Junior Vieira

Junior Vieira

O poeta Junior Vieira, além de pedagogo, é repentista, cordelista, aboiador, declamador, escritor, compositor e intérprete. É natural de Fazenda Nova-Município do Brejo da Madre de Deus – PE. Filho de José Vieira Filho e Izabel Tereza Cavalcanti, (in memoriam).

Começou a compor e versejar já aos 12 anos de idade. Suas composições são gravadas por grande nomes: Caju e Castanha, Antônio José, Adelmário Coelho, Roberto Lins, Nerilson Buscapé, Genival Lacerda, Flávio José, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Altemar Dutra Jr. , Trio Sabiá, Chambinho do Acordeon, Israel Filho, Ivan Ferraz, Paulinho do Acordeon, Paulo da Hora, Nonô Germano, (Galo da Madrugada), Amelinha, Elba Ramalho, Chiquinha Gonzaga, Cristina Amaral, Nádia Maia, Waalkyria Mendes, Edilza Aires, Irah Caldeira, Terezinha do Acordeon, Rosemere do Acordeon, Maria Fulô, Bernadete França, Ezequiel Silva, Onildo Barbosa, Mimi do Acordeon, Tio Joca, Cinderela, Osmando Silva, Roberto Cruz, Rogério Rangel, Bruno Flor de Lótus, Joquinha Gonzaga, Antônio Paulino, Iran Palmeira, Novinho da Paraíba, Deda do Acordeon, Johnnie Chik, Genildo Souza, Climério, Almir Avils , Orlando Monteiro, Chicão do Forró, João Lacerda, Roxinó do Nordeste, Zé Bicudo, Ronaldo Aboiador, Leninho de Bodocó, Lula do Acordeon, Josildo Sá, Beto Hortis, Cezzinha, João Paulo Jr., Flávio Lima, Marcos de Lima, Trio Cativante, Nordestinos do Forró, Caninana, André & Mazinho, Manoelzinho do Acordeon, Diego Reis, Barrocé, Santanna – O cantador, Chico Salles, Márcio Fonseca, Muniz do Arrastapé, Nerinho de Olinda, Luizinho Calixto, Sérgio Feitosa, Janúncio de Custódia, Mazinho de Arcoverde, Mestre Camarão, Sandro Pik, Raphael Queiroz, Tony Melo, Karol Maciel, Juliana Nery, Gildo Moreno, Tamar Moura, Ilana Ventura, Jane de Lima, Lilian Jabour, Joana Angélica, Renilda Cardoso, Maria Lafaete, Bia Marinho, Sevy Nascimento, Jorge de Altinho, Maria Dapaz, Paulinho Leite, Ronaldo Aboiador, Reginaldo Siqueira, Ed Carlos, Jaiminho de Exu, Rogério Rangel, Forró Xinelo Rasgado Pé de Serra (Wellington da Silva e Aurineide), entre outros.

Vencedor em mais de 20 Festivais de Música, Literatura, Cordel, Aboios, Toadas e Paródias… Sendo ele eclético, navega por inúmeros ritmos do Forró, Frevo, Maracatu, Frevo canção, Frevo de bloco, Ciranda, Samba, MPB, Sertanejo e muito outros segmentos. Tem mais de 50 livros de Cordel. Defende com garra a Mãe-Natureza; preserva os amigos e agradece a Deus pela vida e o dom poético.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Junior Vieira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 29.04.2021:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Junior Vieira: Nascido 14.11.1951, em Fazenda Nova – Brejo da Madre de Deus – PE. Registrado como Junior José Vieira.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Junior Vieira: Aos 12 anos de idade, já escrevia cordel, compondo canções, fazendo cantorias e ouvindo poetas repentistas; curtindo as canções de Luiz Gonzaga, e seus seguidores.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Junior Vieira: Sou Pedagogo com pós-graduação em MBA-Recursos Humanos.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Junior Vieira: Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Ary Lobo, Gordurinha, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, entre outros nomes. As músicas de pouca importância, são aquelas ditas, descartáveis, a tão falada música de plástico.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira artística?

