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Uma Revista criada em 2001
pelo jornalista, músico e poeta paraibano
Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Jussara Silveira


Jussara Silveira, intérprete – estreou como cantora em 1989. Venceu o Prêmio Copene de Cultura e Arte, na Bahia.

Lançou seu primeiro disco solo em 1997 (selo Dubas Música/Universal). Participou de várias coletâneas, como o antológico CD – Diplomacia – Tributo a Batatinha (EMI) e Cole Porter e George Gershwin – Canções, Versões, de Carlos Rennó (selo Geléia Geral/Warner). Em 1998, lançou seu segundo disco, Canções de Caymmi (selo Dubas Música/Universal. Em 2000, gravou duas faixas no álbum do guitarrista português António Chainho, Lisboa – Rio e foi convidada pelo mestre lusitano e por Maria Bethânia para se apresentar com eles no Rio de Janeiro e em São Paulo.

As participações especiais seguem com a gravação de sete faixas do elogiado CD São Paulo Rio, do compositor paulista Zé Miguel Wisnik, e, mais tarde, no disco Pérolas aos Poucos. Com Zé Miguel, fez shows no Brasil e no exterior, na companhia de artistas como a cantora Ná Ozzetti e do violonista e letrista Arthur Nestrovski.

O terceiro CD foi lançado em 2002 (selo Maianga Discos), interpreta um repertório que navega pelo Oceano Atlântico para estabelecer um elo entre sonoridades do Brasil, de Portugal e de Angola. Depois lançou “Nobreza” (em parceria com Luiz Brasil) e “Entre o Amor e o Mar”.

Desenvolveu projetos paralelos, como o DVD “Três Meninas do Brasil”, gravado ao lado de Rita Benneditto (Ribeiro) e Teresa Cristina, o show “Viagem de Verão” com André Mehmari e Arthur Nestrovski incluindo canções de Schubert a Caymmi, além de colaborar na trilha sonora dos espetáculos “Sem Mim” do Grupo Corpo, junto com Zé Miguel Wisnik e Carlos Nuñes; e “Paisagem Concreta” do coreógrafo João Saldanha, junto com Sacha Amback.

No segundo semestre de 2011, Jussara em parceria com os produtores e músicos, Sacha Amback (piano) e Marcelo Costa (percussão), lançou o sexto disco de sua carreira “Ame ou se Mande” (selo Jóia Moderna /relançado em 2012 pelo selo Dubas Música), seguido do disco “Flor Bailarina” (selo Maianga Discos / relançado em 2013 pelo selo Dubas Música), neste último, interpreta lindas canções angolanas.

Em 2012, Jussara fez uma residência artística em Lisboa, projeto apoiado pelo governo da Bahia, onde foi recebida pelo “Museu do Fado” para seus estudos sobre esse gênero musical. “Uma visita ao Fado”, nome de seu projeto, resultou na gravação de um CD chamado “Água Lusa”, produzido pelo guitarrista português Pedro Joia, com letras de Tiago Torres da Silvapara canções inéditas, e novas versões para Fados Tradicionais, conciliando assim o FADO com a Canção Popular Brasileira.

Ainda em 2012, Jussara foi convidada pelo poeta, escritor e diretor Eucanaã Ferraz para participar de um espetáculo lítero- musical em homenagem a Clarice Lispector. Com “Outra Hora da Estrela” se apresentou no Instituto Moreira Salles (2012/RJ), no Teatro Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, convidada pela Fundação Gulbenkian (2013/Lisboa) e no Teatro Anchieta – Sesc Consolação (2014/SP), e em feiras literárias pelo país.

Em 2015, após oito discos de carreira, Jussara Silveira dá um mergulho radical ao recriar canções de uma das mais instigantes parcerias da moderna música brasileira: Beto Guedes e Ronaldo Bastos, com o álbum “Pedras Que Rolam, Objetos Luminosos” (2015/Dubas Musica), novamente com seus dois parceiros como produtores o baterista e percussionista Marcelo Costa e o pianista, tecladista Sacha Amback.

E agora, em 2022, comemorando essa parceria de mais de 10 anos, Jussara lança o single “Três” (Marina Lima e Antonio Cícero).

Em junho de 2022, Jussara Silveira estreiou de forma presencial o show “A Voz do Coração”, nascido de uma live com os músicos Sacha Amback (piano) e Marcelo Costa (percussão), responsáveis pelos arranjos. O trio esteve junto nos três álbuns que embasam o repertório: “Ame ou se Mande”, “Flor Bailarina” e “Pedras que Rolam, Objetos Luminosos”.

