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Categorias: Entrevistas

Juh Vieira


O ator, compositor, cantor Juh Vieira pode ser “classificável” e “desclassificado” cada um que escolha o lado da moeda.

Juh Vieira vêm atuando na música e no teatro desde 1995, dividiu o palco com vários artistas durante essa trajetória como: Renato Braz, Zé Geraldo, Dércio Marques, Doroty Marques, entre tantos outros. No Teatro trabalhou como ator, compositor, músico, diretor musical e dramaturgo com os grupos: Vento Forte, Engenho Teatral, Brava Cia, Cia são Jorge de Variedades, Cia do Feijão, Cia do Tijolo, Casa da tia Siré e Núcleo Macabéa.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Juh Vieira para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 18.11.2019:

Índice

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Juh Vieira: Nasci no dia 18.11.1977 em Jandira – SP.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Juh Vieira: Não tenho certeza, talvez ainda dentro da barriga da minha mãe.

03) RM: Qual sua formação musical e acadêmica fora música?

Juh Vieira: Nenhuma. Aliais acho a academia uma “cagação de regras”, eu não me interesso em rotular coisas.

04) RM: Quais suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Juh Vieira: Tudo que ouvi e venho ouvindo, tudo é válido, e nada vai perder a importância.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Juh Vieira: Não me considero um profissional, e renego a relação de emprego.

06) RM: Quantos CDs lançados?

Juh Vieira: Em 2006 lancei o CD – “Desclassificado”. E a música mais conhecida: “Desclassificado”. Gravei muitas músicas, e tem tantos músicos envolvidos que é difícil citar, muita gente boa me ajudou! E espero poder ajudar outros para compensar.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Juh Vieira: Desclassificado!

08) RM: Como você se define como cantor/intérprete?

Juh Vieira: Não me defino!

09) RM: Você estudou técnica vocal?

Juh Vieira: Nunca, nem sou cantor, só componho musicas!

10) RM: Quais os cantores e cantoras que você admira?

Juh Vieira: Todas e todos, respeito e amo todas as pessoas que trabalham com o que gostam.

11) RM: Quem são seus parceiros em criação musical?

Juh Vieira: Meus parceiros e parceiras são tantos que nem dá pra contar e espero que isso se multiplique e que a gente vá espalhando nossa brincadeira por onde passar.

12) RM: Como você iniciou na carreira de ator?

Juh Vieira: Na primeira mentira… Eu tinha 14 anos de idade e era um músico que trabalhava no Teatro e fui me tornando ator por acaso.

13) RM: Quais as peças que você é autor?

Juh Vieira: Participei da dramaturgia (escrita) de duas peças do grupo Engenho Teatral que estar na ativa desde 1993: “Opereta de botequim” e “Cabaré do avesso”. E também escrevi junto com Cadu de Souza o “Shaquespira” e com Andressa Ferrarezzi o “Desprincesa”, e também “Adoráveis criaturas repulsivas”, cujo texto agora está sendo feito em quadrinhos pelo Diogo Oliveira.

14) RM: Nos Apresente o projeto do teatro gratuito (ou ingresso pré-pago) que tem um circo-teatro montado na Zona Leste de São Paulo?

Juh Vieira: Não estou mais no grupo “Engenho teatral”, mas eles continuam lá com um trabalho muito sério e que eu admiro muito!

15) RM: como sua experiência e vivencia com ator e autor de teatro contribui pro cantor e compositor Juh Vieira?

Juh Vieira: Acho que tudo anda junto.

16) RM: Suas letras são críticas, ácidas e consciente. Como você analisa a produção musical que não fica presa só ao entretenimento, mas que foca a consciência social?

Juh Vieira: Não sei. É como eu consigo enxergar a arte, e acho que só consigo lidar com ela assim, tem outros caminhos que eu não quero por o pé, mas respeito quem põe.

17) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Juh Vieira: Prós: Ser independente e não ter laços com porra nenhuma, nem precisar produzir algo no espaço e no tempo da grande mídia…

18) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Juh Vieira: Isso não é meu trabalho, eu sou um compositor e dramaturgo; critico musical eu deixo para quem é do ramo. Mas gosto de muita música que está sendo feita, não vejo falta de coisas lindas, é só “cavucar” que acha música boa em todo canto!

19) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

JV: Mudanças de humor.

20) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

JV: Eu nunca nem mandei músicas para rádio, “tô cagando” para isso.

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

JV: GOZE!

22) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?

JV: Eu não dou a cara a tapas para ser julgado por sei lá quem, não faço música para competir com ninguém!

23) RM:  Hoje, os Festivais de Música revelam novos talentos?

JV: O trabalho diário revela talentos. Festivais de Música não me interessam, não foi Festival que fez carreira de ninguém. Um bando de gente achando que pode julgar o trabalho dos outros para mim é uma merda!

24) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

JV: Eu nem dou bola pra isso…

25) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

JV: Legal, são espaços que ainda estão funcionando.

26) RM: O circuito de Bar da cidade que você mora é uma boa opção de trabalho para os músicos?

JV: eu vou ao bar pra beber, escuto música em casa! Musica em Bar sempre me irrita; quando é boa tem gente conversando do lado e me atrapalhando de ouvir, e quando é ruim… É ruim.

27) RM: Quais os seus projetos futuros?

JV: Ser feliz! Amar e quem sabe um dia participar de uma revolução!

28) RM: Quais seus contatos?

JV: Imediatos de terceiro grau ou por: vieirajuh@gmail.com/ https://www.facebook.com/juh.vieira.589


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Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa

Criador e Editor responsável pela revista digital RitmoMelodia desde 2001, jornalista, músico, poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, propaga a diversidade musical brasileira através de entrevistas e artigos. Jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (1996 a 2000) que lançou um livro de poesia em 1998 e seus poemas ganharam melodias gravadas em três álbuns concluindo a trilogia "reggae baseado em poesia" no seu projeto musical Reggaebelde. Unindo a sensibilidade do poeta, músico com o senso crítico do jornalista e pesquisador musical colocado em prática em uma revista que Canta o Brasil.

Publicado Por
Antonio Carlos Da Fonseca Barbosa
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