Junior Vieira: Nos anos 60 no meu Brejo da Madre de Deus; agreste setentrional, curtindo o radinho de pilhas da vovó; cantadores, repentistas, aboiadores, emboladores, Forró Pé de Serra, no chão de barro batido, casa de taipa, sala de reboco, sob a luz do candeeiro ou da tocha de um lampião a gás.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Junior Vieira: Não vivo de música, apesar de ser inscrito na Prefeitura do Recife, pago meu Cartão de Inscrição Municipal (CIM) como Produtor Artístico Cultural, embora não venha atuando por conta de inúmeros fatores. Faço música por satisfação e amor à arte, e a poesia. Assim, fiquei apenas compondo, escrevendo contos e Literatura de Cordel. Gravei apenas 6 (seis) CDs autorais e com participações especiais. Também estou participando em outros trabalhos de amigos e parceiros, como convidado especial. Minhas músicas de sucessos: “Anjo protetor”, “Agora” (com Roberto Cruz), “Bom forrozeiro” (com Aracílio Araújo), “Braço forte”, “Mão amiga” (com Ivan Ferraz), “Cardápio do Vaqueiro”, “Cativo da paixão”, “Cinzas de Balão”, “Caco de amor”, “Coração mole”, “Diga sim”, “Diga Sim, Não Diga Não”, “Foi só um sonho”, “Forrozuera” (com Terezinha do Acordeon), “Fulô do Campo”, “Majestade do século”, “Salgueiro meu lugar” (com Terezinha do Acordeon), “Na Beirinha do Fogão” (com Maciel Melo, Gennaro), “Não carece ter bigode”, “Não diga não”, “Num tem culé”, “Papel confeito” (com Xico Bizerra), “Pra fazer chamego”, “Saga indígena”, “Sina de cantador”, “Sonho Sertanejo”, “Você Morre, mas Não Come”, “Xodó e chamego”.

07) RM: Quantos livros de Cordel lançados? Quais os nomes?

Junior Vieira: São muitos; quase cinquenta. Dentre tantos, destaco: Tributo a Patativa do Assaré, A virose do beijo, A cor do Sertão, O que é ser Cidadão, Guerreiro do Bem, Eu sou melhor do que tu, As coisas de antigamente, A ladainha da Cachaça, Depois que o dia amanhece…etc…

08) RM: Quais as diferenças do poeta declamador e aboiador?

Junior Vieira: O declamador, apenas se preocupa em falar bonito, gesticular lendo o texto, ou decorado. Já o aboiador, ele prima pela melodia gregoriana, denominada Toada, pelo improviso, um canto oriundo do Oriente Médio. O aboiador, pode ainda, atender a pedidos ou motes sugeridos pelos seus ouvintes e espectadores, cujos, são feitos de improviso. Diferentemente dos poetas violeiros repentistas, que se apoiam com suas violas plangentes.

09) RM: Fale da sua atuação como repentista.

Junior Vieira: Como repentista, parei no tempo; faço apresentações e cantorias esporádicas. Meu tempo é muito ínfimo; ainda trabalho, (funcionário público federal), e apenas nas horas vagas e/ou folgas, componho música e escrevo cordel.

10) RM: Quais as cantoras(es) que você admira?

Junior Vieira: Marinês, Elba Ramalho, Terezinha do Acordeon, Waalkyria Mendes, Cristina Amaral, Rosemere do Acordeon, Irah Caldeira, Amelinha, Nádia Maia e outras personalidades.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Junior Vieira: Não gasto mais que vinte minutos para compor uma música. Não preciso ficar matutando uma ideia. Se tiver um tema, tudo bem; se não, crio na hora e a letra já vem com a parceria da melodia. Graças a Deus!

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Junior Vieira: Severino Araújo, Roberto Lins, Nerilson Buscapé, Euclides Paiva, Nelson Gusmão, Abidoral, Aracílio Araújo, Ivan Ferraz, Terezinha do Acordeon, Maciel Melo, Gennaro, Xico Bizerra, Antonio José, Arlindo Moita, Lula do Acordeon, Floriano Maurício, Dr. Luiz Pereira, Maurício Santos, Ismael Gaião, Johnnie Chik, Getúlio Cavalcanti, Paulinho do Acordeon, Carlinhos Monteverde, Mucio Rodrigues, Roberto Cruz, Ricardo Araújo, Leninho de Bodocó, João Paulo Jr. Eu até me arrependo de algumas parcerias mal sucedidas, não mencionadas!