E a novidade é o lançamento do single “Três”, pelo selo Circus. O tango, de Marina Lima e Antonio Cícero, não integra o repertório dos três discos, baseados no cancioneiro brasileiro e angolano. “Quando escolhi essa música pensei no trabalho que construí com Marcelo e Sacha, que é um trabalho de três. Era a cara da gente. E a letra traz essa liberdade de amar e se relacionar com o mundo. Quero falar sobre o que vem, o que a gente pode e deve fazer para seguir cantando”, conta Jussara.

“Contato Imediato” (Arnaldo Antunes/ Marisa Monte/ Carlinhos Brown) também se refere ao show presencial. “Eu queria fazer esse contato imediato de um palco, como se o espetáculo fosse uma grande nave na qual todos pudéssemos ser passageiros, livres para navegar juntos”, explica.

O repertório do show mostra a diversidade de “sotaques”, as aproximações melódicas e rítmicas, as abordagens temáticas, enfim, as semelhanças e dessemelhanças entre os universos artístico-culturais da língua portuguesa.

De “Flor Bailarina”, vem o gingado de “Canta meu Semba”, de Paulo Flores, e “Lemba”, de José Manoel Canhanga, expoentes da música angolana. Do álbum “Pedras que Rolam, Objetos Luminosos”, com parcerias de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, tem “Choveu”. Também é de Bastos, em parceria com Celso Fonseca, a canção-título, “A Voz do Coração”.

O espetáculo trará músicas que o público pede, como “Dama do Cassino” e “O Nome da Cidade”, de Caetano Veloso, e “Dê um Rolê”, de Moraes Moreira e Galvão. Não faltarão Zé Miguel Wisnik, “Tenho Dó das Estrelas”, sobre poema de Fernando Pessoa; Vinicius Cantuária e Chico Buarque, com “Ludo Real”; Zeca Baleiro, com “Babylon”; além dos baianos que sempre marcaram a obra da cantora nascida em Minas Gerais e criada em Salvador. Roberto Mendes e J. Velloso, na linda “Doce Esperança”, Cézar Mendes (irmão de Roberto) e José Carlos Capinan, em “Ifá”.

O repertório: Três (Marina / Antônio Cícero), A Voz do Coração (Celso Fonseca / Ronaldo Bastos), Ifá (Cézar Mendes/Capinan), O Nome da Cidade (Caetano Veloso) O Dia que Passou (Toni Costa / Luiz Ariston), Dama do Cassino (Caetano Veloso), Contato Imediato (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown), Amor de Índio (Beto Guedes/Ronaldo Bastos), Tenho Dó das Estrelas (José Miguel Wisnik sobre poema de Fernando Pessoa (Cancioneiro), Pescador (Sérgio Cassiano), Doce Esperança (Roberto Mendes / J.Velloso), Ludo Real (Vinicius Cantuaria / Chico Buarque), Babylon (Zeca Baleiro), Marcianita (José Imperatore Marcone / Galvarino Villota Alderete / v. Fernando César), Canta meu Semba (Paulo Flores), Lemba (José Manoel Canhanga) Dê um Rolê (Moraes Moreira/Luiz Galvão).

Músicos, assessoria, técnicos: Jussara Silveira na voz; Marcelo Costa na percussão; Danilo Andrade no piano e teclado, Gustavo Lenza – técnico PA; Rubinho Marques – técnico monitor; Luizinho Silva – roadie; Claudia de Bem – iluminação.Beto Feitosa é o responsável pela assessoria de mídias; Christiane Amback pela produção executiva; Mariana Cavalcante – assistente de produção; Guto Ruocco pela Circus Produções e direção de produção.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Jussara Silveira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22.07.2022:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Jussara Silveira: Nasci no dia 09 de agosto de 1959 em Nanuque – Minas Gerais.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Jussara Silveira: Dizem que cantei antes de andar (risos). De fato, a música sempre rondou minha vida me criei numa família musical. Sempre houve um instrumento em casa; um violão, o piano na casa de minha bisavó, onde sempre se tocava em festas e encontros. Aquele tio que tocava Beatles e Bob Dylan, as tias que cantarolavam samba-canção e outras canções de amor; meu pai escutando Nelson Gonçalves e minha mãe, as sonatas de Beethoven; minha tia predileta, tia Silveira que escutava os tropicalistas, Chico Buarque, Nara Leão, João Bosco e Paulinho da Viola; o meu tio cantor, aficionado por Chico Alves, que ainda herdou a alcunha do nome do ídolo, meu querido Chico Viola. Depois, a convivência com meu padrasto Carlos Lacerda, maestro e pianista baiano, com encontros musicais e toda a gente de teatro em casa. Portanto, a música sempre esteve presente na escuta. Mais tarde, virou esse desejo de ter a música como profissão.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Jussara Silveira: Fiz Letras na UFBA – Universidade Federal da Bahia, mas não concluí o curso; segui para o preparatório de música também da UFBA, estudei com Adriana Widmer e fiz Canto Coral com o maestro Lindembergue Cardoso. Em seguida, ainda nos anos de 1980, estudei na AMA – Academia Música Atual, que tinha ensino de música voltado para a Canção Popular. Em 1992, já morando no Rio, fiz uns poucos anos de estudo musical… mas aprendi muito nos palcos nos estúdios de música, e sobretudo com a escuta musical. Através de Residência artista da Secult-BA, realizei uma visita ao Fado, passando alguns meses em Lisboa – Portugal, para aprofundamento e conhecimento dessa música, que gerou um disco de Fados e canções portuguesas escritas por Tiago Torres da Silva.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Jussara Silveira: Ninguém deixou de ter importância, mas hoje em dia é muita coisa disponível e vamos tendo acesso oportunamente nas várias plataformas de música, em rádios nos carros, em corredores dos shopping centers… enfim, é tanta coisa para escutar que as escolhas são feitas por alguma exigência do próprio trabalho, ou então escuto quem sempre escutei: Caetano Veloso, Chico Buarque, Dorival Caymmi, Paulinho da Viola, Tom Jobim, Egberto, Nara Leão, Gal Costa, Maria Bethânia, Geraldo Azevedo, Marina, Adriana Calcanhotto, Zé Miguel Wisnik, Ná Ozzetti, Moreno Veloso e um monte de gente nova, da pesada…

