de sacar algo na música que só ele enxergou que faltava.

26) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Kaubel: Existe pessoas que pode na hora criar algo que só ele pode fazer e mais ninguém, seja o instrumentista ou o cantor.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Kaubel: O bom é quando a pessoa improvisa e vem os aplausos. O ruim é quando a pessoa acha que sabe improvisa e atrapalha todo o conjunto da obra. Tem que ter bom senso para não se deixar levar pelo som.

28) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Kaubel: Cantar com um músico que saca de harmonia o cantor se senti mais seguro, pois sabe que o chão dele está seguro.

29) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Kaubel: Com certeza o jabá ainda atrapalha muito o desenvolvimento cultural, pois hoje se você tem um trabalho musical ruim e tem grana para pagar para toca nas rádios e se tiver um com boa música sem grana quem vai tocar é quem pagar. Quando essa realidade mudar com certeza o público vai poder ter mais opções e escolher o que é melhor para se ouvir.

30) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Kaubel: Nunca desista dos seus sonhos.

31) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Kaubel: Hoje os Festivais de Música não me dizem nada, pois não vejo nenhum sendo sério.

32) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Kaubel: Se fossem Festivais de Música como os de antigamente, revelariam novos talentos.

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Kaubel: A grande mídia ainda é o principal divulgador do artista. Vejo como um bem necessário.

34) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Kaubel: O artista precisa de patrocinadores. Investidores sempre vão ser bem aceitos.

35) RM: O circuito de Bar na cidade que você mora ainda é uma boa opção de trabalho para os músicos?

Kaubel: Sim. É uma escola da vida para qualquer artista. Nos Bares da vida que a gente aprende a ter e formar nossa personalidade musical.

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Kaubel: Hoje é terminar os ensaios com a minha banda DUMUNDO que vai tocar comigo e sair pelo mundo mostrando minha música pra todos. Tenho certeza que vocês vão ouvir falar muito em KAUBEL e banda DUMUNDO como Tim Maia e Vitória Régia e Renato e seus Blue Caps.

37) RM: Kaubel, Quais seus contatos para show e para os fãs?

Kaubel: Para contratar para show (21) 98154 – 5405 (Brendo) | (21) 97510 – 6611 (Carlinhos) | (12) 98829 – 7900 (Tony)

Kaubel: kaubel.claudiochagas@gmail.com | https://www.facebook.com/kau.bel.1

| https://www.youtube.com/channel/UC9DMnHxopElMswlXvErqR3g

| “Michele” – Kaubel: https://www.youtube.com/watch?v=gS4hZ4Xi3mU


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa: Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.
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