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Junior Vieira: Caju e Castanha, Antônio José, Adelmário Coelho, Roberto Lins, Nerilson Buscapé, Genival Lacerda, Flávio José, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Altemar Dutra Jr. , Trio Sabiá, Chambinho do Acordeon, Israel Filho, Ivan Ferraz, Paulinho do Acordeon, Paulo da Hora, Nonô Germano, (Galo da Madrugada), Amelinha, Elba Ramalho, Chiquinha Gonzaga, Cristina Amaral, Nádia Maia, Waalkyria Mendes, Edilza Aires, Irah Caldeira, Terezinha do Acordeon, Rosemere do Acordeon, Tamar Moura, Maria Fulô, Bernadete França, Ezequiel Silva, Onildo Barbosa, Mimi do Acordeon, Tio Joca, Cinderela, Osmando Silva, Roberto Cruz, Rogério Rangel, Bruno Flor de Lótus, Joquinha Gonzaga, Antônio Paulino, Iran Palmeira, Novinho da Paraíba, Deda do Acordeon, Johnnie Chik, Genildo Souza, Climério, Almir Avils , Orlando Monteiro, Chicão do Forró, João Lacerda, Roxinó do Nordeste, Zé Bicudo, Ronaldo Aboiador, Leninho de Bodocó, Lula do Acordeon, Josildo Sá, Beto Hortis, Cezzinha, João Paulo Jr., Flávio Lima, Marcos de Lima, Trio Cativante, Nordestinos do Forró, Caninana, André & Mazinho, Manoelzinho do Acordeon, Diego Reis, Barrocé, Santanna – O cantador, Chico Salles, Márcio Fonseca, Muniz do Arrastapé, Nerinho de Olinda, Luizinho Calixto, Sérgio Feitosa, Janúncio de Custódia, Mazinho de Arcoverde, Mestre Camarão, Sandro Pik, Raphael Queiroz, Tony Melo, Karol Maciel, Juliana Nery, Ilana Ventura, Jane de Lima, Lilian Jabour, Joana Angélica, Renilda Cardoso, Maria Lafaete, Bia Marinho, Sevy Nascimento, Jorge de Altinho, Maria Dapaz, Paulinho Leite, Ronaldo Aboiador, Reginaldo Siqueira, Ed Carlos, Gildo Moreno, Jaiminho de Exu, Rogério Rangel, Forró Xinelo Rasgado Pé de Serra (Wellington da Silva e Aurineide), entre outros.

14) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Junior Vieira: A internet é primordial. Um avanço tecnológico de um modo geral, de abrangente divulgação. É realmente uma grande ferramenta, para o bem e para o mal. Existem os dois lados, infelizmente. É um verdadeiro punhal; fura e corta dos dois lados; nem tudo é flor; tem seus espinhos. Agora, em se tratando para o trabalho de qualquer artista e outros segmentos, é com certeza uma linha de maciça divulgação inegável. Ela inibiu através das plataformas de músicas nossa produção fonográfica em CDs e DVDs, além da literatura impressa. Também precarizou nossos direitos autorais, pois, as rádios já não executam em tanto, nossos trabalhos musicais como antes. As casas de shows se limitaram com seus eventos, independentemente da pandemia do Covid-19 ou não. Por quê? – As plataformas dispõem tudo à vontade, inclusive essa enxurrada de lives e o pequeno artista se ferra.

Além do compositor não vê mais a cor do direito autoral que já era ruim, agora, o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), precariamente faz alguma distribuição, que sem a execução nos rádios e palcos da vida, praticamente zerou esse rendimento. Resta tão somente a elaboração de uma política de vergonha em torno disso. Ora!? A rádio não toca, mas todas as plataformas, sim. Então, como é feita essa cobrança dos direitos? Alguém recebe… só a distribuição é péssima.