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Jussara Silveira: Em 1989, em Salvador – BA, onde me criei. Depois de alguns pequenos shows em projetos locais, cantando na noite baiana, pequenas aventuras em trios elétricos, backing vocals em discos e shows. Entretanto, o show que considero divisor, dirigido pelo jornalista Carlos Maltez e que aconteceu no palco do Teatro Castro Alves, em Salvador, seguindo daí para apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro, onde vivo até hoje.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Jussara Silveira: Oito álbuns solo e outros em parceria com Luiz Brasil; Zé Miguel Wisnik, Rita Beneditto, Teresa Cristina, Renato Braz – participações em álbuns de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, Antonio Chainho – guitarrista português; Tributo a Batatinha; singles com Rodrigo Faria, Sacha Amback e Marcelo Costa, entre tantos outros.

Discografia Oficial: Jussara Silveira pela WEA (1997). “Canções de Caymmi” pela WEA (1998). Jussara pela Maianga Discos (2002). “Nobreza” pela Maianga Discos (2006). “Entre o amor e o mar” pela Maianga Disco (2006). “Ame ou se Mande” pela Jóia Moderna (2011). “Flor Bailarina – Canções de Angola”. “Água Lusa” pela Dubas (2013). “Pedras que Rolam, Objetos Luminosos” – com canções de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. Em 2022, lancei o single “TRÊS” (Marina Lima e Antonio Cícero).

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Jussara Silveira: Canção Popular. Sou da canção popular.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Jussara Silveira: Sim, de tempos em tempos: na juventude, com Adriana WidmerUFBA. Depois, no Rio de Janeiro, com Maria Helena Bezzi. E atualmente com Felipe Abreu.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Jussara Silveira: O estudo da técnica vocal é fundamental para manter o bom funcionamento de todo o aparelho vocal e praticar para manter uma boa respiração, agilidade, afinação…

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Jussara Silveira: Várias que citei acima. Das mais novas, gosto muito de Duda Brack, Juliana Linhares, Julia Vargas, Dora Morelembaum, Julia Mestre, Illy…. Tem uma moçada bem legal.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Jussara Silveira: Não componho. Ou, melhor: componho repertórios.

12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Jussara Silveira: Desenvolver uma carreira musical independente muitas vezes não é uma escolha, é uma condição ou oportunidades que surgem ao longo do caminho. Hoje em dia há uma autonomia dos artistas em relação às produções musicais independentes e ao mesmo tempo o artista, além de criar, deve meter a não na massa de tudo que envolve sua carreira.

13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Jussara Silveira: Na música, nem sempre é possível elaborar um planejamento estratégico, como em uma empresa. Sempre me cerquei de profissionais competentes, dos músicos aos parceiros em diversos âmbitos, como divulgação, alimentação de redes sociais, autores. É importante estarmos atentos às oportunidades.

14) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Jussara Silveira: Criação de projetos especiais, como foi o álbum Canções de Caymmi – meu segundo disco, lançado em 1998, pela Dubas Música. O álbum gravado com Zé Miguel Wisnik; trabalho com fados e outras canções portuguesas, Canções de Angola, espetáculos como Outra Hora da Estrela – criação de Eucanaã Ferraz sobre obra de Clarice Lispector -, além de encontros com outros artistas que hora me convidam e também são convidados por mim.

15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Jussara Silveira: A internet pode construir e destruir um artista com a mesma velocidade. No meu caso, evito polemizar e lanço mão de redes sociais para uma divulgação sóbria de meus shows, lançamentos e, eventualmente, alguns carinhos e abraços. A parte estritamente profissional é cuidada por uma assessoria de imprensa e mídias digitais, por Beto Feitosa.

16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Jussara Silveira: A popularização da tecnologia proporciona maior acesso a todos e isso é válido, mas gera um volume sem fim de produções. Naturalmente, nem todas terão a mesma qualidade, a depender do equipamento usado e de quem o opera. Ao final, as pessoas se direcionam para a rádio de seu segmento ou criam suas próprias playlists nas plataformas musicais que já se multiplicam. O mundo do streaming é rápido, dinâmico, instantâneo e, muitas vezes, efêmero.

17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Jussara Silveira: Continuo fazendo o que sempre fiz na minha criação: escolhas criteriosas. E isso me diferencia, de forma perene. Como falei, há que se dar atenção ao novo formato de escutar e publicar música, que são os streamings e as playlists disponíveis nessas plataformas. Quase todo o meu trabalho está publicado através da Dubas Música, e mais recentemente o Selo Circus relançou meu primeiro álbum e agora estamos lançando o Single TRÊS- uma bela canção de Antônio Cícero e Marina Lima.

18)RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Jussara Silveira: Amo os que sempre amei e gosto de escutar uma galera nova. Já citei umas super cantoras, e também tem uma garotada que conheci ainda meninos, como é o caso de Chico Chico, João – dos Gilsons– entre outros.

19) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Jussara Silveira: Deixa-me feliz poder trabalhar, cantar, ver a resposta do público agora na volta aos shows. É um privilégio fazer o que se gosta. O contato com os profissionais que conduzem o trabalho comigo. Verdadeiros Guerreiras e guerreiros.

20) RM: Existe o dom musical? Como você define o Dom musical?

Jussara Silveira: O dom é um presente, não é? O bonito é o que se faz com o presente transformado em vida.

21) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Jussara Silveira: A improvisação é uma habilidade de cada um, aplicada em músicas instrumentais e, também, na interpretação de uma canção, no estilo que um cantor emite uma melodia e as palavras; e até como se canta uma sílaba ou uma palavra. São sutilezas do cantar.

22) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Jussara Silveira: Quando se pratica muito, o improviso não perde a intuição, a espontaneidade, e ganha maturidade e personalidade.

23) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Jussara Silveira: Embora tenha estudado improvisação na juventude, não conheço o suficiente para opinar. Mas repito: o trabalho diário é de máxima importância.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Jussara Silveira: Jamais paguei jabá. Toca minha música quem quer tocar!

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Jussara Silveira: Força e divirta-se! Leve a sério e trabalhe.

26) RM: Festival de Música revela novos talentos?

Jussara Silveira: Sempre revelou, não é? Agora temos o maior festival de música do mundo na televisão, que são programas como o The Voice. Gosto de acompanhar, quando posso.

27) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Jussara Silveira: A imensa quantidade de produções de todos os gêneros e qualidades e as novas formas de acesso às canções acabam fazendo com que muitos bons trabalhos não tenham o desempenho midiático esperado. Em contrapartida, trabalhos com menor qualidade que viralizam nas redes sociais vêm ganhando destaque na chamada “grande mídia”. É um processo natural. Não dá mais para os meios de divulgação tradicionais abarcarem tudo de bom que rola. Daí, quando não é o caso de um fenômeno, cada veículo mantém seu perfil de público na hora de escolher o que divulgar. A segmentação é normal.

28) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Jussara Silveira: É fundamental para artistas novos e velhos. Importante para que a arte sobreviva. Para se conhecer culturas diversas; neste país imenso em que vivemos, ter o suporte do SESC e outras instituições é um grande lastro para a arte.

29) RM: Quais os seus projetos futuros?

Jussara Silveira: Persistir e cantar e cantar. No momento, preparo um álbum com canções cabo-verdianas. E estou voltando para a estrada com o show A Voz do Coração.

30) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Jussara Silveira: (11) 99172 – 4010 (Circus Produções Culturais /Guto Ruocco) | [email protected]

| https://www.instagram.com/jussarasilveira22

| “Três”: https://links.altafonte.com/tres_jussarasilveira

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCs_Ptm6D9QT_ztAGUMeQ2QA

Show A voz do coração – Jussara Silveira: https://www.youtube.com/watch?v=Ocdcwvu9Vbs

Três Meninas do Brasil Ao Vivo (Show Completo) | Teresa Cristina, Rita Benneditto e Jussara Silveira: https://www.youtube.com/watch?v=eaNDZG9Y2dk

Canções De Caymmi – Jussara Silveira – (Full Album): https://www.youtube.com/watch?v=l9GP13oiM-c

Água Lusa: https://www.youtube.com/watch?v=LTGv-Te1ZP0&list=OLAK5uy_kJvCx3gDAWiw5UTHBPAO4cnaJOAcomPfA


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