15) RM: Como você analisa o cenário do Forró? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Junior Vieira: “Nóis sofre, mas nóis goza”! (risos). O Forró é pedra-90, balança, mas não cai. Seu cenário já esteve na penumbra, mas duvido que essa lamparina se apague! O Forró é a raiz de sustentação do caule musical de várias tendências musicais. Ele deve ser amado e respeitado em nome de Gonzagão e outros grandes mestres. Quanto às revelações: Flávio José, Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Adelmário Coelho, Mastruz com Leite, Magníficos e outros.

A música brasileira é um mix impressionante de ritmos. Tem coisa boa e tem coisa ruim, mas como para tudo existe um gosto; para cada panela uma tampa, para cada feio uma feia, assim vai. As bandas de Forró estilizados levaram um sopapo nos últimos anos. Já o “Forró Universitário” grudou um pouco mais e vem se arrastando; não tem mais aquele pique de antes. O Sertanejo vai sobrevivendo porque mixaram o tronco, o caule e a raiz, e tão aí enveredando na base da Pisadinha, que nem é Forró nem Sertanejo, mas se fizer com respeito e com um bom mote, ainda sobrevive. Eu respeito todos os segmentos. Pouca gente sobreviveu; não dá pra enumerar. Quanto ao sucesso eu diria que, não nasce mais uma “Asa Branca”, “Um Luar do Sertão”, “Uma Severina Xique-Xique”, “Naquela Mesa”, pois a Volta do Boêmio só na ressurreição.

16) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para o show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Junior Vieira: Não guardo muitas situações inusitadas; como já falei, não vivo da música. Componho para vários artistas e de variados gêneros. Porém sempre que há um Festival de Música, faço questão de defender meu trabalho. Então!? – Um fato curioso aconteceu quando participei de um grandioso Festival na Paraíba. Veja só: fiz a música “Miragem de Sivuca” em homenagem ao próprio, e a minha canção foi classificada em primeiro lugar na eliminatória da cidade de Conde – PB. Fui para final em Campina Grande – PB, feliz da vida e então? Não me deram nem o primeiro nem o segundo nem o terceiro lugar. Porém, por consolação me deram o prêmio de melhor intérprete do Festival. Fiquei feliz, mas sem até hoje entender. Foi um fato inusitado, ou não?!

17) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Junior Vieira: A falta de uma distribuição de apoio cultural ao pequeno artista, além do desrespeito quanto ao pagamento dos shows e muitas vezes nem recebem; não há critérios; isso muito me entristece. Somente os grandes artistas recebem, até antecipadamente. De qualquer forma, fico feliz. Os pequenos artistas seguram a bandeira do Forró. Isso chama-se fé, esperança e vergonha na cara.

18) RM: Qual a sua opinião sobre o movimento do “Forró Universitário” nos anos 2000?

Junior Vieira: Muito bom! Quem faz um trabalho sério, meus parabéns! Confesso até esse movimento “Forró Universitário” contribuiu segurando a peteca do Forró que andou tristonho; engrandeceu e enalteceu a semente do baião.

19) RM: Quais os grupos de “Forró Universitário” chamaram sua atenção?

Junior Vieira: Falamansa é extraordinário, está aí ainda reluzente: Rastapé, Bicho de Pé, entre outros.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Junior Vieira: Não tocam! Se for Pop-Star, aí sim! Eles lucram com a audiência. O pequeno e sem fama, a rádio não toca a música. Apenas as rádios comunitárias de pequeno porte, de baixo alcance e não pagam direitos autorais. A situação é essa. Voltando a falar do lado bom da internet, o pequeno artista tem aí uma tangente a seu favor. Ele grava, filma e joga no mundo. Pode até nem fazer sucesso, mas já mostra a sua cara.

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Junior Vieira: Ser corajoso, perseverante, procurar fazer um trabalho contundente, agradável, letras marcantes que falem de amor. Um pouco de humor, sátira, um molhinho de pimenta faz bem. Preparar o bolso, porque a lei de incentivo à cultura não é para qualquer cristão.

22) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

Junior Vieira: Como já falei há pouco, bom para você mostrar sua identidade, seu trabalho, suas canções e suas qualidades. Quanto ao lado ruim, é que sempre haverá a dita proteção por parte dos produtores, organizadores e jurados amigos e/ou conhecidos de algum participante. Já participei de Festivais em que no júri havia jovens universitários fazendo avaliações e julgando um trabalho musical ou literário. Houveram, inclusive, Festivais em que algum participante do júri era escolhido no meio na plateia, ou transeuntes. Isso tira o estímulo. É muito gasto, é estressante você passar horas elaborando um bom trabalho para tão pouca atenção. Quem deve participar do júri, tem que ter conhecimento da causa, ou seja: entenda profundamente de poesia, métrica, melodia, rimas, etc. Que seja poeta-repentista, maestro, escritores de renome, cordelistas e músicos respeitados, que usem rigorosamente o bom senso e a imparcialidade. É muito difícil essa parada! O participante tem que ter paciência de Jó e sangre frio.

23) RM: Hoje os Festivais de Música revelam novos talentos?

Junior Vieira: Sempre há revelações, porém, são poucos os de credibilidade. A maioria dos organizadores faz a promoção visando lucros às custas de quem já não tem quase nada. São taxas e mais taxas. Sem apoio, sem banda, sem alimentação e pousada. E assim, tira a coragem de muita gente boa que nunca vai poder mostrar seu trabalho musical, permanece no anonimato pro resto da vida.

24) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Junior Vieira: A grande mídia é preconceituosa; ou você tem estrutura, ou você não vale nada. Você sempre será uma estrela âmbar; fora das constelações. Pois, por muitas vezes fazem o auê por conta da fama, e não do trabalho que muitas vezes é um zero à esquerda!

25) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Junior Vieira: Muito relevante! Merecem meus aplausos. Já tive meus trabalhos musical/literário aos cuidados do apoio do SESC. Trata com carinho e respeito.

26) RM: Qual a sua opinião sobre as bandas de Forró das antigas e as atuais do Forró Estilizado?

Junior Vieira: Meu apreço e carinho a todos e a todas…Só espero que, os que ainda sobrevivem, que tratem o nosso Forró e outros gêneros, com o devido respeito, para não virar o dito Forró de plástico…descartável.

27) RM: Quais os seus projetos futuros?

Junior Vieira: Aposentar do trabalho laboral; continuar fazendo o que mais gosto que é compor, escrever, representar, versejar, divulgar mais minhas literaturas e canções… Tenho mais de duas mil composições ainda inéditas, e de variados gêneros: Forró, Frevo, Maracatu, Caboclinho, Ciranda, Samba, Pagode, Guarânia, balada-pop, Vaneirão, Sertanejo, Cúmbia, Salsa, Merengue e outros bichos do mato! Agradeço ao meu grandioso Deus pelo dom e pela vida! E aqui, dedico meu sucesso aos meus saudosos pais, José Vieira Filho e Izabel Tereza Cavalcanti, e também à minha família.

28) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Junior Vieira: (81) 99998 – 1000 | 98620 – 4060 | [email protected] | [email protected]

| https://web.facebook.com/juniorjosevieira.vieira

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCJHQuOOhcCiXPLptCVIY6Kg

Poeta Junior Vieira-Momento Festivo com a turma do Quinteto Violado e outros: https://www.youtube.com/watch?v=oE-n2ZntjaE

QUE DIRÁ TESOURO E MEIO: https://www.youtube.com/watch?v=V_kLNhEZubI

Caju e Castanha Prece De Um Arigó (Junior Vieira) por Caju e Castanha: https://www.youtube.com/watch?v=Vo4OPsU_P_Y


One Comment on “Junior Vieira”

  1. Falar sôbre o que no meu entender é sem sombras de dúvidas o mais completo que já conheci.
    Dos meus parceiros musicais eu tiro meu chapéu pra este grande poeta, apesar de respeitar todos que componhem comigo dos quais sinto um outro muitíssimo inteligente, sendo tb cantor, compositor, cordelista além do ser humano que é Pititiu Miranda. O tempo é curto para falar sôbre Júnior Vieira e Pititiu Miranda, só continuar pedindo a Deus que continue a nos inspirar.

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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.